História Meu Fantasma (pouco) Assustador - Yaoi. - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Rap Monster, Suga
Tags Bangtan Boys, Bts, Comedia, Fluffy, Homossexualidade, Kim Namjoon, K-pop, Min Yoongi, Namgi, Namjoon, Rap Monster, Romance, Shonen-ai, Suga, Sugamon, Yaoi, Yoongi, Yoongi Fantasma
Visualizações 53
Palavras 5.030
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


COMASSIM EU FIZ 5.000 PALAVRAS??!!?! OQ SIGNIFICA ISSO SENHOR??!?!

HUEHUEHUEVAJWUSBEUWBUBE KJSKSKKKKK

Boa leitura ;-;

Capítulo 1 - Capítulo Único: Meu Fantasma (pouco) assustador.


Fanfic / Fanfiction Meu Fantasma (pouco) Assustador - Yaoi. - Capítulo 1 - Capítulo Único: Meu Fantasma (pouco) assustador.

Tempo, paz, silêncio, tranquilidade e ar puro. Foram por esses e mais motivos para me mudar de casa, uma solitária em um campo livre, não tão longe da cidade, mas o suficiente para afastar da barulheira de carros e etc.

A casa era grande e um pouco antiga, mas não tirava a beleza clássica que está tinha. Era inteiramente feita de madeira, e já pela vista da frente, podia-se ver uma poeira grandiosa e as caixas da mudança que não foram levadas para dentro, realmente demoraria um mês para que tudo estivesse limpo, concertado e no lugar; bem, se eu não destruísse tudo antes de realizar tal desejo.

Respirei fundo, fechando os olhos no ato, preparando-me para dar o primeiro passo a frente, carregando duas grandes malas de roupa em mãos. Quando caminhei o suficiente para estar dentro da varanda de madeira, de frente a porta, sorri mostrando as covinhas. Soltei as malas no chão para que eu pudesse pegar a velha chave da porta de madeira, colocando-a na tranca e podendo-se ouvir um barulho um tanto quando assustador quando a porta abriu-se.

Já possuía alguns móveis ali, antigos, rasgados e empoeirados, mas que se fossem tratados com cuidado, daria mais um bom tempo de uso.

"Mas essas coisas não são velhas, dos tempos antigos?"

Ah, sim, são. Uma coisa que eu gosto, é da antiguidade. Os romances de antigamente, objetos e etc., realmente parecia tudo mais contente quando minha vista capturava algo do tipo, e eu não pude deixar a casa escapar.

A casa não era comprada ou visitada por ninguém a séculos, dizendo-se por ai que tal iguaria era mau assombrada, mas, obviamente, era conto de criança ir para cama.

Fechei a porta atrás de mim, sendo cobrido por um breu que era pouco iluminado pela cortina rasgada que estava entreaberta. Caminhei até o tecido e o puxei, fazendo o cabo da cortina cair sobre o chão, dando grande claridade ao local. E assim fiz em cada cortinado do primeiro andar, iluminando a casa intensamente.

Fui ao centro da enorme sala, colocando os braços na cintura e dando uma olhada em volta, suspirei. Aquilo realmente seria trabalhos e cansativo a mim.


...


Joguei-me no sofá antigo – que já havia sido limpado a pouco, como o resto da sala –, ofegante e com a testa molhada em puro suor, quase que fechando os olhos pelo cansaço.

Minhas pálpebras quase fechadas percorrem o local já limpo, dando uma conferida em cada canto. Quando os globos voltaram a vista de frente, ele estava lá. Todo de branco, preso a correntes, me fitando. Observando.

De primeira, eu não me assustei, pensando que aquilo era simplesmente um efeito do meu cérebro por causa do cansaço.

Mas depois que eu fechei os olhos e dormi, nem tinha se passado em minha cabeça que, em algum momento, eu iria vê-lo denovo.

Os olhos foram abertos novamente, a casa tinha voltado a aquele breu, então deduzi que a noite havia caído. Procurei o celular no bolso da calça larga, ligando-o na lanterna para iluminar o local.

Hum, era hora de mecher na energia da casa. Pensei comigo mesmo.

Fui até a cozinha, onde tinha visto mais cedo, no canto da parede ao chão, que havia uma portinha pequena, que, provavelmente, era dos fios de energia e, talvez, mais coisas. O sistema era antigo, era estranho e eu, definitivamente, não sabia mecher naquilo.

