História Meu Híbrido - Capítulo 3


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Amor, Bangtan Boys, Bts, Jinmin, Sobi, Sope, Sugahope, Taekook, Vkook, Yoonseok
Visualizações 331
Palavras 4.075
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fantasia, Lemon, Poesias, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Quem é vivo sempre aparece!

Pra quem lê aposto que nem lembra mais da história. É eu sei, sumi completamente.

Bom, a questão é que eu tive uma puta crise e perdi completamente a vontade de escrever e como eu sou um péssimo ser humano não avisei é deixei tudo a deus dará.

Mas, entretanto, porém, toda via ultimamente eu tenho sentido que vou explodir se não continuar, então eu comecei a "rascunhar" pequenos trechos quando tinha tempo. Agora que eu vou ficar de férias vou ter mais tempo então eu realmente pretendo voltar a escrever absolutamente TUDO o que eu tinha parado.

Sim, isso inclui Epifania (se a Camila ainda quiser é claro).

Enfim, sem mais enrolação ao capítulo.

Capítulo 3 - Irmão


-Vamos meu bem, Taehyung já deve estar nos esperando. - Yoongi falou sorrindo enquanto saia do carro. Carregava caixas e mais caixas de pizza em uma das mãos e litros de refrigerante na outra, a calda de seu menino se enrolava em seu pulso enquanto andavam em direção a porta.

Havia falado com Taehyung pela manhã e percebera que sentia muitas saudades do amigo, tinham uma boa oportunidade para se reverem e proporcionar igual felicidade a seus respectivos híbridos, por isso encontrava-se tocando a campainha sinfônica da casa de seu saeng. Não demorou até que um garoto feliz abrisse a porta, seu sorriso retangular contagiando as visitas automaticamente.

-Suga! Finalmente, pensei que tinha esquecido de mim. - Plantou um bico inconformado nos lábios, logo voltando a seu característico sorriso exagerado e maravilhoso. O moreno não pode evitar rir do apelido pouco convencional que o outro usava para se referir a ele. Segundo Taehyung o Min tinha a pele clara e sorriso doce, o que havia sido característica o suficiente para chamá-lo de Suga. É, o acastanhado era um tanto estranho.

-Claro que não, afinal quem é que esquece esse seu rosto feio? - Provocou recebendo um tapa nos ombros.

-Você é muito besta Hyung. - Exclamou bufando enquanto balançava a cabeça negativamente. Yoongi decidiu ignorar o amigo e prestar atenção no garoto com orelhas felinas que se escondia atrás deste.

Jeon era praticamente irmão de Hoseok, ambos haviam crescido juntos e eram como unha e carne, tão inseparáveis que as vezes o moreno chegava a acreditar que realmente compartilhavam o mesmo sangue correndo por suas veias. Seria algo inquestionável se não fossem as claras diferenças físicas entre os dois. Hoseok tinha a calda comprida e branquinha, ao passo que o outro híbrido possuía orelhas tão negras que confundiam-se com os cabelos bagunçados, compridos o suficiente para que chegasse até os olhos do garoto. Jeon era mais baixo, encorpado, sem mencionar os dentinhos salientes que, segundo Taehyung, assemelhavam-se a um coelho fofo.

Sim, o Kim era completamente apaixonado por seu próprio gatinho.

-Jungkook, eu e o hyung trouxemos pizza! Tem o seu sabor preferido! - Hoseok se pronunciou pela primeira vez, chamando a atenção do maknae que passou a sorrir animado puxando a manga da camisa do acastanhado para que desse passagem aos amigos. Parecia uma criança pequena; criança essa a quem Taehyung não conseguia negar nada, por isso cedeu espaço para que os garotos entrassem em sua casa.

Jeon foi o primeiro a receber um abraço aquela tarde. Afinal, a saudade que sentia de seu irmão era tanta que chegava a doer em seu peito.

