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História Meu melhor amigo hétero. - Jikook - Capítulo 19


Escrita por:


Notas do Autor


Olá leitores.

Hoje será o último capítulo de "Meu melhor amigo hétero". Eu espero que gostem.

Boa leitura (^w^)



(Revisado)

Capítulo 19 - Capítulo dezenove.


Fanfic / Fanfiction Meu melhor amigo hétero. - Jikook - Capítulo 19 - Capítulo dezenove.

Hoje era o dia do casamento. Estava tudo organizado e muito bonito, Rosenne havia se superado daquele vez. Jungkook estava em seu quarto enquanto vestia seu terno preto, mas estava com dificuldades com a gravata vermelha, era muito difícil de ser colocada. 

Minseok e Jongdae já estavam prontos e arrumados, Chen com um terno azul marinho e Xiumin com um preto, parecido com o de Jeon. 

Depois de algumas brigas, Jennie e Jungkook finalmente haviam escolhido os padrinhos: Jimin subiria ao altar com uma amiga de Jennie e o irmão de Jungkook com seu namorado. A garota havia insistido para que seu cunhado entrasse com uma de suas amigas em vez de um homem, mas o Jeon mais novo a irritou tanto, que ela acabou aceitando. 

Jongdae entrou no quarto do seu irmão mais novo e se aproximou do mesmo. Pegou a gravata vermelha das mãos do outro e a arrumou perfeitamente. 

— Você está lindo. – comentou o mais velho. 

— Você também. 

— Quem diria que meu irmãozinho estaria se casando antes de mim? – brincou. 

— Mas você e Minseok são praticamente casados já! Vocês fazem tudo o que casados fariam. 

— Você tem razão. – sorriram um para o outro. 

— Mesmo eu sendo obrigado a me casar, eu queria ter tido uma despedida de solteiro. – comentou Jungkook. 

— Nossa mãe acha que isso não é o tipo de coisa que ricos fazem. Seria divertido passar um tempo me divertindo com você e com seus amigos. 

— Sim, seria. 

— Bom, vou indo. Meu maridinho está terminando a maquiagem, e é bom você terminar de se arrumar também antes que mamãe aparece e te veja ainda assim. – comentou brincalhão e saiu. 

Uma hora antes do casamento, toda a família Jeon e a família Kim estavam na igreja. Eles teriam que esperar antes que a cerimônia começasse, tanto para ver se tudo estava do jeito planejado e tanto para receberem os convidados. Vinte minutos depois, Jimin apareceu e logo depois a amiga de Jennie também. 

Jimin estava impecável; seu terno branco com uma florzinha de orquídea em seu bolso do paletó, davam contraste com seu cabelos que agora estavam ruivos. Sua maquiagem leve, mas que ressaltava mais ainda sua beleza, pequenos brincos em formatos redondos e pequenos, seus lábios com um belo gloss de morango que os destacava ainda mais. 

Jungkook babaria se seu irmão não tivesse empurrado sua boca para cima, enquanto ria baixo. 

— Oi, Jungkookie. Hoje é o grande dia, não é? – perguntou Jimin, sorrindo fraco. 

— Sim. – retribuiu o sorriso. 

Os convidados logo começaram a chegar, de pessoas ricas e famosas, à pessoas da família. Todos foram recebidos pela senhora Jeon e senhor Jeon. As pessoas se acomodaram em seus lugares enquanto esperavam a cerimônia começar. 

Jungkook foi guiado até o altar e se posicionou ao lado do padre idoso com os óculos na ponta do nariz. Jeon observou as fileiras de bancos e parou os olhos na terceira fileira, seus amigos estavam sentados e conversando entre si, sorriu. 

Os padrinhos e a madrinha foram guiados a ficarem atrás da grande porta do madeira, para entrarem antes da noiva. Quando todos já estavam quietos, as portas foram abertas e os padrinhos entraram. Os convidados se levantaram e observaram Jimin entrar com a garota e logo atrás Jongdae com Minseok. Os quatro se colocaram em seus lugares ao lado do padre e de Jungkook. 

O som alto da tão tradicional música de casamentos foi ouvida. E logo os portões se abriram novamente, entraram primeiro os sobrinhos de Jennie com terninhos enquanto carregavam uma cesta com pétalas de rosas e jogavam por todo o tapete vermelho. E atrás dos mesmo, veio Jennie acompanhada de seu irmão, Seokjin. 

O irmão mais novo e a mãe de Jennie estavam sentados na primeira fileira junto com a família Jeon. 

Seokjin a levou até o palco com uma expressão séria no rosto, ele não queria que aquele casamento acontecesse tanto quanto o próprio Jungkook. A deixou no altar e foi até o lado de sua mãe e irmão e se sentou junto a eles. 

