História Meu Mafioso - Capítulo 27


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Drama, Escolhas, Hackers, Interpol, Investigação, Luta, Máfia, Máfia Russa, Policia, Reviravoltas, Romance, Rússia, São Petersburgo, Shonei Ai, Shoujo-ai, Yaoi, Yuri
Visualizações 190
Palavras 7.169
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi galerinha! Então, só alguns avisos antes da historia começar.

# Tudo que eu escrevi sobre ser proibido na Russia é verdade, eu peguei essas informações do canal Você Sabia, e sim, elas não fazem o menor sentido no mundo. Enfim, algumas dessas leis serão fundamentais para que vocês entendam coisas que iram acontecer aqui nessa historia.

# Esse sera o antepenúltimo capitulo da historia...do segundo arco. Acho que da pra fazer os quatro arcos, já que no planejamento inicial era de cinco, mas vai ter quatro arcos mesmo.

# A historia vai acabar esse ano, bom, eu quero que acabe. Já que é a minha primeira historia e eu tenho um apego especial com ela, mas não depende somente de mim, depende da escola também. Então, depois que eu terminar essa historia, vou focar mais em Amor de Primavera e talvez lançar outra, mas ainda não sei sobre essa nova historia. Já que eu ando tendo varias ideias. Mas voltando, o tempo limite é ate janeiro de 2019 para essa historia acabar, então já estão avisados. Vou me desdobrar para cumprir essa meta.

# Vou tentar fazer alguns especiais, só que esses especiais vocês vão escolher e não eu. Então mandem os seus pedidos e temas para eles.

# Muito obrigado pelos 50 favoritos, bom agora é 63 se eu não me engano. Mas mesmo assim muito obrigada! Isso é uma grande vitoria para mim e eu devo isso a vocês, tem alguns leitores que me chamam no privado para puxar a minha orelha sobre erros de ortografia ou continuidade e eu queria que os outros também fizessem isso, ajuda muito saber no que eu estou acertando ou errando.

# Tem sexo gay nesse capitulo, o aviso é ~*~ para quem não gosta.

Enfim, avisos dados então boa leitura!

Capítulo 27 - Aniversário, novidades e surpresas


Fanfic / Fanfiction Meu Mafioso - Capítulo 27 - Aniversário, novidades e surpresas

LEIAM AS NOTAIS INICIAIS, POR FAVOR!!!!!

Cerca de um mês tinha se passado desde o último ataque da Arcardia, as coisas estavam mais calmas e ao mesmo tempo tensas, pois a qualquer momento um novo ataque poderia ocorrer a qualquer momento. Os lideres haviam passado grande parte da situação para os seus subordinados e agora todos estavam bem atentos a qualquer tipo de informação que poderia ser valiosa, sem falar que todos queriam vingança pela morte dos companheiros. A garota morta era uma das prostitutas dos Barmas que havia sumido ha três dias antes do ataque, a segurança das casas de prostituição tinha aumentado bastante e Rodrigo conseguiu acalmar as mulheres e homens que trabalhavam nessas casas. Apesar de tudo ninguém ali era obrigado a trabalhar, estavam ali por conta própria, já que lhes eram fornecidos um bom lugar para dormir, boa comida e tratamento de saúde. Sem falar que recebiam um bom salário, muito ali fugiam de alguma coisa ou tinha um passado doloroso, ali eles formavam uma grande família, e perder alguém era doloroso. Naqueles dias Vincent mal conseguia sair de casa sem ser cercado de repórteres querendo saber se ele tinha alguma ligação com o casino, ou qual era a sua opinião sobre o assunto.

O Nightray teve que respirar fundo para não sacar a arma e colocar uma bala no crânio daqueles urubus que viviam importunando a sua família. Era tao difícil de acreditar que ele não tinha “nada haver” com aquilo tudo? E também tinha o fato da segurança de Brigite, o acastanhado tinha colocado alguns homens para vigiar a ruiva, lógico que ela não sabia disso, seria um pouco complicado explicar a verdade para ela. Ou parcialmente dela. Para a sua sorte ele tinha Helena no final do dia para acalmá-lo, ele tinha a atenção da morena apenas quando ela chegava da faculdade, já que depois do trabalho ela ia direto para a faculdade estudar na biblioteca com Marcos. Aquela tinha sido a semana de provas e a morena estava bastante concentrada nelas, dormia tarde e acordava cedo, Vincent se preocupava com aquilo, mas Helena lhe garantia que estava bem. Já havia se acostumado com essa rotina a muito tempo, muitas coisas para fazer e pouco tempo para dormir ou comer. Houve uma noite em que ele acabou acordando sozinho em sua cama, sem a presença da morena que antes dormia do seu lado. Na verdade Helena vivia no quarto de Vincent, quase todas as suas roupas e objetos pessoais estavam no quarto do mafioso, dividiam o banheiro, era quase como se estivessem casados. O russo caminhou a passos silenciosos em direção ao antigo quarto da brasileira e abriu a porta com cuidado, acabou se deparando com ela sentada no chão, onde tinha vários papéis espalhados, alguns livros e várias latas de energético vazias espalhadas pelo chão. Helena digitava com rapidez no notebook e sua face mostrava o quão cansada ela estava.

-O que você está fazendo?

-Trabalho da faculdade. Não deveria estar dormindo? Amanhã você acorda bem cedo.

-Lhe digo o mesmo. Você não tinha terminado tudo semana passada?

-Tinha, só que a bruxa resolveu mandar um trabalho que ela deveria ter enviado ha duas semanas. Recebi a mensagem quando você já estava dormindo, não queria te acordar. Já acabei de qualquer forma.

-E era pra quando isso?

-Pra hoje. Vale metade da nota do semestre todo.