-Senti sua falta Kookie... - O ruivo disse baixinho aconchegando-se nos braços alheios. O moreno não era muito chegado a palavras, então restringiu-se a apertar com mais força o amigo, ronronando baixinho ao encaixar o rosto na curva do pescoço do mais velho.

Yoongi observava a cena admirado. Em seu âmago condenava-se incessantemente por um dia atrever-se a sentir ciúmes de uma relação tão pura. Por favor, eram como irmãos inseparáveis, sentia-se como o próprio demônio por um dia ter sequer cogitado pedir para que se afastassem.

Virou-se para o amigo mais novo, vendo-o sorrir ao observar a cena a sua frente. Haviam aprendido a admirar o afeto que os híbridos nutriam um pelo outro, de certa forma era como se fosse um exemplo, algo que lhes davam confiança de que seus próprios relacionamentos um dia poderiam ter a intensidade da relação que ambos os irmãos possuíam.

-Tae, me ajuda a guardar essas pizzas, estão pesadas. - Reclamou enquanto dividia as massas com o acastanhado, distribuindo igualmente o peso e permitindo que seus músculos descansassem minimamente.

-Céus Suga, por que você comprou tantas?! Quantos estômagos você acha que nós temos? - Questionou bufando no momento em que finalmente colocou as diversas caixas sobre o balcão de mármore.

-Você já viu como o Hobi é manhoso? Acha mesmo que eu consigo dizer "não" pra ele?

-Céus! O que fizeram como você? Min Yoongi é oficialmente um bobo apaixonado! DEVOLVE MEU AMIGO SUA CÓPIA FAJUTA! - Tae gritou rente ao ouvindo do mais velho, sacudindo-o pelo ombro enquanto dramatizava a situação.

-ME LARGA PORRA! - Gritou irritado afastando-se do castanho enquanto ouvia-o rir divertido. O Kim nunca cansaria de irritar seu hyung. - Você fala como se não fizesse tudo pelo Jungkook. Já esqueceu da vez em que você comprou outro carro só porque ele disse que a cor preferida dele era vermelho e não preto?!

-Ok, eu vou guardar as pizzas.

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Barulho. A chuva torrencial que precipitava, forte e imponente, do lado de fora retumbava em estalos pesados sempre que os pingos grossos maltratavam o solo e o telhado. O som alto era abafado pelas paredes, mas ainda era possível ouvir o eco de tal tempestade.

Jungkook havia aproveitado a visita para mostrar ao irmão ruivo os novos jogos que tinha ganhado. Já os mais velhos, aproveitando o tempo livre que teriam, optaram por organizar o jantar. Não fariam muito mais do que por os pratos na mesinha de centro da sala, mas gatavam de pensar que a difícil tarefa de distribuir o refrigerante nos copos contava de alguma forma como "preparo do jantar".

-Vamos, pode começar a falar. - Taehyung falou erguendo uma sobrancelha enquanto direcionava seu olhar para o amigo, incentivando-o a começar o diálogo. Bom, talvez fosse uma confissão, afinal o acastanhado não sabia o tema do assunto que tanto afligia o mais velho.

-Do que está falando? - Yoongi desconversou, voltando sua atenção a distribuição dos pratos enquanto tentava mudar o foco da conversa. Desejava não ter que debater sobre os acontecimentos da última semana, mas sabia perfeitamente que o Kim lia-o como um livro aberto, conheciam-se desde crianças afinal. De certo o mais novo insistiria até que o outro começasse a falar, mas ainda assim o garoto tinha a ilusão de que conseguiria se esquivar daquilo.

Bom, a esperança é a última que morre, certo?

O acastanhado revirou os olhos, puxando o braço branquinho e sensível do Min, impedindo-o de sair da sala enquanto forçava-o a olha-lo nos olhos.

-Não tente me enrolar Suga, eu te conheço desde que sua colcha de cama era do Kumamon. Pode começar a falar.

-Ta, ta, me larga garoto. - Reclamou plantando um bico inconformado nos lábios. O moreno ainda atreveu-se a olhar mais uma vez para o amigo, um pedido mudo para que esquecessem aquilo. Em vão. Suspirou pesadamente antes de jogar-se no sofá e prender as madeixas escuras entre os dedos, questionando a melhor forma de iniciar aquela conversa.