Quando o padre começou a falar, Jungkook percebeu que o padre realmente não sabia a verdadeira história sobre aquele casamento. 

— Boa noite a todos! Estamos aqui hoje para celebrar as melhores coisas da vida, a confiança, a esperança, o companheirismo e o amor entre esse casal. Vocês foram convidados para compartilhar este momento com Kim Jennie e com Jeon Jungkook, porque são as pessoas mais importantes para eles. O respeito, a compreensão e o carinho que sustentam o relacionamento deles têm suas raízes no amor que todos vocês deram a este jovem casal. Por isso, é uma honra para os noivos contar com a sua presença, aqui, hoje. Vocês são parte insubstituível do seu ontem, do seu hoje e de todos os seus amanhãs. Eles escolheram um ao outro como sua família, e hoje estão celebrando o amor que já começou e que vai continuar crescendo ao longo dos anos. Pois o casamento é a união, é uma caminhada rumo a um futuro, que envolve abrir mão do que somos, separados, em prol de tudo o que podemos vir a ser, juntos.

Aquele casamento seria sem votos, não teriam o falar. Ambos não se amavam de verdade, era tudo falso. Era tudo como um amor falso. 

— Kim Jennie e Jeon Jungkook, vocês já foram muitas coisas um do outro , amigos, companheiros, namorados, noivos. Agora, com as palavras que vocês estão prestes a trocar, vocês passarão para a próxima fase. Pois, com estes votos, vocês estarão dizendo ao mundo: “este é meu esposo”, “esta é minha esposa”. – pasou por um instante – Jeon Jungkook, é de livre e espontânea vontade que você aceita a Kim Jennie como sua companheira em matrimônio?

— Sim... – falou baixo. Obviamente não era de livre e espontânea vontade. 

— Kim Jennie, é de livre e espontânea vontade que você aceita o Jeon Jungkook como seu companheiro em matrimônio?

— Sim. – respondeu firme com um sorriso no rosto. 

As portas se abriram novamente e a prima mais nova da noiva entrou segurando as alianças. Caminhou até o altar e entregou as alianças voltando a se sentar com seus pais.

— As alianças são símbolos físicos do compromisso de um casal e de sua ligação emocional e espiritual. Elas são consideradas um círculo perfeito, sem começo nem fim. Jennie e Jungkook, que estes anéis sejam um lembrete visível de seus sentimentos um pelo outro neste momento. Ao olhar para eles, lembrem-se que vocês têm alguém especial com quem compartilhar suas vidas. Lembrem-se de que vocês se encontraram um ao outro e um no outro, e de que nunca mais andarão sozinhos.

"E o que seria esse sentimento?" – se perguntava Jungkook – "Tédio?".

— Por favor, troquem as alianças. – estendeu a almofadinha em direção ao noivo que pegou a aliança e colocou no dedo anelar da garota, Jennie fez o mesmo – E agora eu vos declaro, marido e mulher. Pode beijar a noiva. 

Jungkook, mesmo contra gosto, se aproximou e deu apenas um selinho em sua, agora, esposa. Os convidados se levantaram e começaram a aplaudir os casados. 

Jimin encarava aquilo tudo com lágrimas nos olhos e a pontinha de seu nariz vermelha. Quem o olhava, pensaria que ele estava emocionado com a linda cerimônia, mas a verdade era que ele estava morrendo por dentro. 

Todas as pessoas se levantaram e foram guiados até a saída da igreja, sendo entregue convites para o local da festa. Quando todos saíram, apenas as famílias dos recém-casados e os padrinhos estavam ali. 

— Que cerimônia linda, meu filho. – disse Roseanne se aproximando de Jungkook e o abraçando apertado. 

— Eu acho que sim. – respondeu dando de ombros. 

— Vamos para a festa? – perguntou Minseok se aproximando dos demais. 

— Sim, vamos. Jennie, querida, vá colocar um vestido mais confortável para poder se divertir. – pegou nas mãos da nora. 

— Claro, senhora Jeon. – Jennie e sua amiga saíram dali juntas. 

— Jungkook, a espere aqui. Iremos na frente. – disse Taeyang, que nos últimos anos, andava muito quieto. 

Jongdae desconfiava que sua mãe estava drogando seu pai com remédio fortes, talvez fossem os mesmos que a mãe de Jennie era obrigada a tomar. 

Todos foram embora em direção a festa enquanto Jungkook estava sentado em um dos bancos para esperar sua esposa. Uma hora havia se passado e Jennie não tinha aparecido, quando Jeon resolveu procurar pela garota, a mesma apareceu com um vestido rosa curto ao lado de sua amiga. 