Estiquei meu braço ao bolso de trás para pegar meu canivete, abrindo este e aproximando dos fios. Eu devia cortar algum? Emendar? Mas o quê...?

Devo admitir que fiquei alguns minutos olhando aquilo, com um grande ponto de interrogação, mas, quando me atrevi a tocar, as luzes do local se acenderam. Estranhamente, acendeu.

Meus olhos arregalaram, surpreso com aquilo; eu havia mexido naquilo? Eu realmente estou precisando de uma noite de sono, ou talvez duas.

Mas enfim, isso foi um ponto positivo a mim, só que, certamente, terei que comprar lampadas mais claras, porque essas amarelas deixam a casa muito pouca iluminada para meu gosto.

Guardei o canivete no lugar de onde tirei, olhando em volta da cozinha. Ainda não estava arrumada, com algumas coisa inúteis num canto que seriam jogadas foras e substituídas por alguns móveis do meu apartamento onde morava.

Suspirei.

Passei a caminhar até que saísse da cozinha e adentrasse a sala, indo até as escadas onde dava para o segundo andar. Caminhei pelo corredor, lentamente, olhando as parede que precisavam de uma boa pintura; os quadros eram chamativos, algumas eram de uns artistas famosos, outros era a foto de uma família, que os rostos não podiam ser vistos na fotografias por estarem rasgados. Somente aquele mesmo menino tinha o rosto inteiro na foto.

O mesmo que vi mais cedo; ele nunca esta sorrindo, as roupas perfeitamente alinhadas e a face neutra, o cabelos negros caídos na testa dava um certo charme. Ow, ele provavelmente tinha bastantes pretendentes na época. – Pensei.

Quando cheguei ao final do corredor, um quadro somente de si, o olhos fechados com os finos lábios bem rosados na pintura; sabe, eu me peguei perguntando-me se jogo fora as pinturas ou apenas deixo-as no lugar, para admirar, e em forma de respeito ao antigo dono da casa.

Antes que pergunte se eu mecho com coisas sobrenaturais, a resposta é não. Como dito antes, gosto de coisas antigas e bonitas, como essa pintura por exemplo, uma beleza que merece ser eternamente admirada.

Pisquei os olhos, e como magia, os olhos da pintura se abriram minimamente, parecendo perdida e confusa.

Eu não me assustei, eu tinha certeza que era coisa da minha mente pelo cansaço, então eu apenas fiquei ali, fitando os olhos castanhos profundos que, mesmo sendo feitos por um pincel, podia expressar tudo o que um olhar podia-se dizer.


...

Uma semana depois.



Ah...! Finalmente, tudo no lugar. A maioria dos móveis velhos trocados por novos, cortinas, pisos, janelas, camas, armários, guarda-roupas, banheira e outras coisas substituídas por novas. A casa estava um brinco, mas mesmo assim, o toque clássico ainda continuava ali.

Tinha decidido que iria jogar os quadros fora, somente deixei o que estava no fim do corredor do andar de cima – que, estranhamente, os olhos não estavam mais abertos. Descobri também que, nessa casa, em um determinado quarto – que eu havia decidido colocar como quarto de hóspedes –, havia livros, bilhares deles, antigos, sobre romance e mistérios. O meu gosto, meus favoritos.

E foi nesse determinado momento que fiquei encantado pelo dono da casa, era incrível saber que tínhamos coisas em comun; quando menos eu esperava, estava procurando fotos, documentos e outras coisas do homem pálido do quadro. Me vi apaixonado por algo que não existia mais. Ah, como era bom procurar e pesquisar sobre a casa antiga, atrás do dono desta. Isso realmente me entretia.

E, num certo dia, deixando me tocar no quadro no final do corredor, descobri que era um cofre secreto. Bastava tirar o quadro da parede e ali, encontrava-se uma caixa metálica, que era protegida por um cadeado velho que eu facilmente consegui quebrar.

Eram fotos em preto e branco, algumas jóias e um diário de couro castanho. "Min Yoongi" estava escrito na capa grossa, fazendo um arrepio percorrer sobre a espinha e passar por todo o corpo. As pernas bambiaram e o suor era visível a qualquer um que me olhasse.

— Demorou para que me achassem. – O clima ficou frio quando a voz doce ecoou pelo corredor, vinda de trás, com calma sem igual.

