História Meu Mafioso - Capítulo 19


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Escolhas, Hackers, Interpol, Investigação, Luta, Máfia, Máfia Russa, Policia, Reviravoltas, Romance, Rússia, São Petersburgo, Shonei Ai, Shoujo-ai, Yaoi, Yuri
Visualizações 146
Palavras 3.865
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá pessoas, sei que vocês devem estar estranhando o horário que eu postei. Era para ter sido postado ontem, mas depois de terminar de escrever eu comi e depois cai na cama. 😂😂😂
Mas bem, eu postei uma nova história, quem tiver interesse eu vou deixar o link nas notas finais. Bem, Boa leitura.

Capítulo 19 - O primeiro movimento no jogo


Fanfic / Fanfiction Meu Mafioso - Capítulo 19 - O primeiro movimento no jogo

Um mês havia se passado, e com ele muita correria e mudanças. Principalmente para Helena que tinha que acostumar com um certo vazio entre as pernas e a esconder os hematomas da noitada, sem mencionar que a sua vida estava um corre corre. Além do trabalho e da faculdade, ela ainda tinha que ativar o programa que iria rastrear e desativar todos os seus programas que estava online ou na internet. Se não bastasse ele ser complexo, era muito chato e irritante de configurar e programar! Céus, como era irritante, principalmente a vozinha fina que a cada deslize ficava apitando e falando “erro”, “tente novamente” ou “boa sorte na próxima”. A cada minuto Helena queria jogar o seu notebook pela janela do apartamento ou pegar um taco de beisebol e começar a bater no computador. No trabalho ela também tinha mudado, estava mais atenta, cuidadosa e não atrasava. Tinha virado alguém que buscava não chamar a atenção e aquilo chamou a atenção de Rodrigo que um dia a chamou na sua sala para conversar, para tentar descobrir o que tinha acontecido com a morena.

-Então...está tudo bem com você?

-Sim senhor Barma. Estou causando algum problema?

-Não! Quero dizer, não, voce esta...ótima. Você não parece você. Entende?

-Não senhor, poderia ser mais claro?

-Você não está sendo desastrada, desatenta ou lerda. Está parecendo como qualquer funcionário!

-E isso não era o que o senhor sempre quis?

Rodrigo calou a sua boca com aquilo, se aquilo era o que ele queria? Com toda a certeza! Sem dores de cabeça, atrasos ou reclamações da atendente que vivia no mundo da lua do departamento de marketing. Mas o que ele mais recebia era perguntas como; “Você a ameaçou novamente?”, “Tem algo de errado com ela”, “Ela está aprontando alguma coisa” ou “Trocaram ela por um dublê”. Eram tantas coisas que ele escutava sobre o repentino comportamento da secretária que ele mesmo começou a fazer improváveis teorias, uma delas era que Helena tinha algum envolvimento com a Arcardia. Selena ao ouvir isso se desmanchou de risos, aquilo era muito absurdo.

-Sim, tem razão. Só estou querendo saber o motivo dessa mudança repentina.

-Estou apenas querendo manter o meu emprego. Nada demais.

-Essa mudança não tem nada haver com o Vincent, não…

-Senhor Barma, com todo o respeito, mas o que eu faço ou deixo de fazer não tem nada haver com o seu amigo. Se pensas que eu tenho algo com ele estás redondamente enganado. Com sua licença, estou voltando para o meu trabalho.

E saiu da sala da presidência, a mudança de Helena não tinha nada haver com o Nightray. Na realidade o motivo era muito simples, ela estava tão concentrada no programa que ela não tinha tempo para errar ou se distrair com qualquer coisa. O prazo que Paula tinha lhe dado acabaria naquele dia, se ela não pegasse quem estava usando os seus programas o caso viria a público, a Interpol iria investigar e consequentemente o seu caso de cinco anos atrás seria reaberto e com um pouco mais de tempo descobriram que ela estava viva. Mas se ela pegasse quem estava fazendo isso seria muito mais fácil, ja que Paula teria que simplesmente só sumir com os corpos e as provas. Sem mais dores de cabeça para nenhuma das duas, a vida seguiria e elas esquecem daquilo, eventualmente. A morena voltou para a sua mesa e se sentou na cadeira giratoria, estava um pouco cansada, tinha tantas coisas para fazer e queria alguém para desabafar.

