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História Meu Motoqueiro - KakaSaku - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oi gente do meu coração...
Como que anda a quarentena de vcs. Tomem cuidado que o troço não é brincadeira não.

Bem, se não tivesse que ficar em casa, estaria indo trabalhar ainda de convalescência, porque bem agora meu corpo decidiu ter bronquite, depois piorou e tive que ir pro hospital. Fiquei nervosa, eu acho. Saber que tudo foi cancelado e que depois vai saber como que vai ficar minha vida, me faz ficar deprimida. Então... tó aproveitando pra descansar e escrever fic. Melhor coisa a se fazer é escrever fic, e, estava com saudades do Kakashi gostosudo.

Esta fic é pequena, tem 7 capítulos e foi inspirada numa imagem de um motoqueiro com uma cachorrinha linda que vi na net. Achei igual ao Kakashi. Assim que vi a foto, o resto veio fácil.
Esta fic é totalmente hentai, com conteúdo totalmente adulto e tudo na primeira pessoa. Contém palavrõeos, coisa que eu tento evitar, mas aqui achei que tinha a ver. Tentei um discurso mais coloquial e raramente faço isso, então,meu TOC por tentar escrever certinho me fez marcar algumas palavras coloquiais em italico.

Não faço a menor ideia de como é um encontro de motoqueiro, tudo isso aqui é fruto da minha imaginação, então, me perdoem se alguém ai ficar ofendido/a.
Bem... é isso.

Espero que gostem e NÃO SAIAM DE CASA só se for extremamente necessário.
Saúde em primeiro lugar
Bejinhos de pavê de bombom porcês. 💋💋💋🍫🍫🍫

Capítulo 1 - Encontro de motoqueiros


Fanfic / Fanfiction Meu Motoqueiro - KakaSaku - Capítulo 1 - Encontro de motoqueiros

Ino e eu morávamos juntas e éramos quase irmãs. Dividíamos um apartamento pequeno aos arredores da faculdade e eu arrumava uns trocados cantando na noite para conseguir dinheiro para comer.

Cantar…

Saber cantar foi o que me salvou da fome em inúmeras ocasiões.

Eu era sozinha, não por meus pais terem morrido, mas sim por minha mãe ter me expulsado de casa quando eu ainda tinha dezessete anos. Isto porque não segui as recomendações da profissão que ela almejava para mim: medicina.

Ela queria ter uma filha médica para ostentar e mostrar a sociedade como era perfeita por ter gerado uma cria também perfeita. Entretanto, dentro casa as coisas eram bem diferentes, mas na frente das pessoas tudo era “Divino e Maravilhoso”.

Eu sempre fui a melhor aluna em tudo que eu fazia…

Melhor aluna na escola… Tirava as melhores notas e todo ano recebia uma medalha de honra ao mérito. Tudo para chamar a atenção dela e tentar receber algum elogio.

Mas… nunca, nunca o recebia. Era sempre criticas atrás de criticas.

A partir dos meus três pequenos anos de idade, minha mãe, Dona Mebuki, decidiu se livrar de mim, não no sentido exato muito menos literal da coisa, mas sim, digamos, num sentido oculto, escondido. Então, inscreveu-me em todas as atividades extras que podia.

Enfim… Ballet, música e pintura. Estava sempre de um lado para o outro, do outro para o um, e, nunca tinha o direito de receber um abraço ou beijo carinho. Nunca ouvi, Filha eu te amo, ou nada semelhante. Eu sempre era insuficiente, sempre faltava algo.

Depois da escola, ia pro ballet e depois do ballet ia para pintura, depois para outra inúmeras aulas de música, depois para outra aula de ballet. E no meio disto, aprendi a cantar e foi isto que me salvou a vida.

Mesmo tirando as melhores notas em disciplina de exatas nunca senti muita facilidade efetivamente; sempre precisava me esforçar enormemente.