Lentamente, me virei. Roupas brancas perfeitamente alinhadas, os fios negros impecáveis, a face neutra e os lábios finos perfeitamente rosados, dando contraste a pele pálida. Era o mesmo fantasma que eu havia visto antes de dormir, com as correntes presas aos pés... Mas... Onde estavam as correntes?

Engoli saliva e os olhos engrandeceram, minha boca foi aberta e fechada diversas vezes, procurando as palavras certas para dizer, mas nenhum som saia.

Ele se aproximou, num andar calmo e elegante, os olhos fixos aos meus com um simpático sorriso nos lábios finos. Dois passos de distância, o frio transmitido dele atravessava meu corpo, mas eu nem se quer dava atenção a isso, somente admirando a beleza do rosto próximo ao meu, fitando os olhos delicados com a mesma intensidade.

O fastasminha ergueu ambos os braços, tocando as pontas dos dedos de cada lado de minhas bochechas, era um toque tão leve, delicado e vazio que era quase que impossível de se sentir, como se uma pena estivesse pousado na pele, mesmo assim, era possível de se sentir.

— Sente isso? – Perguntou, docemente, com um sorriso castro nos lábios.

Ainda sem fala, concordei com a cabeça, fazendo o outro suspirar de alívio e fechar os olhos no ato.

— Obrigado, Joon-Ah, sou eternamente grato e seu protetor até os seus últimos dias. – Falou, aproximando os seus lábios e abaixando minha cabeça com as mãos, dando um selar frágil em minha testa.

E como um passe de magica, desapareceu. O frio na barriga era presente, o respiração descontrolada e os olhos arregalados também acompanhavam o momento, mas o que estava mais em disparada em meu corpo, era o coração.

Eu realmente não tinha entendido nada do que o outro tinha falado, ou, o porque do albino saber o meu nome. Era estranho mas, não era assustador, eu me sentia protegido e vigiado a cada segundo após o beijo na testa – local este que formigava, dando uma estranha sensação na barriga.

Fiquei ali mais alguns segundos, olhando para o nada e pensando em bilhões de possibilidades e teorias. Olhei novamente o diário de couro em minha mão, vendo que o couro ficou levemente marcado por tamanha força que eu havia colocado nos dedos; "Min Yoongi", realmente era a cara dele.

Passado um tempo do acontecimento, fui ao meu quarto, passando a ler aquele diário folha por folha, tendo que ficar a noite acordado somente para ler a metade. Aquilo contava a vida de Yoongi dês dos dezoito anos até o dia de sua morte; suas paixões, o que ele estudou, sua dúvida sobre a próprio sexualidade – essa que, foi confirmada homossexual em seus vinte e um anos, o que não me surpreendeu pois, quando eu me aceite bissexual, eu já tinha vinte e três anos –, a família e o pai preconceituoso, como perdeu seus parentes aos poucos, até ficar só e ser o ultimo morador de sua casa, e o dia de sua morte, suicídio.

Ele falou que depois da morte dos pais, sentia falta de ser espancado, era tão acostumado que chegou a ser um fetiche, e ele começou a se ver louco, apelando pela morta.

"Estou a frente ao quadro onde esconder-ei esse diário, apenas queria despedir-me, pois agora encontrar-me-ei com minha morte planejada por mim próprio. Sabe, uma coisa importante que não foi escrita por mim neste humilde diário, foi quando eu fiz meus vinte e dois anos, amaldiçoaram-me, meu próprio pai, antes de morrer na cama pelo câncer. Ele amaldiçoou-me a morrer cedo por falta dele; e bem, tenho vinte e quatro anos, vou morrer por falta de algo, estou aqui, pronto para visita-lo no inferno. Na verdade, eu não tenho tanta a certeza disto; minha mãe jogou a culpa em mim quando o meu senhor morreu, e claro, o que melhor do que amaldiçoar-me em vingança? Me lembro tão claramente das palavras dela... Falou que, eu, ficaria preso aqui, para ser mais exato, a minha alma, eu realmente não me importo, nunca fui livre e não vai ser após a minha morte tal liberdade que nunca veio. Mas mesmo assim, espero que alguém me liberte, provavelmente cançar-me-ei da solidão e as futuras correntes pressas aos meus pés.