Não podia ser com Camila, já que a loira estava um pouco paranoica de ser a culpada pela “desgraça” na vida da morena e Marcos...bom, Marcos tinha simplesmente sumido do mapa. Nao atendia o telefone e a desculpa de que iria passar um tempinho na casa da avó não lhe pareceu verdadeira, mas quem era ela pra falar dele. A faculdade também não estava muito fácil, em exatos quatro meses ela se formaria e logo se mudaria para Los Angeles. Deixaria tudo para trás e recomeçaria do zero, em um novo emprego, novo país, nova cidade, casa nova e salário bem mais alto que o atual. Em outra parte da cidade estava Emma largada na cama do apartamento de Daniel, que fumava um cigarro enquanto falava com alguém no celular. Após o encerramento da ligação ele se levantou da cama e começou a se arrumar para sair.

-Já vai?

-Sim. Você deveria fazer o mesmo.

-Hum...Não quero.

-Deixe de manha e faça logo o seu trabalho. Nada pode sair errado essa noite. Entendeu? Vamos repasar o plano.

-Eu irei convidar o Vincent para irmos a um jantar e o manterei distraído até você conseguir pegar a coisinha.

-Bom, muito bom. Pelo menos nisso você prestou a atenção. E que horas você deve estar com ele?

-As nove.

&*&*&

A noite estava um pouco fria para a primavera, caia uma pequena garoa que não era muito envomoda. Ja era oito e meia da noite quando Helena saiu do seu prédio com uma calça jeans preta, uma blusa de moletom preta com capuz, um boné da mesma cor e uma mochila nas costas. Caminhava estre várias pessoas passando por despercebida, evitando locais com câmeras de segurança para não ter rastro. Caminhou por um longo tempo até chegar no seu destino final naquela noite, um cybercafé. Entrou como quem não queria nada e se sentou em uma mesa perto dos banheiros, chamou um atendente com uma das mãos e pediu três mistos quente e um copo de suco de maracujá. Esperou o atendente voltar com o seu pedido e a senha do Wi-Fi, abriu o notebook e conectou com a internet. Esperou um pouco e logo entrou na rede, começou a entrar nas camadas da Internet até parar na quarta, criou um fórum e colocou o programa na rede, programando para se iniciar as dez da noite. 

Assim que terminou ela desligou o notebook e pagou a conta, saindo do café e caminhando em direção a sua faculdade. Ela acabou não percebendo que uma van branca estava a seguindo, e isso foi um dos seus maiores erros daquela noite. Em determinado ponto do seu trajeto Helena passou por uma rua pouco movimentada, foi o momento perfeito para o sequestrador agir. Daniel aproveitou que a brasileira tinha parado no cemaforo e saiu da van, com uma seringa na mão com sonífero e uma máscara no rosto. Tudo foi muito rápido, Daniel chegou silenciosamente por trás e aplicou a seringa no pescoço de Helena, que se assustou e se afastou rapidamente, caminhando para longe do russo e consequentemente atravessado a rua e parando quase no meio da rua. Sua visão ficou turva e a última coisa que ela viu antes de cair foi um volto preto, Daniel caminhou em sua direção e se abaixou, aquela garota realmente dava trabalho. A pegou como se fosse um saco de farinha e a jogou de qualquer jeito no fundo do carro, deu partida e foi para o local marcado para a entrega da encomenda. 

Em um dos restaurantes mais caros da cidade estava Vincent com Emma em um encontro, o último na opinião do russo que já não aguentava mais as conversas da loira, ele só tinha se aproximado dela por sexo e somente por isso. Aquilo que eles tinham estava se arrastando muito, bebeu mais um pouco do seu vinho e começou a pensar se Marcos já tinha conseguido as informações que a máfia precisava. Uma mensagem no seu celular lhe chamou a atenção - qualquer coisa ali lhe chamava a atenção, de tão entediado que ele estava. Abriu e o conteúdo fez seu sangue gelar.

