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História Meu Lado mais Humano (Fotos que Contam uma História) - Capítulo 2


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Notas do Autor


Agora veremos como essa convivencia vai fluir!
A imagem deste capitulo tem uma retratação maravilhosa ;)

Capítulo 2 - Aprendendo a Conviver


Fanfic / Fanfiction Meu Lado mais Humano (Fotos que Contam uma História) - Capítulo 2 - Aprendendo a Conviver

{Natsume narrando}

Estou já há um mês morando com o Matoba-san; e posso dizer com certeza: seu comportamento tem sido estranho. Talvez não apenas o comportamento, pois tinha certeza de que o ar a sua volta vinha mudando, sua voz parecia ter tons de preocupação e carinho muitas vezes e seu olhar parecia dedurar seus sentimentos quando não conseguia expressa-los direito.

Sei muito bem que a criação dele foi muito diferente da de qualquer outra pessoa ou exorcista, que possuía frieza para com youkais e seres humanos igualmente, confiava em poucos e as vezes ninguém, tinha poderes elevadíssimos unidos a sua perspicácia anormal e focava seu interesse em seres de alto poder espiritual – fossem humanos ou youkais.

Na minha primeira semana aqui, nada tinha reparado pois não estava bem; contudo, agora que estou melhor, motivado e fazendo progressos com treinos, posso ver coisas que jamais imaginei ver nele – até mesmo Nanase-san estava tendo diferentes comportamentos e atitudes.

Tudo me parecendo muito estranho, decidi conversar um pouco sobre o assunto com o Natori-san.

Ele me explicou que essas mudanças eram por se preocuparem comigo e se sentirem responsáveis pelo incidente. Novamente mais coisas faziam sentido. Toda atenção médica que vinha recebendo, eles terem concordado em ajudar com o plano do Natori-san e os boatos que ouvi referente as repercussões severas que caíram sobre os envolvidos na situação.

O Matoba-san e a Nanase-san realmente estavam fazendo esse esforço todo por mim?! Por mais animado, e um pouco receoso até, sobre isso, que eu esteja... Nada muda que estamos tendo alguns pequenos problemas de ajuste.

O problema era mais que óbvio: eu tinha dezenas de amigos youkais, conversava com eles, os tratava com respeito e era tratado igualmente de volta; já o clã inteiro tinha uma repulsa natural pelos youkais, apenas os viam como seres de interesse para contratos ou que deveriam ser eliminados e não acreditavam que eles pudessem ser bons de alguma forma.

Já havia avisado meus amigos youkais para terem cuidado ao se aproximar da casa e combinamos de nos encontrarmos em uma pequena clareira da floresta perto do portão de trás da mansão. Os youkais vinham conversar, beber e trazer outros que queriam seus nomes de volta. Nos comunicávamos pelos mensageiros do Misuzu muitas vezes e eu vestia algum kimono para ir até eles com o Sensei.

Isso deixava os membros do clã enfurecidos! Era um absurdo eu ficar saindo para interagir com youkais por diversão. O Matoba-san, em particular, não gostava nem um pouco disso e, por mais que tentasse ser compreensivo com a devolução dos nomes especialmente, me dava broncas ou tinha sérias conversas comigo sempre que voltava de uma dessas saídas – já que, também, não o avisava diretamente que estava saindo.

Deixava um bilhete na entrada e outro na porta do meu quarto e saia. Era estranho ficar sempre reportando para onde estava indo, o que ia fazer, com quem estaria... Certo. Meu histórico não é dos melhores e segurança é muito importante agora, mas ficar se prendendo a uma paranoia não era saudável.

Eu avisava quando era algo mais sério – a exemplo de sair para ajudar o Natori-san com trabalhos – ou se precisava procurar um youkai possivelmente agressivo para devolver seu nome. Mas de resto eu pretendia viver feliz e um passo de cada vez – aprimorando minha atenção no processo, é claro.

Tudo isso se repetiu hoje. Eu saí bem cedo, usando meu conjunto lilás de kimonos, para devolver alguns nomes de um grupo de youkais. Deixei os bilhetes, avisei o Sensei e nós dois saímos. Chegamos no ponto de encontro e vi, pelo menos, uns dez youkais que queriam seus nomes de volta, junto de Hinoe, Benio, Chukiyu e Kai – ele veio desta vez, pois foi a ele que os youkais ali haviam pedido orientações sobre como ter seus nomes de volta.

Devolvi todos os nomes e me senti bem cansado até – de uns meses para cá, minha exaustão depois de devolver os nomes vinha diminuindo bastante, mas hoje algo estava diferente. Talvez precisasse descansar mais do treino de barreiras que fiz no dia anterior. Deixei que o Sensei ficasse bebendo com os youkais e se divertisse enquanto voltava para mansão.

Fui bem devagar e com calma, demorei, mas cheguei. Entrei e fiz uma breve pausa para pegar ar no jardim, ainda coberto pela neve. Do nada ouço alguém me chamar e vejo o Matoba-san correndo em minha direção.

- Natsume! – ele parou na minha frente e imediatamente passou um kimono mais grosso, que tinha em mãos, pelas minhas costas, na tentativa de me aquecer – Você saiu novamente nesse frio para devolver nomes não foi? E onde está o gato, que deveria estar te protegendo? – ele terminou e pude ver sua preocupação claramente.

- Está tudo bem Matoba-san. – respondi devagar e com a voz bem baixa – Eu devolvi alguns nomes e fiquei cansado demais dessa vez, ai decidi voltar para cá e deixei o Sensei bebendo com os youkais. – terminei com um leve sorriso, vendo ele desfazer sua postura com preocupação.

