1. Spirit Fanfics >
  2. Meu híbrido. >
  3. Shopping

História Meu híbrido. - Capítulo 15


Escrita por:


Notas do Autor


Ok, eu atrasei umas horinhas do horário normal.
Sorry.

Capítulo 15 - Shopping


            Bombinha On.

            A velha voltou.

            Simples assim. Sem nada demais para acrescentar. A velha voltou para a nossa cassa, toda arrumada e disse para nos arrumarmos.

            — Pra onde vamos? — Kiri perguntou todo animado.

            — Para o shopping. Onde já se viu? Pelo que percebi ainda não comprou roupas para ele certo? Só usa as suas! — Ela suspirou. Olhei as roupas que eu estava usando. Qual era o problema em usar as roupas do Cabelo de merda? Algumas eram bem confortáveis. Ok outras como as calças eram um pouco estranhas. Ficavam desconfortáveis por conta da calda, mas dava pra usar.

            Eu tava sem a menor vontade de sair.

            Kirishima me encarou um pouco e assentiu. Num segundo estava na sala e no outro estava sendo arrastado para dentro do quarto para nos arrumarmos.

            — Temos mesmo que ir? — Perguntei. Sério merda? São sete da manhã. Ela me acordou batendo na merda da porta as SETE DA MANHA pra comprar ROUPAS?

            — Temos. A vó está certa. Não dá pra usar minhas roupas para sempre. Tem que ter as suas. — Revirei os olhos sentando na cama. Eu gostava das roupas. Eram quentinhas. Algumas bem mais largas que eu e confortáveis.

            — Não precisa disso. To muito bem com as suas. — Reclamei. O cabelo de merda me impediu de deitar. Eu quero dormir porra. É pedir demais?

            — Não tá não. E lá podemos comprar sorvete. — Minhas orelhas levantaram com a palavra. Sorvete era uma coisa muito boa. — E eu posso de pagar um capuchino. — Inclinei o rosto repetindo a palavra mentalmente. Kirishima pegou algumas roupas e uma jaqueta.

            — O que é um capuchino? — Perguntei.

            — Um... um tipo de café especial. Com creme e tudo mais. É muito bom. É como se misturasse café com sorvete. — Levantei da cama tirando as roupas da sua mão.

            — Ora. E o que estamos esperando então? — Corri para o banheiro. Eu queria muito experimentar esse tal de “Capuchino”.

            Kirishima On.

            O loiro saiu correndo para dentro do banheiro e trancou a porta. Comecei a rir. Ele ainda era muito infantil para algumas coisas. A animação dele de tomar capuchino e sorvete é muito fofa de ver. Vesti as roupas rápido e ele saiu do banheiro. Fomos com a vó até o carro e seguimos para o shopping.

            Bakugou não parava de olhar para a janela. Meio encolido dentro do meu moletom. Esse era um dos que ficavam mais largos nele. Ele olhava os carros, as pessoas, os prédios com admiração ou... medo?

            Mordi o interior da bochecha. Parecia bem preocupado. Eu o chamei, mas ele pareceu não ouvir. Coloquei a mão no seu ombro o chamando de novo. Ele deu um pulo virando o rosto na minha direção. Meu coração apertou. A vó provavelmente não estaria ouvindo a conversa, estava com o rádio ligado na maior altura na frente do carro. Ele não parecia estar exatamente aqui. Sua mente parecia estar bem longe. Parecia meio fora do mundo.

            — Tudo bem? — Ele me encarou. Aquelas orbes vermelhas estavam um pouco mais opacas do que o normal. Tinham perdido parte do brilho de novo.

            — Sim... Só... — Ele parou, voltando a olhar a janela. — Nada de mais...

            Lembrei que tinha me dito que foi jogado em um carro antes de ser levado pra sei lá onde. Estar dentro de um olhando pela janela em silencio não devia trazer uma boa lembrança. Na verdade. Uma péssima lembrança. Segurei a mão que estava caída em seu colo e ele voltou  rosto pra mim de novo..

            — Lembranças ruins? — Perguntem simples. Katsuki engoliu em seco e concordou. — Tem algo que eu possa fazer pra ajudar?

            Ele ficou me olhando. Pensando. Não soltei sua mão. — Só... — Ele suspirou. — Fica quieto. — Disse soltando minha mão. Não entendi nada. Bakugou desafivelou o sinto de segurança e passou para o assento do meio. Ele afivelou o sinto nesse. O senti encostar a cabeça no meu ombro e passar o meu braço em torno de si. Entendi o que pretendia e o abracei o aconchegando contra mim. — Pra onde vamos mesmo?

            — Tomar capuchino no shopping. — Disse mais baixinho. Ele fechou os olhos. Comecei a fazer carinho no seu cabelo, logo atrás das orelhas. Coisa que já tinha aprendido que não só gostava, mas também parecia o acalmar.

            — Vou tomar capuchino... — Repetiu tão baixinho que por pouco não escutei. Senti um nó na garganta. Estava reafirmando baixinho, pra ter certeza que estava tudo bem.

