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História Meu maior erro - Capítulo 9


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Notas do Autor


Yo minna!
Me perdoem pela demora ;-; eu já estou com a fic toda planejada e acredito que ela só terá mais 4 capítulos ( contando com o epílogo), mas como já citei antes nos comentários estou tendo alguns problemas com a internet e o pc.
Sem mais delongas, aproveitem o capítulo de hoje :3

P.s: leiam as nota finais okay?

Capítulo 9 - A decisão


Minha respiração estava ofegante. Não importava... nada daquilo importava. Corri e andei por quase todas as ruas de Konoha, e acabei me perdendo num emaranhado de prédios altos. As luzes fortes me deram dor de cabeça, meu estômago dói como se quisesse pôr algo para fora... mas já não tem mais nada. Me apoiei com uma mão numa das paredes de vidro do restaurante extravagante, os clientes todos me olhavam com nojo. 

Um homem passou apressado com sua mala e bateu em mim, me dando apenas uma cara feia como resposta. Minha boca estava tão seca que nem consegui falar nada, minha garganta estava ferrada por causa do frio cortante. Minhas pernas pareciam gelatinas de tão mole, por conta da corrida que fiz acho que posso cair no chão a qualquer momento. 

Minha mente já havia passado do estágio de negação e auto-culpa, agora eu só estava... perdida. Por dentro e por fora. Como se já não bastasse tudo isso sinto pequenos pingos de chuva na minha bochecha. Olho para cima e vejo as nuvens cinzentas se chocando e produzindo pequenos clarões. Em questão de 5 minutos as ruas lotadas ficaram vazias, a chuva era praticamente torrencial. 

Meus lábios tremem e não sinto a ponta dos meus dedos. Nem mesmo o sarcasmo se faz presente agora. Quando enfim escorreguei numa poça de lama e cai de joelhos no chão, apenas desisti... 

Me encolhi num canto e deixei que a chuva encharcasse meus sapatos por completo, assim como o resto da minha roupa. Tudo estava tão frio e úmido. 

“Ótimo.... assim quem sabe posso morrer de hipotermia....” pensei. 

Poucos carros passavam e quando assim faziam, pequenas ondas de água eram levadas até mim. Um casal passou comentando que eu devia ser um mendigo ou algo assim. Afinal só assim para se estar naquela chuva forte sentada no chão. Eu já não sabia o que fazer..... não tinha resposta.... qual a solução? Eu já tentei pensar e repensar diversas vezes.... 

Eu matei alguém.... foi MINHA culpa.... Juugo me avisou, eu não dei ouvidos... se ao menos eu tivesse... se naquela noite..... 

Comecei a soluçar e levantei a cabeça para o céu. Deixei que as gotas de chuva fossem minhas lágrimas, já que naõ consigo produzir mais nenhuma. 

-O que vou fazer?...... - observei as nuvens se chocando e depois se misturando, de modo que era impossível distingui-las. Senti o espaço do meu coração vazio e dolorido, como se ácido tivesse sido jogado em meu peito e levasse consigo tudo que havia ali. - .........Deus.... eu sei que nunca falei com você.... na verdade eu nem acredito muito em você..... mas se você existe, por favor.... me dê uma resposta....... por favor..... eu faço de tudo para sair dessa situação...... por favor........ 

Meus soluços secos continuaram por um certo tempo, não sei dizer. A noção de horas estava bem vaga para mim. Funguei e apertei mais minhas pernas. Pude ver meu esmalte ficando meio borrado, minha cara definitivamente não estava das melhores também... 

Então como se a minha medíocre oração fosse atendida, senti passos por perto. Não demorou muito para que os barulhos de botas pisando na água chegasse próximo a ponto de pararem na minha frente. Levantei minha cabeça com um pingo de dúvida, quem seria? Todos passaram e me ignoraram, não era possível que justo agora viesse alguém. 

Mas se eu pudesse, gostaria de receber um tapa no rosto agora mesmo. Com uma capa de chuva azul já desgastada, botas marrons sujas com lama e sabe-se lá o quê, os fios platinados escorrendo pelo rosto... lá estava ele. 

-Suigetsu...... - falei e só depois do nome sair da minha boca que processei o que via. - Você... o que faz aqui? Como..... como soube? Como me achou? 

Ele não disse nada a princípio além de suspirar. O mesmo estendeu a mão e hesitante tentei pega-la, mas depois parei e a encolhi de volta para mim. 

-Não..... você não pode.... não sabe o que fiz.... o que acabei de fazer.... - falei olhando para o chão. 

-Realmente não faço a mínima ideia, além de que foi alguma merda grandiosa. Agora quer sair dessa chuva comigo? Por favor.... me deixei devolver o que você fez comigo antes..... - ele pegou minha mão e depois meu outro braço, me puxando para si. 

Quando minhas roupas molhadas encostaram nas dele percebi como ele estava quente, o aroma de café também foi outra coisa que notei. Minhas pálpebras se fecharam sem o meu consentimento naquele meio abraço esquisito.  

