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História Meu Garoto Número Um - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Escrevi essa história inspirada na primeira garota que gostei. Eu sou garota também e foi ela quem me fez descobrir esse lado meu.

Não tenho intenção alguma com essa fanfic, eu adoro escrever e fiquei afim de fazer algo sobre o que ela significou pra mim.

Capítulo 1 - Cigarro de Melão


Se tem algo que aprendi ao longo dos meus poucos anos de vida — e acredito que muitas outras pessoas também —, foi que a vida ama nos pregar peças. E o auge da minha descoberta foi quando percebi que, depois de dezoito anos crendo que eu era heterossexual, me vi completamente apaixonado por um garoto.

Na verdade, Jeongguk não era apenas um garoto. Era a combinação de todas as coisas boas que existiam. Era doce, mas compreendia bem os prazeres que um corpo podia fornecer. Era engraçado, gentil e possuía o sorriso mais belo que meus olhos já tiveram o prazer de observar. Não importava o nível da crise de ansiedade que eu tivesse na noite anterior, se eu fosse à escola e o visse parado na porta de sua sala, conversando com seus amigos e exibindo aquele lindo sorriso que só ele possuia, meu dia estava salvo.




      (...)





— Taehyung! —  Jimin chama a minha atenção em voz alta.

— O que é? — murmuro irritado. Odeio que gritem perto de mim.

— Estou te chamando a meia hora! — exagera, olhando para o lugar onde minha atenção estava voltada segundos atrás. — De novo pensando no Jeongguk?

— Desde quando isso te incomoda? — puxo minha garrafinha e levo à boca, terminando meu suco. 

— Não me incomoda, Tae. O que me incomoda é você estar apaixonado por ele há dois anos e nunca ter falado nada! — seu tom era de pura indignação. 

— Ele nunca me olharia dessa forma, Jimin. 

Encaro Jeongguk encostado numa parede, rodeado de amigos. O único que eu conheço alí além dele é Seokjin, minha dupla nas aulas de química. Jeongguk ri de algo, enquanto um garoto de cabelos enrolados, Hoseok se não me engano, é roadeado na cintura por seus braços. Aperto a garrafa plástica entre os dedos.

— Você já tentou ao menos falar com ele? Como pode afirmar algo assim?

— É só olhar para mim. 

Jimin quase joga seu sanduíche em mim ao me ouvir dizer aquilo.

— Você é lindo, Taehyung, por favor. Se não fôssemos melhores amigos desde a infância, eu já teria enfiado a língua na sua boca. — o encaro e ele ri, voltando a comer como se tivesse falado nada de mais.

O sinal, indicando que o intervalo acabara, toca. Caminho com Jimin até o canto do refeitório e nos livramos do nosso lixo alimentício nas latas coloridas. 

— Que aula é agora?

— Inglês, eu acho. — Jimin dá de ombros.

Começamos a caminhar tranquilamente de volta para sala, mas uma voz me faz parar. 

— Taehyung!

Olho para trás, vendo Jeongguk soltar o menino que agarrava e correr em minha direção. Meu coração acelera quando vejo seu doce sorriso.

— Nem falou comigo hoje. — ele faz um bico e me abraça como de costume. Um tremor percorre meu corpo ao se chocar com o dele.

— Desculpe. — murmuro apenas, escondendo o rosto em seu pescoço como sempre faço, sentindo seu perfume doce.

Eu sempre tive o costume de dizer para Jeongguk que adorava o seu cheiro quando ele me abraçava. Nós somos amigos de grupos diferentes, mas ele sempre faz questão de vir até mim e conversar por alguns minutos, para logo depois ir embora. Semore gostei de sua companhia e, acho que de tanto afundar meu rosto em seu pescoço para sentir seu cheiro, comecei a ficar viciado nele e, principalmente, no dono.

— Oi Jimin — Jeongguk cumprimenta ao sair do abraço, mas sua mão continua em volta da minha cintura.

— Oi Guk. — acena com suas mãozinhas pequenas e sorri. 

Taehyung volta a se aproximar e sussurra em meu ouvido:

— Você vem estudar na minha casa hoje?

— Quem vai? — pergunto nervoso, sem ter coragem de encará-lo, concentrando meu olhar em Jimin um metro à nossa frente, que dá um sorrisinho malicioso para mim.

— Só nós dois, precisa de mais?

Finalmente o olho, para que a frase completamente mentirosa que vou dizer soe mais verdadeira com uma troca de olhares.

— Jimin me disse que está tendo um pouco de dificuldade em um certo assunto. Ele poderia ir também?

Jeongguk lança uma olhadela na direção de Jimin que sorri amarelo.

— Sem problemas. — ele volta a me olhar. — Tenho que ir agora. — estala um beijo em minha bochecha e sai de encontro com seus amigos.

— Por que disse que eu preciso de ajuda?