-Ai eu disse...Ei! Por que está se levantando? Aonde você está indo?

-Desculpe, tenho um compromisso agora.

-Sim, o SEU compromisso é jantar COMIGO. HOJE e não outro dia.

Algumas pessoas olhavam para a mesa deles curiosas, enquanto que Vincent torcia para Emma não começar a fazer um show. Colocou o seu melhor sorriso para convence-la, coisa que ele tinha certeza que não conseguiria ali.

-Meu anjo, eu realmente queria ficar mas...

-Mas nada! É por causa daquela estrangeira?

-Não a chame assim.

-Então não defenda aquela vadia!

O rosto de Vincent se transformou em algo tenebroso, se abaixou para falar no ouvido de Emma com a voz perigosamente baixa.

-Tenha mais respeito com ela se quiser continuar viva. Isso que nos temos acaba aqui. Não me procure mais e de preferência desapareça da minha vida. Tenha uma boa noite.

Deixou algumas notas na mesa e saiu do restaurante com o conteúdo da mensagem de Gilbert na cabeça.

"Marcos os encontrou, venha rápido para a casa dos Vessalius. E Vincent...Eles levaram a Helena".

&*&*&

Helena sentia o corpo dormente, a cabeça muito leve, os seus braços estavam doendo muito, principalmente os seus pulsos que pareciam que pegavam fogo. Estava completamente desorientada, em um minuto estava esperando o sinal de pedrestes abrir, depois sentiu uma picada e uma dor no pescoço, tinha sê assustado e viu um vulto preto para depois ser consumida pela inconsciência. Sua linha de pensamentos foi interrompida por uma forte pancada no seu estômago que lhe tirou todo o ar. Começou a torssir em busca de ar e aliviar a dor. Pela dor repentina e pela falta de ar, a cabeça começou a girar mais e a visão além de turva ficou molhada pelas lágrimas. Depois de conseguir controlar a tosse a pessoa que havia lhe batido com um taco de ferro se pronunciou.

-Olá coisinha. Teve bons sonhos? - Era uma mulher ruiva, o seu sorriso era tão frio e ao mesmo tempo assustador. - Se teve isso não importa, pois agora o seu pior pesadelo...

-Por Deus, cala a boca Cassia. Não assuste a menina. - Era um homem dessa vez, alto de cabelos loiros e bem arrumado. Se não fosse pela situação Helena iria ficar um pouco interessada nele. Só um pouco. - Perdoe a atitude rude de minha companheira, lamento também pelo tratamento que está sendo recebida. Mais é o método padrão.

-Método padrão? Quem bons modos os seus pais devem te-los encinado.

-Melhor do que a sua eu tenho certeza. Afinal de contas, uma mãe que abandona a filha com a avó não deve ser chamada de mãe.

-Como você...

-Eu sei de muitas coisas minha cara Mariana. Sei absolutamente tudo sobre você, seu passado e seu presente. Confie em mim.

-E o que você quer?

-Paciência minha cara, é uma virtude. Só queremos uma coisa, só pedimos uma coisa. Seus programas.

-E o que eu ganho com isso?

-Proteção. Proteção daqueles que tentaram mata-la. Você poderá viver onde quiser sem se preocupar se eles irão te achar. Isso não é magnífico?!

-E o que te faz pensar que eu quero proteção?

-De fato você não presisa de proteção, sabe muito bem como se virar. Foi muito difícil de acha-la, uma mulher com os seus dons e beleza não se encontra todos os dias. Você é que nem uma flor, suas habilidades e beleza são as pétalas, enquanto que o seu passado e sua personalidade são os espinhos. Ver a melhor amiga morrer por algo que não fez, por algo que deveria ter sido você. Sem falar é claro da sua morte. Foi realmente uma tragédia para aquela pequena cidade peeder duas jovens de maneiras tão tristes. Uma assassinada e outra por suicídio. Me responda minha cara Mariana, como você consegue dormir a noite? Tem pessadelos? Sua consciência está tranquila? Conseguiu seguir em frente?

