História Meu Melhor Amigo - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Visualizações 8
Palavras 943
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Não há nada igual a uma amizade verdadeira...

Capítulo 1 - Tudo


Oi..kkj

Oh, desculpe... Meu nome é Alan...

Sei que você não me conhece... Nem eu a você... Só estou escrevendo para que saibam o que eu faço e o por que...

Enfim... deixa eu começar...

Sou um jovem comum...Tenho amigos, família estudo e tudo mais...

Bom... Como tudo começou né?..

Bom... Eu estava passeando com meus amigos depois da escola... Estavam eu, meu melhor amigo Joseph, Lucas,  Amanda, minha namorada Erica  e uma menina que Joseph gostava...Nem lembro o nome dela....

-Fecha a boca Joseph, se não você vai acabar escorregando na própria baba...kkkkj- Falo a Joseph sorrindo enquanto bagunço o cabelo dele...

-Para com isso mano- Joseph me fala sorrindo e arrumando o cabelo de novo...

-Por que você não vai lá falar com ela?..- Falo a Joseph bem baixinho no ouvido dele...

Joseph fica em silêncio e depois abre um sorriso para mim e me dá um soco de leve no ombro...

-Você bagunçou meu cabelo- Fala Joseph sorrindo...

O grupo continua a caminhar pela calçada até chegar a uma estrada que tem que atravessar...

Tem muito movimento de carro e Joseph diz:

-Vamos por ali, tem uma passarela para nós irmos...- Fala Joseph enquanto aponta o caminho...

-Não, não, é muito longe, vamos passar aqui mesmo, é melhor... – Lucas fala da frente do grupo...

- É melhor não... –Fala Alan...

- Vamos pela passarela- Concordou Érica...

E nesse vai e vem a menina que Joseph gosta não concorda e passa na frente do grupo e começa a  atravessar a rua...

Do nada se ouve um som de buzina e todos olham para ela...

Em questão de segundos eu sinto um vulto passar de traz de mim correndo em direção a menina...

Todos estavam a gritar para a menina que estava estatelada a frente do caminhão em alta velocidade a sua frente, de repente reparam que Joseph corre em direção a ela, a segura pelos ombros e a empurra em direção a calçada em que todos estavam...

Eu vi Joseph olhar em meus olhos... Mas já era tarde...

Foi tudo muito rápido...

(SONS DE FRENAGEM BRUSCA)

(SONS DE SIRENE)

(SONS DE CORRERIA)

(SONS DE HOSPITAL)

 

Após uma longa e demorada cirurgia Joseph é levado a um quarto em observação constante onde não é permitido a entrada...

Mas eu de tanto insistir, os médicos permitiram a minha entrada...

Eu não soltei a mão dele durante 5 dias de coma...

Me recusava a sair do quarto...

Érica frequentemente me trazia lanches e sucos, mas muitas vezes eu deixava de comer, apreensivo ao estado de Joseph...

Esperei por 5 dias que ele acordasse e me desse aquele sorriso dele...

Após mais 15 dias o médico fez a inspeção de rotina, e como sempre saiu balançando a cabeça negativamente...

Era manhã de domingo e ele saiu e consigo a sonolenta Érica para tomar um café...

Como de costume eu estava segurando a mão dele quando senti em espasmo..

Fiquei surpreso e sem reação quando ele abriu os olhos levemente...

Abriu aquele sorriso e me fez uma pergunta...

-Mano... Só estamos nós aqui?..  Pergunta Joseph com voz sonolenta...

-Sim... Eu respondi..

-Por favor tranca a porta...

Eu,  claro,  estranhei o pedido mas o fiz...

Tranco e começo a conversar com ele...

-Que saudades mano... – Eu falo com voz de choro...

- Nem venha chorar agora doido...- fala Joseph enquanto abre um sorriso...

- Eu também tav...-continuou Joseph quando parou de falar...

-Man-Fala Joseph assustado...

-Oi?- Eu respondi...

-mano... por que eu não sinto minhas pernas?...- pergunta Joseph

...

Eu fiquei em silêncio por uns 20 segundos e ele entendeu  o q estava acontecendo...

 

-Man...- Fala Joseph depois de um bom tempo em silêncio

-Oi man...-  Eu respondo...

-Mano, ela veio aqui?..- Joseph pergunta com uma lágrima caindo do seu rosto...

E eu mais uma vez fiquei em silêncio...

-Mano...faz um favor?.. - Pergunta Joseph com uma voz estranha...

-Claro mano, pode falar...-Eu respondi desconfiado...

-Tá vendo essas máquinas aqui?..-pergunta Joseph...

-Sim, o que tem elas?..- Eu respondo...

-Desliga- falou Joseph...

Eu respondi imediatamente que não mas eu parei e olhei nos olhos do meu amigo...

E não vi nada... Você entende o tamanho da minha angústia..

Eu comecei a chorar...

- Mano, por favor, não me pede isso... - Eu falo chorando

- Mano...- Fala Joseph...

- Só você pode fazer isso por mim... Se não for você... Quem?..- Joseph fala...

-Mano, por favor, eu te imploro... -Continuou...

-Eu não tenho mais por quê estar aqui...

Eu retruquei isso várias vezes com ele mas ao ver a angústia e desespero que o dominava eu aceitei fazer isso pelo meu melhor amigo, não, pelo meu irmão...

-Mano, você é minha única família, sou sozinho com minha tia, meus pais não me quiseram desde de nascido e saber que no final de tudo ela só queria Lucas acabou de destruir o que me restava de ser por dentro...- Joseph explica...

-Desliga, só você pode fazer isso por mim...Por favor amigo...Me ajuda a sorrir de novo...Má deixa descansar...


Eu comecei a me aproximar das máquinas...

E a cada botão que eu apertava, a cada uma que eu desligava era um som a menos dentro do quarto...

Até que o quarto ficou em um silêncio...

E o eco dos apitos em minha mente..

Foi quando ouvi Joseph falar...

-Mano, te espero do outro lado...

-Não demore muito tá?..

-Não demore...


Eu vi a vida se eavindo dos olhos dele...

E me debruçei em lágrimas sobre o corpo dele...


E aqui estou eu...

Em cima desse corrimão...

O corrimão da passarela que ele falou que nós deveríamos seguir...

Esperando apenas aparecer um caminhão...

Eu ainda lembro do seu sorriso...


Você deve estar se perguntando o por quê de eu ter escrito tudo isso...

Uma histórias sem sentido ou lógica né?..

Infantil, mal feita...Enfim...

Na verdade...

Nem eu sei...


Epa...

Estou vendo um caminhão vindo...

-Estou indo amigo...

(SONS DE FRENAGEM BRUSCA)


Notas Finais


É condenado o homem morrer como viveu...
E viver esperando a morte...


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