— Vamos logo. – falou Jungkook enquanto saía da igreja se deparando com uma limousine preta parada em frente a mesma. 

"Minha mãe gosta mesmo de esbanjar dinheiro." – pensou enquanto entrava no carro acompanhado das duas garotas. 

As duas ficaram cochichando o caminho todo, o que já estava começando a irritar Jungkook, ele odiava quando cochichavam perto de si. Logo chegaram até o local onde seria a  festa, desceram do luxuoso carro e se direcionaram até a entrada do lugar. 

Entraram juntos dentro da festa e puderam ver uma grande mesa com doces e salgados que apenas gente rica já havia comido, a pista de dança estava cheia e as mesas também estavam lotadas. Quando todos perceberam que os recém-casados chegaram, todos bateram palmas. 

Jungkook começou a andar pelo lugar em busca de seus amigos enquanto era parabenizado pelo casamento no caminho. Os achou sentados em uma mesa mais afastada das outras e se sentou em uma das cadeiras vazias da mesa circular. 

— Olha só quem chegou! – exclamou Namjoon sorrindo para o amigo.

— Eu até te diria parabéns se não fosse um casamento forçado. – comentou Yoongi bebendo um pouco de vinho. 

Yoongi estava namorando com Taehyung e Hoseok por dois anos. Eles se amavam muito e sempre faziam tudo juntos. Hoseok aprendeu a amar Yoongi e vice-versa. Ambos perceberam que ódio um pelo o outro era apenas amor acumulado. E graças a Tae também, se não fosse por ele, ambos não saberiam até hoje que se amava secretamente. 

Já Namjoon, havia terminado seu namoro com Jisoo pouco tempo depois do aniversário de 18 anos de Jimin. Eles terminaram bem; sem brigas ou gritos, Jisoo também tinha encontrado outro alguém, seu tutor de academia. Alguns meses depois do término, Namjoon teve coragem de pedir Seokjin em namoro, depois que Jin tinha o deixado em frente a sua casa depois de uma noite no cinema. 

Todos estavam felizes, menos Jimin e Jungkook. Jimin ouvia a conversa que seu amado estava tendo junto ao seus amigos enquanto estava encolhido no encosto da cadeira chique. A música estava mais alta do que tudo, então se abrisse a boca, teria que gritar para conversar com os outros. 

Depois de alguns minutos ali, Jimin resolveu tomar um ar do lado de fora da festa, no jardim que tinha nos fundos. Ele havia levado consigo um copo com vinho tinto. Se sentou em um dos bancos de ferro que tinha ali e bebeu seu vinho, enquanto encarava algo aleatório do chão. 

— A festa parece estar sendo melhor aqui do que lá dentro. – Jimin levantou a cabeça e observou Jungkook vindo em sua direção. 

— Me desculpe, Kookie. Eu não gosto de música muito alta. 

— Eu sei, por isso sabia que estaria aqui. O som não vem diretamente para cá, então fica apenas a música abafada por causa da distância. – se sentou na frente do ruivo. 

Depois de alguns minutos de silêncio entre os dois, uma música lenta começou a tocar. Jungkook se levantou e estendeu a mão para Jimin, que ficou confuso. 

— Vamos dançar um pouco, eu sei que você gosta. 

Pegou a mão do menor e o fez levantar da cadeira. Parou na frente do mesmo e colocou os braços de Jimin em seu pescoço enquanto colocava seus braços fortes em volta da cintura de Park. Começaram a dançar calmamente e no ritmo da música. 

— Jungkook, eu sei que é tarde demais para eu dizer isso mas... – apoiou sua cabeça no peito do moreno com receio de terminar a frase. 

— Pode dizer, sabe que eu sempre vou te ouvir. 

— Eu te amo, sempre te amei. E antes que me diga que também me ama, eu quero que saiba que não é um amor de melhores amigos. Eu te amo como meu namorado, como meu homem, como minha alma gêmea. Eu sempre escondi meus sentimentos por trás de um filtro, mas agora é meu tempo de falar.

Antes que Jungkook pudesse dizer algo, sentiu sua cabeça e girar e logo estava desmaiado no chão. Jimin arregalou os olhos e olhou para onde o outro estava, encontrando um cara encapuzado, tentou correr mas foi pego por outros dois homens, sentiu algo bater em sua cabeça e desmaiou também. 

Jimin finalmente havia acordado, sua cabeca latejava como o inferno. Tentou se levantar da cadeira na qual estava sentado, mas seus braços estavam amarrados no encosto da cadeira. Observou o lugar em qual estava e não reconheceu nada. 