-...Nada disso é da sua conta. Não sou essa tal de Mariana, como você mesmo disse ela morreu. Meus pêsames, mas isso não é problema meu. E pare de me chamar de minha cara, não sou nada sua. Não lhe dei esse direito.

-Arisca. Gosto disso. As melhores pessoas são assim, sabe, uma vez em Berlin eu...

-Por favor Márcio, sem historinhas. Tenho mais o que fazer.

-Não está sendo obrigada a ficar aqui Cassia, se quiser pode ir. Eu dou conta de tudo.

-Hum...como queira italiano de merda.

A ruiva arrumou o seu vestido preto tomara-que-caia curto e saiu da sala com o taco, para o alívio de Helena, não sabia se aguentaria outro golpe daquele. Márcio pegou uma cadeira que estava no recinto e a colocou de frente para Helena que estava pendurada pelos pulsos, abaixo dela tinha um banquinho para poder sustentar o seu peso. Ela tinha que ficar quase na ponta dos dedos para não cair. E aquele enforca gato estava muito apertado, vez ou outra ela tinha que mecher os dedos para o sangue correr.

-Muito bem, vamos começar as barganhas. Nike365.

&*&*&

Vincent entrou correndo no escritório principal dos Vessalius com uma feição preocupada, respirava ofegante por causa da corrida até o escritório.

-Que história é essa que eles levaram a Helena?!

-Vincent. Calma.

-Calma nada Gilbert. Foram eles? FORAM ELES?!

-Filho, calma. De cabeça quente nada irá resolver. Por que não deixamos o protegido do Gilbert explicar a situação?

-...Tudo bem.

-Bom, descobrir pelas câmeras de segurança e pelo endereçamento IP que eles estão em uma residência que está no nome de Pandora Volgast. O nome obvil que é falso, mais esta sendo usado a mais de cinco anos. Segundo o ex proprietário da casa uma mulher loira comprou a casa para viver com o marido e o cunhado. Mas é lógico que isso é tudo fachada. A algum tempo eu achei essa filmagem nas câmeras de segurança.

As imagens mostrava uma pessoa parada em um cruzamento, não dava para ver o rosto da pessoa que além de estar de boné estava com o capus do casaco levantado. Depois de um tempo a pessoa tirou o boné para coçar a cabeça, o capus caiu, mostando o rosto de Helena meio inquieto. Depois de um tempo um homem com roupas pretas e uma máscara da mesma cor chegou atrás dela e aplicou uma siringa no pescoço da garota. Ela se afastou com a mão no pescoço e depois de caminhar alguns metros ela cai no chão, o homem a pega e a coloca nos ombros, outra cena aparece ele a jogando de qualquer jeito na van, aquilo encheu Vincent de ódio. Não se trata uma mulher assim, principalmente uma inocente que não tinha feito mal algum pra ninguém. As câmeras logo mostra o percurso da van até a casa suspeita. E a gravação para.

-Ela provavelmente foi pega para uma troca. Já que ela é valiosa para o Vincent.

-Ela não...

-Nos poupe Nightray, tá na cara que tem algo rolando entre vocês dois. E não adianta negar.

-E pensar que os dois transaram - Disse Bianca com sarcasmo e um sorriso malicioso, Vincent arregalou os olhos e abriu a boca. Quando todos notaram o silêncio do acastanhado começaram a se questionar o por que dele não dar uma resposta a altura. Um estralo se fez na cabeça de todos.- Pera, vocês realmente transaram?

-Pera, isso era brincadeira?

-Meu Deus Vincent, você acabou de se entregar! É claro que eu estava brincando. Mas já que é verdade me diz, como foi? Ela é boa de cama?

-Boa? Do jeito que ela deixou nosso caro amigo eu diria que ela é ótima!

-Gil!

-Que foi? Só comentei.