Min Yoongi, catorze do oito de mil oitocentos e um."

Aquilo era realmente curioso, explicava bastante fatos e criava-se mais perguntas em minha mente. Então era por isso que ele nunca sorria nas fotos, um pai abusador, que fez o próprio filho ficar louco. Uma coisa que eu não havia entendido, foi o fato dele nunca importar-se com a liberdade, mas pedisse para ser achado algum dia após a morte, como dito antes, "cançar-me-ei da solidão", parece que, até mesmo aqueles que já perderam as esperanças, não fogem de uma oportunidade de serem livres.

Aquilo só me ajudou a ficar inteiramente curioso e ter muito mais vontade de pesquisar. Gostaria de ter encontrado ele naquele tempo e mudado a sua vida para melhor, quem sabe, até mesmo realizar os fetiches dele de uma maneira boa? Ah não, a ideia me agradou, agora não irei tirar ela tão cedo da mente!

Eu realmente deveria sair com alguém e parar de bancar o "louco que quer comer Héctor Plasma", isso soou até que nojento.


...


— Oppa! – Nayna-ssi exclamou, assim que eu abri a porta, pulando em meus braços e dando-me selares pelo rosto.

— Nay! – Dei um selinho em seus lábios. – Achou o endereço rápido.

Nayna era uma amiga, eu meio que saia com ela as vezes, só que não tínhamos algo sério, apenas nos víamos como um passatempo, pelo menos eu via ela assim.

Coloquei ela no chão, deixando que adentrasse a casa e explorasse a sala, deixando vez ou outra um murmúrio de exclamação escapar pela surpresa. Sentei-me sobre o sofá, admirando suas pelas pernas que não eram tampadas pela curta saia.

— Gostou?

— É linda, oppa, você é um homem de sorte. – Virou-se para mim, sorrindo docemente.

— Só tenho sorte porque tenho você. – O sorrizinho aumentou, caminhou em passos lentos até mim se sentando lentamente sobre meu colo.

— Ah, é mesmo, Joon-Ah? – Rebolou gostosamente, fazendo meu amiguinho acordar.

— Uhum, Nay, rebola para o Joonie, vai. – Segurei sua cintura, ajudando com os movimentos.

Ela mordeu o lábio em desejo, mas sua cara ficou totalmente pasma quando a joguei no chão, repentinamente.

— Aish, o que foi?! – Perguntou alterada, olhando para a mesma direção onde eu olhava fixamente. – O que esta vendo?

— N-Nada; poderia pegar um copo da água para seu Joon? – Fitei-a, vendo a mesma bufar e se levantar, indo em direção a cozinha.

Fitei Yoongi, incrédulo por ter aparecido em tal momente, afinal, ele não tinha desaparecido? O que ele está fazendo aqui?

— Pensei que sentia algo por mim, para procurar informações sobre mim, loucamente. – Minhas bochechas coraram.

— O que esta fazendo aqui? Pensei que tinha desaparecido!

— Eu não fui embora, estava no meu quarto. "Sou eternamente grato e seu protetor até seus últimos dias.", eu apenas estava esperando suas ordens. – Falou calmamente, fechando os olhos.

— Quarto? – Questionei duvidoso, arqueando uma sombrancelha.

— O que tem vários livros, meus livros. – Explicou. – Estava descansando meus pés das correntes, mas eu não deixei de te observar.

— Oh, shit! Mas eu não estou em perigo agora. – Falei, vendo o outro se aproximar em passos leves.

Tudo o que ele fazia era delicado de mais.

— Você esta apaixonado por mim, Joon-Ah, não é certo me trair. – Curvou-se, para sussurar tal frase em meu ouvido, fazendo-me arrepiar.

— Não temos nada para eu estar te traindo, e como tem tanta certeza do que eu sinto? Pode ser só a minha paixão por antigamente. – Fitei seus olhos castanhos, que se aproxiaram perigosamente.

— Joon-Ah... – Mais próximo.

Minha boca já salivava só de pensar na textura daqueles lábios finos; e porra, não olha 'pros malditos lábios, Kim Namj––

Ah, vai a merda, Yoongi!

Estavam mais vermelhos do que o comum, o clima frio havia voltado e eu podia sentir febre com o cheiro de rosas que saia de seu corpo. As bocas estavam próximas e meus olhos fixos nos lábios pequenos, assim como seus olhos estavam nos meus. Ambos fecharam os olhos e se aproximaram perigosamente.