— Pra não ficar sozinho com ele? — digo como se fosse óbvio e Jimin ri.

— Você é um covarde, Taehyung. — ele zomba, balançando a cabeça.

— Eu sei disso, meu amigo. Eu sei disso. 




                 (...)




— A disposição dos átomos em uma molécula está baseada na teoria da repulsão de pares eletrônicos, que afirma que os elétrons presentes nas nuvens eletrônicas ao redor de um átomo central repelem-se, alterando o posicionamento dos...

Jeongguk lê a explicação da matéria que ando tendo dificuldade, mas não consigo prestar atenção, mais concentrado em descobrir o sabor do lipbalm de seus lábios que se mexem sem descanso. Será pêssego? Ou talvez morango?

Sinto um belisco em meu braço e olho rapidamente para o lado, vendo Jimin levantar disfarçadamente o caderno para mim.

"seja menos óbvio", está rabiscado de forma desleixada numa das ultimas folhas.

Ajeito minha posição, tentando me concentrar nas explicações de Jeongguk.

— Vou ao banheiro — Jimin anuncia, se levantando do carpete e saindo da sala.

Jeon para de ler uns cinco segundos depois. O livro desce para a mesinha de centro e ele me encara. 

— Está entendendo, Tae? 

— Sim, estou. — sorrio para ele que não retribui. 

Jeongguk se levanta do chão e caminha até se sentar ao meu lado. Ele puxa o livro e recomeça a explicação de forma lenta, como se eu fosse uma criança e acabo me sentindo inútil por precisar desse tipo de ajuda. 

Me afasto e jogo a cabeça para trás, apoiando no sofá. Jeongguk para novamente e me encara.

— Ainda não consegue entender?

— Sim, mas minha mente está um pouco barulhenta hoje, desculpe. 

— Quer conversar?

Ele se aproxima e sua mão vai até meus cachos negros e cumpridos, os arrumando repetidamente atrás da minha orelha. Seu olhar é carinhoso e consigo sentir que ele quase implora para que eu concorde. 

Jeongguk sempre me ouve e está comigo quando preciso de alguma ajuda ou apenas de um ombro para chorar. Ele costuma ser cheio de brincadeirinhas, mas quando me vê vulnerável, trata de ajeitar a postura e me acolher num abraço carinhoso e sincero. 

Acho que é por isso que me apaixono por ele cada dia mais. A maneira como ela está sempre ali para cuidar de mim, me faz sentir um conforto indescritível. Como se ele fosse minha casa.

— Não — sussurro molengo, aproveitando de suas carícias. — Vamos estudar.

— Tudo bem. 

Ele me lança um olhar carinhoso e volta a pegar o livro, retomando a explicação.




                ( ... )





Na quarta, depois da aula de inglês, veio biologia, e quando chega em matemática, não aguento. 

— Você não consegue ficar um dia sem matar aula, não é? — ouço Jimin resmungar ao que tiro minha mochila do encosto da cadeira.

— Ainda bem que você me conhece. — pisco para ele.

Tiro do primeiro bolso uma caixinha Kent de melão e o isqueiro, os enfiando no bolso do moletom preto.

— Se algum desses fofoqueiros disser à professora que eu vim, diga que me deu dor de barriga e não pude aguentar — anuncio, saindo da sala antes que a professora velha e rabugenta aparecesse.

Tomo cuidado para não trombar com nenhum superior e me escondo no jardim atrás da quadra aberta. Jogo a mochila no chão e me sento, encostando a coluna na grade e acendendo, finalmente, meu primeiro cigarro do dia. 

Pego meu celular e coloco minha playlist do Chase Altantic para tocar. Gosto de ouvir fora dos fones, mas como não posso chamar atenção, transmito o som pelo pequeno objeto.

Fico sozinho por um tempo, ouvindo ao fundo a gritaria dos alunos ao lado, mas depois de uns cinco minutos, vejo as pernas grossas e brancas de Jeongguk caminharem até mim. Os cabelos cumpridos estão bagunçados e úmidos. A blusa branca para treino está levemente colada no corpo e a bermuda preta é curta o suficiente para me fazer sentir ciúmes do que não é meu.  

— Já disse que não gosto que fume — ele resmunga, parando em minha frente de braços cruzados.

Percebo que seu humor não está bom, muito provavelmente por conta do cigarro.

— O que faz aqui? — ignoro sua fala, soprando a fumaça para o lado, para não acertá-lo.

— Venho para cá quando me canso da educação fisica. — ele dá de ombros. — E você?

— Aula de matemática.

Alcanço uma garrafinha de água que sempre carrego comigo e jogo na direção de Jeongguk, que prontamente a agarra.

— Obrigado. — tira a tampa, dando alguns goles para logo fechar e me devolver. — Qual é a graça desses seus cigarros?