            — E sorvete. — Complementei. Ele deu um risinho.

            — Tomar capuchino e sorvete... — Disse. Um pouco mais calmo. — Vai ser bom.

            — Vai sim. — Ficamos assim por um tempinho antes de ele continuar:

            — Eijiro? — Abaixei o rosto para o olhar. Era a primeira vez que me chamava pelo primeiro nome. Ou algo que não seja cabelo de merda.

            — Sim?

            — Não me solta... — Disse apertando minha blusa. — Não até chegarmos. Por favor... — Lagrimas me vieram aos olhos. Isso me doeu, e muito. Dei um beijo na sua testa.

            — Não vou soltar. — Murmurei.

            Quando levantei os olhos a vó estava olhando tudo pelo espelho da frente do carro. Com um sorrisinho meigo no rosto. Não sei se essa era a intenção dela ou não, mas parecia bem feliz com o que acabara de ver.

            Katsuki On.

            Ponto para o kirishima. Me sentia seguro com ele por perto merda. Me deixei relaxar. Até que isso não era uma coisa ruim. Ele era meu porto seguro, mesmo com todos os esforços para que não fosse. Fechei os olhos. Tentei focar só nele e no que falava, principalmente no seu coração batendo. Tentando imaginar que não estávamos dentro de um carro, mas em casa, vendo algum filme que eu não queria prestar atenção.

            Pedi para que não me soltasse. Ele não podia me soltar. Se me soltasse... Eu não queria cair de novo nas lembranças. Não queria voltar para dentro do maldito carro. Se me segurasse eu ficaria ali, no momento, com ele. Fingindo estar na sala e ver um filme. E ainda tomaria sorvete depois.

            Se ficasse agarrado a ele não seria engolido pelas lembranças, nem por pesadelos.

            Kirishima On

            Ficamos assim o tempo inteiro até o carro do shopping. Só quando entramos no estacionamento e paramos eu o chamei.

            — Suki. — Abri a porta do meu lado, sem ousar soltar o loiro. — Chegamos. Vamos sair? — Ele abriu os olhos se reergueu. — Tá bem?

            — Tô... Obrigado... — Sorri e sai do carro esperando que fizesse o mesmo.

            Saímos bem em frente ao shopping. A vó saiu depois de nos dizendo que viria fazer outras compras e que depois, mais tarde nos encontraríamos aqui. Olhei o relógio e melhorei a oferta. Quando desse umas nove da manha nos encontraríamos aqui. Ela concordou e saiu.

            — Caralho esse lugar é muito grande. — Ouvi o loiro dizer enquanto entravamos.

            — Você não viu nada ainda. — Ri. — Fica perto tá? Não vai se perder.

            — Acha que eu iria me perder? — Disse. O encarei por alguns momentos e fiquei em silencio. Tudo bem. Vamos descobrir.

            Bakugou andava de loja em loja maravilhado com as belas vitrines coloridas. Isso até entrar em uma multidão. Eu não tirei os olhos do loiro nem por um minuto. Mesmo quando entrou na multidão. Conseguia ver a touca laranja que cobria sua cabeça se destacando como um farol, mas ele não me veria provavelmente. Eu estava usando uma toca simples, preta, bem diferente do vermelho do meu cabelo.

            Não queria que se apavorasse, mas admito que queria ver sua reação. Disse tão convencido que não iria se perder que literalmente se embrenhou em um monte de desconhecidos só pra olhar uma loja colorida longe da única pessoa que conhecia.

            Gatinho bomba On.

            Como esse lugar era enorme! Tudo super colorido. Nunca tinha visto tanta coisa, tanta gente, tanta roupa, tantos brinquedos. O som dos passos me incomodava um pouco, mas krishima estaria logo atrás. E caso alguma coisa acontecesse era só olhar na multidão e encontrar o seu cabelo vermelho. As luzes mesmo sendo fortes não me incomodavam.  

            Parei na frente de uma das paredes de vidro com roupas e me virei. Queria perguntar para o cabelo de merda o que era aqui. Na-vi-o. Isso estava escrito no papel logo abaixo do treco. Não tinha a menor ideia do que era ou pra que servia, mas parecia muito legal e era muito bonito.

            Não o vi... Não via o cabelo de merda em lugar nenhum. Ele tinha sumido. Via crianças, adultos... mas aquele idiota sorridente não aparecia. Comecei a procurar desesperado. Ele não me deixaria aqui, deixaria? Não. Ele não faria isso. Eu de via ter me perdido... que merda. Ele disse pra ficar perto ou eu me perderia e olha o que aconteceu?

            Fiquei andando e olhando ao redor por alguns minutos antes de começar a me desesperar realmente. Tinha gente demais. Não conseguia ver o Kiri, estava sozinho ali... Meu coração começou a correr, não conseguia respirar. Podia conseguir voltar para o carro e esperar eles ali? Talvez, não prestei muita atenção em como cheguei ali...


Notas Finais


Itiiiiiii


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...