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História Meu melhor amigo é um fantasma! (historia de romance) - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Ciúmes


Fanfic / Fanfiction Meu melhor amigo é um fantasma! (historia de romance) - Capítulo 3 - Ciúmes

No dia seguinte

Eu tive um sonho estranho essa noite e o fantasma estava, ele me abraçava e chorava, não entendia porque, mas naturalmente percebi que não eram lágrimas de tristeza, mas de felicidade, eu fiquei com medo apesar disso, pois poderia significar que eu me juntaria a ele no mundo dos mortos? Ele me assusta um pouco e eu não quero morrer, qual será o preço em ajudar uma entidade sobrenatural? Acordei e o dou de cara com o recém-nomeado Bryan:

- Você ainda está aqui?

- Apenas fiz o que pediu.

- Ah.. Obrigada.

4 horas depois:

- Então, Julie. Eu fiz uma oração e acredito que esteja tudo certo. – dizia o padre.

-Está bem, obrigada.

O padre se retira e espero virar o quarteirão, para tomar minha atenção ao Bryan.

- Eai? – Pegunto.

- Ela continua aí.

- Sério?!

- Não, maluca! – ele rir de mim. – Não que a oração a faça chegar aos céus, na verdade ela é um demônio, só saiu por que para eles são entediantes as leituras bíblicas.

- Então pode voltar?

- Talvez.

- Chatice... – ficamos alguns segundos em silêncio, continuo. – Por onde deveríamos começar a investigar sua vida humana?

- Eu pensei em olhar os registros de óbitos da região nos últimos anos. O que você acha? Tenho pensado, que sempre vaguei nessa região me sentindo que meu fim foi por esse lugar. – diz Bryan.

- Tudo bem, mas posso fazer uma pergunta?

 Ele afirma com a cabeça encostando-se à parede de minha sala. Falo:

- Quando finalmente trouxer suas memórias, você nunca mais virá atrás de mim novamente. Está bem?

- Por que diz isso?

- Me sinto esquizofrênica, então quanto antes você ir melhor.

- Quero ver você dizer isso depois que me conhecer melhor. – fala com um sorriso sarcástico.

- Hey! – grito, soltando um sorriso. – Você é pra sumir, entendeu?!

- Tá, tá, tá... Prometo ir.

Antes de sair de casa, o Bryan me chama atenção:

- Você vai assim?

- Assim como?

- De tranças, e esses óculos enormes e essa roupa bastante folgada. Não combina com você.

- Quem você pensa que é?!

- Eu sou um galã! Olha pra mim, Julie.

 Suspiro brava e me retiro.

 Eu e o Bryan fomos à secretaria da cidade e recolhemos a impressão de pelo menos registros últimos 5 anos pela região, eram 50 nomes. Fui ao meu ex-emprego tomar café da manhã e aproveitar para investigar. Entro no restaurante, me sento e os meus colegas vieram até mim. A Grace parecia preocupada comigo e eu mantinha a seriedade:

- Oi Julie, vai ser difícil ficar sem emprego.

- Por sorte eu guardei uma boa parte do dinheiro, vai ser suficiente para me manter até um novo emprego. Você deve está feliz que vai trabalhar em dobro e ganhar um aumento.

- Ah não é assim. O que deu em você, Julie? Você não era assim.

- Eu não era assim , mas as pessoas mudam .

- Eu gosto de como você está se transformando, vai ser mais interessante ter algumas discussões com você. Você antes parecia uma mosca morta. Está ficando mais interessante. - diz John entrando na conversa e sorrindo para mim.

 Eu solto um sorriso surpresa:

- Você atingiu o máximo quando terminou de ferrar meu emprego.

- Ah... Pode piorar sabia ? - ele retira os papéis dos registros da mesa e solta-os ao chão.

 Bryan diz:

- Se controla, Julie. Ele é um babaca. Mas tenha cuidado com essa papelada, por favor.

Eu apanho alguns dos papéis calmamente. Sem pensar levanto a mão para acertar ao John. Porém o mesmo segura meu braço e me empurra contra a parede, ele me cerca com seus braços , e tinha seu corpo bem próximo ao meu, ele aproxima seu rosto como provocação, e um sorriso malicioso, eu me viro. O George (cozinheiro do restaurante aparece):

- Vocês estão chamando atenção.