— Eu gosto do sabor de melão. 

— Coma mais melões então. — ele parece se zangar. — Sério, não vejo a necessidade disso. 

— Nós já conversamos sobre isso — resmungo baixo. 

Odeio a ideia de deixá-lo bravo, mas também adoro os meus cigarros.

— Sim, e você disse que ia parar. 

— Se eu quero morrer logo, tenho que garantir um meio — pronuncio num tom zombeiro, o que só deixa Jeongguk mais irritado.

— Eu odeio quando você faz isso, sabia? Você não vai morrer, Taehyung. — ele assegura irritado e estende a mão para mim. — Me dê. 

— O quê?

— O cigarro, Taehyung.

— Você não vai jogá-lo fora. — dito, esticando o braço e afastando o fumo dele.

— Não irei. Vou fumar também. — diz simples.

— Nem pensar. 

— Por que não? — ele esbraveja com as sombrancelhas coladas.

— Porque eu não quero.

— Tudo bem. — Jeongguk desiste mais rápido do que eu imaginara. — Vou pedir para o Lynn me arranjar.

Antes que seus pés façam o trajeto de volta para a quadra, o chamo quase que na velocidade da luz. Eu conheço Lynn, e sei que não é uma boa ideia deixar Jeongguk perto dele, ainda mais ser um de seus alvos.

— Tudo bem, tudo bem — me dou por vencido, vendo ele sorrir e se aproximar.

Para a minha surpresa, ele se senta em meu colo, com uma perna de cada lado do meu corpo. Seus olhos estão levemente ansiosos para cima de mim, e então, sem quebrar nosso contato visual, levo o cigarro de melão à sua boca, vendo ele puxar e soltar logo depois, dando uma pequena tocida no fim. 

— E ai? — questiono, devolvendo o cigarro ao meus lábios.

— É bom. Mas ainda prefiro a fruta em si. 

Dou um sorriso, apagando o cigarro e o colocando na pequena sacolinha no bolso lateral da mochila.

— Por que apagou?

— Para não correr o risco de você querer mais. — Jeongguk dá um tapa na lateral do meu braço, me fazendo rir. — Mas é sério. Não quero que fume. Muito menos que vá atrás do Lynn. Você sabe que ele não é boa companhia.

— Só falei aquilo para te provocar. — ele pisca para mim. — Eu deveria ir tomar um banho, né? — toca a nuca, que já não parecia mais tão molhada por contra do vento fresco que circulava no jardim. — Devo estar fedendo.

Num impeto de coragem, apoio as mãos em sua cintura e aproximo o rosto de seu pescoço, inalando o cheiro de morangos com um toque de melão. É engraçado que, mesmo suado, Jeongguk ainda é o garoto mais cheiroso de todo aquele colégio. 

Ele se arrepia com o toque na região, me fazendo sorrir contido e esfregar a pontinha do meu nariz gelado na pele quente e perfumada. 

— Não precisa de banho, a não ser que o cheiro das axilas estejam diferentes do pescoço. — tento descontrair com um sorriso.

Jeongguk me encara fixamente, e imagino que talvez o tenha deixado desconfortável com minha ousadia.

— Acho que estão, sim — ele murmura meio incerto. — Eu já vou indo. 

Ele se levanta do meu colo e assume passadas rápidas para fora do jardim. 

 Bufo, irritado comigo mesmo. O que custava me controlar apenas um pouco? 

Pego mais um cigarro e escorrego pela grama, me deitando para observar o céu.

Depois de meia hora o sinal bate. Coloco minha mocilha sob os ombros e boto meus coturnos pretos para trabalharem, saindo daquele hospício. Quando alcanço o portão principal, recebo uma mensagem.


[Guk]: venha até o vestiário.


Respondo imediatamente.


[Você]: O que foi? Aconteceu

algo?


[Guk]: Apenas venha, Taehyung!



Aperto os passos para dentro do colégio novamente. Quase corro até o vestiário ao lado da quadra, o invadindo sem muita delicadeza.

— Jeongguk? — chamo.

— Aqui!

Cruzo alguns armários, seguindo em direção a sua voz e o encontro parado em frente ao espelho parcialmente embaçado por conta do vapor dos chuveiros. Seus cabelos agora estão molhados e um roupão preto cobre seu corpo. Eu sei que ele que ela tem o costume usar roupões, sendo menosprezando as pobres das toalhas. 

Jeongguk ele se vira e logo abre um sorriso triste para mim. 

— O que foi? — caminho para mais perto dele. 

— Você gosta de mim, não gosta?

Ele questiona sem rodeios e, apesar de ficar envergonhado, gosto disso. Da maneira que ele não se priva de fazer ou falar o que quer.

— Por que pergunta se já sabe?

— Eu quero uma confirmação. 

Suspiro, encarnado seus olhos negros.