Contudo, tinha um amor incondicional para disciplinas relacionadas à área de humanas. Então, chegou a época de escolher a profissão e decidi Belas Artes já que não faria diferença, ela sempre reclamaria de alguma coisa.

Minha mãe surtou, não admitindo muito menos aceitando minha escolha. “Suas notas até que não são tão ruins assim, então, porque não medicina?” Perguntava ela.

Por que?

Simples.

Odeio ver sangue; dessecar um cadáver está na minha lista negra, corro de agulha como o diabo da cruz. Eu sou inteligente, admito, mas não possuo a menor capacidade para qualquer tipo de profissão que envolva agulha, sangue e dor. Então, decidi confronta-la a primeira e única vez.

Vá embora! — ela berrou descabelada e com os olhos fora de órbita. — Saia da minha casa, da minha vida, filha ingrata. Nunca mais quero lhe ver na minha frente. Eu não a reconheço mais como minha filha.

Saí, saí mesmo. E encarando meu pai, sentia os olhos cheios de lágrimas. Ele não fez nada, somente retornou para dentro, com os olhos cheios de lágrimas e a seguiu.

Fazer o que, não é? É a vida que segue e eu segui com a minha…

Fui arrumar as minhas coisas e durante meu choro que evoluiu para falta de ar, sentia raiva, tudo ao mesmo tempo.

Não voltei atrás, aquilo era o certo e pela primeira fez tomei as rédeas da minha vida. Mantive-me firme em minha decisão. Eu iria seguir em frente e venceria para mostrar que eu era capaz para fazer o que decidisse.

Depois de amargar fome e uns bons bocados de humilhação por implorar dinheiro para familiares e amigos, conheci Ino que também estudava belas artes e nos tornamos amigas inseparáveis. Acabei, assim. Hoje com meus vinte e três anos, divido um pequeno apartamento ao lado do campus universitário com a maior aspirante a especialista de artes decorativas do mundo.

Minha vida seguiu, e hoje, exatamente hoje, meu domingo sagrado, separado exclusivamente para escrever o texto para o meu projeto final, Ino estava louca, totalmente insana, tentando me arrastar para uma droga de encontro de motoqueiros.

— Vamos, testuda! — a maldita sabia fazer biquinho. — Preciso de companhia.

— Você quer me usar para caçar, heim? Sua vaca louca! — eu ri, vendo seus olhinhos falsos como os do gatinho do Sherek.

— Por favor? Estou implorando! O que você quer em troca? Faço todos os seus trabalhos.

— Até parece, sua porca. Quem faz meus trabalhos sou eu e só me resta o projeto final e uma disciplina optativa, que escolhi desenho e gravura!

— Sua nerd maldita, vamos, por favor? Tem muitos boys gostosos lá. Você não vai se arrepender e a tendência é me agradecer.

— Só se você lavar a louça por um mês! — adorava cozinhar, mas odiava lavar a bagunça depois.

Uhu! — tapei os ouvidos por causa do seu berro histérico — Fechado! — disse ela dando um salto junto com uma palma animada. — Fique pronta dentro de uma hora — e correu para dentro de seu quarto.

Revirei os olhos, parti para o banho e antes da árdua tarefa de decidir o que vestir, preparei um café forte. Precisava urgente, estava um trapo.

Ontem tive que ficar no bar até três da manhã para fechar o restante do repertório da outra semana e eu ainda precisei acordar cedo para terminar de escrever o projeto final que encerraria meu curso de graduação.

Agarrada ao café, entrei imediatamente na internet, santo Google, para me ajudar a definir meu figurino, afinal, minha experiência com motoqueiros era zero abaixo de zero, nível polo norte. Assim, fazendo uma pesquisa muito superficial, percebi que era eclético e a mulherada se vestia desde biquíni fio dental a casaco de couro estilo Metálica. Escolhi um figurino pertinente a minha personalidade arisca: calça de vinil colada ao corpo e de uma camiseta também preta com um “v” gigante na frente e atrás.