-Ela não pode fazer isso!

-Esta tudo bem Cent. além do mais eu estou acostumada com isso, não é a primeira vez que ela faz isso comigo. Mas fica tranquilo que em dois meses eu me livro dela.

-E de mim também? Não conversamos o que vai acontecer quando você for embora.

-Admito que não pensei nessa parte quando eu aceitei o seu pedido de namoro. Acho que podemos tentar um namoro a distância, só não sei se você vai querer ficar comigo quando isso tudo acabar.

-Que história é essa? É claro que eu quero ficar com você, hoje, amanhã e sempre. Você é a mulher com qual eu quero passar o resto dos meus dias, quero envelhecer com você e ter muitos filhos.

-Você sabe que eu sou estéril. Eu não posso te dar o que você mais quer.

-Podemos adotar sabia? Tem muitas crianças que querem um lar e vamos dar a elas isso.

Helena estava deitada no peito de Vincent na cama, ambos abraçados e conversando baixo, como se contassem algum segredo. Era acolhedor ficar ali, era como se nenhum problema existisse e que não tinha uma família sanguinária querendo matá-los. Era como se não houve-se segredos, mentiras ou culpa. Ali, deitados naquela enorme cama, cobertos pelo edredom e pelo calor dos seus corpos eles se sentiam como qualquer casal de namorados. Helena acabou rindo da fala do namorado, com toda a certeza do mundo aquele russo não era uma pessoa muito certa da cabeça.

-Não me diga que você quer formar um time de futebol? Sabe o quão difícil é cuidar de uma criança? Veja la de várias!

-Não me importo, desde que seja com você do meu lado. E também minha mãe e Miranda podem ajudar, tenho absoluta certeza de que você seria uma ótima mãe. Você parece gostar bastante de crianças.

-Hahahaha…

-O que foi? Você não gosta?

-Não….não é que eu não goste….só não aguento quando começam a chorar. E as birras? Céus, aquilo me irrita muito! Elas não tem um botão de desligar. Teve, teve uma vez que eu fui em um aniversario de uma menininha de cinco anos. O tema era de bichinhos, insetos sabe? A menininha estava vestida de joaninha e veio correndo em direção a mesa em que eu e algumas amigas estávamos sentadas conversando. Não me lembro muito bem do que ela me disse, só lembro de ter dito: sai daqui seu inseto. Mano, a menininha saiu correndo chorando. Foi muito engraçado.

-Meu Deus pequena, que ódio todo no coração é esse? Coitadinha da criança.

-Eu não tinha muita noção na minha adolescência sabe?

-Sente falta de casa? Da cidade em que você morava?

-Um pouco. Sinto mais falta da comida, do calor e principalmente dos feriados. Adorava dormir ate mais tarde em dia de semana e não ter que ir para a escola. Mais sinto mais falta é do humor e das palavras.

-Do humor?

-É! As brincadeiras sabe? Vocês russos são todos muito sérios e fechados. La no Brasil as coisas são bem diferentes sabe?

-Imagino. Me conta como é la. O que tem de diferente daqui.

-Além do clima, a comida, os costumes. Ah! Os memes são a melhor parte do Brasil, la fazemos piada de tudo, absolutamente TUDO. A gente pode estar na merda, mas não deixamos de fazer memes. Vivemos zoando, vivemos de memes! Somos os reis dos memes! Aqui vocês os proíbem, quando eu cheguei aqui e soube disso eu fiquei muito assustada! Vocês são muito caretas! Tem ate departamento pra fiscalizar isso! Se isso fosse no Brasil todo mundo estaria preso, ate eu!

-Ei! Eu não sei do que você nos chamou, mas eu me senti ofendido. Mas continua.

-Bom, vocês proíbem leis que proíbam a violência doméstica contra a mulher. Só interferem quando o homem quebra algum membro ou que ele mate ela! E isso é um absurdo!

-É, nisso eu concordo com você. Eu odeio essa lei, está entre as que eu mais odeio. Principalmente a que proíbe propaganda gay.

-Espera, o que?

-É! Você não pode publicar, falar ou fazer manifestações a favor dos homossexuais. Pra maioria das pessoas daqui a família tradicional e correta é o homem com a mulher, e que se alguém sair do padrão é considerado errado, é proibido e é punido. Se você for pego fazendo algum tipo de propaganda você é punido com uma multa de mil e quinhentos dólares, e se for uma empresa é de trinta mil dólares! Sem falar que se for na internet você é preso. E em 1993 os homossexuais eram considerados criminosos e hoje eles são vistos como doentes mentais.

-Ta de brincadeira comigo. – Helena se levantou revoltada, se sentando encima do colo de Vincent. Aquilo havia deixado ela muito puta da vida – O que diabos vocês têm na cabeça? Aqui faz tanto frio que os seus neurônios congelaram? O que falta mais? Morar em cavernas? O que mais eles proibiram?

-Bom, é proibido transgêneros transsexuais terem carteira de motorista, eles são consideradas doentes mentais, assim como as pessoas que tem algum tipo de fetiche, boxerismo e exibicionismo. A desculpa que eles dão é que isso é para evitar acidentes de carro. Como se a pessoa fosse péssima no volante por gostar de algo diferente. Um absurdo.

-Mas e o Gilbert com o Ian. Digo, eles são casados e vivem juntos.

-Fora da máfia ninguém sabe que eles dois são casados, os dois tiveram que se casar fora da Rússia e as pessoas acham que eles são, como dizer isso….“primos de longa linhagem”

-“Primos de longa linhagem”?

-É, tipo, primo de décimo segundo gral. Eu sei, é uma bosta.

-Verdade. E quem teve essa grande ideia?

