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História Meu Lobo... Minha Bruxa... O Círculo da Lua Crescente. - Capítulo 10


Escrita por: Tara-Clear

Notas do Autor


Olá.

Capítulo 10 - Onde eu sempre estive e sempre estarei.


Fanfic / Fanfiction Meu Lobo... Minha Bruxa... O Círculo da Lua Crescente. - Capítulo 10 - Onde eu sempre estive e sempre estarei.

EU não conseguia pensar direito nos minutos que se seguiram. Como assim minha avó tinha sumido sem deixar vestígios?! Eu não conseguia assimilar essa ideia de jeito nenhum! 

Minha mãe ligou para o meu pai avisando e também para a tia Dafne, e estávamos esperando que eles chegassem. Enquanto isso ela pesquisava voos que iriam para a Irlanda.  

Os gêmeos continuavam jogando lá no quarto, alheios ao que acontecia. Era melhor assim.  

Tia Dafne chegou primeiro, Gus e Johnny vieram também. As duas conversavam e ela tentava acalmar minha mãe que não conseguia parar quieta. 
— Como você tá? — Gus perguntou sentando ao meu lado e olhei pra ele dando de ombros. 
— Não sei... — respondi com os olhos marejados e ele me abraçou de lado. Deitei minha cabeça em seu ombro. 
— E se tentássemos um feitiço de localização com um objeto da Morgana. — tia Dafne sugeriu. 
— Não adianta amiga, elas já tentaram lá em Dublin e não funcionou. É como se ela tivesse... como se ela não existisse... — minha mãe começou a chorar e eu não aguentei ver aquilo e corri para o jardim dos fundos. 

Silenciei o mundo ao redor murmurando um feitiço, me deixando presa dentro de uma bolha de silêncio. Só assim me permiti colocar todo aquele medo e aquela angústia pra fora, tentei me fingir de forte na frente da minha mãe para não deixá-la pior.   

Eu não quero perder a minha avó! Não posso perdê-la de jeito nenhum!  

Senti que meu pai e Embry chegaram e continuei sentada no banco de madeira, eu sabia que ele viria até mim e não demorou para que isso acontecesse. Quando a porta da cozinha foi aberta, eu pude ver em seu rosto o quando ele estava preocupado comigo. 
— Lilly... — ele murmurou e não hesitei em correr para me jogar em seus braços fortes.  

Expandi o feitiço colocando nós dois dentro da bolha silenciosa.  
— Como você tá? — ele perguntou baixinho me mantendo aconchegada em seu peito. 
— Péssima... eu não sei o que fazer... não sei como ajudar... eu não quero perder minha avó Embry... 
— Hei. — ele pegou meu rosto entre suas mãos me fazendo encará-lo. — Você não vai perder ninguém tá, eu não vou deixar. 

Assenti voltando a abraçá-lo enquanto tentava me acalmar.  

Passamos alguns minutos assim, abraçados. Embry acariciava minhas costas em um carinho gostoso e só de saber que ele estava ali comigo, tornava a situação mais fácil de suportar.  
— Obrigada por estar aqui. — falei encarando seus olhos castanhos e ele sorriu antes de beijar meus lábios suavemente. 
— É onde eu sempre estive, e sempre estarei.  

Sorri também e ele fez um carinho em meu rosto.  

O pessoal se reunia na sala, decidindo o que fazer e voltamos pra lá. Entramos discretamente de mãos dadas e ninguém notou, soltamos as mãos, mas continuamos ali ao lado um do outro.  

Beth sorriu para mim e eu sorri de volta, ela estava sentada na escada junto com Gus e Johnny. Ela e os pais haviam chegado quando estávamos no jardim dos fundos.  
— Então está decidido. — minha mãe disse levantando. — Eu, Seth, Dafne e Jared vamos para a Irlanda.  
— Eu também quero ir. — pedi atraindo a atenção de todos. — Eu quero ajudar... 

Minha mãe veio me abraçar. 
— Eu sei meu amor e eu agradeço muito, mas nesse momento preciso de você aqui Lilly... — sua voz estava embargada. — Preciso que cuide dos seus irmãos e de si mesma. Eu não vou esconder nada de você, nunca fiz isso e não é agora que eu vou começar a fazer. 

Ela inspirou fundo antes de continuar e limpei as lágrimas em seu rosto.  
— Nós não fazemos ideia do que aconteceu com a minha mãe e pra ela sumir assim de repente, sem deixar nenhum vestígio, não foi algo simples querida.  