- Você sabe que o treino de barreira exige bastante mentalmente e hoje está muito frio! Precisa ter mais cuidado. – era oficial agora: ele realmente estava mudando por mim e isso me deixava feliz.

- Eu sei, Matoba-san. – suspirei feliz, tocando uma de suas mãos – Foi por isso que voltei para descansar. Quando estiver melhor, irei ver os youkais que vieram me visitar.

- Então vamos direto para seu quarto. Você vai mesmo descansar! – ele já começou a me guiar pelo caminho e não pude deixar de rir da forma como ele se expressou.

{Natori narrando}

Já faz um mês que o Natsume está morando com o Matoba-san e devo admitir estar satisfeito pela atual situação e curioso pelas mudanças ainda por vir. Ele e eu conversamos bastante por telefone e pessoalmente, portanto estou bem atualizado de como a situação vem progredindo.

Natsume estava praticando a canalização de seus poderes em proteção e ataque, para poder se cuidar melhor – o que revelou seu real potencial de poder e capacidade, surpreendendo a todos; seus esquemas de devolução de nomes e contato com youkais, familiares e amigos estava funcionando muito bem – mesmo o clã Matoba tendo problemas com esse contato todo com youkais que ele mantinha despreocupado; e que Madara seguia fiel ao seu lado, ajudando em seus treinamentos e mantendo-o seguro como um excelente guarda-costas e amigo.

Já minha curiosidade era atiçada pelas mudanças que ele estava conseguindo criar no clã – mais particularmente em Seiji e Nanase. Sabia que Seiji estava tendo um comportamento familiar com Natsume e que isso vinha o deixando confuso (ambos, na verdade), principalmente quando via sua expressão, usualmente ilegível, sorridente e fria, mudar para sentimentos com os quais não era acostumado, ao vê-la no espelho. Também sabia que era Nanase quem vinha ensinando feitiços de defesa para Natsume e conversando com ele sobre assuntos cotidianos e históricos do clã.

Era estranho para mim que pessoas com suas linhas de conduta e pensamento pudessem mudar desta maneira tão drástica; mas também sabia que era uma situação plausível, já que estavam com Natsume vivendo em sua casa e muito próximo de seus assuntos internos e pessoais agora.

Assistirei com prazer o futuro desta convivência e o crescimento de Natsume no caminho.

{Seiji narrando}

Já tem pouco mais de um mês que o Natsume está morando comigo e meu clã em nossa cede e tenho que admitir não estar sendo uma situação simples de se lidar. Ele permanece se encontrando com youkais, se esforçando em excesso em certas ocasiões e, quando vai se encontrar com os amigos e familiares, pede que algum youkai conhecido seu ajude a checar o lugar para onde vão.

O clã pode facilmente lidar com isso, porem ele insiste em não perder seu meio de interação diferenciada com os youkais – inconsequente e inadmissível são melhores adjetivos na minha opinião, mas tudo bem. Deixemos simplesmente como diferenciada, para que ele não se ofenda.

Isso gera muito trabalho e estranhamento para os membros do clã! Mas, o que preocupa e surpreende a todos, é o potencial de poder dele. Realizando treinos e realmente controlando seus poderes, o menino mostrou que são muito maiores do que minhas suspeitas originais. Se os treinamentos continuarem a fluir nesse ritmo, precisarei ter mais cuidado com seu contato com outros clãs de exorcistas e dos mesmos com o meu.

Tudo isso eram minhas menores questões. Venho reparando que Nanase está tendo alguns comportamentos diferentes em relação ao garoto e eu também. Estamos ensinando a ele feitiços, cuidando dele como se pertencesse a família, participando de conversas entre ele e seus amigos e familiares... Muitas coisas estão mudando enquanto ele está aqui.

Inclusive tive uma conversa com Natori que me deixou estático e me fez perceber algo inédito: eu estava começando a ser expressivo.

Esta tarde, peguei Natsume usando um simples conjunto de kimonos lilás e andando na neve – já o estava procurando desde cedo, pois saiu novamente para encontrar com seus amigos youkais... Formular esta frase em meus pensamentos ainda me deixa desorientado e irritado. De qualquer forma!

Eu via que ele estava cansado, já estava com um haori para esquentá-lo em mãos e o fiz voltar para seu quarto para descansar. Arrumava o futon quando reparei meu rosto no espelho da parede. Estava com as sobrancelhas curvadas ao centro de meu rosto e lábios inclinados discretamente para baixo – uma expressão de preocupação!

Não pude acreditar que estava sustentando tal expressão sem nem ao menos perceber. Como em um choque, ocorreu-me que realmente me importo muito com ele e estava disposto a tudo para mantê-lo em segurança! A prova incontestável: meu autocontrole excelente de emoções estava se desfazendo sem sequer eu notar.

Olhando novamente para o espelho vi minha expressão de surpresa bem clara e nítida, junto a expressão de susto que fiz ao finalmente reparar que Natsume já havia voltado do banho. Ele relevou a situação e nada me perguntou; apenas se ajeitou para dormir e assim o fez. Suspirei e deixei-o sozinho.

Pouco tempo depois, veio a costumeira e pontual ligação do Natori para saber como ele estava. Passando-lhe a informação do dia, Natori veio a desviar a conversa para o tópico das minhas expressões, garantindo que até meu tom de voz estava se alterando em certas situações.

Como até mesmo ele notou!? Eu de fato tenho que me controlar melhor agora e ficar alerta; por mais que admita também estar curioso para ver o quanto mais tudo pode mudar e o quanto mais Natsume pode fazer sem ao menos perceber.


Notas Finais


E mais uma vez passos foram dados e decisoes tomadas!
Vamos fazer um fachamento com chave de ouro para eles(eu disseque era uma mini short story)
Mereço comentarios?
BJS


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