-Rodrigo. Na época estávamos desesperados e bom, a desculpa foi aceita.

-Tinha que ter sido o Rodrigo mesmo. E como ele está?

-Vai indo, pelo menos ele não está bebendo e nem nada do tipo. Está sendo o homem que a Selena queria que fosse, responsável e sério. Eu já estou ficando preocupado com ele, não estou sabendo mais o que fazer.

-Bom, acho que eu posso resolver isso.

-E o que você vai fazer minha pequena?

-Bom, o aniversário da Camila está se aproximando e eu quero fazer uma festa para ela. Simples e com as pessoas mais próximas dela. Tá que ela não conhece muito bem o Rodrigo e eu também não tenho muita intimidade com ele. Mas você pode levar ele como convidado seu, vai fazer bem para ele.

-Talvez você tenha razão.

-Eu sei, sempre tenho.

-Engaçadinha, sabia que são proibidos caros sujos em uma cidade chamada Chelyabinsk? A multa é de sessenta e dois dólares.

-Hahahaha….vocês russos…

Enfim, o tempo passou e faltava apenas três dias para o aniversário de Camila e Helena estava preparando tudo com a ajuda de Marcos. Os dois tinham se acertado, mesmo que vez ou outra pintava um clima estranho e desconfortável entre eles, só que ambos ignoravam isso. A festa iria ser feita na casa do pai da loira, infelizmente ele não estaria presente por causa de uma confederação anual de médicos que estava ocorrendo na Suíça, mas o pai de Camila havia deixado um presente para a filha e estava contando com Helena para fazer a festa mais animada o possível para a sua princesinha. O bolo já tinha sido encomendado junto com os salgados, Ian a tinha ajudado com as bebidas e junto de Marcos a decorar a sala de visitas, onde aconteceria a festa. Tudo já estava pronto, só faltava esperar mais dois dias para o “grande dia”. Já na faculdade as coisas estavam bastante agitadas para Helena, era prova encima de prova, trabalhos que eram passados para ela de última hora, aquilo tudo estava esgotando tanto a sua paciência quanto ao seu corpo. Helena sentia o seu corpo todo dolorido e um pouco de calor, sem falar da grande dor de cabeça que estava sentindo, mesmo sentada se sentia um pouco tonta e a respiração estava desregulada. Marcos percebeu que tinha algo de errado com a brasileira, via que ela estava com a cabeça abaixada e com as mãos sobre os olhos, ao tocar no pescoço da morena ele tomou um grande susto ao notar o quão quente a garota estava. Ele se aproximou um pouco e falou baixo para não chamar a atenção da professora que não gostava nada de Helena.

-Lena, você está queimando de febre!

-Ah….isso explica o porque de eu estar com calor.

-Você tem que ir embora, não pode ficar aqui passando mal! Vou ligar para alguém vir te buscar.

-Não. Marcos, eu estou bem. Serio.

-Não., você não está bem! E…

-Os senhores parecem que estão sabendo tudo sobre a matéria, não é mesmo? Acham que só porque falta apenas dois meses para vocês pegarem os seus diplomas, que não devem prestar atenção na aula? Vocês estão muito enganados! Principalmente você senhorita Andrades, sua falta de interesse e sua arrogância em achar que sabe tudo. Eu ainda não acredito que alguém como você recebeu aquela proposta de emprego.

-Que proposta professora?

-Ora, que bom que perguntou. Quero que saibam que a sua colega de classe recebeu a grandiosa oferta de emprego de uma das melhores empresas de Los Angeles, e assim quando ela terminar os estudos já pode começar a trabalhar la. Me corta o coração em saber que uma grande oportunidade dessas foi oferecida para alguém como você e não para algum aluno que realmente mereça.

Helena ficou em silêncio, ouvindo aquele discurso extremamente preconceituoso. Ela sabia que se levantasse a voz para responder a aquelas afirmações mentirosas, aquela mulher daria algum jeito de estragar a sua grande chance em que havia se esforçado muito para poder conseguir. Ouviu cada palavra dura que lhe era dirigida, isso só fazia com que a sua dor de cabeça aumentasse cada vez mais, se tornando cada vez mais forte. Respirou fundo em busca de concentração, mantendo a cabeça abaixada para a mulher não ver o seu semblante de fúria misturado com dor. Por sorte a sinaleta tocou avisando a todos que a aula havia acabado, aquela era a última daquele período. Todos os alunos haviam saído da sala junto da professora, restando apenas Marcos e Helena.

-Helena, consegue se levantar?

-Consigo…

A brasileira não conseguiu terminar a frase, já que a tontura foi tao forte que ela acabou caindo e por sorte Marcos a pegou antes que caísse no chão inconsciente. Marcos acabou que por se desesperando com aquilo, Helena parecia cada vez pior, não exitou em pegá-la no colo e colocar as mochilas de ambos em suas costas. Haviam poucos alunos nos corredores, já que a maioria estava em uma festa que estava acontecendo em uma das irmandades do campus. Ao chegar no estacionamento destravou o seu carro e a colocou no banco traseiro do carro, não demorando para dar partida indo em direção ao hospital mais próximo dali. Deu a entrada no pronto-socorro e deixou uma das enfermeiras cuidarem de Helena, a levando para uma sala para ser examinada. Um tempo depois, sem quaisquer informações uma enfermeira veio lhe mostrar onde a brasileira estava, era um quarto consideravelmente grande com oito camas, quase todas ocupadas. Helena estava deitada na última cama do lado esquerdo do quarto, com uma bolsa de soro que estava ligada com a sua corrente sanguínea. Marcos se apressou a ficar do lado do leito da amiga, se sentando em uma cadeira bastante desconfortável que havia do lado da cama.

-O que ela tem?