Assenti com os olhos marejados, eu entendia a gravidade da situação.  
— Harry e Damon vão pra casa da Leah, você pode ir pra lá também ou ficar aqui com o Embry. Se preferir ficar, Gus e Johnny vem pra cá ficar com vocês. Eu já avisei ao meu pai e ele também vai dar um jeito de vir. Lilly, presta atenção no que eu vou te falar, eu só estou indo e deixando vocês aqui porque é a minha mãe, mas estou indo de coração apertado.  
— Eu sei... 
— Por isso querida, se qualquer coisa acontecer conosco nessa viagem... 
— Mãe, por favor... — pedi apavorada já chorando. Eu não quero nem imaginar essa hipótese!  
— Lilly, presta atenção querida. Se algo acontecer, pegue seus irmãos, Embry vai com vocês eu tenho certeza disso, e vão até Seattle, Bella vai estar lá esperando e vai saber o que fazer. Prometa pra mim?  

Assenti chorando enquanto agarrava minha mãe.  
— Eu vou cuidar deles Tara. — Embry prometeu e ela beijou meus cabelos. 
— Eu sei que vai meu amigo, confio em você. Filha olha pra mim. 

Fiz o que ela pediu e sequei o rosto com a manga da blusa. 
— Você agora é uma loba poderosa, forte, super rápida, e o melhor de tudo, é uma híbrida. Herdou o melhor de mim e do seu pai. Agora eu vou conversar com seus irmãos e fazer uma mala pra mim, estamos correndo contra o tempo.  

Ela me deu mais um beijo e subiu junto com a tia Leah, as duas iriam conversar com Damon e Harry. Abracei meu pai e ficamos um bom tempo assim, ele tava se fazendo de forte pela minha mãe, mas a verdade é que também estava preocupado, eu podia sentir em sua aura.  

Tia Dafne e tio Jared também conversaram com o Gus que ficou super triste, mas prometeu o mesmo que eu. Se algo acontecesse com eles, nós iriamos até a tia Bella.  

A despedida foi a pior parte, Harry e Damon choraram muito e logo depois foram pra casa da tia Leah. Tio Brian foi levá-los em um hangar privado, tia Bella conseguiu um jatinho para que a viagem fosse mais rápida até Dublin.  

Eu decidi ficar em casa mesmo, Embry ficaria aqui comigo. Beth, Gus e Johnny ficaram também.  
— Não fica assim Lilly, vai dar tudo certo. — minha prima veio sentar do meu lado e permanecemos abraçadas.  
— Você não comeu nada Lilly. — Embry disse sentando do outro lado.  
— Eu não tô com fome. 
— Lilly ele tem razão, ainda mais agora que você é uma loba, seu metabolismo é rápido. 

Eu sabia que eles tinham razão, mas eu não queria comer, não queria fazer nada. Eu precisava encontrar uma solução, uma saída. Vovó sempre disse que pra tudo havia uma brecha e era nisso que eu precisava focar.  
— É isso... — murmurei levantando se súbito e todo mundo me olhou. 
— Isso o que? — Gus disse.  
— Não estão conseguindo encontrá-la porque usaram magia para capturá-la! 
— Prima, eu não sou bruxa, loba ou nada do tipo, mas acho que isso é meio óbvio, né? 
— É sim Beth, mas essa tal Brenna que tentou encontrar minha avó usou um feitiço comum, se a pessoa que a levou usou magia, ela não ia deixar rastros que pudessem ser encontrados! — eu explicava rapidamente me movendo pela sala e procurando algo que poderia me ajudar. — A questão é mais complicada! 
— Então magia não vai ajudar a encontrar Morgana? — Embry perguntou e olhei para ele rapidamente. 
— Pode sim, mas não tão fácil assim. — respondi voltando a minha busca. — Minha mãe me deu uma dica sem ela mesma perceber quando me disse que eu agora sou uma híbrida, uma mestiça, metade loba, metade bruxa, talvez a única no mundo. Meus poderes não são iguais aos de uma bruxa comum, eu posso fazer mais do que elas.  

Os quatro me olharam entendendo aonde eu queria chegar e um sorriso se formou nos lábios de Embry, um brilho em seu olhar que eu reconheci como sendo de orgulho. Não resisti e também sorri para ele como se estivéssemos só nós dois ali naquele momento.  
— Tá procurando o que? — Gus perguntou quebrando nossa pequena conexão. 
— Um livro que era da minha avó e agora está com minha mãe. Ele é um grimório antigo que pertenceu a Ava La Fay, uma ancestral nossa. Os feitiços dela eram bastantes poderosos, usados tanto para o bem como para o mal. Talvez tenha algo que eu possa usar.  
— Precisa de ajuda? — Beth perguntou e eu vi que eles realmente queriam me ajudar. 
— Procurem aqui embaixo, eu vou dar uma olhada no quarto da minha mãe. Tem o nome de Ava La Fay na primeira folha.  