Vincent estava desconcertado com a situação, não era pra acabar assim. Se a brasileira soubesse daquilo ela com certeza iria mata-lo. Vincent respirou fundo buscando paciência, não podia perder mais tempo. Tinha que achar Helena o quanto antes.

-Ok, agora não é hora de falarmos da minha vida amorosa. Temos que encontra-la o mais rápido possível.

-Tá, calma Romeu. Vamos salvar a sua Julieta. Só estávamos esperando você e os reforços chegarem. Mas eu te peço uma coisa - Theo estava sério, concentrado e entendia o que Vincent estava passando, mesmo que em vez da esposa no seu caso era a sua filha de três anos em um impermercado. Se lembrava com perfeição da angústia que sentiu quando a perdeu na seção de verduras e do alívio ao acha-la na seção de doces comendo balinhas coloridas com seus pequenos dentinhos. - Mantenha a cabeça no lugar, um deslize pode custar a vida de muitos. Não podemos ter fraquezas.

-Entendido.

&*&*&

Um sociopata. Essa era a definição que Helena tinha sobre Márcio. Após a longa história sobre como as cinco grandes famílias surgiram e como eles masacraram a dele ela pode concluir que não era somente vingança. Tinha algo mais naquele homem, aquilo lhe fez lembrar de uma frase de um filme, Batman o Cavaleiro das Trevas, em que o Alfred diz que há pessoas no mundo que só querem ver o circo pegar fogo. Bom, aquele homem a sua frente era um bom exemplo vivo disso. Ela não se enganava com aquele sorrisinho simpático e a postura de bom moço, pessoas usam máscaras, ela mesma usa uma. Essas máscaras são usadas para esconder pessoas, mas o que a máscara daquele homem escondia era tudo menos uma pessoa. Escondia um mostro que precisava de sangue, morte e caus. Ele fez uma proposta realmente boa, mas apesar de tudo Helena tinha honra e bom senso. Não iria ficar perto de um homem que podia muito bem beijar suas mãos em um dia e no outro colocar uma bala na sua cabeça. Estava pensativa sobre o que ele havia lhe dito, e saber que Vincent era realmente um mafioso foi uma pequena surpresa. Ele não parece nada com um! Sem tatuagem, sem aura amendrontadora, sem capangas. Mas é claro que ele usava uma máscara, uma ótima máscara para se falar a verdade.

-E então? De que lado você está?

Um lado. Ela tinha que escolher. Vincent ou Márcio. As cinco grandes ou a Arcardia. Aquilo não era justo, nem um pouco justo.

-Não quero.

-Perdão?

-Não quero. Não vou me envolver em brigas de famílias e de crianças em corpo de adultos que não consegue nem resolver um assunto de mais de cinquenta anos! Não vou lhe entregar meus programas e você não vai mais usa-los para o que quer que seja. Tenho dignidade sabia?

Márcio se irritou e se levantou derrepente, fazendo a cadeira que estava sentado bater com força no chão e fazer um som oco. Ele caminhou a passos pesados até Helena e lhe deu uma bofetada no rosto, a força foi tanta que ela acabou se desequilibrando e fez o banquinho cair. O seu peso fez os seus braços estalarem e os seus pulsos doerem mais do que já estavam. Márcio deixou ela sofrer um pouco para colocar o banco de volta no lugar e colocar os pés de Helena de volta na superfície de madeira.

-Que ironiza alguém que deixou a melhor amiga morrer pelo crime que não cometeu. Mariana, Helena ou Nike365, quem quer que seja você saiba que não passa de uma vagabunda e uma covarde.

-É impressionante como você faz para as pessoas se juntarem a você. Quantos você já tem? Três? Dois? Porque o jeito que você faz, a forma que você o faz é deplorável.

-Palavras bonitas para uma rata de Internet. Vou deixar você refletir sobre a minha proposta. Com sua licença, ah! Antes que eu me esqueça, veja isso.