-O corpo dela estava bastante cansado, por isso a febre toda, diga-me, ela ingere energético com frequência?

-Bom, isso eu não sei lhe responder. Por que?

-O corpo dela apresenta sinais muito claro de exaustão, parece que ela mal dorme. Sem falar que o coração dela esta bastante acelerado, sinal claro de uso exagerado de energético. Ela não usa nenhum tipo de droga, certo?

-O que?! Não! Ela é totalmente contra drogas, mau bebe bebidas alcoólicas! Quando ela vai acordar?

-Bom, isso depende do corpo dela. Ate ele repor o sono ela pode ficar aqui, mas se quiser você pode levar ela pra casa. É claro depois de passar a noite aqui em observação.

-Tudo bem, muito obrigada.

-Disponha. Qualquer coisa é só apertar esse botão que esta do lado da cama dela. Agora se me der licença eu tenho outros pacientes para cuidar.

A mulher saiu deixando Marcos olhando preocupado para a Andrades que estava bastante pálida, se ela estivesse acordada surtaria com aquela agulha. Depois de alguns minutos em completo silêncio – já que os outros pacientes que estavam ali estavam dormindo – o celular de Helena começou a tocar. Marcos riu ao ver o nome no visor do celular amiga. Por sorte ele sabia um pouco de português.

-“Russo Irritante”….você tem muita criatividade Lena. Alô?

-Pequena?

-Não., não é a “Pequena”. É o Marcos.

-Marcos? Por que você está com o celular da minha namorada? Aconteceu algo com ela? Helena está bem?

Marcos tentou não ficar magoado com aquela informação, tentou de verdade. Ele sabia que a Andrades e o Nightray se gostavam, e se ambos fossem pessoas maduras um relacionamento logo iria se formar. Só que ele não esperava ouvir aquilo, pior, por que Helena não havia contado para ele? Camila sabia? Bom, ele tinha certeza que Gilbert sabia, já que ele e Vincent tinham uma cumplicidade fora do comum. Ele sabia que as chances dele ter algo com a brasileira eram pequenas, e ficou ainda menor quando ele sutilmente a chamou de vadia no escritório. Helena havia o perdoado, mas não esquecido daquele episódio. O acastanhado suspirou tentando colocar as ideias no lugar, tentaria engolir aquele relacionamento de Helena com o mafioso, se ela estava feliz….então ele também estava feliz. Já que assim é o amor, é você ficar feliz pela felicidade da pessoa da qual você ama, mesmo que essa felicidade não te inclua no pacote.

-Ela está bem agora Vincent, ela tinha passado mau na faculdade e eu a trouxe para um hospital.

-E o que ela tem? Não, eu estou indo para ai agora mesmo. Em qual hospital vocês estão?

-No São Beskorvc.

-Ótimo, chego ai em alguns minutos.

A chamada se encerrou, Marcos respirou fundo tentando manter a calma. Não demorou muito para Vincent entrar no quarto apresado, vestindo roupas casuais, o que era raro, já que ele apenas o conhecia vestindo ternos elegantes e ridiculamente caros. O seu semblante preocupado estava mais que escancarado para qualquer um ver.

-Me falaram na recepção o que ela tinha. Quando você notou que ela estava mau?

-No final da última aula, ela estava bastante ofegante. E olha que ela disfarçou isso bem! Quando toquei no seu pescoço eu notei que ela estava queimando em febre. Me assustei com aquilo, eu pensei que ela estava sendo bem cuidada na sua casa. Me diga, ela estava bebendo muito energético?

-Teve uma noite em que eu a peguei fazendo um trabalho, faltando poucas horas para amanhecer. Havia várias latas de energético, mas eu pensei que só havia sido daquela vez. Isso é culpa minha, eu não cuidei dela como deveria.

-Em parte não é. Lena é acostumada a virar noites por causa de uma professora que não gosta de imigrantes, no início da faculdade ela tinha dado um trabalho para todos da sala, exceto para seis alunos que eram imigrantes. Desses seis alunos somente eu e Helena continuamos no curso, os outros desistiram por causa dessa e de outros professores. E tudo isso porque vocês acham que nós não deveríamos roubar suas oportunidades. Isso é ridículo.

-….Não posso me desculpar por essas pessoas. Mas agradeço por você ter me dito isso.

-Você não vai matá-los, não é?

-É claro que não, nem tudo se resume em matança sabia? Eu sou um grande patrocinador da faculdade que vocês estudam, sei que eles vão começar a pensar no que está errado quando eu tirar a verba que eu ofereço para a instituição.

-Acha mesmo que eles vão mudar?

-De imediato não, mas eu vou tentar dar um jeito nisso. Helena esta nessa cama por causa de uma professora de mente retrogreda, não posso deixar outras pessoas acabarem do mesmo jeito ou pior. Se você quiser pode ir, deve estar bastante cansado. Eu fico aqui com ela.

-….Ok. Tudo bem, diga a ela quando acordar que eu mandei melhoras. E Nightray…

-Sim?

-Cuida bem dela, tá bom? Ela é um tesouro e se você a fizer sofrer, eu juro, não me importa o quão poderoso você é, ou que consequências isso ira trazer para mim, mas eu juro que te mato. Ouviu bem?

-Pode deixar, eu sou a última pessoa do mundo que quer ver a Helena triste. Vá tranquilo. Eu sei cuidar do que é meu.