Eu dou um leve empurrão no John o afastando.

 George me ajuda a recolher o restante dos papéis e nossas mãos se encontram. Sophia , solta um suspiro raivoso:

- Era só o que faltava.. até a feiosa está paquerando mais que eu.

O Bryan vem até mim:

- Vamos embora, Julie, antes que piore.

Sophia continua:

- Você não vê que todos aqui não temos nenhuma ligação com você?

- Ah , é? E por que estão roubando meu tempo? Não pedi para que todos se reunissem em minha mesa. Se eu fosse você , segurava esse seu namoradinho.

- podemos conversar? -pergunta Sophia. - A sós.

- Tá bom.

Bryan novamente toma voz:

- Julie, não.. vamos embora.. você está me ignorando! Esta me ouvindo?

 

 Eu e Sophia caminhamos até o depósito do restaurante. Ela diz sem paciência:

- Se estiver gostando do John fala agora!

- Eu o odeio! Eu poderia pisa-lo sem pena se fosse uma formiga.

- Ele fala com você e te toca, por mais de brincalhão, ele ainda fala com você, te seduz, e comigo nada!

- Eu tô nem aí pra ele.

- O que você tem que eu não tenho?

 Bryan tenta novamente chamar minha atenção:

- amor doentio que se fala? Tenha cuidado ela parece sem consciência, sinto raiva vindo dela, está te desmotivando.

Sophia continua:

- Você só tem esses olhos azuis e de resto é totalmente descartável. Por que ele te prensou na parede daquela forma? - ela serrou os punhos. – Vocês estão ficando?

- pode ficar todo para você. Você está delirando.

- estou falando serio! Ele nem sorrir pra mim, que ódio!

- Sophia ... Eu não apareço mais aqui, tá?Se é isso que você quer, não quero ficar ouvindo essas coisas.

- Espera!

- hum?

- Fico pensando se você pode ficar mais feia do que já é...

- não vou ficar aqui ouvindo isso.

Ao me virar de costas Sophia avança pra cima de mim sobre meus cabelos desfazendo completamente meu penteado com seus puxões. Eu tento retirar seu braço, mas é mais forte que eu, ela tapa minha boca com uma única mão e retira uma tesoura de seu bolso, cortando um pouco de meu cabelo.

Olho para o Bryan, ele estava assustado. Dizia:

- merda! Julie , seja forte , você consegue ! O que faço? Espera um pouco.

 Meus olhos já estavam em lágrimas, até ela me virar para sua direção e me golpear com dois socos fortes me fazendo cair ao chão. Tento pedir socorro, mas o depósito estava trancado com nós duas. O Bryan me abandona atravessando a parede.

- Bryan... - chamo baixinho.

O sangue pinga de minha boca. Sophia me puxa para trás pelo cabelo, mantendo minha cabeça levantada:

- Deixe-o em paz, entendeu? Ou você vai morrer garota!

- Para com isso, você tá maluca!

 Eu cuspia sangue ao chão enquanto esperava por ajuda. Eu só sentia raiva e chorava baixinho.

A porta é aberta em seguida. O Bryan acompanhava atrás. O John corre até mim:

- Julie ! O que houve?.. - ele direciona os olhos a Sophia. - Endoidou?? O que você fez. Julie vamos ao médico.

- Julie ... Julie não foi por querer , eu não sei o que aconteceu, me desculpa! -dizia sophia.

 John me pega pelo braço, porém sussurro para ele:

- Só me leva pra casa.

- você tem certeza ? Pode ter quebrado alguma coisa.

- está tudo bem.

- eu sinto muito. -diz John com seu rosto arrependido.

- Não é sua culpa.

- Como não? A Sophia ficou enciumada...

 

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Em casa.

O John estava comigo:

- lamento.

- nunca te vi tão bonzinho.

 Ele mergulha o lenço umedecido na água e passa levemente em meu rosto. O Bryan assistia tudo sentado ao meu lado. Eu pergunto curiosa:

- como você soube que tinha que vir me salvar?

- foi um pressentimento, eu escutei uma batida na porta e me deu uma sensação bem ruim , quando fui lá , vocês estavam.

