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História Meu Lado mais Humano (Fotos que Contam uma História) - Capítulo 3


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Notas do Autor


Aqui esta ele, o momento em que foi mais dificil escrever esta historia!
Mas estou confiante em ter preservado e transmitido meus sentimentos perante a imagem que lhes apresentarei aqui e o momento que ela retratará.

Capítulo 3 - Meu Lado mais Humano


Fanfic / Fanfiction Meu Lado mais Humano (Fotos que Contam uma História) - Capítulo 3 - Meu Lado mais Humano

{Natori narrando}

Terminei mais um trabalho de exorcismo hoje. Foi um pouco cansativo, mas, como passava perto da cidade onde Natsume viveu, decidi fazer uma parada nela a caminho de casa. Os youkais já não estranhavam minha presença e até me indicavam onde o casal Fujiwara e os amigos do Natsume estavam.

Fui à casa do casal e os encontrei bebendo chá, apreciando o final da tarde, no jardim. Me convidaram a juntar-me a eles e assim o fiz. Conversamos e rimos pelo ano que já se passou – afinal, hoje era um dia muito especial. Perguntei por Natsume e eles me indicaram que estava com os amigos no templo.

Decidi não incomodar e fiquei conversando trivialidades com os dois, claramente tendo meu momento preferido da conversa. O Natsume havia passado o dia anterior e esta manhã lá com eles e ambos estavam extremamente felizes com seu crescimento e o fato de ainda sorrir do fundo de seu coração.

Claro que ele encarou grandes desafios neste um ano, mas eu não poderia estar mais feliz pelas conquistas e vitórias até aqui.

Permanecer unido as pessoas mais importantes para ele, manter sua amizade com youkais, amadurecer, progredir em seus treinos e, acima de tudo, a grande conquista de alcançar o coração do Matoba-san.

{Natsume narrando}

Meu aniversário chegou e vim celebrar com minha família e amigos. O Matoba-san acabou por permitir que eu saísse sem os seguranças do clã, já que meus companheiros youkais estariam comigo e seria uma celebração particular que faria.

Cheguei na cidade de trem e fui recebido na estação pela Touko-san e o Shigeru-san, imediatamente correndo para abraçá-los e matar minha saudade. Rimos muito juntos e fomos para casa, onde, ao chegar, vi uma pequena festa já pronta para mim – havia bolo, pratos especiais feitos pela Touko-san, uma tigela gourmet exclusiva para o Sensei e um presente sobre a mesa.

Aproveitei cada segundo daquele dia com eles! Estava muito feliz de voltar e passar um tempo exclusivo com minha família. Conversamos sobre todos os temas possíveis; desde o que estávamos fazendo a youkais e como ia a vida com o clã Matoba – um assunto que eu precisei conversar muito com eles, pois nada mais era a mesma coisa.

O Matoba-san mudou muito desde que fui morar com ele. O via mostrar suas emoções, ser mais comunicativo, demonstrar carinho, tentar suportar a presença dos meus companheiros youkais... Nada disso me parecia com o exorcista que antes conheci. Muitos até chegaram a pensar que ele enfraqueceu e tentaram enfrentá-lo, ocasionando um aviso claro de que este não era o caso e ninguém mais deveria tentar sua sorte.

Era muito estranho para mim ver aquele exorcista tão poderoso, frio muitas vezes, desconfiado e perspicaz, simplesmente sorrir para mim, preocupar-se comigo ou tentar ter uma conversa mais comum e simples comigo. O Matoba-san realmente mudou muito e, por mais que isso ainda me gere certo estranhamento, estou muito feliz e confiante em acreditar ter conseguido sua amizade – principalmente depois do que aconteceu em uma certa vez.

Eles achavam que era importante conversarmos cuidadosamente sobre isso; pois, mesmo sendo bom eu estar próximo de alguém que entenda pelo que já passei, nada mudava que o clã Matoba era realmente perigoso e tinha uma lista bem longa de inimigos.