Marcos pegou a sua bolsa e saiu dali, deixando a cadeira para Vincent se sentar e poder pegar uma das mãos de sua amada que dormia profundamente na cama. As pontas dos dedos dela estavam gelados, comparado a algumas partes do corpo que estavam bastante quentes. Assim que o período de observação acabou o Nightray a levou para casa, Amelia se ofereceu para dar um banho na morena e o mafioso prontamente aceitou, enquanto que separava uma muda de roupas confortáveis e preparava a sua cama. Vincent passou o dia inteiro ao lado de Helena, velando o seu sono e acariciando os seus curtos cabelos negros. Ao crepúsculo Gilbert entrou no quarto de melhor amigo com um envelope em mãos, o rosto estava como sempre, sério.

-Aqui estão os documentos, a universidade já foi avisada e já ligaram para informar que vão tomar providências sobre a maneira de agir do corpo docente. E como ela está?

-Dormindo, não acordou nenhuma única vez. O médico falou que quando o corpo dela estiver descansado ela vai acordar, só que eu queria saber quando.

-Ei, calma. Ela só esta dormindo por causa do cansaço, não é como se ela nunca mais fosse acordar. Sabe, estou um pouco preocupado com o Rodrigo.

-Sobre o fato dele ter se tornado um homem responsável, comprometido com o trabalho e um exemplo de homem? É, eu também estou preocupado. Alguma notícia da Selena?

-Não., nem mesmo Iavoc tem notícias dela. Não da sua localização, mas sabemos que esta viva. Hugo viajou ontem para a Itália, ainda não deu nenhum sinal de vida e Theo está muito preocupado com ele.

-Só eu acho que o Theo gosta do Hugo? Digo, a amizade dele com o Hugo é igual à nossa, só que parece ter um sentimento a mais da parte dele.

-Bom, isso eu não sei e não me importo. Desde que não traga problemas para as famílias. Não vou me meter e eu lhe aconselho a fazer o mesmo. Enfim, estou planejando beber com o Rodrigo. Afogar as preocupações e comportar apenas como pessoas normais. Só nós três, como nos velhos tempos. O que acha?

-Helena….

-Você pode ir filho. Sei que você quer estar aqui quando ela acordar, mas você precisa relaxar um pouco, e tenho certeza que uma pequena saída com os amigos não vai te fazer mau nenhum. Quando ela acordar eu te ligo.

-Mãe….tudo bem. Só deixa eu tomar um banho e já vamos.

-Ótimo.

Depois de alguns minutos ambos estavam na estrada que levava ate a casa do Barma. No banco de trás do carro havia várias garrafas de bebidas alcoólicas, dos mais variados sabores, teor alcoólico e preço. Assim que estacionaram o carro, cada um pegou as garrafas e caminharam em direção a porta, deixando-as no chão para pode tocar a campainha. Depois de várias tentativas a porta foi aberta por um Rodrigo apenas com uma calça de moletom, cabelos molhados e uma toalha vermelha ao redor do pescoço.

-O que vocês estão fazendo aqui?

-Afogar as preocupações. Trouxemos todo tipo de bebida – Apontou para as várias garrafas que estavam no chão – e vamos amanhecer bebendo todas elas. Como nos velhos tempos, e antes que você reclame foi ideia do Gil. E você sabe que se ele deu essa ideia, quer dizer que a situação é crítica! Então, nada de glicose anal e vamos beber!

-Você realmente não muda em Cent….podem entrar só vou colocar uma camisa e pedir algo para comermos.

-Não precisa, tenho tudo o que precisamos no porta-malas do carro. Vem me ajudar Vincent, você também Rodrigo.

-Eu?

-É, não reclama.

O tempo foi passando e logo os três estavam sentados no chão da sala, descalços e vestindo roupas casuais. Sem ternos ou gravatas, sem o peso nas costas de ser um mafioso ou CEO de uma grande empresa. Ali era somente três velhos amigos, que estavam reunidos para falar da vida e colocar as preocupações para fora.

-E a modelo? Você ainda está com ela?

-Emma? Não a vejo a bastante tempo, e se eu a ver, provavelmente eu vou colocar uma bala na cabeça dela.

-E o que ela te fez?

-Não. Ficou sabendo? Por culpa dela o Ian e a Helena foram presos, sem contar que ela jogou café quente na pobre Andrades. Agora ela faz parte da lista negra do Ian, e não fale o nome dela perto dele, você não sabe quanto tempo eu tive que gatar para acalmar ele. Nunca vi o meu marido xingar tanto alguém na vida!

-Uou! Isso é muito sério, então, se o Cent quer matar a modelo gostosinha….seu grande safado! Você tá pegando a minha secretaria!

-Ela não é a sua secretaria, trabalha no setor de marketing.

-Tanto faz! Bom, pelo menos ela é gostosinha.

-Concordo com você.

-Gilbert!

-O que? Ela é bonita Vincent, qualquer um pode ver isso. Mas eu não trocaria o meu japonês por nada nesse mundo.

-Sabemos disso Gil, lembro-me que eu quase vomitei no seu casamento com aqueles votos seus.

-Na verdade você quase vomitou porque tinha enchido a cara antes da festa, minha mãe e Selena queria te matar. Principalmente a Selena, eu estava vendo a hora dela sacar a arma e bater com ela em você.

Rodrigo deu uma pequena risada para encarar o seu copo de tequila com gelo, sentia falta da colombiana. Vincent vendo o olhar perdido do melhor amigo viu que tinha feito besteira e foi logo tratando de se desculpar.

-Tudo bem. Eu só….sinto falta dela. É estranho sabe? Você estar apaixonado por alguém, e esse alguém vai embora. Acho que eu deveria ter me declarado logo para ela em vez de ter agido como um completo imbecil mulherengo. Alguma notícia do Hugo?

-Ate agora nada e, quando eu e o Gil estávamos vindo para cá nos encontramos com o meu pai chegando la em casa. Ele disse que era pra Selena ter ido junto do Hugo, só que ela ligou de última hora e disse que não poderia ir. Ela não especificou o motivo, só disse que era bastante importante.

