1. Spirit Fanfics >
  2. Meu Final Feliz - Bughead >
  3. Tenho família

História Meu Final Feliz - Bughead - Capítulo 56


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura!!!

Capítulo 56 - Tenho família




- Você tem certeza? Está bem mesmo? - Tata pergunta pela décima vez e eu dou risada em resposta. 

-- Eu estou bem senhora preocupada Mary...- falo rindo e ela bufa. 

- Pare! Eu só estou preocupada...- ela fala. 

-- Eu juro que está tudo bem...- falo me esticando na cama. 

- Tá, e a escola? - ela pergunta animada. 

-- Tá lá né, ela não pode sair do lugar...- falo e escuto ela rir. 

- Só você mesmo Betty...- ela fala. - mais é bom você não sair mesmo, te mantém mais segura. 

-- Você fala como se um homem alto de terno chegasse até mim...- dou risada. 

- Não brinca com isso Elizabeth...- ela me repreende e a campainha toca. 

-- Desculpa, mais me conta, como estão as coisas com o Fred? - pergunto me levantando. 

- Ah, eu não sei, o divórcio ainda está aí mais...- ela suspira. - não falamos com nosso garoto ainda. - vou até a porta e apoio o telefone no ouvido. 

-- Vocês sabem que precisam falar...- destranco a porta. - Ah, e qual o nome do seu filho mesmo? - pergunto. 

Eu não sei se ela respondeu ou não eu parei de prestar atenção a partir do momento em que um homem alto, com cabelos grisalhos, e terno preto, aparece em minha visão. Engulindo em seco abro um sorriso convincente. 

- Bom dia, eu posso te ajudar? - pergunto e ele me olha.

-- Sou seu segurança, Keller. - ele abre um sorriso de canto mais logo fecha a cara novamente. - a senhorita Evernever e a família conversaram a respeito da nova dona...- ele encara a casa atrás de mim. - meus colegas avisaram que você já havia chegado só queria dar as boas vindas, normalmente os nossos moradores não costumam ficar muito tempo aqui... 

- Ah, sim...- encaro ele e dou espaço pra ele passar. - eu gostaria mesmo de trocar uma palavra com você...

-- Estou as ordens...- ele fala. 

- Eu te conheço, é o pai do Kevin não é? - falo e ele sorri. 

-- O sobrenome me entregou? - ele pergunta simpático.

- Também, mais eu me lembro que eu comprei meu carro com você...- falo e ele balança a cabeça concordando. 

-- Sim, mais parei de trabalhar lá, era muito cansativo...- ele fala. 

- Intendo...- fico em silêncio mais logo o encaro novamente. - eu vou depositar a minha confiança em você, o suficiente pra que você guarde um segredo para mim...- ele concorda com a cabeça. 

-- Elizabeth? O que está havendo aí? - A voz doce de Mary me faz acordar e lembrar que não havia desligado o telefone. 

- Só um minuto...- falo e saio e vou até a cozinha. - Eu tenho que ir agora...

-- De quem era essa voz grossa? - ela pergunta. 

- É o segurança daqui, eu vou falar com ele agora...

-- Tudo bem, toma cuidado em...- ela fala e eu desligo o telefone enfiando o mesmo em meu bolso e indo até a sala. - Pode sentar senhor Keller...- falo apontando para o sofá gentilmente. 

- Ah, por favor, me chame de Tom...- ele fala e eu concordo. 

-- Eu preciso de sua ajuda...- falo e ele me encara prestando atenção. - como você é o segurança daqui gostaria que me avisasse, qualquer movimento estranho...- ele balança a cabeça. - me avise com urgência, não importa. 

- Claro que sim mas, posso perguntar o porquê?

-- Levo muito juízo ao meu sobrenome senhor Keller, quer dizer, Tom...- me corrigi. - as coisas com a tal herança de minha família, é um assunto muito complicado, entendeu? 