De qualquer forma, vê-los sorrindo por mim e orgulhosos das mudanças que pude criar e das vitórias que o caminho me trouxe, era tudo para mim – tudo coisas que não conseguiria fazer sem ter tido eles ao meu lado.

{Seiji narrando}

Acordei bem cedo hoje e preparei-me para meditar pela manhã. Uma rotina que me permitia praticar a canalização de meus poderes e ficar a sós com meus pensamentos até que se organizassem... Além do que, já fazia mais de um ano já!

Natsume morava comigo a mais de um ano e hoje era seu aniversário – o qual ele saiu ontem para passar com sua família e amigos. Tanto nele me intrigava e era capaz de mexer com meu auto controle de forma avassaladora, que chegou a irritar-me um dia. Foi um dia em que tenho certeza ter ferido os sentimentos dele gravemente e uma semana em que me realizei de algo inédito: tinha carinho e apreciação por alguém que desejava ser um amigo próximo a mim, como ninguém jamais foi.

Interagia com o rapaz há muito tempo já, porem nunca de maneira tão familiar e afetiva quanto os últimos meses vinham mostrando que fazia e isso começou a me fazer expressivo e até sentimental. Estava me controlando e tentando conformar-me com seus amigos youkais e sua aberta interação com eles, junto a devolução dos nomes no Livro e todos os cuidados que ele requeria – fosse em treinos ou por sua saúde.

Por mais que já faça um bom tempo, mesmo que em meses, hoje a lembrança daquele dia veio a mim e não posso deixar de refletir sobre ela.

Você reparou em uma manhã que eu estava incomodado com algo e seguiu-me para cá, minha área de meditação particular, querendo que conversássemos e eu, no meu nervoso que passava, lhe expulsei em palavras frias que nunca foram feitas para você ou deveriam ter sido ditas.

Me toquei tarde demais, quando escutei você se desculpar e tudo que vi foi você saindo de cabeça baixa da sala. Tentei me acalmar e meditar, organizando meus pensamentos e vendo que você vinha tentando se aproximar mais de mim de diferentes formas – o mesmo esforço que aprendeu com seus amigos – e eu vinha gostando disso. Ali estava ela, a conclusão que abalou totalmente meu auto controle.

Não sabia como corrigir essa situação, mas tinha certeza que deveria falar com ele; mesmo que não soubesse como e quando também. Creio ter tido sorte de o gato ter saído para beber um sake especial com outros youkais e não ter estado lá para vê-lo chateado daquela forma.

Em uma tarde, em que estava a caminho de minha prática de arco e flecha, nossos caminhos se cruzaram rapidamente e, mesmo ele apenas tendo me cumprimentado e tentado passar rápido por mim, segurei uma de suas mãos em reflexo e vi que se virou para mim com aquela expressão ilegível tão complexa e triste.

– Natsume.... – lembro-me claramente de não saber o que fazer naquela hora.

– Matoba-san, você está se sentindo sozinho? – assim como me lembro dessas suas palavras terem me deixado sem chão ou reação na hora – Desculpe. – tanto quanto a tristeza daquele olhar que me fez nessa hora.

– Não precisa se desculpar, Natsume. – trouxe sua mão mais para perto de mim – Desculpe-me pela grosseria com a qual te tratei naquele dia. Eu precisava ficar sozinho para me organizar. – nunca vou esquecer de como estas desculpas saíram reflexas e verdadeiras como acho que nenhuma outra minha foi.

Você sorriu depois e eu me lembro de fazer o mesmo. Você me acompanhou no treino daquela tarde e muitas outras ocasiões vieram depois. Realmente a mudança estava, e ainda está, mexendo comigo, mas isso apenas significava que precisava melhorar meu auto controle e tudo ficaria bem.

E tudo realmente ficou. Hoje, um ano depois, em uma data que tem tanto a celebrar e a significar, tenho uma outra conclusão graças a você: esta amizade é meu lado mais humano.


Notas Finais


Eis que aqui ela acaba e deixa seus sentimentos e momentos diretamente da minha imaginação e coração para voces caros leitores.
espero que possam ter gostado e aproveitado.
Ate futuras historias meus caros o/


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