-Estranho. Selena não é de fazer isso.

-Foi o que eu disse pro Vincent, não pode ser nada que envolva a família dela. Afinal de conta estão todos mortos.

-Talvez ela esteja doente, tipo, alguma virose que a impossibilita-se de viajar.

-Provavelmente. Será que ela está bem?

-Não. Quer ligar para saber?

-Eu já tentei Gil, só que o celular dela esta desligado desde o dia em que ela saiu por aquela porta.

-E eu disse que era o antigo número dela? Você ouviu o Vincent, ela se comunicou com o Victor e não foi pessoalmente.

-Não. Me diga que…

-Sim, se o meu pai souber disso o Gil está morto. Mas não podíamos mais ver você sofrendo desse jeito. Somos os seus melhores amigos, quase que como irmãos e sabemos que você faria o mesmo por nos.

-Eu….eu não sei como agradecer….serio, vocês são incríveis!

-Pode começar secando essas lágrimas, chega de chororô! Amanha você vai ligar pra ela e pedir para que ela volte. Vai pedir um encontro e dizer tudo que você sente, como foi doloroso acordar sem ela do seu lado e tudo mais. Entendeu?

-Sim senhor Nightray!

O resto da noite foi regata a risos, brincadeiras e piadas que faziam a barriga dos três doerem. Lembranças de infância e adolescência foram lembradas, pequenas discursos sobre bobagens, relatos sobre o que passaram. Quando amanheceu os três estavam largados na sala, dormindo de qualquer jeito no chão, tento as almofadas como travesseiro. O som de um celular tocando foi o despertador para os três mafiosos acordarem, com as caras amassadas assim como as suas roupas e os cabelos bagunçados. O celular estava encima da mesinha de vidro da sala, junto de outros celulares, chaves e armas. Rodrigo estava mais próximo do aparelho atendeu, estranhando um pouco a voz feminina do outro lado da linha.

-Vincent?

-Ah, não. Não é ele, é o Rodrigo. Quem está falando?

-É a Helena.

-Ah! Andrades, pera ai. Vincent é a Helena. Toma.

-Pequena? Que bom que você acordou.

-É, acho que eu não fui a única que dormiu. Onde você está?

-Na casa do Rodrigo, faz muito tempo que você acordou? Minha mãe já falou com você?

-Não., acabei de acordar e estranhei estar aqui. E mais ainda a data. O que houve?

-Você desmaiou por falta de sono. Mas fico feliz em saber que você acordou, já to indo ai. Te amo.

-Também te amo. Cuidado ao voltar.

-Tudo bem, ate logo.

-Uou, a Helena realmente mudou você. Estou impressionado, não achei que estaria vivo para ouvir você falar um te amo verdadeiro para alguém que não fosse os seus pais.

-Lhe digo o mesmo. Afinal, Selena te transformou na pessoa que o seu pai sempre quis que você fosse.

-É, só que agora ele quer que eu volte a ser o que eu era antes. Irônico não?

-Muito. Ah! Amanhã é o aniversário da melhor amiga de Helena e ela está te convidando para a festa. É coisa simples. Gil vai também, já que o Ian se tornou muito amigo da Camila. O que você acha? Se você não for eu juro que te sequestro.

-Acho que as minhas opções são muito limitadas não é mesmo? Tudo bem, eu vou.

-Ótimo. Hoje eu te envio o endereço, agora eu tenho que ir. Ate mais.

 

_&_

 

Selena estava deitada na cama do quarto do hotel em que estava hospedada, as palavras escritas naquele exame ecoavam pela sua cabeça, principalmente aquela palavra que dias antes de fazer o teste a estava deixando nervosa. Positivo. O exame tinha dado positivo. O exame de gravidez tinha dado positivo. Ela seria mãe. Ela estava esperando um filho de Rodrigo. Deuses aquilo não podia estar acontecendo, não naquele momento em que es coisas estavam tao complicadas e perigosas. Estar grávida no meio de uma guerra entre mafiosos era quase pedir para morrer, era virar um grande alvo em potencial de ser usado e explorado. Ela podia abortar, será tao mais fácil, só que ela não queria aquilo. Sempre sonhou em ser mãe, mesmo que esse sonho fosse idiota na sua perspectiva passada. Passava a mão pelo seu ventre que apresentava uma leve ondulação, uma criança estava se formando ali. Uma criança fruto do seu amor, fruto do amor que ela compartilhou com o homem que ela amava. Qual seria a reação de Rodrigo ao saber que seria pai? Ficaria feliz? Surpreso? Com raiva? Assumiria ou a mandaria embora? Mas o que ela tinha mais medo era dele querer tirar a criança dela, aquilo era uma coisa que ela não imaginava o Barma fazendo, só que ela havia abandonado ele. Seria “compreensivo” se ele tomasse aquela decisão. E se ela escondesse aquela gravidez? Seria complicado e difícil, mas ela faria aquilo, não poderia abandonar a família Barma, a família que a tratou e a criou tao bem por causa de uma pedra do seu passado. Iria fazer aquilo, iria lutar não só por ela, mas pelo seu filho também.

 

_&_

 

O dia do aniversario tinha chegado, a noite estava linda, sem nuvens e com o seu bastante estrelado. A lua cheia dava o toque ainda mais especial para aquela noite, todos os convidados estavam presentes e um es especial surpreendeu Helena. Ela sabia que Camila estava saindo com um homem, sabia que ela realmente estava gostando desse homem. Então a brasileira resolveu convidá-lo para a festa, só que não passava pela cabeça da Andrades, nem de longe encontrar o parceiro de Paula ali na porta, parado com um grande sorriso no rosto e uma caixa decorada com papel cor de pérola e um laço preto. Helena sabia que ele estava na cidade, sabia que ele estava infiltrado na Arcardia e sabia que a qualquer momento poderia encontrar com ele pela cidade. Mas não esperava encontrar ele no aniversario da sua melhor amiga, e pior, saber que ele estava dormindo com ela.