Márcio olhou para a única câmera de segurança da sala e balançou a cabeça positivamente, uma televisão que estava na frente de Helena. Ela não tinha prestado atenção nela, já que a sala estava parcialmente iluminada. No televisor estava a filmagem de um barzinho que era muito frequentado por universitários de várias facilidades e cursinhos, em um grupinho de dez pessoas estava Camila. Todos estavam com os celulares na mão, Helena arregalou os olhos, sabia o que ele iria fazer.

-Bom, sua amiga é médica não é? Ela usa muito as mãos e seria muito trágico se o celular dela explodisse. Você tem dez minutos antes que o programa entre em ação e confie em mim, muitos aparelhos foram infectados.

-Isso é um blef.

-Quer apostar? Posso adiantar o tempo para um minuto. E então? Qual é a sua resposta?

-Depende da hora.

-E essa é a hora certa?

-Depende, quantas horas são agora?

-São exatamente dez da noite. Mas...

A televisão logo começou a chiar para então uma música tocar, um revimetal tocava e a seguinte mensagem estava destacada em grandes letras brancas em meio ao fundo em chamas azuis. "O programa que você está usando foi adquirido sem o consentimento da criadora. Portanto se algo acontecer não culpe a falecida pelos danos e sim as pessoas que usaram o programa sem autorização". A música logo se transformou em gritos para logo voltar a ficar em silêncio, Márcio estava confuso com aquilo. O que tinha acontecido? O seu celular começou a tocar, ele imediatamente atendeu e a notícia que recebeu o fez ficar puto da vida. Tão puto que sacou a arma e colocou embaixo do rosto de Helena com muita força.

-Que caralhos você fez?

-Nunca te falaram que mecher com coisas de gente morta da azar? As maldições existem nesse mundo, assim como o carma e isso meu caro, foi a sua maldição.

Márcio iria começar a interroga-la quando ouviu barulhos de tiros, aquilo era mal sinal. Tinha que sair dali o mais rápido possível, não podia ficar mais tempo ali.

-Nos encontraremos novamente minha cara. Isso eu lhe garanto.

Márcio saiu do cômodo trancando a porta e correndo para um corredor onde dava para o carro de fuga, que cumpriu o seu devido trabalho de desaparecer com o Arcadiano. Enquanto que na casa os subordinados das cinco grandes famílias metiam bala nos homens que estavam de guarda. Os únicos sons que se ouvia era de dor, raiva e dos tiros das armas dos subordinados da Arcardia, já que os russos usavam silenciadores. Após todos estarem mortos Vincent começou a procurar por Helena em todos os cômodos, até chegar em uma porta que estava trancada, atirou na fechadura e encontou Helena pendurada. Correu até ela dando um tiro no que a mantia suspensa e a aparou antes do seu corpo ir de encontro ao chão, colocou ela sentada no banco, se abaixou ficando na altura que ela estava e tirou uma faca das vestes, cortando os plásticos que prendiam os pulsos dela. Helena agradeceu aos céus por estar livre de novo, nunca pensou que ficaria tão feliz ao ver Vincent. Os dois se olharam e foi como magnetismo, os lábios se tocaram e as línguas se enrolaram, como se conhecessem á anos. Vincent a abraçou pela cintura enquanto que Helena o abraçava pelo pescoço, se separarm pela falta de ar, os olhos brilhavam um para o outro e as testas estavam coladas. Helena estava um pouco corada por causa daquele contato íntimo entre os dois.

-Tudo bem pequena?

-Agora sim. Obrigada.

-Ora, ora. Que bela cena. Poderiam me explicar o que se passa?

Victor tinha os flagrado em um momento íntimo e comprometedor para os dois. Naquele momento Vincent sentiu como se tivesse sido pego fazendo alguma besteira e Helena como se sua vida tivesse acabado. Porque ela realmente tinha, já que daquele momento em diante tranquilidade era uma coisa que ela tinha em pouca quantidade. Se arrependeria depois? Talvez, mais iria valer apena. Muito apena.


Notas Finais


https://www.spiritfanfiction.com/historia/amor-de-primavera-10914972

Gostaram? Favoritem e comentem as suas teorias.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...