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História Meu Lado mais Humano (Fotos que Contam uma História) - Capítulo 1


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Notas do Autor


E aqui vamos nós, começar mais uma historia que deu muito trabalho para escrever - já que esse é um anime detalhadamente complexo e espetacular que deve ser respeitado adequadamente. Mas agora que ficou pronta desejo a todos um excelente proveito dela.

Capítulo 1 - O Começo de Outra Vida


Fanfic / Fanfiction Meu Lado mais Humano (Fotos que Contam uma História) - Capítulo 1 - O Começo de Outra Vida

{Seiji narrando}

Acordei de manhã bem cedo. Fazia frio e nevava do lado de fora. Não tinha nenhum serviço ou encontro marcado para o dia, portanto estava na cede oficial de meu clã – uma mansão muito maior que as outras e com infraestrutura completa de proteção contra youkais e treinamento.

Me levantava, tomava meu banho e me vestia, tudo bem a tempo de um empregado vir para repassar notícias para mim. Ele me informava sobre situação financeira, contato com os outros clãs, reuniões em agendamento, atividades youkais na área... Tudo enquanto descíamos pelo corredor até a sala para comer.

A última notícia que me deu não foi boa: Natsume não estava em nenhum lugar da mansão. Já fazia uma semana que ele estava morando aqui e seus desaparecimentos eram comuns – tão comuns quanto sua clara dificuldade em se adaptar aquela situação. Avisei Nanase que tomasse conta de tudo enquanto sairia para procura-lo – como o gato deveria estar com ele, não estava muito preocupado.

Tudo bem, essa última parte é mentira sim. Não conseguia deixar de me preocupar com o menino, pois o que aconteceu foi culpa minha e, apesar de tudo, ele ainda se arriscou para me ajudar no final. Na entrada, peguei um guarda-chuva diferente do meu usual e saí a sua procura.

Inicialmente decidi verificar seu quarto – este ficava em um anexo da mansão, mais afastado dos outros, para que ele tivesse mais privacidade e continha, ao menos, o dobro de proteções que todo resto da casa. O amplo espaço estava perfeitamente arrumado e, em uma pequena estante, as fotos de seus grandes momentos com os amigos e familiares estavam organizadas.

Ele não havia voltado para o quarto e o Livro dos Amigos não estava lá, deixando claro que podia estar se colocando em risco devolvendo o nome de mais algum youkai, que não podia entrar no clã – mesmo que soubesse que ele nunca deixaria aquele Livro sozinho.

Continuei a procurá-lo por quase uma hora, já sentindo dificuldade em controlar minha preocupação, quando encontrei pegadas indo para o jardim dos fundos. Deveriam ser dele e as segui, conseguindo sentir sua energia de trás de uma moita de camélias vermelhas. Vim por de trás da moita e estendi meu guarda-chuva para ele e o gato, que estavam sentados na neve, ele admirando o nada e o gato dormindo em seu colo.

Sorri aliviado, sendo encarado pelo menino com uma expressão praticamente ilegível, mas que eu tinha certeza, de poder sentir dúvida e surpresa vindo dele. Aqueles olhos antes tão brilhantes e, às vezes, opacos ao tentar ocultar seus sentimentos, agora eram vazios e tristes, sem a transparência enigmática do vidro... Apenas os sinais de algo que se quebrou e se apagou.

Ofereci a mão para que se levantasse e que fossemos para dentro da casa, onde ele poderia se aquecer e comer – certo, ele estava agasalhado, mas não sabia a quanto tempo estava naquele frio.

Ele avisou o gato que iam voltar para dentro da mansão, o acordando. O youkai não pareceu dar muita importância e não voltou a dormir! Ficou me encarando e vigiando meus movimentos o tempo todo, até entrarmos na casa principal novamente.

Eu o guiei até a sala para comermos e assim fizemos. Novamente ele comeu em silêncio, sem fazer muito contato visual, não comeu muito, se levantou pedindo licença e saiu. As coisas definitivamente não estavam indo bem! Ele não estava se alimentando direito e dormia muito pouco, desde o que ocorreu.

Mas eu também não sabia ao certo o que fazer para ajudar, sendo que até a Nanase não mais suportava ver o desenrolar daquela situação horrível. Ele não conseguiu prestar seus exames de admissão em faculdades, sua família e amigos haviam descoberto seu segredo da pior forma inimaginável e, agora, eles estavam separados, o deixando agoniado.

Ele repetia uma rotina monótona e simples, que sequer podia ser chamada de boa. Dormia e comia pouco, passava os dias praticamente em silêncio absoluto, falava apenas com o gato, algumas vezes, e permanecia admirando o horizonte, chegando a chorar em certas ocasiões.

Ainda durante a manhã, Natori ligou novamente para saber como ele estava. Eu lhe informei de novo a mesma coisa que vinha informando desde que o menino se mudou para cá: ele não está bem e ninguém consegue falar com ele para tentar ajudar. Natori me respondia a mesma coisa de volta sempre, antes de desligar o telefone: entendo. Dessa vez não o deixei desligar o telefone! Perguntei se não havia algo que pudesse ser feito para ajudá-lo a melhorar e Natori disse que, se eu ajudasse, poderia colocar um plano seu em prática, para dar de volta a Natsume a luz que ele perdeu.

Concordei de imediato com seu plano e desliguei o telefone, indo imediatamente repassar a notícia para Nanase.