Um toque... UM TOQUE PODERIA TER ACONTECIDO, seeeeeee, A PORRA DA NAYNA NÃO TIVESSE APARECIDO – rimou!

Como da primeiro vez que vi o albino, ele desapareceu em um piscar de olhos, levando o cheiro doce e o frio juntos consigo.

Nayna me encarou estranho, como se estivesse se perguntando o que se passa em mim, mas está decidiu ignorar, deixando o copo de água sobre a mesinha de centro e voltando-se a sentar em meu colo.

— Onde paramos, oppa? – Perguntou manhosa.

Segurei em sua cintura na intensão de afasta-la, mas isso pareceu só incentivar para que ela rebolasse sobre a ereção – ereção feita apenas pelo maldito cheiro de rosas. De soslaio, olhei pelo canto do olho sentindo aquele clima frio e o cheiro de rosas nem tão distantes.

Ele apenas estava parado, observando a cena no canto da sala, sua expressão estava neutra e sem humor, olhando fixamente em meus olhos.

— Joon-Ah, não é certo me trair... – Sussurrou, desaparecendo novamente, fazendo-me arrepiar.

Voltei a olhar para Nayna, vendo que um bico tomava conta de seus lábios e ela me olhava emburrada.

— Joon-Hyung, você não esta me dando atenção! – Brigou, fazendo cara feia.

Não que ela fosse a beleza em pessoa, mas...

— Eu não estou muito no clima... Podemos fazer isso outro dia. – Sugeri, sorrindo amarelo, colocando as mão em sua cintura motivando-a se levantar do meu colo.

— Você estava duro agora a pouco, ainda esta! – Apontou para minha ereção, atrevendo apertar, o que foi impedido pela minha mão.

— Nayna, hoje não. – Falei firme, encarando seus olhos castanhos, vendo-a não insistir.

Não comentou nada, apenas se levantou, pegou sua bolsa e saiu da casa, fazendo questão de bater a porta.

Me encostei sobre o encosto do sofá e joguei a cabeça para trás, me assustando pelo aparecimento repentino de Yoongi.

— Porra! – Exclamei, sentando ereto, colocando a mão no coração e me assustando novamente ao ver que ele estava em minha frente. – Caralho!

— Não ah motivo para se assustar tanto... Sabe, eu odeio o vocabulário que vocês humanos tem nesse século.

— Eu gosto do seu de antigamente, quando você escreve, ou escrevi, usada muito o modo correto. – Sorri.

— Pensei que iria me trocar por ela. – Mudou de assunto e caminhou até que estivesse sentado ao meu lado no sofá.

Olhei incrédulo a ele; além de estragar uma transa, fala como se eu estivesse o traindo, e isso me irritava.

— Fala serio, provavelmente Nayna não vai querer mais me ver! E eu fiquei com a merda de uma ereção! – Apontei para o meio das pernas, suspirando.

Yoongi encarou o local com a face ainda neutra, como se não se importasse e, cansado, fechei os olhos permitindo-me pensar em coisas brochantes. Finalmente eu me livraria daquela dor entre as pernas...

Errado.

Senti um toque gentil em minha parte íntima e, não tardei a abrir os olhos surpresos. Yoongi nada falava, apenas fitava meus olhos profudamente, me fazendo ficar perdido naquela imensidão. Levei a mão sobre a sua na intenção de para-lo, aquilo tudo parecia um grande pecado, deixar uma alma tão linda fazer tal, mas, quando menos percebi, estava o ajudando a me masturbar por cima do tecido, me deixando gemer e levar a cabeça para trás.

— Y-Yoongi... – Murmurei entre a masturbação.

— Sim? – Respondeu calmamente, sem nenhuma dificuldade e com a cara ainda neutra.

— Se você é um espírito, como sinto seus toques...? – Perguntei, entre um suspiro e outros, forçando mais nossas mãos de encontro com meu membro.

— Apenas temos uma ligação forte, Joon-Ah, somente. – Revelou, fazendo-me olhar para si, deixando os rostos extremamente próximos.

Novamente nos aproximamos, entreabrindo os lábios e, quando estes se chocaram minimamente, muito pouco mesmo, tive minha ejaculação. O contato teve que ser interrompido para que eu pudesse gemer gostosamente.

