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História Meu melhor amigo - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Irei arruinar nossa amizade


Bokuto Koutaro, querido, você é meu melhor amigo e talvez eu não tenha sido sincera recentemente sobre algumas coisas, nem mesmo honesta.


Primeiramente, sobre ter me aproximado de maneira tão gentil e tímida, com os comentários dos meninos do time de vôlei sempre em minha figura pequena, diferente de todos que sempre eram altos demais, como também nem um pouco acostumados com com uma garota, mesmo sendo cercados por várias pela escola. Ali, eu era um pequeno pardal fora do ninho, da floresta que sempre estive acostumada, mas pela tolice que sentia, me ver ali não parecia assustador. O cheiro e calor do treino que todos tinham ali, aquilo não me assustava ou fazia torcer o rosto. Estava ali por você, Koutaro.


O treinado teve que perguntar da minha presença ali e minha resposta foi apenas “me pediram para entregar o material do Bokuto-senpai”, algo simples e rápido,  a desculpa perfeita para devolver algo que fiquei para devolver, mas não o fiz, completaria facilmente uma semana de tal “esquecimento”.


E o treinado deixou com que eu ficasse ali, aguardando ao canto enquanto os meninos, mesmo com a repreensão do professor e treinador para continuarem a série de saques e não se distraírem, fiquei quieta e aguardei, prestando atenção em não receber nenhuma bolada no rosto e aguardando. 


Aguardando até que a sua atenção fosse chamada e olhasse para mim, seus olhos dourados sempre seriam minha perdição e perdi até mesmo a conta de quantas vezes já perdi o fôlego com aquele olhar, mesmo que nunca direcionado totalmente para mim, com a atenção em mim. 


Apertando a mochila contra meu corpo, ele se afastou de tudo e todos no meio da quadra apenas para vir até mim. Cada pensamento idiota e bobo, mas também alguns menos puros me vieram a mente, de como me imaginei entregando e suas possíveis reações, mas nenhuma próxima o suficiente do q você era. Minha imaginação fértil sempre levava para um lado errado, me fazia criar expectativas.


- ___-san? O treinado falou que você queria conversar comigo, espero que esteja tudo bem. 


Eu poderia suspirar e desmaiar ali mesmo, mas não o fiz, sorri nervosa e mostrei o material, o vendo ficar confuso por alguns instantes antes de sorrir de volta para mim.


- Oh~! Você é minha heroína! O pessoal da minha sala não ia emprestar as anotações deles de jeito nenhum, ainda bem que você encontrou, ___-san!


Por que ele tinha que sorrir tanto? Ser tão gentil? Eu não havia devolvido por orgulho e só o fazia porque não era mais do que minha obrigação! Por favor, não sorria para mim. Não me agradeça.


- Desculpe atrapalhar seu treino apenas por isso, Bokuto-senpai. - E com uma leve reverência, me desfiz da pose séria ao sentir uma mão em meu ombro. 


- Você é do segundo ano, não teria do porque me chamar de “senpai”.

- Mas...


- Nada de senpai, certo, ___? 


E a contra gosto, concordei, pronta para me retirar e deixar o que tinha me levado até ali, mas é claro que Bokuto pediu para que eu aguardasse e ficasse ali um pouco para me agradecer sem os gritos e vozes de todos, estava pronta para negar, até aquele olhar dourado me arrepiar por inteira.


Esse foi meu maior erro, me deixar ficar e ouvir ainda mais sua voz cansada e empolgada, era como olhar o sol. Só por causa se um material que mantive comigo todo esse tempo e devolvi, você foi a melhor pessoa que uma garota do segundo ano poderia conhecer. A minha queda.


Segundamente, por conta disso, da nossa boa amizade e por comparecer ao local de treino da escola, olhando apenas pela janela ao invés de acompanhar como as outras garotas ou garotos, ficava longe, amava sua atenção, mesmo que soasse arrogante demais, amava ter sua atenção para mim e apenas para mim. Isso até em pouco tempo, ter que compartilhar a atenção com mais alguém, uma garota do terceiro ano.


Ela além de mais velha, era tudo. Alguém a altura de ficar com ele. Alguém que poderia ficar de perto. Lembrar disso e o sentimento ruim ao não ter seu olhar em mim com o seu sorriso brincalhão, me doíam o peito, ter o sorriso tenro direcionado a outro alguém. Por Deus, até para mim, essa garota era linda, mas não era você, Bokuto Koutaro.


