História Meu Falso Amor - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Tags Amor, Drama, E-mail, Médico, Romance, Virtual
Visualizações 6
Palavras 1.550
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - 5 Capitulo


            Após seu plantão chegar ao fim Lucas foi direto para a sua casa, o dia havia sido desgastante, puxado para ele, nem um pouco parecido com seus rotineiros plantões, não que fosse tudo uma mil maravilha, muitas vezes estar de plantão lhe trazia situações desconfortáveis, mas nada parecido com que estará vivendo desde a chegada de Clara.
            Assim que entrou em sua casa que passou pela sala de estar para poder subir para o segundo andar da casa onde ficará os quartos deu de cara com a casa cheia, seus tios estavam em sua casa fazendo uma visita a seus pais. Assim que avistaram a Lucas todos sorriram e de cara já começaram a lhe felicitar pelo namoro.

– Já estamos sabendo sobre o namoro, muitas felicidades meu sobrinho. – Disse Rosa, irmã de Alexandra, pegando Lucas de surpresa, mas já era de se esperar que Luiza contasse a novidade.
– Fiquei sabendo que é uma gata! – Afirmou Victor, Pai de Lucas, em um tom de brincadeira.
– Tem que nos apresentar. – Brincou Luis, marido de Rosa.
– Porque não nos contou que estava namorando? – Perguntou Alexandra para o filho.
– Por que eu não estou. – respondeu ele caminhando até o sofá e sentando-se no braço do mesmo.
– Como não? – Questionou Luiza. – Eu os vi, ela disse!
– Eu sei. – Afirmou Lucas. – É uma historia tão louca. – Ele passou a mão pelo seu rosto enquanto respirava fundo. O semblante de todos era confuso.
– Como assim? – perguntou Luiza.
– Eu nem mesmo a conheço, ela apareceu ontem no hospital afirmando ser minha namorada, desde então ela continua com isso, mas a verdade é que não faço idéia e quem ela seja... Nunca há vi em minha vida.
– Mas essa mulher então é uma louca?! – foi mais uma afirmação do que propriamente uma pergunta feita por Rosa.
– Completamente. – Afirmou Lucas.
– Estranho, ela não me aparentou ser louca... – comentou Luiza fazendo uma leve careta.
– O que você quer dizer com isso? Esta querendo chamar meu irmão de mentiroso? – perguntou Pedro de forma ignorante o que não passou despercebido por todos.
– Pedro, isso lá são jeitos de falar com sua esposa?! – perguntou Victor, pai de Pedro enquanto encarava o filho seriamente. Nenhum dos Schnneider's, achavam correto a forma com que Pedro tratava Luiza e sempre que tinham a oportunidade á defendia.
– Deixa pra lá. – disse Luiza para seu sogro, já acostumada com o jeito ignorante do marido.

 

****

 

            Dois dias haviam se passado e Clara já começará a reagir a cerca do ocorrido, o que deixava Maria mais aliviada, pois naqueles dois dias ela nem mesmo saiu de casa, passou praticamente as ultimas 48h cuidando de sua melhor amiga, ela sabia como Clara era intensa e tinha medo que no momento de desespero ela pudesse fazer algo contra sua própria vida, vê-la no estado a qual ela havia ficado fez até mesmo Maria chorar, era nítido o desespero, o sofrimento dela, Maria teve ate mesmo que confiscar o notebook dela para que Clara parasse de ler e reler aqueles e-mails e chorasse ainda mais. Clara sempre fora uma menina impulsiva, avoada, mas ingênua quando o assunto era amor, Maria sabia que ela havia idealizado em Lucas o homem perfeito, mas no fim acabará por encontrar um perfeito idiota, mas ela não merecia aquilo e só em pensar nisto ela sentia seu sangue ferver, porém vê Clara sair de dentro do quarto, toma café sem que ela precisasse forçar a fazia respirar tranquilamente novamente, mas mesmo assim ela tinha contas para acertar com Lucas, aquele sofrimento todo não iria ficar assim, não mesmo!

            Com a desculpa de que ia sair para comprar algo bem rapidinho, Maria saiu de casa, pegou um táxi na esquina rumo ao hospital, era a vez dela de finalmente conhecer a Lucas Schnneider e mostrar para o mesmo que Clara poderia ser boazinha, ingênua, mas que ela não tinha nada disto. Quando o taxista estacionou em frente ao hospital central, ela pagou a corrida, saiu do carro com rapidez e sem olhar para trás adentrou o local e foi direto a recepção.