Taehyung esperou pacientemente até que o amigo se sentisse confortável para começar a falar. Demorou mais do que ele esperava, mas não ligava. Sabia que o assunto em questão provavelmente era difícil demais e não apressaria seu hyung; já lhe obrigava a contar o que acontecera, não forçaria-o mais ainda para que falasse imediatamente.

Depois do que pareceram horas excruciantes onde o acastanhado tentava conter ao máximo sua curiosidade e Yoongi suspirava desesperado e envergonhado com o rumo que aquilo tomaria, o Min finalmente começara seu relato. Contara cada detalhe da noite diferente que tivera com seu gatinho, a surpresa que queimara seu neurônios e acabara completamente com qualquer resquício de sanidade ou autocontrole que ele já dispôs algum dia. Descreveu o quanto se sentiu culpado pela atitudes que tivera e pela situação em que deixara seu menino; Hoseok era inocente de mais para entender aquilo, tinha certeza de que mesmo concordando plenamente com os acontecimentos, ele não fazia a mínima ideia do que era ou o que significava aquele tipo de contato.

O moreno dividia-se entre querer bater a cabeça na parede ao lembrar tudo o que havia feito e aproveitar das imagens maravilhosas que seu cérebro ou oferecia – era maravilhoso e desesperador ao mesmo tempo. Deliciava-se ao relembrar os momentos doces que haviam passado, mas condenava-se por procurar tudo aquilo. Ele havia tomado a iniciativa afinal, era sua culpa se Hoseok havia ficado excitado.

Havia sido um relato relativamente longo, mas Taehyung escutou tudo com paciência, interrompendo poucas vezes para esclarecer algum ponto da história que lhe causava dúvida.

– Taehyung, por que fez aquilo?

– Fiz o que?

– Eu sei que você foi comprar a meia com ele. Por que o deixou fazer isso? Ele é como uma criança, eu não devia ter feito aquelas coisas... – Lamentou suspirando enquanto afundava o rosto nas próprias mãos, seus braços apoiados nos joelhos enquanto tentava esconder sua vergonha e arrependimento.

– Yoongi, o Hoseok não é uma criança e você sabe disso. Ele é sim muito inocente, mas não pode continuar assim pra sempre. Como você vai fazer quando ele chegar no cio? – O acastanhado perguntou vendo o amigo erguer o olhar e lhe encarar com o cenho franzido.

– Cio?

– Pera. – Ergueu uma sobrancelha descrente da dúvida presente na voz alheia. – Você não sabe o que é o cio? Tem um híbrido adulto em casa e não sabe o que é o cio?

– Droga Tae, você sabe que eu pesquiso muito sobre eles, mas é difícil saber tudo! – O Min defendeu-se, sua voz soando tão manhosa quanto o biquinho indignado em seus lábios.

– Mas isso é o básico Suga! – Retrucou rindo divertido pela reação do melhor amigo. – O cio de um híbrido é algo sério, não da pra ignorar.

– Tá, tá. Eu entendi. – Revirou os olhos irritado. – Agora seja útil e me explique: o que é esse tal cio?

– Bom...

– VOCÊ SÓ POR ESTAR BRINCANDO! – Yoongi esbravejou surpreso. Seus olhinhos, sempre pequenos e fechadinhos, estavam tão arregalados que Taehyung preocupava-se com a possibilidade de saltarem das órbitas.

– Não estou não. Isso é sério, o Jungkook até já teve o primeiro cio.

– Tae, eu não posso fazer isso com o Hobi. Você já viu o quanto ele é inocente? Eu levei meses pra beijar ele direto. MESES!