-Eu não….eu não esperava que você fosse a melhor amiga da Camila.

-E eu não esperava te ver, não nessa situação loirinho. Vejo o quão pequeno o mundo é agora.

-Então você está me dando o sinal verde para eu namorar a Camila Mari?

-Não me chame por esse apelido! Nos sabemos muito bem que ela morreu, e eu quero que continue assim. E não depende só de mim para você namorar com a Camila, por mim você não estaria nessa cidade.

-Tem medo deles descobrirem os seus podres? Não se preocupe, se eles descobrirem não vai ser por mim. Lhe dou a minha palavra. E também, agora eu posso te proteger. Não sabe o quão preocupada a Paula ficou quando soube do seu sequestro, por pouco ela não pôs a operação a perder. Então tome cuidado com as pessoas com que você se envolve, a Arcardia está planejando algo grande e eu tenho medo disso.

-Obrigado pela informação Koba. Agora entra que eu sei que daqui a pouco a Camila chega.

E dito e feito, não demorou mais que dez minutos para a loira atravessar a porta e acender a luz, se surpreendendo com a chuva de confetes e os gritos de parabéns. A russa não aguentou segurar as lágrimas de felicidade, indo correndo abraçar a brasileira com força. A festa seguiu tranquila e animada no decorrer da noite, Helena viu o quão mudado Rodrigo estava, ele estava superando a dor aos poucos, mas ainda sofria. A Andrades vendo aquilo não resistiu em se distanciar dos convidados e ir para o jardim, discou o número da colombiana e esperou ela atender a ligação.

-Alô?

-Ate quando vai fazer ele sofrer desse jeito? Ele te ama sabia? Esta totalmente mudado, não sorrir como antes, esta sendo o homem de negócios exemplar, e tudo isso para não pensar no coração partido que você deixou. E, eu não sei se eu te contei, mas no dia em que você o deixou ele estava péssimo! Chorou que nem uma criança que se perde dos pais em um parque cheio de pessoas. Eu não sei como as coisas funcionam na mafia, mas Selena, ele te ama e eu sei que você também o ama.

-Helena eu….eu to grávida.

-….VOCÊ TA O QUE?! COMO ASSIM?! Meu Deus, vocês não usaram camisinha?!

-Não, eu nem estava planejando transar com ele. Eu não estava planejando ser mãe assim!

-Por tudo que é mais sagrado, não me diga que você vai abortar essa criança.

-Não! Cristo, não! Ela não tem culpa de nada, eu tenho medo de perdê-la, tenho medo do Rodrigo querer tirar ela de mim ou dela morrer nessa guerra.

-Olha, eu não conheço o Rodrigo a tanto tempo como você ou o Vincent, mas sei que ele nunca faria tal coisa com você. E enquanto a guerra, eu vou te ajudar a proteger essa criança, tem a minha palavra.

-Muito obrigada. eu….eu vou me organizar aqui, tenho que ter um tempo para assimilar tudo isso. Vou falar com o Rodrigo sim, mas não agora. Tudo bem?

-Ta bom. Se cuida.

Helena encerrou a chamada e ficou ali pensando nas coisas, aos poucos elas iam se complicando cada vez mais. Uma criança nasceria em meio a uma guerra, aquilo não era certo, a criança não merecia aquilo. A morena estava tao absorta em seus pensamentos que não percebeu a aproximação de alguém, tomou um brande susto quando sentiu braços fortes rodearem a sua cintura e as suas costas se chocarem contra o peito de alguém. Ficou mais calma quando sentiu o cheiro de Vincent e a sua voz baixa no seu ouvido.

-Fugindo da festa? Que feio Andrades.

-Não….só estava falando com uma conhecida.

-Hum….e está tudo bem? Você parece bastante apreensiva.

-É que ela descobriu que esta grávida de um cara que ela gosta muito. E essa criança veio em um momento muito complicado da vida dela.

-E o pai dessa criança sabe?

-Esse é o problema, ela não sabe como contar. Na verde eles nem estão juntos, por mais que ambos se amem eles são bastante cabeças duras. E isso me irrita! É tao difícil assim de falar um eu te amo?

-Depende da pessoa, eu mesmo demorei para admitir que estava completamente apaixonado por você. E você demorou para aceitar ser a minha namorada.

-Você sabe que eu te via como um grande cafajeste, não queria ser mais uma da sua imensa lista.

-Mas você nunca foi, e eu quero que você seja a minha única e última mulher. Eu te amo. Muito. Daria a minha vida por você.

-E eu amo você mais ainda, seu grande russo idiota.

Ambos sorriram e se beijaram, um pouco longe dali, na dispensa que ficava perto da cozinha estava Ian e Gilbert se beijando com ferocidade, mãos bobas rolavam soltas e baixos gemidos eram soltos no ar. Ambos estavam ofegantes e quentes, bastante quentes. Gilbert não esperou muito para suspender Ian e o imprensar contra a parede, fazendo com que seus membros já eretos e duro se chocarem de maneira deliciosa.

-G-G-Gil! Alguém pode ah! Entrar!

-Eu tranquei a porta, a chave está na fechadura pelo lado de dentro. É só você gemer mais baixo.

-Impossível, hum….não faz isso comigo…

-O que foi? Quer que eu pare?