- Perfeitamente, estamos ao seus serviços, posso passar todas as informações que desejar... 

-- Por enquanto é só isso...- falo suspirando. - Também quero que me avise quando alguém perguntar sobre mim, caso contrário, pra todas as ocasiões, Elizabeth Cooper, não mora aqui...- falo e ele concorda se levantando. 

- Tudo bem, faremos o possível para que você se sinta confortável...- ele fala sorrindo. 

-- Muito obrigada...- falo e aperto sua mão. 

- Aonde você conheceu o Kevin? - pergunta. 

-- Ah, antes de vir pra cá, eu estava morando com ele, e os garotos...- falo e ele balança a cabeça. 

- Ah, então é você, a nova melhor amiga que ele tanto fala...- ele fala simpático sorrindo. Ele era muito parecido com Kevin, sua afeição e carinho, era um ótimo espelho para o filho. 

-- Acho que sim...- falo rindo. 

- Foi um prazer conhecer você, mais eu preciso ir agora...- ele fala e eu o acompanho até a porta. 

-- Muito obrigada mais uma vez...- falo e ele sorri balançando a cabeça e saindo. 

Respiro fundo e volto pra cozinha abrindo a geladeira e vendo que não havia nada de bom ali, apenas alguns legumes que estavam apodrecendo um galão de leite, provavelmente azedo. 

Olho para o relógio e vejo que meu primeiro turno no pops começa em uma hora. Saio em disparada até o meu recente quarto e coloco uma roupa leve e um tênis branco, pego minha bolsa e desço em disparada as escadas e saio pra fora da casa que automaticamente se tranca. 

Vou em direção ao meu carro e abro a porta de trás, deixando alguns livros didáticos que eu havia emprestado da biblioteca da escola, me volto para o banco do motorista e ligo o carro, dirigi em direção ao pops, cantarolando a música bad guy da Billie.


xxx

- Bom dia Betty! - Pop fala sorridente. 

-- Bom dia Pop! Como está o senhor? - pergunto. 

- Eu vou bem, mas não era para você estar na escola? Eu disse que seu turno poderia ser a tarde...- ele fala quando me vê atravessando o balcão. 

-- Eu decidi dar um tempo, eu vou continuar os estudos, já consegui falar com o senhor diretor, tá tudo certo, são só alguns dias...- falo e ele concorda me entregando o uniforme amarelo.

- Então vai lá se arrumar e depois entregue esses dois pedidos pra mim...- ele fala sorrindo e eu concordo e saio indo até o banheiro. 

Acabo me perdendo e achando um lugar muito estranho, parecia um salão, tinha um palco no centro, mais as coisas em sua volta estavam com grandes lençóis brancos encima. Abri uma das portas e encontrei um banheiro, me troquei alí mesmo. O uniforme era uma camiseta simples amarela com a marca do pops, e o shorts era um vermelho bordo. Me volto pra cima e pop me entrega uma bandeja com alguns milkshakes e me mostra a mesa em que eu tenho que ir. 

Estava totalmente distraída arrumando os pedidos quando o sino do pop toca mais uma vez, só que agora me chamando atenção com quem entra. 

- Puta merda...- murmuro e vejo eles sentarem em uma das mesas. 

-- Quer ir atender aqueles ali pra mim? - o garoto simpático pergunta. 

- Ah, é que eu não sou muito boa nisso...- falo. 

-- Bobagem, você aprende rápido...- ele fala. 

- Que tal você ir até lá e me mostrar como se faz? - falo e ele concorda saindo. 

Várias perguntas se formaram em minha cabeça, porque eles estão aqui? O que será que Nick Sinclair e Penny Peabody estão fazendo em Riverdale? 

-- Viu como foi fácil? - ele se volta pra mim entregando o pedido. 

- É, você é realmente muito bom nisso...- falo disfarçando. 

-- Eles deixaram um bilhete atrás do pedido...- ele fala e sai. 

Viro a folha de papel e encaro a caligrafia horrível que eu tanto me lembro. 