Estava em um quarto abandonado. As paredes tinham mofo e o lugar estava com um cheiro insuportável. Jimin olhou para o seu lado e viu Jungkook desacordado também amarrado na cadeira ao seu lado. Ouviu a porta se abrir e olhou em direção a mesma, dez homens de capuz e máscaras entraram. 

— Ele ainda não acordou? – perguntou um deles se referindo a Jungkook – Acordem-no. 

Outros dois homens pegaram um balde de água e jogou no rosto de Jungkook, que acordou assustado e ofegante. 

— Mas que merda? – falou alto. 

— Quem são vocês e o que querem conosco? – perguntou Jimin. 

— Ah, queridinho. Você ainda não me reconheceu? Pensei que tivesse sentido minha falta. – Jimin ficou mais confuso, mas logo entendeu tudo quando o cara em sua frente tirou o capuz e sua máscara. 

— Kim Kwan?! – gritou os dois amigos juntos. 

— Isso mesmo, amorzinho. – se aproximou e agarrou o maxilar de Jimin com força. 

— Como você escapou? – falou com dificuldade e segurando as lágrimas.

Jungkook se mexeu na cadeira, tentando se soltar. 

— Tive meus meios. – respondeu simples e soltou o rosto do outro. 

— Você é louco! – gritou Jeon atraindo a atenção do Kim. 

— Cale a boca que nem era para você estar aqui! – gritou de volta – Minha filha vai me matar! – bateu a mão na mesa e logo percebeu o que tinha falado. 

— Sua filha? Kim Jennie? – perguntou Jimin. 

— Ela é minha única filha. – deu de ombros. 

— Filha da puta! – exclamou Jungkook. 

Jungkook não poderia acreditar que tudo era um plano para que Jimin ficasse sozinho e o pai da garota pudesse sequestrá-lo. Mas obviamente a menina não sabia que Jungkook tinha ido para onde Jimin estava. 

— Jimin, você sempre foi minha putinha preferida, sabia? Sempre gostei de te fuder enquanto você chorava e implorava para eu parar. Você não sabe o quanto eu senti tua falta enquanto estava naquele inferno. – Jimin já estava chorando. 

— Fique longe dele! – gritou Jeon tentando se soltar da cadeira novamente. 

— Como você fala, em? – um dos homens falou e pegou um pano e amarrou na boca do moreno – Vamos ver se assim você fica quieto. 

— P-por favor, n-não faça nada c-comigo... – disse Jimin gaguejando e chorando. 

— Ah, mas eu vou fazer. Não só eu como todos eles também. Você vai aprender uma lição hoje. – disse Kwan, abrindo o cinto de sua calça – Vamos nos divertir, homens! – gritou para os outros nove que estavam ali que comemoraram. 

Jungkook só queria arrancar seus olhos fora. Ver Jimin sendo abusado por dez homens fora a coisa mais difícil que ele já tinha visto. Ver seu pequeno sofrendo daquele jeito sem ele poder fazer nada foi um inferno completo, ele só queria se soltar daquela cadeira e socar todos os que estavam ali.

Jimin apenas chorava e gritava. Park só queria morrer naquele momento. Ele gritava de dor, era muito difícil ser estrupado várias vezes seguidas. Todas as sessões com a psicóloga foram em vão, todas as melhoras que Jimin teve, acabaram naquele momento. Teve um momento em que Jimin se sentiu ser penetrado por dois homens ao mesmo tempo, seu interior doía cada vez mais.

Quando os homens se cansaram, começaram a bater com vários objetos pelo corpo de Jimin. Park estava sangrando demais, os caras o soltaram da cadeira e o jogaram no chão, voltando a o maltratar. Seu corpo e rosto estava todo cheio de hematomas roxos e vermelhos, ele estava sem forças até para se levantar. Com muita dificuldade, Jungkook conseguiu tirar o pano que cobria sua boca e começou a gritar com os demais. 

Um homem negro que estava ali, começou a o espancar também. Ambos os amigos estavam sangrando, mas Jimin estava muito pior do que Jungkook. 

Na festa, Jin havia percebido que Jimin e Jungkook não voltavam do quintal. Então decidiu procurá-los, sendo seguido por Namjoon.

Procuraram os amigos e os procuraram por todo lado, até Jin achar um colar de trevo de quatro folhas prata jogado no chão ao lado de um pedaço de pau. Nam entendeu tudo. Ele já tinha visto aquele colar no pescoço de Jimin muitas vezes, eles quase nem o tirava do pescoço. Entraram correndo dento do salão e contaram tudo os amigos que ficaram preocupados. 