Subi os degraus da escada de dois em dois e fui direto ao quarto dos meus pais. As coisas estavam meio bagunçadas por conta do jeito que eles saíram. Tentei manter minha mente focada e equilibrada para não pensar bobagens, como por exemplo o medo de nunca mais vê-los. Tenho de acreditar que vai dar tudo certo.  

Senti que Embry se aproximava e me virei para a porta no exato momento em que ele entrava. 
— Encontrou algo? 
— Não. — respondi desanimada sentando na cama de casal e ele veio sentar ao meu lado. — Talvez nem dê em nada isso que eu pensei. 
— Hei amor, não pensa assim, o importante é você tentar. 

Olhei pra ele surpresa. 
— Que foi? — Embry perguntou sorrindo e fazendo um carinho em meu rosto. 
— Você me chamou de amor. — falei boba e ele beijou meus lábios de leve.  
— Chamei, e vou chamar toda hora porque você é o meu amor.  

Achei que fosse impossível ficar ainda mais apaixonada por esse homem, mas já vi que me enganei. Ele sorriu e ia me beijar de novo quando o grito de Beth soou lá embaixo. 
— ACHAMOS! 
— Bom, vamos ver se funciona. 
— Vai funcionar. — ele afirmou levantando e estendendo a mão pra mim.  

Eu aceitei e descemos abraçados, Gus e Johnny trocaram um olhar silencioso e deram risada. 
— Antes que vocês dois perguntem, sim, nós estamos juntos. — expliquei e Embry me abraçou por trás me deixando ainda mais encantada. Eu nunca imaginei que ele fosse tão romântico assim.  
— Já era hora. — Gus comentou e eles deram risada.  
— Engraçadinho. Mas então, acharam o grimório de Ava La Fay? 
— Sim. — Beth respondeu me entregando o livro antigo. — Ele estava em cima da estante, por isso você não encontrou. Johnny achou. 
— Obrigada. — agradeci olhando para ele.  
— Não foi nada.  

O livro realmente era bem antigo. A capa era na cor verde musgo e fitas amareladas o amarravam. Coloquei em cima da mesinha de centro e abri com todo o cuidado.  

O dialeto ali escrito era o mesmo usado pelo clã La Fay, eu sabia a maioria das palavras, mas se precisasse de ajuda com a tradução, pediria a Jo Ann.  

Fui passando as páginas tentando encontrar algo. Sentia os olhares apreensivos sobre mim, esperando que a qualquer momento eu dissesse que tinha achado o feitiço para encontrar minha avó.  

Estava quase na metade do grimório e não tinha achado nada, até que algo chamou minha atenção.  
— Eu acho que encontrei alguma coisa... 
— O que? — Beth perguntou sentando ao meu lado.  

Tentei traduzir o que estava escrito.  
— Esse feitiço da Ava é poderoso e um pouco complicado de executar, mas acho que consigo fazer.  
— O que você vai precisar? — Embry perguntou e olhei para ele. 
— Um mapa do mundo inteiro, algo que pertence a minha avó, uma pedra da lua e uma fonte de magia.  
— Como assim uma fonte de magia? — Beth indagou confusa.  
— Alguém que tenha magia no sangue pra que eu possa canalizar e usar no feitiço. 
— Três lobos Quileutes servem? — Embry perguntou divertido e todo mundo riu. 
— Com certeza, mas pode ser doloroso. 
— Nada que a gente não consiga suportar, não é rapazes? — Gus e Johnny concordaram de imediato e agradeci a eles. — Eu consigo um mapa, tem a pedra da lua e algo que seja de Morgana? 
— Tenho sim, eu vou pegar. 

Fui até o meu quarto rapidamente enquanto eles arrumavam a sala, afastando os móveis. Os três precisavam sentar em círculo e eu ficar no meio segurando a pedra e o objeto que pertença a minha avó.  

Peguei uma echarpe azul escuro que ela tinha deixado aqui antes de viajar e a pedra da lua que minha mãe tinha me dado de presente. Voltei para a sala e tudo estava como eu tinha indicado.  

Embry abriu o mapa na sala e eu sentei, em seguida ele, Gus e Johnny sentaram também de modo que formavam um círculo ao meu redor. Beth se manteve distante, sentada na escada.  
— Não importa o que aconteça, tentem não quebrar a conexão. — expliquei e os três assentiram. — Fechem os olhos e tentem ficar relaxados.  