Derrotada, parei de olhar pela janela e até entrar ao local de treino quando se tinha algum amistoso. 


Queria arruinar nossa amizade para ter você um momento, um momento apenas. Ter sua boca com a minha e me incomodar com a diferença de tamanho entre nós, poder perder o fôlego e sentir as doces borboletas na barriga, me sentir uma mulher por completa apenas em tê-lo.


Mas eu nunca o teria, não é? Poderíamos ser bons amigos apenas na minha cabeça só em notar que minha ausência não era nada, de que nunca foi perguntado para mim porque parei de vê-lo. 


E isso só tornou uma coisa pior de sentir ao ter que falar com uma senpai do terceiro ano e ouvir aquela garota doce que você direcionava sorrisos e olhares amáveis falando seu nome. Minha curiosidade poderia ter me matado aquele dia, eu aceitaria. Aceitaria tudo do que ver e presenciar a garota doce o beijar em sua boca. A boca que tantas vezes me imaginei beijando, era tomada por outro alguém. 


Não queria. Mas eu não tinha o querer ali, mesmo não querendo, não gostando ou sentindo raiva, você nunca foi meu e os deixei. Apressada e desolada, me negando a chorar por uma imaginação e coisas da minha mente, não prestando atenção nem mesmo a minha frente e me esbarrando ao Keiji Akaashi, não ouvindo direito o que ele perguntou e me desmanchando em lágrimas teimosas, me agarrando ao Akaashi e copiosamente, desolada. Uma aluna do segundo ano desolada como se fosse a pior coisa do mundo.


Mas eu preferia saber do namoro do garoto que gostava por fofocas e não ter que presenciar um momento íntimo.


Terceiramente, por sermos de salas diferentes e mesmo assim, do mesmo ano, Akaashi sabia da minha queda e se manteve próximo, seu olhar monótono se diferenciava do olhar de preocupação e eu conseguia notar isso. Perguntar se eu gostaria de companhia para voltar para casa aos dias que ele não teria treino, se mantendo presente, aquilo me fez sentir menos pior, mas ainda era doloroso e eu aceitava, sempre que perto do local de treino do time de vôlei, mantinha a cabeça e o olhar baixo, com o fone de ouvido para não ouvir aquela risada que me fazia ficar boba.


Akaashi era uma pessoa legal, o admirava por não ter me afastado e me suportar desde aquele dia.


Mas ele não estava lá para me fornecer apoio quando eu achava que ele iria sair das quadras para voltarmos juntos, não... Pude sentir mãos em meus ombros e o tirar do fone, achando que seria Keiji. Só que não era.


- Ei ei ei! Sumida! Você nunca mais apareceu, ___. 


Akaashi, cadê você?!


- Eu... Estava...


Pensei que estivesse ocupada com os estudos, Akaashi sempre me puxa esses dias falando que as turmas de vocês estão em provas surpresa.


Piscando os olhos, me restava afastar o olhar e me afastar de você, era uma tortura.


- Sua namorada não se incomoda? 


Sem olhar, isso não pareceu o impedir de ficar na minha frente e se inclinar um pouco por conta da altura.


- Namorada? Apenas se for o vôlei, ___.  


- O quê?


- Não tenho namorada alguma.


Isso era algum tipo de piada?


- Se fosse para ter uma namorada, seria você, ___.


O quê?


- Bokuto...


Não vejo outra pessoa me suportando como você ou sorrindo tão bonito quando grito de felicidade.


- Mas... Isso não faz sentido.


Não fazia o menor sentido.


- Queria ter ido até a sua sala ter falado antes para todos ouvirem, saber porque sumiu e ter feito tudo de forma menos desengonçada, mas não tive a menor chance.


E ele sorria. O maldito sorria. Por que ele sorria e do que ele estava falando? 


- Eu gosto de você!


- Bokuto, eu...


- Perdão por arruinar a nossa amizade, mas eu gosto de você. Muito.


Arruinar nossa amizade? Então...


- Eu que peço perdão por arruinar nossa amizade, mas eu também gosto de você, Bokuto... 


Era a primeira vez que via o rosto dele corado daquela forma, envergonhado.


Desde o primeiro momento, posso não ter sido honesta ou justa, mas nunca deixaria de amar você, Bokuto.


- Oh? Fico tão feliz com isso! Tão feliz~!


- Não em encare...! É vergonhoso.


- Não tem como deixar de olhar para o que é bonito.


E por mais breve que fosse, Bokuto me beijou. 



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