“Por que..... eu mal conheço esse cara.... por que ele tem que me ver tão exposta assim.....” era tudo que se passava na minha cabeça. 

Suigetsu não soltou minha mão e me guiou por entre os becos da cidade, não discuti em nenhum momento pois não conseguia fazer isso, estava cansada demais. Quanto mais andávamos mais parecia que a chuva piorava, mas isso não parecia ser um problema para ele. O jeito como as gotas d’água pareciam se fundir no cabelo dele me hipnotizou por alguns segundos. Os vários restaurantes caros iam ficando para trás, as casas se tornavam mais simples até que chegamos numa rua que reconheci como a do mercado próximo a casa dos meus parentes. 

Sufoquei um pequeno gemido ao pensar que a casa de Sasuke estava tão perto... ele já teria voltado? Então.... 

Olhei nervosa para os lados, não quero vê-lo, não posso mais... não sei o que farei, o que direi.... eu só.... 

-Karin! - a voz de Suigetsu me trouxe de volta a realidade. 

Seus olhos pareciam sérios demais e entendi que talvez ele tivesse me feito uma pergunta, a qual não dei resposta. 

-Eu....... eu estava..... - gaguejei. 

-Você mora perto daqui né? Te vi uma vez fazendo compras... - ele olhou para o fim da rua. - Você.... quer voltar para casa? Ou prefere ir para outro lugar.

Balancei a cabeça ainda confusa. 

-Como... como me achou antes? - perguntei. 

-O hospital ficava perto dali..... embora eu confesse que odeio passar por aquela rua, e por isso a evito.... mas hoje eu.... eu meio que senti que devia passar ali. - ele não parecia mentir. - Se você quiser pode se abrir comigo sabe.... eu não mordo então.... quer ir para minha casa? 

Pensei em meus tios e em Naruto, com certeza a essa altura eles já sabem que eu escapei. O que direi quando voltar? Olhei para Suigetsu e vi como ele estava acabado, as olheiras em seus olhos, a expressão quase vazia... 

Não posso mais sugar dele, o próprio já tem suas razões e motivos para querer ficar só. Mas e quanto a mim... 

“Você merece isso” a garota do cabelo rosa sussurrava para mim do outro lado da rua. 

Sim.... ela está certa..... eu.... 

-....eu.... eu não consigo... desculpa..... - soltei a mão dele e corri para a casa de meus tios. 

Por mais idiota que fosse aquele era o único lugar que eu sentia que tinha para ir, nem mesmo a minha casa de verdade passou pela minha mente. Ouvi meu nome ser gritado umas 2 vezes e depois apenas o barulho da chuva. Corri mesmo sem forças pelo gramado, assim que abri a porta ouvi os latidos de Kurama do lado de fora. 

-Karin? - ouvi a voz de tia Kushina na cozinha. 

Atravessei a sala a passos rápidos e corri escada acima. Fui até o fim do corredor, no quarto que eu morava há exatas 2 semanas e desabei. Droga! Droga, droga, droga, DROGA! 

Agarrei os lençóis da cama e chorei tudo que eu havia guardado durante aquele tempo. Como eu podia ser tão estúpida? Tão burra? Tão inconsequente? Fiz a maior merda da minha vida.... não tinha mais perdão. Não tinha mais volta. Eu estraguei tudo. Tudo mesmo.  

Olhei para minhas mãos, o esmalte preto borrado junto com a mancha do meu batom escuro e minha maquiagem distorcida.  

"Eu sou um monstro...." Pensei. 

Minhas lágrimas voltaram com meu choro e apenas fiquei deitada. Tia Kushina subiu as escadas e logo estava dentro do meu quarto. 

-Karin onde você estava? O que houve? - ela me olhou aterrorizada. - Suas roupas.... eu vou pegar uma toalha, você tem que tomar um banho antes que piore. Oh céus.... 

Os passos apressados se faziam presente em todos os andares da casa, pelo pouco que ouvi Naruto queria ir falar comigo mas seu pai o impediu. Tia Kushina me levou ao banheiro e me esperou tomar meu banho quente, quando acabei ela me lançou um olhar preocupado e me abraçando, me levou para o quarto de novo. 

Me sentei na cama só com a toalha. Ela fechou a porta e se sentou do meu lado na cama. 

-Escute querida, se fosse em outra ocasião eu deixaria você ficar calada e dormir primeiro. Mas você está na minha casa, sob minha supervisão. Você fugiu sem falar nada e depois aparece assim... eu preciso saber o que houve entende? - ela segurou minha mão. Mas seu aperto era diferente do de Suigetsu. 

Fiquei muda. Não tenho desculpas para o que ouve, nem sei como mentir nessa situação. Sasuke..... ele já havia voltado? Se sim já falou algo para Naruto? Me encolhi na cama e virei o rosto. 

-Eu não quero dizer..... - falei. 

Ouvi o suspiro sem paciência dela. 

-Karin eu não posso, me perdoe. Você tem que me contar o que aconteceu. Senão como posso ajuda-la? - ela se aproximou de mim e afagou meus cabelos. - Por favor confie em mim.... 