- E a Sophia?

- ela foi para casa, eu conversei com ela, ela passou dos limites. Ela disse que não teve intenção, mas não acredito.

- hum. Foi mal tantas perguntas, mas estou tão confusa, você não deveria ter feito aquilo.

-aquilo?

- sim. Ficado tão perto de mim.

- Assim? - ele novamente se aproxima de mim.

 Estranhamente o Bryan levanta e afasta, seus braços estavam cruzados.

 O John ainda se mantém próximo. Digo:

- você não tem medo de meu rosto todo roxo agora.. Você nunca me viu tão horrível, tem fetiche por mulheres feias?

- Não fala bobagem – sussurra.

 O John avança rapidamente me selando um beijo. O Bryan some como pó. Eu empurro o John no mesmo instante.

- Bryan!?

- oque? Quem é esse. Você tem namorado? Não importa.

 Ele me puxa pelo braço para perto de si novamente. Eu digo:

- John..você me beijou... Você me odeia ou gosta de mim? – pergunto confusa e preocupada com o desaparecimento do Bryan.

- os dois..

- já eu não gosto de você, me solte.. e vá embora.

Ele sorrir de lado:

- Tudo bem.. amanhã eu pago uma refeição pra você, que tal?

- você acha mesmo que vou sair com esse rosto inchado? A Sophia queria me ver mais feia, e conseguiu. Agora vai, vai! – vou empurrando o aos poucos até a saída.

-Julie, eu..

 Fecho a porta sem hesitar.

Começo a correr cômodo a cômodo:

- Bryan ! Bryan?! Cadê você, eu não to te... – vejo ele sentado em minha cama. – ..vendo...

- Quero ficar um pouco sozinho.

- O que foi? Pode me contar? Foi o John ?

- Você própria se humilha aceitando as vigarices daquele cara. Ele ta brincando com você.

- Quando minha vida pessoal passou a te preocupar?

 Ele ficou um pouco em silêncio. Ele levanta da cama e fica a minha frente:

- Eu estou morto! Desde quando você tornou-se importante para mim, Julie..

- Importante por está disposta a te ajudar?

- Não , mais que isso...

 Fiquei sem entender.. Ele continua:

- Além disso, você tem uma boa alma, me deixa bem, e me deixa mal a forma que os outros te tratam, mas que merda de amigos são esses? Eu queria ter te salvado daquela garota no mesmo instante, queria poder te tocar e tirar de lá, minha única solução foi chamar atenção do John, aquele babaca e ele tira proveito de você. Você se machuca por causa deles, você não merece isso, você...

- Bryan..

- Você é incrível, não deixem que façam isso com você. Você ignorou o que eu falei, eu disse para irmos embora, ela tava pirada. E aquele cara, te beijando, isso é nojento como ele faz isso e brinca com você, não seja trouxa!

- Bryan... Bryan, eu to bem agora... – eu sorrio. – Obrigada por se preocupar, sério. Ninguém nunca se preocupou comigo como você faz, e obrigada por chamar atenção do John , mesmo sem puder me tirar de lá, você foi incrível.

- Eu fiz meu Maximo.

- Eu sei. – eu sorria para ele de forma que pudesse se acalmar. – Você é meu bom amigo fantasma.

- E você fica linda quando sorrir. – ele consegue finalmente retribuir o sorriso.

Eu levo a palma da minha mão a frente, ele faz o mesmo. A sensação não muda, é um calor, a verdadeira prova de que almas e espíritos sobrevivem nesse mundo. Nos sentamos na cama. Ele fala:

- Me conta sobre a Grace, ela é a única que te trata bem, mas você a trata mal.

- Éramos amigas de infância, aí conhecemos o grupo do John (Sophia, Anna, George), nos juntamos a eles, mas ai passei a sofrer bullying e me distanciei, mas a Grace ficou, ela escolheu-os, é uma falsa!

- O George?

- George?

- Sim, vi como você o olhou quando a ajudou.

- Sinto um carinho por ele.

- carinho sei...

- Estou pensando em mudar meu visual. O que acha?

- Apoio. Algo me diz que eu era um modelo quando vivo.

- Se acha menos!

Rimos

continua

 



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