Ah, eu nunca havia ejaculado apenas com a mão de outra pessoa e... Tão rápido.

Yoongi era uma caixinha de surpresas, e aquilo era incrível.

Quando abri os olhos – que insistiam em fecharem-se pelo orgasmo violento – Yoongi havia sumido, como sempre. Parecia que ele só aparecia quando era de seu agrado e quando eu estava necessitado de algo, e depois desaparecia, sem ao menos ter uma conversar comigo pra me tirar dúvidas.

— Hum, eu preciso de um banho... – Suspirei, cançado.


...


Dei pequenas batidas na porta, aguardando uma resposta do outro lado. Como magia, a porta se abriu sozinha, mostrando um quarto claro e bem arrumado, que estava vazio; estranhei. Dei alguns passos a frente, sentindo aquele frio e cheiro de rosas quando adrentei o local, mas ninguém estava ali.

Fechei a porto, caminhando até a cama e me sentando na mesma, não me surpreendendo quando o albino apareceu do meu lado. Sorri, deixando minhas covinhas apareceram e, de algum jeito, o lugar ficou mais quente.

— Olá, Yoongi. – Falei, fitando com certa curiosidade.

— Hum... O que quer? – Perguntou sem ânimo.

Notei que o mais baixo não era educado, fazendo-me contorcer a cara em desgosto.

Poxa, eu só cumprimentei!

— Queria fazer um debate de palavras, este que, ambos os lados saem ganhando. – Sorri amarelo.

— Uma conversar? – Concordei, fazendo o outro suspirar. – Você já sabe tudo sobre mim, dês da minha sexualidade, ao meu pai abusador e da minha loucura. Você sabe coisas terríveis sobre mim, você sabe que depois que ele morreu, eu senti falta de apanhar. Você sabe que meu primeiro beijo foi a força por um cara que me encurralou. Você sabe que eu fui estrupado, duas vezes.

— Mas você não sabe nada sobre mim, e eu queria tirar algumas dúvidas.

Fechou os olhos, parecendo pensativo se dava uma resposta negativa ou positiva. Apenas cruzou as pernas graciosamente, fitando-me com desinteresse.

— Comece pelas dúvidas. – Pediu.

Sorri abertamente, sentindo o clima esquentar cada vez mais, e o cheiro de rosa envelhecida ir se renovando aos poucos.

— Como sabe o meu nome? Porque queria ser achado, mesmo não esperando a liberdade nunca? Porque as fotos dos quadros estavam rasgados os rostos, menos o seu? Porque você diz que "estamos ficando"? – Perguntei tudo em cima da outra, mas parecia que o baixinho tinha captado tudo, mantendo o olhar sereno.

— Perguntas tão óbvias, Namjoon... Achei que era mais inteligente, sinceramente. – Franzi o cenho. – Depois que tocou o livro, você foi como meu salvador, nada mais justo que Deus deixar-me saber seu nome. Eu ainda não tenho as esperanças da liberdade mas, não queria ficar sozinho eternamente, preso a correntes pesadas. Os motivos das fotos são simples, depois que eles morreram, sentia como se as pinturas me olhassem, mas mesmo assim, eu não tinha coragem de joga-las fora, então rasguei-as – Suspirou, pesadamente. – E a ultima pergunta... Deixarei que descubra sozinho.

Fiz bico, inflando as bochechas em birra; o outro sorriu, um sorriso de canto apenas com os lábios, eu realmente não sabia se era o clima do quarto ou meu coração que haviam esquentados. Realmente não importava agora.

— Desculpa jogar as fotos fora. – Falei, envergonhado coçando a nuca.

— Não faz tanta diferença agora, a casa é sua, aliás.

— Pensei que iria para o inferno, mas pelo visto, você foi ao céu. – Comentei depois de alguns segundos de silêncio, notando o fato que ele havia colocado o nome de Deus ali.

— Eu iria, estava na entrada do inferno para ser condenado, mas uma voz baixa sussurrou: "volte". Parece que o velhote sentiu pena de mim.

Fizemos uma pausa de silêncio.

– Então, Joon-Ah, conte-me de sua vida. – Pediu, depois de alguns segundos.