"Achou mesmo que iria fugir de mim? Loirinha, loirinha, o número do seu telefone é tão fácil de ser rastreado."  Ps' estava com sdds. N.S

Volto meu olhar a mesa deles e agora ele está me encarando e sorrindo, engulo em seco e balanço a cabeça tentando ao máximo me concentrar no meu trabalho. 

- Vai dizer você realmente achou que iria conseguir fugir de mim não é? - ele aparece em minha frente apoiando suas mãos no balcão. 

-- Tá fazendo o que aqui? - pergunto ríspida. 

- Pediram pra eu estar aqui então eu vim...- ele ainda sem tirar o sorriso sínico do rosto. - Penny me chamou pra um esquema e quando eu soube que você estava em Riverdale...

-- Como descobriu onde eu estava? - pergunto. 

- Já não disse que o número do seu telefone é prato principal? Mais tenho que dizer que estou chateado...

-- Você estando chateado me faz tão bem...- falo sarcástica.

- Então os boatos de que você está namorando Jughead Jones são verdade? - ele pergunta e eu arregalo os olhos. - pela sua cara...

-- Como você poderia saber disso? 

- Sei de muitas coisas, mais a minha velha amiga Verônica Lodge me atualiza...- franzi as sobrancelhas. 

-- Você é amigo da Verônica? 

- Nos conhecemos em Nova York, nossos pais são amigos de longa data...- ele fala. - ela ficou chateada com tudo isso...

-- Tá fazendo o que aqui? - pergunto de novo já irritada. 

- Eu vim ver a minha namorada, mais daí eu descobri que estamos em um relacionamento em três, além disso já contou a ele? 

-- Jughead não é como você Nick, e nós dois nunca existimos...- falo e ele apoia seu dedo em meu queixo. 

- Suas palavras me magoam Betty, mais você sabe que nós dois sempre vamos existir...- ele sorri. - afinal quem teve a honra de te deflorar mesmo? - levanto minha mão e ele a segura. - Vejo que continua a mesma vadia, fique sabendo que eu estou de olho em você, eu sou a sua sombra, Elizabeth...

-- Vai embora...- falo baixo sentindo minha respiração apertar. 

- Quero que você termine com aquele serpente idiota...- ele fala sério. - é apenas um aviso. 

-- Uma ameaça? - pergunto. 

- Eu disse um aviso...- ele sorri. - você sabe exatamente o que eu sou capaz de fazer, e eu não quero ver aquele...- ele me encara. - não quero que ele toque em você, nunca mais...- ele se afasta. - pode por meu pedido pra viajem por favor? - ele muda seu tom de voz quando Pop se aproxima. 

-- Está aqui...- Pop fala e entrega a ele a sacola. 

- Muito obrigada...- ele fala e vejo Penny se aproximar me encarando com um sorriso macabro. - foi bom ver você Betty, me liga...- ele fala me encara e sai acompanhado por ela.

-- Está tudo bem criança? - Pop pergunta. 

- Está sim Pop...- falo baixo. 

-- Tudo bem, se anima e vai até lá atender seus amigos...- ele fala e eu o encaro e me viro pra ver Verônica, Archie e Jughead sentados conversando. 

- Tá, eu vou...- falo calma e pego o bloco dos pedidos e ando devagar até lá. 

-- Oi Betty! - Verônica fala animada. 

- Oi...- falo baixo. - vão pedir o que? - eles me encararam por um tempo mais logo fizeram seus pedidos. - eu já volto...- me viro mais sinto as mãos de Jughead tocarem meu braço. 

-- Betts...- me viro pra ele e posso ver o olhar de confuso em seu rosto.

- Eu já volto...- falo calma e vou até o balcão novamente entregando o pedido a Pop que rapidamente me entrega as bebidas. Me volto pra mesa deles. - está aqui...

-- Betty fala com a gente por favor...- Archie fala. - Por que saiu de casa? 