-.... eu não posso.... - voltei a chorar. 

Tia Kushina pôs minha cabeça em seu colo e ficamos assim até que eu adormeci. 

 

 

 

*** 

 

 

 

 

Acordei na outra manhã me sentindo estranha. Havia um prato de sopa num pequeno banco perto da minha cama, com um bilhete desejando melhoras para mim. A luz já estava forte o que indicava que o sol já estava alto. Me sentei na cama e olhei para meus pés. As cenas de ontem eram como vários flashs na minha mente: a alegria de sair com Sasuke, a surpresa em saber que ele namora e quem é/era a namorada dele, a raiva de Naruto, a decepção e medo por Suigetsu, a revolta e tristeza por mim... 

“Até quando? Até quando Karin?” ouvi a voz de Juugo no fundo do meu consciente. 

Vi meu estojo de maquiagem no chão e o peguei, ele estava aberto e deixou cair vários produtos. Dentre eles um espelho que peguei e vi meu reflexo. As bolsas de olheiras escuras, o cabelo opaco e sem brilho, minha pele murcha e parecendo uma lixa.... 

 

Até quando ficarei assim? 

 

“Mas você me matou!”  a garota de cabelos rosas gritava na minha cabeça. 

 

Sim... e eu lamento por isso, mas é algo que não pode ser mudado. 

 

“Então o que você vai fazer? Vai pular de casa em casa e escondendo isso de todos?” a voz de Juugo ecoou do outro lado. 

 

Sim... você também está certo, eu não posso mais fazer isso.... Eu... eu não posso mais.... 

 

“Até quando você vai fugir?” dessa vez era a minha própria voz. 

Pisquei atônita. Meu celular vibrou e pelo visor percebi que a mensagem era de Pain, perguntando por que eu não paguei ainda pelo pacote desse mês. Eu cometi um crime e estou afundada na lama com o chefe de uma yakuza. Eu não tenho como sair dessa... não do modo fácil. 

Me levantei e me arrumei, apenas quando desci as escadas que ouvi a voz de tio Minato me chamando. 

-Ei mocinha, aonde pensa que vai? E onde estava ontem a noite? - ele parou de ler o jornal. 

-Eu briguei com alguém... e tenho que ir pedir desculpas. - falei fechando a porta e correndo o mais rápido possível para a estação de metrô.  

O percurso não demorou muito e me deu tempo de mandar várias mensagens. Assim que cheguei ao meu destino, me pus a correr de novo até a entrada da escola, onde os alunos já estavam saindo de suas aulas. Vi Ino e mais outros do grupo de Naruto me olharem como se eu fosse maluca e nem liguei, só me dispus a correr até a quadra. 

Lá estava Suigetsu, de costas para mim e olhando para o celular. Quando me viu chegar, ele se virou com o rosto exalando nervoso e medo. 

-Você... tem certeza? - ele apontou para o aparelho. 

-Sim..... eu tenho uma ideia de como resolver o meu problema e o seu de uma forma só. - falei agarrando minha bolsa e pegando meu celular, onde anotei algumas ideias para o meu plano. 

-Mas de acordo com o que você me disse.... e logo reclamo que esse tipo de coisa não se fala por mensagem, você.... você irá... 

-Para a prisão? É, mas é a única forma de salvar nossas bundas. - desbloqueei meu celular e passei o dedo no visor para acessar o aplicativo de notas. 

Suigetsu olhou para os lados nervoso e depois me puxou para sairmos da escola. 

-Para onde estamos indo? - perguntei um tempo depois. 

-Para um local mais seguro.... sem ouvidos alheios...... e sua família não vai notar que você sumiu de novo? - ele perguntou nervoso. 

-Sim e não ligo, já dei uma desculpa. Melhor que nada... 

-Eu preferia você menos inconsequente.... 

-Acho que aqui está bom, vamos sentar ali. - apontei para um banco debaixo de uma árvore.  

Não havia pessoas por perto e era num parque amplo, com a visão disposta para todos os ângulos. Assim que nos sentamos eu ouvi a respiração pesada dele ao meu lado. 

-Olha não foi fácil fazer isso okay? Estou adiando há dias e é apenas a única saída que vejo. Eu fiz merda e tenho que pagar por isso..... - bufei. 

-Karin.... não estou tentando lhe impedir embora ache a ideia muito maluca.... mas só quero te ajudar e se isso servir para livrar a barra na sua mente..... você não é uma assassina okay? - ele me olhou de lado. 

-Como? 

-A garota, Haruno Sakura.... ela não morreu. 


Notas Finais


E acabo esse capítulo com essa bomba kkkkk
Na verdade eu já tinha dado umas indiretas desde o cap 3 senão me engano de que a Sakura ainda estava viva, mas de toda forma só falei isso com todas as letras agora kkkkk
E sim, eu fiz o capítulo de hoje só ouvindo uma playlist da Adele (diva) e talvez por isso vocês chorem um pouco ou não kkkkk
Até a próxima meus lindos <3


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