Tae procurou por Jennie e a contou tudo o que aconteceu. 

Jennie simplesmente queria matar seu pai. Ela já havia o dito para não machucar Jungkook, mas mesmo assim, o sequestraram junto ao Park. 

Todos os convidados lentamente acabaram descobrindo que Jungkook e Jimin haviam sumido e a festa havia parado, a música parou, ninguém mais dançava, ninguém mais falava nada além do sumiço repentino dos dois garotos. Jennie não teve outra escolha a não ser dizer onde estaria os dois estariam.

Mas é claro que ela mentiu, dizendo que seu pai ia muito naquele local quando ela era mas nova, então possivelmente eles estariam lá. Ela não contou em nenhum momento que estava envolvida naquele crime e nem que ela ajudou seu pai e os amigos dele a saírem da cadeia.

Yoongi ligou para a polícia rapidamente e os contou a possível localização que eles estariam depois de os explicar o que havia acontecido.

Na casa abandonada, todos os homens batiam em ambos os garotos enquanto Kim Kwan apenas observava tudo com um sorriso no rosto, ele não se importava mais se sua filha ficaria com raiva dele por terem machucado seu marido, se importava menos ainda como Jimin ficaria.

Ao longe, Kwan ouviu o som de sirine e se levantou rapidamente.

— A polícia está vindo! – girou aos companheiros que ainda se divertiam em bater nos garotos - Peguem suas coisas para não deixarem digitais e vamos embora. – viu os homens saírem pelos fundos e antes que ele mesmo fugisse, deu um último selinho em Jimin sorrindo maldoso – Adeus, minha putinha. - deu uma última paulada na cabeça de Jimin e fugiu com os outros.

Jimin começou a tossir sangue em jatos fortes, estava deitado em uma poça grande de seu próprio sangue. 

Jungkook que havia sido solto pelos agressores para o baterem mais, também estava jogado no chão. Sua cabeça e seus dedos estavam cheios de seu sangue.

— Ji-Jimin... – se virou, com dificuldade, para poder observar o corpo pequeno ao seu lado – Fique comigo Jimin! 

— Jungkookie... – Jimin chamou baixinho – Eu sempre te amarei Jeon Jungkook, de onde eu estiver. – disse antes de fechar os olhos por completo.

Jimin fechou os olhos lentamente sorrindo fraco, ele finalmente havia conseguido o que tanto queria. 

Jungkook começou a chorar quando a respiração pesada de Jimin parou de ser ouvida por si. 

— Jimin! – Jungkook gritou alto e se arrastou para próximo do corpo sem vida de seu melhor amigo, se deitou sob o peito do outro e pegou sua mão – Eu também te amo Jimin, sempre te amei. – beijou a mão que segurava e fechou os olhos, desamaiou.

Os policiais chegaram e não encontraram ninguém, a não ser dos dois corpos ensanguentados. Seus amigos choravam enquanto observavam a cena.

Dois anos haviam se passado. Jungkook saía de seu carro vestido de preto enquanto carregava uma orquídea em sua mão direita. 

A dois anos trás, depois de todo o ocorrido, Jeon teve a sorte de sobreviver a todas aquelas agressões físicas, mas Park não teve a mesma sorte. Hoje era o dia no qual Jimin faleceu, e Jungkook caminhava até o cemitério em que ele foi enterrado. Jeon nunca mais foi o mesmo desde aquele dia, estava mais fechado e isolado. Seus amigos tinham certeza de que ele estava em depressão profunda.

Jungkook entrou no cemitério e foi até a lápide que estava escrito o nome "Park Jimin". Se ajoelhou na frente da mesma e colocou a flor em frente a lápide.

— Sou eu de novo. – riu nasalmente – Espero que esteja tudo bem com você de onde você esteja. Eu... Eu estou com saudades. – começou a chorar.

O que Jeon não imaginava, era que o espírito de Jimin sempre aparecia e ficava o observando quando Jungkook ia o visitar em seu tûmulo. O espírito se aproximou e colocou sua mão invisível no rosto de seu amado e fez um leve carinho. Jungkook sentiu uma brisa fria entrar em contato com sua pele da bochecha.

— Também sinto sua falta. – comentou Jimin, mesmo sabendo que o outro não o ouviria.

Jungkook se levantou e fechou seu casaco, estava com frio. Foi caminhando até o lado de fora do cemitério enquanto era observado pelo espírito de Park.

Fim. 


Notas Finais


E esse foi o fim. Espero que tenham entendido toda a fanfic e seu comprometimento.

Obrigada por ler <3


Se você gostou, deixe um coraçãozinho e um comentário. (。♡‿♡。)


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