-Não se AH! Atreva…

-Shi….Vão descobrir a gente…

~*~*~*~*~*~*~*~

Gilbert massageava o membro de Iam com força sobre a calça jeans preta, não demorou para as calças de Ian e sua cueca se encontrarem bem próximos a suas pantorrilhas. Beijos e chupões fortes eram dados no pescoço e ombro do japonês, marcando a pele leitosa com manchas avermelhadas que logo se tornariam roxas. Ian também não deixava barato, aranhava com vontade as costas e nunca do seu marido, e fazia questão de gemer bem próximo ao seu ouvido. O russo tirou do bolso da calça um pequeno saquinho de lubrificante, abrindo a embalagem com os dentes e derramando o conteúdo em seus depois para logo depois introduzindo um dedo de cada vez no orifício do japonês. Um pequeno tempo depois Ian rebolava nos dedos ágeis que acariciavam a sua próstata, o fazendo perder a cabeça e pedir para o marido parar de torturá-lo e fazer logo o que ele tinha que fazer. Gilbert sabia que não aguentaria muito tempo, abaixou suas roupas de baixo e introduziu o seu membro de uma vez só, logo depois que retirou os seus dedos. Ian deu um pequeno gemido de prazer, surpresa e dor. O russo não era nada pequeno e o de olhos puxados era muito apertado, mesmo depois de todas as vezes que eles transaram, parecia que a cada vez ele se tornava mais apertado.

-Pode se mover…

Depois de abrir ainda mais as pernas do marido, as colocando em seus braços Gilbert começou a se mover devagar, sempre acertando o ponto G do japonês que estava tentando muito não gemer – gritar – muito alto. Mas a cada estocada bruta e rápida essa tarefa ficava mais difícil. Sem aviso nenhum Gilbert tirou Ian de perto da parede e o colocou no chão, virando o rosto do japonês pare que ficasse quase que encostado na porta. Não demorou para Gil voltar a estocar forte e rápido em Ian, do outro lado da porta estava Rodrigo conversando com Marcos sobre o resultado da liga de roque. O russo percebeu isso e começou a estimular o membro do japonês que teve que morder o lábio inferior para impedir o grito, a força da mordida foi tanta que chegou a cortar o lábio. Gil então resolveu ajudar o parceiro, colocando a outra mão na boca de Ian, sentindo a respiração acelerada passar pelos seus dedos.

-Parece que temos companhia, seria bem constrangedor se eles te ouvissem gemer assim. O que eles diriam quando vissem o inocente e delicado Ian sendo fodido assim na dispensa da casa que nem é sua?

-Hum…

-Oh! Você ficou excitado. – Gilbert agradeceu aos céus pela música estar um pouco alta, assim não poderiam escutar o tapa que ele desferiu em um dos lados da bunda farta do japonês, que gemeu com aquilo – Você é um menino muito levado sabia Ian? Será que da próxima vez eu deva lhe fuder na cozinha? Em? Você gosta quando eu digo essas coisas sujas em seu ouvido nesse tom baixo e grave? Você gosta?

-Go-Gosto! Por favor….por favor Gil…

-O que você quer meu amor…

-Me deixa….me deixa…

-Vamos, fale a palavra. Eu sei que você consegue. Não sabe o quão sexy fica assim corado, posso não conseguir ver a tonalidade das suas bochechas, mas aposto que estão vermelhas. Então diga, se não eu vou chegar ao clímax sem você. E não pretendo te fazer vir depois de mim.

-Me deixa….gozar ah! Oh!

-Não desse jeito. Peça direito.

-Por….favor….Gilbert….me deixa….gozar!

Enquanto falava as palavras Ian ia rebolando e apertando o membro do russo, que a cada segundo estava ficando louco. Céus, aquele garoto era a sua perdição. A que ponto tinha chegado? Nunca se tinha imaginado fazendo aquilo ou falando. Quando tinha se tornado um maníaco por sexo, que não se importava em que lugar ou situação ele estava? Ah, se lembrava muito bem. Foi quando colocou os seus olhos naquele japonês naquela festa ridícula de beneficência, da qual ele nem se lembrava da causa. Velo naquele uniforme de garçom o fez fantasiar coisas nada puritana, de primeira estranhou, já que ele nunca tinha sentido atração por homens. Os anos passaram e ele continuou não sentindo atração por nenhum homem, somente por Ian. Gilbert então apertou o membro do japonês e acariciou a fenda já que escorria o pre-gozo com certa força. Ouviu o arfar e sentiu a respiração do menor se tornar mais rápida pelos seus dedos, começou então a mover a mão para cima e para baixo com força, sempre falando sacanagens no ouvido do mais novo. Não demorou muito para ele atingir o ápice, apertando o membro de Gilbert com tanta força que fez o russo apertar os olhos com força enquanto ejaculava dentro do menor, que sentia os jatos quente o preenchendo. Ambos ficaram parados naquela posição ate sentir a respiração se normalizando, Gilbert saiu devagar de dentro de Ian. O japonês pode sentir os fluidos saírem e começar a escorrer pelas suas pernas, iria demorar para limpar aquela sujeira toda, principalmente da porta que mais parecia uma obra de arte abstrata. Minutos depois tudo estava limpo, inclusive os dois amantes. Gilbert então abriu a porta, que de trancada não estava nada.

-Seu grande mentiroso! Você disse que estava trancada!

-Bom, eu posso ter esquecido de trancar quando estávamos nos beijando.

-Não fale comigo ouviu senhor Romanof? Por um mês! E vai esquecendo se vai transar comigo pelos próximos meses, pois nesse corpo você não toca!

-O que?! Você está brincando, não é Ian? Espera! Ian, vamos negociar. Ian!

~*~*~*~*~*~*~


Notas Finais


Teorias? Comentem e favoritem, ate a próxima!


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