— Hum... Eu sou órfão dês dos dezesseis anos e, quando entrei na escola, me apaixonei pela primeira vez. Por um garoto... – Sorri, feliz lembrando daquela época de escola. – O tempo foi passando e começamos a namorar mas, por conta de faculdades diferentes, nos afastamos. Eu não namorei muitos garotos além dele, preferi ficar com meninas...

Ele me olhou atentamente, como se estivesse interessado na conversa, então continuei.

— Eu sempre tive paixão por coisas antigas e, como eu gosto de ler, mas a cidade era muito barulhenta, decidi me mudar depois de um tempo, e aqui estou eu, numa casa mal assombrada e confuso com tudo isso. Ainda tenho meu emprego na cidade, mas não me agrada muito.

— Sua vida não é interessante. – Reclamou, majestosamente fazendo um "tsc" com boca. – É uma vida perfeita, normal.

— Eu só oculto o que acho que não interessa aos outros. – Pisquei, me levantando da cama, deixando-o confuso.

Antes que eu saísse do quarto, encarei-o nos olhos que, mesmo estando mortos, possuíam um brilho sem igual e, ali, mesmo que nós dois não soubéssemos, estávamos selando nossas vidas. Bem, eu estava selando minha vida com ele, já o Min, selava sua alma.


...

Um mês depois...



Comecei a passar mais tempo com Yoongi, conversavamos pouco mas, a simples troca de olhares significava mais de mil e uma palavras, fazendo-se uma conversa muda por parte de ambos.

Era gostoso estar na grande sala e ver que ela não era só ocupada por mim, mesmo que Yoongi não existisse fisicamente, ele estava ali. Me observando, somente.

Sinceramente, Yoongi era neutro, fato, mas com o passar do tempo, começamos a flertar um com o outro, tornando uma brincadeira divertida para os dois; esses eram os únicos momentos em que eu via o albino rir, apenas com os lábios, mas o coração batia tão forte que podia sair pela boca.

Era difícil não beijar aqueles lábios, e sim, já chegamos muitas vezes perto de nos baijarmos, mas o fantasma sempre sumia e quando eu pedia explicações, ele ficava calado, observando meu nervosismo.

Eu, sinceramente, queria dar um basta, jogar-lhe contra a primeira parede o morde-lo no pescoço, mandíbula, bochecha, lóbulo e boca. Ah~, aqueles malditos lábios vermelhos! Você está sendo minha perdição, assim como eu queria que eu fosse a sua.


...


— Yoongi? – Entrei no quarto, vendo-o aparecer sobre a cama.

Me olhou, como se dissesse para me aproximar, e assim o fiz, deitando-me ao seu lado e prendendo-o com meus braços. Yoongi ficou surpreso pela primeira vez, desaparecendo e reaparecendo ao pé da cama, sentado a beira.

— O que você quer, piralho? – Argumentou, ríspido.

— Nossa, te penetraram sem lubrificar? – Falei, sarcasticamente com a sombrancelha arqueada.

— Diga logo o que quer.

— Yoongi... Porque você não me beija?

Ele arregalou os olhos, vendo minha face num ar sério e, em questão de segundos, o clima ficou extremamente frio, me dando arrepios.

— Só não podemos, okay?

— Você mesmo diz que estamos juntos, porque não me beija? – Me sentei na cama, já exaltado. – Porra, quando eu admito a você que te amo, você faz isso comigo!

O clima ficou mais frio, ao ponto de abraçar a mim mesmo e me encolher.

— Não é isso! Eu também te amo, porra! Mas se ficarem sabendo, serei castigado! – Gritou, começando a flutuar.

— Quem, ficar sabendo do que, Yoongi?

— Deus! Ele me deu uma chance de ficar aqui com você, mas... Eu não posso me relacionar. Se não... Olá inferno. Ele soube me perdoar por todos meus pecados, uma chance.

— Yoongi, amar não é pecado... – Mumurei.

Vi ele pousar no chão e massagear a própria testa, como se realmente sentisse dor.

— Vamos esquecer iss——

— Isso não faz sentido! Todos os toques, os lábios extremamente pertos... – Fitei-o

— Isso foi o calor do momento, Namjoon. – Se defendeu.

— Calor do momento?! Eu acho essa palhaçada uma besteira, você nem deve me amar. Espíritos não amam. – Lembrei, fazendo-o franzir o cenho.

— Se anjos e Deus podem amar os humanos, porque nós, espíritos, não poderiamos amar? – Me calei com o fato, me sentindo idiota de algum jeito.