— Sim, eu gosto de você, Jeongguk. 

— Por que nunca me disse nada? — pergunta baixo.

— Eu sou pouco pra você. Sempre fui

— Pouco para mim? — questiona com uma expressão confusa.

— O que o garoto mais bonito do colégio ia querer com o esquisito que vive tentando se matar e mal frequenta as aulas porque não consegue aprender?

Ele me lança um olhar de súplica e logo depois cola sua testa na minha, fechando seus belos olhos. Sua proximidade é tanta que sinto o hálito quente com cheiro de menta atingir meu rosto e me controlo para não tocar seus lábios vermelhos com os meus.

— Não diga isso, Tae. 

— É a verdade, Jeongguk. Queria estar fazendo drama, mas eu tenho infinitos defeitos perto de você.

— Todos têm defeitos, hyung. Achei que soubesse disso. — seus olhos finalmente se abrem, encarando os meus bem de pertinho.

— Mas eu queria ter nenhum. Queria ser perfeito para você. 

Acaricio a bochecha de Jeongguk, o vendo abrir um sorriso triste novamente. Ele se afasta de mim e percebo que ele quer chorar.

— Eu estou com o Hoseok. — anuncia baixinho. — Eu deveria ter dito antes, me desculpe.

Engulo em seco, sentindo minha garganta apertar e meus olhos marejarem. Jeongguk continua a me encarar, apreensivo.

— Não precisa pedir desculpa — digo num fio de voz e ajeito minha mochila nas costas. — Preciso ir agora.

— Tae... — ele segura minha mão, me e pedindo de sair. — Eu não queria que fosse assim, sério.

— Você não gosta de mim, Jeongguk. E tudo bem. Nós não podemos fazer nada sobre isso.

— Só não vai agora. Eu sei o que você faz quando está triste e sozinho.

— Com todo respeito, Jeongguk, mas a última coisa que quero agora é ficar perto de você.

Me viro e caminho em direção a saída do vestiário. Deixo as lágrimas saírem finalmente, sem me importar com nada.

— TAEHYUNG, POR FAVOR! — ouço ele gritar, mas ignoro.

Aperto os passos e corro para fora da escola. Na rua, as pessoas me encaram confusas e assustadas, porque é claro, não deve ser comum ver um garoto chorar compulsivamente em público como estou fazendo.

Paro na metade do caminho quando já não consigo ver muita coisa e se torna difícil respirar. Maldita ansiedade

Me sento na calçada e fico ali por um tempo, tentando voltar a respirar normalmente enquanto engasgo com o choro. Ninguém se aproxima para falar comigo ou me ajudar e não sei se agradeço ou se considero todos egoístas e sem amor ao próximo.

Mas tento não bancar o indefeso e ter pena de mim. Conseguindo controlar o choro, alcanço minha garrafa de água na lateral da mochila e começo a beber, já que estou cansado de tanto tentar respirar normalmente. Lembro que os lábios de Jeongguk tocaram essa mesma garrafa e volto a derramar lágrimas, mas dessa vez em silêncio.

Fico sentado na rua por um tempo. Talvez uns vinte minutos, não sei bem. Quando sinto que já posso ir, me levanto e caminho para a minha casa, que não está muito longe. 

Ao contrário do Jeongguk deve estar imaginando, não faço nada. Não me corto — porque prometi para o mesmo há meses que nunca mais faria aquilo —, não tomo remédios para dormir ou bebo. Apenas me jogo na cama e tento dormir. Minha cabeça está explodindo, mas não tenho forças para sair do conforto do meu ninho de cobertores. O único lugar, além dos braços do Jeon, que diminui minha vontade de morrer.

Estou triste, mas sei que posso passar por isso. O amor que sinto por Jeongguk sempre me deu força para viver, e agora, mesmo que ele não retribua, não será diferente. Amanhã será um novo dia e sei que doerá um tantinho menos. E assim eu vou levando, até que esteja totalmente curado. 

E apesar da dor, sou grato. Sou grato de ter tido a chance de amá-lo por dois anos e ter me afogado em seu abraço quando quis desistir de tudo. Sou grato por ele ter me feito descobrir um lado meu, mesmo que não intencionalmente. Sou grato por tê-lo feito sorrir algumas vezes e ter sorrido junto.

Eu vou ser sempre, inteira e verdadeiramente, grato à Jeon Jeongguk, por ter sido meu primeiro amor e ter me dado forças para viver.



Notas Finais


Essa história é apenas ficção. As únicas coisas em comum com a realidade são:

- o fato de que eu me descobri bi por conta dessa amiga
- eu sofro de ansiedade e depressão e adoro cigarro de melão
- essa amiga acabou ficando com outra garota.

Mas eu não cheguei a me declarar pra ela, então... Bom, é isso. Será que alguém vai ler isso daqui? Skdndkddn


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