– E vai levar o tempo do primeiro cio dele pra transar. A julgar pelo último acontecimento não acho que vá demorar muito. – O acastanho deu de ombros calmo, completamente o oposto do amigo moreno que passava as mãos pelo cabelo incessantemente, parecia desesperado e com ódio. Ódio da genética, do cio, da idade de seu menino, da droga da inocência do ruivo que ele tanto amava, mas que lhe fazia sentir-se culpado por deseja-lo tanto.

– Eu não vou fazer isso Tae. Não posso, não dá.

– Ah, você vai sim! – O acastanhado puxou a manga da camisa do Min, obrigando-o a sentar-se no sofá. – Yoongi, o cio não é uma brincadeira é uma necessidade. Se você não satisfazer aquele garoto ele vai passar dias gritando de dor. É isso que você quer? Ver seu híbrido sofrendo?

– Não... Eu não quero ver o Hobi sofrendo nunca.

– Então você precisa satisfaze-lo durante o cio. É algo biológico Suga, não da pra contornar ou fingir que não existe.

– E-Eu...

– Hyung, já está pronto? Estamos com fome... – Jungkook perguntou descendo as escadas e interrompendo sem querer a fala do mais velho. Atrás de si vinha Hoseok, ambas as caldas enroladas enquanto iam juntos até a cozinha.

– Está sim meu amor. – O acastanhado respondeu sorrindo. – Vou só trazer as pizzas pra cá. Por que não me ajuda? – Perguntou recebendo um acenar positivo em troca, o moreno prontamente ocupando-se em seguir o próprio namorado.

– Hyung, o Kook me mostrou a coleção de jogos dele! – O ruivinho jogou-se no sofá ignorando o encosto e apoiando-se no ombro do mais velho, ronronando baixinho ao receber um carinho em seus fios e nas orelhas felinas.

– É mesmo meu amor? É você gostou?

– Sim! – Respondeu em um tom infantil que fazia o coração do moreno derreter completamente. Min Yoongi você é um idiota apaixonado.

Não podia fazer nada. Ele realmente era.

– Quer que eu compre um vídeo game pra você meu bem?

– Hum... – Hoseok ergueu o indicador, repousando-o sobre os lábios cheinhos e molhados. Ele é tão lindo. – Não hyung.

– Não? Por que não?

– Por que se o hyung comprar um vídeo game vamos passar menos tempo juntos. – Sorriu alegre, seu gesto espelhado no rosto do mais velho. Céus, amava tanto aquele híbrido, tinha vontade de chorar só em pensar na felicidade que aquele garotinho lhe proporcionava. Era surreal, mas inacreditavelmente bom.

– Trouxemos as pizzas! – Taehyung anunciou quando entrou na sala.

– Olha Hobi! Tem pizza de brigadeiro! É a minha favorita! – Jungkook constatou sorrindo e apontando para a caixa.

– Eu sei, por isso pedi pro hyung comprar.

– Obrigado Suga hyung! – O híbrido moreno agradeceu sorrindo, os dedinhos já mercados pelo leite condensado de outra fatia que comia.

– Por nada Kook. – Acenou a cabeça, completando com um sussurro que apenas Taehyung ouviu – O que eu não faço pelo Hobi afinal...


***


Yoongi pode ouvir os passos tímidos de Hoseok aumentando a medida em que o garoto entrava no quarto e se aproximava da cama. Seu olhar desviou-se da TV para dar atenção a seu menino, oferecendo-lhe um sorriso doce enquanto reparava com mais atenção em cada detalhe de seu gatinho. O ruivo usava uma camisa rosa claro que batia em suas coxas, comprida o suficiente para cobrir a roupa íntima que ele dispunha, suas mãos inquietas puxavam incessantemente o tecido das mangas em uma tentativa falha de cobrir os próprios dedos com o pano.

Havia algo de diferente no híbrido.

O Min conhecia-o como ninguém podia dizer e prever qualquer mudança no mais novo, sempre agindo antes que algo realmente preocupante acontecesse; era como se de alguma forma os dois compartilhassem o mesmo pensamento sem que fosse preciso formaliza-lo em palavras. Mas não agora. Agora o moreno franzia as sobrancelhas em confusão à ansiedade que percorria o corpo alheia.