Segurei a pedra em uma mão e a echarpe na outra. A pedra serviria para canalizar a magia dos lobos enquanto a echarpe da minha vó, a nossa âncora para encontrá-la.  

Me concentrei murmurando as palavras do feitiço de Ava e a pedra começou a brilhar em minha mão direita. Uma trilha de fogo apareceu no mapa, partindo de onde nós estávamos e atravessando o oceano Atlântico até a Irlanda.  

Embry, Gus e Johnny meio que gemiam reclamando por terem sua magia drenada e eu não podia forçar demais para não machucá-los. A trilha parou na Irlanda e não saiu do lugar.  

Quebrei a conexão libertando os meninos. 
— Tudo bem? — perguntei encarando Embry e ele assentiu respirando ofegante, assim como Gus e Johnny. 
— Tá sim... eu só não quero fazer isso de novo tão cedo... 
— Descobriu algo? — Beth perguntou se aproximando junto com eles. 
— Minha avó ainda tá na Irlanda, mas não consegui encontrar a localização exata. Quem fez isso com ela, tem muito poder.  
— Pelo menos você sabe que ela ainda tá viva prima. 
— Verdade. — concordei com ela. — Preciso avisar minha mãe, mas a essa hora ela já deve tá voando, vou deixar uma mensagem no seu celular. 

Arrumamos a bagunça e logo depois eles foram embora, os meninos iam deixar Beth em casa. Ela me chamou pra ficar lá, mas eu não queria, preferia ficar aqui. Vou ligar depois pra Harry e Damon e saber como meus pestinhas estão.  

Tomei banho e depois que saí, vi que tinha uma mensagem do vô Damon. Ele perguntava como eu estava e dizia que não poderia vir hoje e nem amanhã, mas viria assim que pudesse, e que qualquer coisa era para eu ligar. Lhe garanti que estava tudo bem.  

Vesti um pijama quentinho e desci. O cheiro de queijo derretido fez meu estômago roncar e fui até a cozinha onde Embry acabava de tirar duas pizzas da caixa e colocar em formas redondas já próprias.  
— Hum, esse cheirinho me deu água na boca. — falei abraçando ele por trás que deu risada. 
— Você não comeu nada a tarde toda e como eu sei que é louca por pizza, resolvi pedir pra gente. — explicou beijando minha testa. 
— Querendo me ver gorda Embry Call. — brinquei e ele virou de frente abraçando minha cintura. 
— Te garanto que esse problema você não tem, sendo uma loba que queima muitas calorias. 
— Mais uma vantagem de me transformar. — falei baixinho beijando seus lábios.  

Levamos as pizzas pra sala e comemos tentando assistir TV, mas eu não conseguia me concentrar, estava sempre pensando na minha avó. Deixei o mapa, a pedra da lua e a echarpe em cima da mesinha e tentei fazer um feitiço para deixá-los conectados a minha avó, para que se caso algo acontecesse a ela, eu seria avisada.  
— Tá distraída. — Embry sussurrou me apertando entre seus braços. Estávamos sentados no chão sobre o tapete e eu encostada em seu peito.  
— Não consigo deixar de pensar nela. 
— Eu sei. Mas temos que ter fé, Tara e Dafne vão encontrá-la.  
— De qualquer forma, hoje nós tivemos um encontro. — comentei e ele me apertou mais ainda, beijando meu pescoço.  
— Verdade.  
— Eu queria te pedir uma coisa. — falei me sentindo um pouco envergonhada e me afastei para encará-lo. 
— O que? Pode pedir.  
— Tem como você dormir comigo? Mas só dormir. Eu não queria ficar sozinha. — acrescentei rapidamente e ele riu me beijando de leve.  
— Claro que sim. E não precisa ficar envergonhada comigo ou ter algum tipo de receio, se tiver que rolar alguma coisa Lilly, vai ser no seu tempo, do jeito que você quiser.  

Eu gostei muito de ouvir aquilo e abri um sorriso. 
— Mas você tem vontade? — soltei antes que eu pudesse pensar e tapei a boca com a mão fazendo ele dar risada.  
— Quer mesmo saber? — seu olhar era intenso e sua voz soou um pouco rouca. 
— Não sei... acho que sim.  

O olhar de Embry percorreu meu corpo lentamente me deixando arrepiada, quase como se fosse uma carícia física.  
— Eu acho que isso responde sua pergunta. — ele murmurou rouco e eu fiquei pensando em como seria quando acontecesse.  

 

Tara  

O voo para Dublin não foi tão rápido quanto eu gostaria. Tivemos que fazer uma parada em Quebec, no Canadá. 