 Bom dia, poderia me informar onde é a sala do dr. Lucas Schnneider? – ela colocou uma mecha de seu cabelo para trás da orelha. 
– A senhorita esta com hora marcada? – perguntou a mulher com um sorriso singelo em seus lábios.
– Não, mas eu realmente preciso vê-lo, qual é a sala dele?
– A terceira à esquerda... – Maria a cortou.
– Obrigado! – Ao terminar de disser isto ela começou a caminhar na direção indicada pela recepcionista. 
– Espere a senhorita não pode entrar assim... – afirmou a recepcionista fazendo-a parar e olhar para a mulher.
Pode ter a certeza de que ele esta me esperando. – Afirmou dando um sorriso sínico. 
– Ele nem mesmo se encontra em sua sala, ele esta na sala do dr. Foster. – Disse a mulher.
– E onde fica a sala do dr. Foster? 
– A primeira à direita, mas a senhorita não pode... – Maria a cortou.
– Nem tente me impedir. – neste momento ela virou-se novamente e saiu andando na direção indicada.

            Maria caminhou em passos firmes até o local indicado, ela estará com tanta raiva dentro de si e só iria relaxar quando finalmente o encontrasse e falasse tudo que estará engasgado dentro de si, só em pensar nisto ela já sentia seu corpo tremer de tanta raiva. Chegando em frente a sala indicada, ela nem mesmo se deu ao trabalho de bater na porta por educação antes de adentrar, ela simplesmente abriu a porta e entrou pegando os dois homens sentados naquela sala de surpresa, fazendo-os a olharem com os semblantes totalmente intrigados.


– Lucas Schnneider?! – O homem que estará sentado na cadeira do paciente levantou-se da cadeira, virou-se de frente para a porta na direção onde ela estará.
– Sim! – Ele lançou um sorriso amigável na direção dela, e ela aproximou-se dele.
– você é Lucas Schnneider? – Perguntou Maria e ele assentiu.
– Sim, sou eu. Em que posso ajudá-la?

            O sorriso amigável nos lábios dele só fora desfeito quando os dedos de Maria se chocaram contra a pele de seu rosto, ela acabará de dar um tapa daqueles no rosto dele, o mesmo após o tapa, confuso levou a mão até o local atingido e massageou tentando compreender o que acabará de acontecer.


– Isto é para você aprender a ser um homem de verdade, honrar o que tem dentro desta calça, aprender a não mais brincar com as pessoas, eu nunca fui muito com a sua cara, sempre achei tudo perfeitinho demais, mas te juro que jamais cheguei a imaginar que você fosse tão canalha... – Neste instante ela foi interrompida.
– Do que esta falando? – Lucas estará aterrorizado com aquela mulher que lhe olhava como se fosse consumi-lo.
 Não se faça de desentendido. – Ela deu uma risada debochada.
– Ei, você não pode simplesmente entrar na minha sala e bater e ofender uma pessoa assim não. – disse o dr. Marcos Foster que até então passará por insignificante para ela. 
– Você não se meta, pois em momento algum eu dirigi a palavra a você, se não quiser sair daqui com a marca dos meus dedos em sua cara é melhor ficar bem caladinho, pois as contas que eu tenho para acertar não são com você. – Afirmou encarando Marcos de forma seria e depois voltou sua atenção para Lucas. 
– Olha aqui, eu nem sei quem você é, como você entra aqui e me da um tapa?! – Os olhos de Lucas estavam vermelhos, mas não devido a lagrimas e sim raiva, ele estará com muita raiva e ela tinha sorte por ser mulher, ele jamais iria tocar nela por este motivo.
– É realmente, de mim talvez você não lembre, mas é da Clara? Continua com amnésia? – Ela perguntou de forma debochada enquanto cruzava seus braços.
– Ah, claro, por que não imaginei isto antes. – Foi a vez dele ser irônico. – amiga da desmiolada. Vocês o que? Fugiram de algum manicômio? – A pergunta dele fez a raiva de Maria duplicar e ela foi para cima dele, porém ele foi mais ágil e a segurou pelos braços, Marcos ao vê o rumo da situação levantou-se rapidamente e foi para trás de Maria segurando-a pela cintura e puxando para que ela não encostasse em Lucas. 
– VOCÊ É UM COMPLETO IDIOTA! – gritou ela. – ME SOLTA! – ela fazia de tudo para se soltar de Marcos. – JÁ MANDEI ME SOLTAR!
– Solte-a Marcos, ela já esta de saída. – disse Lucas a encarando bravo. Então Marcos a soltou.
– Eu irei sair sim, mas antes vou dizer tudo o que esta entalado! Como pode ser tão mau caráter? Como foi capaz de fazer aquilo com ela, sabendo o tanto que ela ama você? Você foi o pior dos homens, o mais canalha de todos, deixou que ela se iludisse, que ela acreditasse em cada juras de amor feita por você para depois que ela largasse tudo e viesse atrás de você, você simplesmente finge que nem a conhece? Que tipo de monstro é você Lucas? Não faz idéia do quanto a fez sofrer com isto, não sei a troco de que inventou isto tudo, não sei por que finge que não a conhece, mas espero que continue assim, suma da vida dela para sempre! Nunca mais se aproxime dela, se eu tiver que vir da um novo recado, eu juro Lucas, eu MATO VOCÊ! – Maria terminou suas palavras e então saiu da sala feito um furação. 



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