-Está tudo bem Hobi? - Perguntou preocupado.

-Ah! E-Está tudo bem Hyung. Eu só... - Suspirou baixinho parecendo frustrado com algo. A essa altura Yoongi já tinha milhares de possibilidades rondando sua mente e todas elas lhe preocupavam imensamente. - Posso deitar com você? Eu... Não quero dormir sozinho hoje.

O mais velho arfou aliviado. Revirou os olhos enquanto deixava um sorriso bobo repuxar seus lábios. Atormentara-se sem motivo aparente, afinal era apenas um pedido rotineiro.

Sim, eles tinham quartos separados, mas dormiam tanto juntos que sequer era preciso pedir permissão para isso; eram amantes a bastante tempo afinal, dispunham de um conforto e intimidade para com o outro que era admirável aos olhares exteriores. Porém, mesmo o pedido simples tento confortado o coração inquieto do moreno, ainda perguntava-se o porquê de tanta excitação por parte de seu gatinho.

-Claro que pode amor. - Tirou o cobertor de cima de si, batendo no colchão enquanto sinalizava o espaço para ele deitar. -Vem, deita aqui Seok.

O ruivo sorriu fechado, engatinhando pela enorme cama de casal até poder finalmente tocar o mais velho. Puxou o corpo alheio, abraçando-o ao passo em que se permitia afundar o rosto na curva dos ombros alheios, suspirando baixinho contra a derme clara do moreno.

O Min, por outro lado, encontrava-se em estado de choque. Seu gatinho era manhoso por natureza, mas agora, esfregando o nariz em sua pele e garantindo arrepios contínuos em seu corpo esguio Yoongi sentia como se a carência alheia tivesse atingido níveis inéditos. Passou seus braços pela cintura alheia, deixando seus polegares circularem a cintura alheia em uma carinho singelo que transbordava toda a devoção que o mais velho sentia para com seu menino. Sim, ele o amava e esforçava-se ao máximo para demonstrar isso todos os dias.

-Hyung, você tem cheiro de sabonete... -Murmurou baixinho contra a derme clara do garoto. - É bom...

Yoongi riu baixinho, um misto de nervosismo, apreensão e admiração evidenciado no pequeno gesto. Estava acostumado a lidar com um gatinho manhoso agarrando a si durante as noites, a atenção exagerada que as vezes era necessário disponibilizar a seu garoto e até mesmo a chantagem emocional que ocorria sempre que, por alguma desventura, precisava separar-se do ruivo. Agora, entretanto, não sabia lidar com tamanha carência. Perguntava-se se o mais novo tinha noção das reações que causava em seu corpo ao esfregar o nariz na tez clarinha de seu hyung.

O moreno permitiu-se plantar um beijo casto sobre madeixas azuladas do outro, surpreendendo-se quando Hoseok ergueu-se, unindo ambas as bocas em um beijo único onde o híbrido suspirava baixinho e o mais velho mantinha os olhos arregalados em surpresas.

Definitivamente havia algo diferente.

O ruivo nunca havia sido o tipo de pessoa que toma as rédeas das situações, não tinha o costume de tomar atitudes primeiro, costumava esperar que seu hyung fizesse as coisas para só então deixar-se levar e seguir as escolhas alheias. E isso assustava ainda mais o Min.

O garoto não sabia como reagir ao selinho demorado que ainda recebia.

Eu não entendia o que estava acontecendo. Por mais que meu cérebro tentasse de todas as formas possíveis encontrar uma explicação racional para a súbita carência de Hoseok eu simplesmente não conseguia pensar em nada. Não quando sua respiração batia quente em meu rosto, não quando seus fios ruivos raspavam em minhas bochechas, não quando eu tinha sua boca colada a minha.