- Não quero falar sobre isso...- murmuro. 

-- Fala comigo por favor...- Jughead fala e apoia sua mão na minha. 

- Escuta Jug, eu...- encaro o lado de fora do pops, e lá está ele, me encarando, fazendo gestos com as mãos como se estivesse atirando na cabeça de alguém....

De alguém não, do Jughead...

- Como souberam que eu estava aqui? Por que não estam na escola? - pergunto. 

-- Não poderíamos ir sem saber como você estava...- Verônica fala. 

- Foca ficou a noite inteira ontem tentando rastrear seu celular, e só hoje mais cedo ele conseguiu...- Jughead fala calmo ainda segurando minha mão. 

-- Me acharam pelo celular? - pergunto e eles concordam. Volto minha cabeça pro lado de fora de novo e ele estava lá observando de longe. Aperto a mão de Jughead, com carinho, lançando um olhar pra ele e tiro meu celular do bolso. - não quero que me encontrem...- falo e coloco meu celular dentro do milkshake de chocolate que Verônica havia pedido. - parem de se importar comigo...- falo e sinto meus olhos arderem. 

- Betty...- Verônica fala baixo. Pego o bloco de papel e começo a escrever. 

-- A conta de vocês...- falo e olho pra Jughead que ainda sim, não soltou sua mão que estava próxima a minha cintura. Coloco o papel no bolso de sua camisa e me afasto de novo a passos rápidos correndo até o banheiro e me permito chorar. 


Jughead Jones


- Que merda aconteceu aqui? - Verônica fala. 

-- O que deu nela? - Archie pergunta. Ainda incrédulo pego o papel que Betty havia deixado em meu bolso. 

- Você não vai falar nada? - Verônica pergunta me olhando. 

-- Eu não vou pagar...- falo e viro o outro lado do papel vendo o bilhete deixado por Betty. 

"Eu amo vocês, mais se mantenham longe, principalmente você, não se esqueça, eu te amo, e estou te protegendo." 

- Me protegendo? - murmuro confuso. 

-- O que? - Verônica pergunta. 

- Nada, eu estava falando sozinho...- falo e guardo discretamente a conta em meu bolso. 

-- Você vai pagar? - Archie pergunta vendo que eu guardei o papel. 

- É eu vou...- falo e encaro o celular de Betty mergulhado dentro da taça cheia de Chocolate. - dá um jeito nisso Verônica...- falo e ela da de ombros. 

-- Oi Jughead...- Pop fala sorridente. 

- Eai Pop! Pode me arrumar uma caneta? - falo e ele tira uma de seu bolso e me entrega. - Valeu...- falo e tiro a conta de meu bolso e começa a escrever no papel. 

-- O que está fazendo rapaz? - Pop pergunta.

- Aqui está o dinheiro Pop...- coloco o dinheiro em cima do balcão. - pode entregar isso pra Betty?  - dobro o papel e coloco em sua mão. 

-- Claro que posso...- ele fala e segura o papel. 

- Obrigado...- falo e me viro vendo Archie e Verônica me esperando na porta. - Tchau, tchau...- falo e saio. 

-- O que será que deu nela em? - Verônica fala segurando com o guardanapo o celular todo lambuzado.

- Ela se revoltou...- Archie murmura. - nos abandonou. 

-- Não se abandona a família...- falo

- Tá que nem o Toretto...- Verônica fala. 

-- Não tenho amigos, tenho família. - Archie fala tentando imitar a voz do personagem. 

- Pensem nela como o Dom na edição oito. - falo e eles param de andar. 

-- Eu não assisti. - Verônica fala. 

- Ah, eu tô ligado! - Archie fala. - O traidor não é traidor...- ele para pra pensar. - acha que ela está sendo...

-- Chantageada? - completo. - eu não sei, mais eu conheço a minha Betty...- falo dando de ombros e caminhando na frente deles que murmuram um "Nossa..."



Notas Finais


Nossa


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...