{Natori narrando}

Não me acalmava em hipótese alguma! Já faz uma semana que venho a casa do Takuma-san falar com ele sobre o que aconteceu com Natsume. Me sentia horrível por não ter conseguido ajudá-lo muito e pela forma como a situação terminou. Jamais quis ver aquilo! Nem um pesadelo poderia ter sido pior.

Sua família e amigos estavam apavorados pelo ocorrido, ele se machucou muito e, para completar tudo, eles se separam, resultado de Natsume ter ido morar na sede do clã Matoba. Seiji lhe ofereceu abrigo e proteção, como uma forma de tentar compensar o mal que ajudou a infligir.

Havia ficado tão furioso com ele que fui tirar algumas satisfações pessoalmente, para perceber que ele e Nanase estavam aflitos pela segurança e a vida de Natsume da li em diante – além de perturbados por terem se deixado enganar, acabando por colaborar com o ocorrido. Os dois me mostraram o motivo e eu não pude suportar a cena que vi: ele estava encolhido no chão, chorando e sendo embalado pela cauda macia de Madara.

Saí da mansão e comecei a ligar várias vezes ao dia para perguntar se ele estava bem, nunca recebendo boas respostas em retorno. Hoje conversei com Seiji e consegui seu apoio para um plano meu ser posto em prática. Pretendia reunir Natsume, seus familiares e amigos novamente!

Falando com seus amigos e familiares, pude reparar o quão tristes e agoniados estavam por ele, envergonhados de terem sentido medo de alguém tão especial e descobri que estavam desesperados por notícias dele e por poder revê-lo – o que facilitou meus planos.

Conversei com seus amigos youkais também, tendo confirmação que sentiam saudades dele e queriam revê-lo. Não tive problemas em encontrá-los, já que estavam protegendo as pessoas mais importantes para Natsume. Um verdadeiro grupo seleto e honrado de youkais, que Natsume tinha o prazer de dizer conhecer e eles o mesmo.

{Natsume narrando}

Outro dia veio, passou e acabou. Estou morando na cede do clã Matoba já tem uma semana. Aquele incidente horrível destruiu meu mundo e eu perdi tudo, acatando como única opção, vir morar aqui, para ao menos proteger aqueles que eu mais prezei em meu coração. A única coisa que permanecia igual era que Nyanko-sensei ainda estava comigo.

Ele não mais falava toda hora de ficar como Livro e me confortava sempre que começava a chorar ou agoniar. Acho que assim como minha avó conquistou a atenção dele, eu havia conquistado sua amizade. O ocorrido me deixou muito mal e sequer mais conseguia ter vontade de continuar vivo.

Eram nessas horas mais decisivas que o Sensei me lembrava das pessoas mais queridas para mim, de tudo que vivi e aprendi e de uma promessa que ele me obrigou a fazer: você não vai desistir enquanto eu estiver aqui. E assim seguíamos. Não mais conseguia devolver nomes, perdi meus exames de admissão e não mais via meus amigos ou o casal Fujiwara.

No dia seguinte, Matoba-san me chamou para sairmos. Relevei o motivo e apenas o acompanhei, julgando que, talvez, sair fosse me fazer algum bem. Estava no carro com ele e Nanase e mais alguns carros de escolta nos acompanhavam, já que segurança agora era essencial, depois do incidente em que me envolvi.

Conforme o caminho cada vez mais me era familiar, deixei lágrimas escaparem ao me ver na minha cidade. Caminhava a passos lentos, revendo caminhos que andei de bicicleta, a escola ao longe, passando na frente de casa, a Nanatsujia... Tudo aquecia meu coração e doía ao mesmo tempo que me lembrava do que perdi.

Andamos até o templo onde Tanuma morava e ali tive uma magnifica surpresa. Todos – literalmente, todos – os youkais, ayakashis e divindades que conhecia estavam juntos de meus amigos humanos, do casal Fujiwara, Takuma-san e Tsukiko-san estavam lá e Natori-san também.

Antes que eu tivesse qualquer tipo de reação, Touko-san e Shigeru-san vieram correndo em minha direção, gritando por mim e me abraçando com força. Os dois choravam me abraçando e eu comecei também. Todos vieram para cima de mim me abraçar, se desculpar, checar se eu estava bem... Percebi suas preocupações e aflições, aceitando conversar com todos no final.

Sorri muito satisfeito em escutar que não queriam se separar de mim tanto quanto eu não queria me separar deles. Combinamos meios de manter contato, locais para nos encontrarmos, datas de festas, festivais e celebrações que passaríamos juntos e assim por diante.

Acabei decidindo que continuaria a morar com o Matoba-san. Era mais seguro para todos, agora que o Livro dos Amigos era de conhecimento público dos exorcistas e eles foram expostos também. Mas, agora que não mais iriamos nos separar e tudo foi resolvido, estava mais motivado a criar um meio de continuar a devolver nomes, aprender técnicas para me defender e continuar a viver, sempre ansioso por falar ou rever aqueles que me deram algo insubstituível: um lugar em seus corações.

A festa acabou apenas quatro dias depois! Foi uma enorme celebração em que matei minhas saudades de todos! Meu coração não se sentia aquecido desta forma a muito tempo e finalmente apreciava o calor ressurgir e se instalar. Era o calor das memórias e aprendizados, dos bons e maus momentos, da família e dos amigos.

Era a luz da coragem para começar uma outra fase da minha vida.


Notas Finais


E assim termina este primeiro capitulo, epilogo dos proximos e para deixar já algumas emoções.
Se eu merecer reviws e puderem deixar para mim, vou amar.
BJS.


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