Meu coração estava apertado, angustiado sem saber o que tinha acontecido com a minha mãe. E também não conseguia deixar de me preocupar com os meus filhos longe de mim. Faz um bom tempo que estou sentindo que algo se aproximava, que algo ruim aconteceria.  

Olhei pela janela enquanto o jatinho pousava.  
— Hei amor, como você tá? — Seth perguntou sentado ao meu lado. 
— Péssima. 
— Vai dar tudo certo, nós vamos encontrá-la.  

Assenti querendo acreditar naquilo, mas eu não conseguia. Entrelaçamos nossas mãos e ele beijou a minha.  

O piloto avisou que podíamos levantar e tirei o cinto pegando minha bolsa.   
— Preciso ligar e saber como estão as coisas em casa.  
— Vamos fazer isso. — Dafne disse eu assenti. Ela também estava preocupada com os filhos.  

Caminhamos de braços dados pelo hangar privado enquanto Seth e Jared cuidavam da bagagem.  

Senti meu celular vibrar no bolso interno da jaqueta de couro e peguei para ver, era uma mensagem da Lilly.  

Oie mamãe, está tudo bem por aqui.
Só queria avisar que eu fiz um feitiço poderoso
que eu encontrei no grimório de Ava La Fay e
tenho certeza de que a vovó ainda está na Irlanda.
Você precisa encontrá-la rápido. Beijos.
  

Essa é a minha garota, tenho orgulho demais da minha filha.  

Mostrei a mensagem á Dafne que sorriu dizendo estar orgulhosa também da sobrinha. Fomos ao encontro de Brenna que nos esperava em uma sala privada ali mesmo no hangar.  

O funcionário da empresa que operava aquele lugar abriu a porta e vimos uma moça ruiva levantar, acompanhada de um homem de cabelos castanhos. Era a Brenna. 
— Olá Tara. — ela cumprimentou estendendo a mão para nós duas. — Eu gostaria de dizer bem-vinda, mas nessas circunstâncias, acho que é impossível. Este é o meu marido Dougal O’Neill.  

O homem também estendeu a mão para nós duas.  
— Também gostaria que este não fosse o motivo de minha viagem. Olá Brenna, Dougal. Esta é Dafne, nossa irmã de clã e minha melhor amiga. Me conte como foi a última vez que viu minha mãe e onde foi. 

Brenna nos explicava em detalhes a última vez que havia visto Morgana quando Seth e Jared apareceram, eu apresentei todos e continuamos conversando mais um pouco.  
— A única certeza que tenho é que minha mãe ainda está na Irlanda. — falei atraindo a atenção de todos naquela sala. 
— Por que tem tanta certeza disso? — Brenna indagou.  
— Minha filha, Lilly, ela é uma híbrida, metade bruxa e metade loba. 

Brenna e o marido ficaram admirados. 
— Ela é poderosa e consegue fazer coisas que nós não podemos. Fez um feitiço de localização canalizando magia de outra fonte e conseguiu determinar que a avó ainda está aqui, mas muito bem escondida.  
— Por que ela não veio com você? — a ruiva tornou a perguntar e eu encarei seus olhos verdes. 
— Porque ela é muita jovem e não a quero completamente envolvida em nosso mundo, não ainda. Lilly vai nos ajudar no que puder, mas de longe.  

Brenna assentiu sabendo que eu tinha dado aquele assunto por encerrado.  
— Gostaria que você me levasse onde estão as coisas de minha mãe. 
— Claro, ela estava ficando na minha casa, eu fiz questão. 

Brenna e Dougal foram na frente e nós pedimos um carro por aplicativo que foi seguindo o carro deles.   
— Acha que podemos confiar neles? — Dafne perguntou me olhando e eu me inclinei um pouco para encará-la também. 
— Eu acho que sim, ela é uma La Fay como nós, mas todo cuidado é pouco.  
— Se insistirem pra gente ficar na casa deles, nós não vamos aceitar. — Seth disse sentado entre nós duas. Jared, que ia no banco do passageiro na frente, concordou com ele.  

Dublin era uma cidade lindíssima, se fosse em outra ocasião e por outro motivo, eu estaria curtindo muito a viagem. Me parecia uma cidade calma em que as pessoas andavam muito a pé, percebi isso pelo tanto de gente na rua. A arquitetura era georgiana, talvez do século dezessete ou dezoito.  

Brenna e o marido moravam no bairro de Clontarf que ficava um pouco longe do centro.  

Eles pararam o carro em frente a uma casa de dois andares pintada de verde. Seth e Jared conversaram com o motorista e pediram para ele nos esperar um pouco e depois nos levar até um hotel. O homem concordou e nós descemos indo atrás de Brenna e o marido.  


Notas Finais


😘


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