— Vamos arriscar então! - Sugeri, olhando o mais baixo de jeito serio.

Ele me olhou incrédulo, se aproximando até mim e sentando-se ao meu lado. Suspirou; suspirei.

— Isso não fez sentido Yoongi, você diz que estamos juntos, quando você não pode fazer tal.

— Nunca estivemos juntos, aquilo foi... Ah, desespero, okay? Quando você me libertou eu simplesmente fiquei... Enfim, eu falei aquilo para que temesse ficar com outros.

Ri das novas expressões que eu nunca tinha visto antes do albino, ele ficava fofo fazendo elas; parecia uma criança. Uma doce criança chorosa.

— Yoongi, e se fosse eu a dar o beijo? – Sugeri, vendo ele me fitar com certo medo. – Um acidente.

— Isso não vai dar certo, ambos iremos nos arrepender.

Sorri do desespero dele, aproximando os rostos, deixando as respirações enlaçarem – almas tinham respiração? –, o clima frio ficou repentinamente quente, ainda não deixando de estar gélido, o cheiro era de rosas que acabaram de abrirem-se no campo.

— Deixa-me tocar-te os lábios com os meus próprios, quero aproveitar isso e estar com você, vivo ou morto.

E o distância acabou, os primeiros segundos foram bons, os finos lábios colados aos meus em um toque suave, movimentando para que o beijo não perdesse a graça e leveza que já havia dês que tal fora iniciado. Suguei seus lábios, adentrando com a língua naquela boquinha pequena, num beijo desastroso. Eu podia sentir que aquilo era tão diferente da boca humana, parecia levar ao céu e voltar a terra.

Mas quando senti falta de sua presença, eu me assustei, abrindo os olhos e vendo que o outro não estava ali. De primeira, me desesperei, paralisei e respirei pesado. De segunda, comecei a rir, pensando em ser uma brincadeira de mal gosto do mesmo.

Mas quando se passou o terceiro dia, eu percebi, ele não estava ali.

Eu chorei por meses, semanas, dias, horas, minutos e segundos, cada canto daquela casa eu via ele, quando eu encarava aquele quadro ao fim do corredor eu torcia para que algo se mechesse, atrevi colocar uma faca em meu pescoço em sinal de perigo, mas nada. Ele não estava lá, e a culpa era minha.


...

Cinco meses depois.



— Já vai! – Gritei da cozinha, para que a pessoa que batia na porta aguardasse.

As batidas pareciam eufóricas e rápidas, como se não tivesse a paciência de esperar, como se precisasse entrar nessa casa a qualquer custo e, quando cheguei perto da maçaneta, tocando-a, senti um frio ameno.

Um frio que trazia calor e, por um segundo, fiquei na duvida de abrir ou não.

Mas aquilo era tão familiar... Reconfortante podia-se dizer.

E então abri.

Vendo o ser menor que eu, com uma roupa de inverno pesada e um cachecol felpudo tampando-lhe a boca, mas só os olhos entregavam quem era. Levou a mão até o cachecol, abaixando-o e mostrando um sorriso gengival doce, fazendo meu coração saltar em disparada.

Eu havia ficado sem reação perante aquilo, apenas deixando-me ser abraçado pelo menor, sua pele parecia real, não como o do primeiro toque que tivemos, aquilo era carne! E isso me fez duvidar se era ele.

— Depois de tanto implorar, Deus me deu uma segunda vida, desculpe a demora. - E selou nossos lábios num beijo termo.

— Oh, Yoongi!

Me deixei cair ajoelhado sobre o chão, abraçando fortemente suas pernas enquanto recebia carinho na cabeça pelos dedos longos e finos.

— Eu te amo, Jooh-Ah, sou eternamente grato e protetor pelo resto de seus dias.

— Eu também te amo, Yoongi-Hyung, e sou eternamente grato por cuidar de mim.

E foi no meio daquelas lágrimas que ficamos pelo resto do dia, trocando juras de amor enquanto nos beijavamos, trocavamos carícias e nos abraçavamos o dia inteiro.

É, eu sei, a história não fez sentido. Mas eu faria tudo de novo.


Notas Finais


EU SEI Q DA METADE AO FIM TA RUIM, mas Poh, da um desconto, a criatividade fode quando vc escreve algo longo


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