Eu tinha certeza de poucas coisas na vida, mas uma delas eu sempre poderia afirmar: os lábios alheios haviam sido feitos sob medida para me provocar. Eram lábios cheinhos molhados e tentadores que repousavam sobre os meus próprios enquanto moviam-se timidamente em um pedido singelo para que alguém ultrapassasse a barreira imposta pelo meu susto momentâneo. Eram lábios que me traziam felicidade, fato que só aumentava quando eu lembrava que eles me pertenciam. Sim, o pequeno híbrido encolhido em meus braços era meu; meu amor, meu amante, meu gatinho, minha esperança, meu anjo. E eu era totalmente entregue a ele na mesma proporção, talvez mais.

Levei minha destra até seus fios, acariciando as madeixas ruivas no momento em finalmente pude sair daquele pseudo-transe. Fechei os olhos me permitindo passar a língua pelos lábios do gatinho, suspirando baixinho ao sentir seu gosto, meus dedos alternando entre sentir suas madeixas macias e passear timidamente por debaixo de sua camisa.

Céus! A sensação de ter sua pele macia e quente debaixo dos meus dígitos, seu gosto dançando em minha boca e seus suspiros baixinhos sempre que eu me permitia aprofundar um pouco mais o contato era inebriante.

Sorri feliz ao sentir seus dedinhos raspando na minha nuca, dedilhado minha pele com um carinho e cuidado característico dele. Uma entre as mil coisas que me faziam ama-lo. Finalizei o beijo abandonando seus lábios com muito custo, não resistindo ao deixar um selinho casto sob sua boca.

Hum... Tão macio.

-Eu te amo Hobi. Sabia disso? - Falei sorrindo ao notar seus olhinhos fecharem rápido e suas bochechas ruborizarem. Seus dedos me apertaram um pouco mais enquanto ele escondia o rosto em meu pescoço envergonhado, sua respiração me fazendo cócegas.

-Eu sei hyung, também te amo. - Abanou a calda felpuda no ar parecendo agitado. Acomodei-me melhor na cama, colocando-o entre minhas pernas, sua cabeça descansando em meu ombro ao passo em que meus braços envolviam sua cintura em um abraço calmo, meu polegares deixando um carinho singelo em sua tez.

Eu não sei explicar o que eu sinto quando estou com ele. É impossível descrever a sensação de ter seu corpo tão perto do meu, seu cheiro adentrando meus pulmões era um vício do qual eu não estava disposto a me livrar... Chega a ser assustador o quanto me tornei dependente de sua presença, dos seus sorrisos, sua voz, suas alegrias e surpresas, cada pequeno detalhe da sua personalidade me faz suspirar bobo e a cada arfar apaixonado eu percebo o quanto sou refém de Hoseok.

Sim, eu o amo. Amo cada pedacinho dele com uma intensidade absurda. Amo seus olhos, a forma como eles transmitem inocência e admiração, seu maxilar definido, seu pescoço cheiroso, sua pele macia, seus lábios. Amo a forma como sua boca forma um triângulo sempre que está frustrado e amo ainda mais o sorriso grande e alegre que ele vive exibindo, quase uma afronta ao meu psicológico. Amo suas mãozinhas, suas pernas, seus fios bicolores. Amo com todas as minhas forças sua positividade, seu carinho constante, o cuidado e preocupação que dispõe para mim, sua voz manhosinha e suas atitudes ainda mais, sua motivação, a luz natural que ele parece emitir a todo momento...

Eu simplesmente amo amar Jung Hoseok. E ali, deitado com o ruivinho em meus braços, sentindo seus dedinhos acariciando minhas mãos em um afago tão gostoso e simples - mas que carregava tanto sentimento - eu me sentia a pessoa mais feliz do mundo. Sim, eu poderia ficar ali pelo resto da vida e não me importaria de maneira alguma, não quando eu tinha meu pequeno angel ao meu lado.

-Hyung... O-O ar condicionado está ligado?

-Está sim meu amor. - Respondi vendo a temperatura que constava no visor: 18 C° - Hobi, você tá bem? - Perguntei preocupado vendo-o levar uma das mãos a própria testa e limpar o suor acumulado ali. Fazia frio afinal, por que ele estava quente daquele jeito?

-Ta, tá tudo bem eu só... Eu... Hyung, p-por que seu cheiro está tão forte? - Seu rosto voltou ao meu pescoço, mas dessa vez seu nariz esfregava-se na minha pele, arrepiando meu corpo toda vez que sua respiração quente esbarrava em minha derme.

-Hobi, o que você tem amor? Está muito quente... - Franzi as sobrancelhas, afastando-o delicadamente enquanto media sua temperatura, constatando que de fato ele estava muito mais quente do que o normal, mais até do que suas alterações devido a fragilidade da mutação em seu DNA. - Quer ir ao médico meu bem?

-N-Não, eu estou bem é só... E-eu... AH! - Desesperei-me ao ver meu menino curvando-se pressionando as mãos com força no próprio ventre e gemer arrastado pela dor, um som que fazia meu peito se apertar e meus olhos começarem a lagrimejar.

-Hobi! Hobi me diz o que você tem! Amor, fala comigo! - Pedi desesperado remexendo-me na cama até ficar na sua frente, segurando seus braços em uma tentativa falha de chamar sua atenção para mim.

-Hyung... D-Dói, e-eu...

-Onde dói meu amor? Eu vou te ajudar, mas você precisa me dizer o que está acontecendo. -Franzi o cenho passando meus dedos por seus braços tentando a todo custo acalma-lo e faze-lo esquecer aquela dor de alguma forma.

-Dói aqui hyung. E-eu... H-hum... - Seok gemeu baixinho, meu cérebro desligando por um momento. Aquilo estava certo? Eu havia ouvido direito?

Observei meu menino esfregar-se na cama, suspiros baixinhos escapando por seus lábios a medida que os movimentos tornava-se mais fortes. Seus dedos ergueram-se até seu ventre, parando próximos a sua virilha, sinalizando que aquele era o local que tanto lhe incomodava. Engoli em seco, erguendo meu olhar até encontrar seu rosto: vermelho, ofegante e suado.

-Hyung, está muito quente... - Murmurou baixinho fechando os olhos quando se esfregou na cama novamente, um arfar arrastado escapando pelos lábios bonitos.

Choque. Essa era a única palavra que me definia naquele momento. Era tudo demais para absorver, intenso demais para entender. Em um momento estávamos deitados abraçados assistindo a um filme qualquer como sempre fazíamos, no outro Hoseok estava rebolando na cama emitindo sons que abalavam completamente meu psicológico, mas continuavam me intrigado. Era absurdo, delicioso e assustador.

Deixei que minha língua umidificasse meu lábios secos, passeando meu olhar por seu corpo vendo suas coxas flexionadas, seus dedinhos apertando com força o lençol, a camisa rosa cobrindo minimamente a cueca branca marcada pelo volume de sua excitação. Seus mamilos eriçados raspavam no tecido da camisa, ficando ainda mais evidentes debaixo do plano rosado. Sua boca mantinha-se aberta permitindo suspiros de deleite correrem livremente por sua garganta, reverberando por meus ouvidos e me fazendo estremecer. Mas nada, nada era tão intenso quanto seus olhos.

Eu amava as orbes acastanhadas de Seok; eram intensas sinceras e inocentes, sempre maravilhadas com qualquer detalhe que surgisse a seu redor, por mais pífio que pudesse ser ele sempre enxergava beleza e importância nas coisas mais simples. Esses olhos ainda estavam ali, mas mesclavam-se a um azul safira tão intenso que eu poderia me sentir intimidado se não soubesse que era o meu menino ali, meu gatinho.

Sim, seus olhos alternavam entre castanho e safira, seu corpo excitado sem estímulo algum parecia desesperado por qualquer tipo de alívio, mesmo que o próprio garoto não fizesse ideia do que procurava esfregando-se de forma tão vulgar no colchão e eu sabia muito bem o motivo de tudo aquilo.

-Yoongie...

Hoseok estava em seu primeiro cio.



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