Quando eu disse colada ao corpo me referia a algo que mais parecia uma camisinha gigante de vinil preta que me envelopava inteira e me fazia ficar com a bunda maior do que eu já tinha. Haviam alguns zipers em diagonal e a blusa, embora não tão colada ao corpo, possuía “Vs” tão baixos, tanto na frente quanto atrás, que era impossível não olhar para lá.

Coloquei uma bijouteria que comprei na China quando ainda não tinha que pagar impostos (nem corona vírus) e eram quatro correntes pratas com pingentes divergentes e todos relacionados com a cultura wiccana que eu era apaixonada.

Coloquei um brinco em cada um dos três buracos da orelha e parti para a maquiagem. Decidi somente passar uma base e um batom vermelho e isto contracenava com meu cabelo meio ruivo meio rosé, que me orgulhava para caralho. Vesti os coturnos pretos de roqueira, pequei a bolsa, meti o celular dentro e…

— Voíla — disse para minha figura sexy refletida no espelho grande que tinha no meu quarto e dei uma viradinha.

Minha bunda era de responsa e me senti orgulhosa de mim mesma. A tatuagem que tinha nas costas ia desde a nuca até a base da coluna e era uma frase caracteres chineses que dizia: eu sou um espirito livre!

Saí e Ino já estava pronta, batucando a maldita unha gigante em cima da mesa, sem paciência.

— Puta merda, testa. Que gata! — disse dando uma palmada forte na minha bunda.

— Cala a boca, porca. Você também está gostosa.

— Sério, se não fossemos tão amigas, juro que te catava! Juro mesmo.

— Vamos embora, sua porca vadia tarada! Antes que eu mude de ideia e volte a me enterrar no meu texto de projeto final — já disse colocando meus óculos escuros rosa de bolinha.

— Nem pelo cacete! Ainda vou dar uma de namorada! “Vambora!”

Saiu desfilando, agarrada à minha cintura, fingindo que éramos namoradas. Ino adorava fazer aquilo, ela conseguia vários, vários caras assim; achavam que pegando uma acabaria com duas. Revirei os olhos, mas não deixei de achar graça do seu jeito libertino.

Entramos no carro nada exagerado de Ino, um fusca rosa com poltronas rosa pink e felpudas. Não havia uma santa alma que não nos olhassem, uma santa alma!

— Acho que chegar num evento cheio de motoqueiros tatuados com um fusca rosa estilo Penélope Charmosa é meio estranho, mas é o que temos para o momento — ela disse e ligou a ignição.

— E aí, quem é o cara?

— O nome dele é Shikamaru e ele é estudante de engenharia química no campus da federal leste. Ele é descendente de orientais e é tão, tão charmoso que me molho toda só de olhar.

— Isto é engraçado, um cara da engenharia química ser também um motoqueiro.

— Você está por fora, testa de marquise. Tem gente de todo jeito e estudantes, monitores e até mesmo professores da federal. Tem que se inteirar das coisas não acadêmicas. Desde que aquele demente magoou você, nunca mais saiu com ninguém. Só fica enfiada no trabalho e nos livros.

— É verdade, acabei me enterrando no trabalho e na faculdade. Espero me dar bem também, então. Estou na seca desde que o maldito me deu o pé na bunda.

— Você até que superou bem.

— No dia seguinte. Eu me levantei depois que minha própria mãe me expulsou de casa, imagina que ia ficar chorando mais que o necessário porque, depois de dois anos de namoro, o cara terminou comigo pra ficar com uma peituda mais velha por conta do dinheiro.

— Chegamos, gata. Vamos encontrar uma cerveja.

— Bora!

Saímos rebolando a caça de uma cerveja e a primeira coisa que eu vi foi o desfile de motos enfileiradas circundando food truck criando um cenário que parecia ser uma praça de alimentação, montada no meio da praça pública.

Tinham umas motos tão lindas que até eu fiquei com vontade de ter uma.

Entramos no meio daqueles homens todos tatuados e musculosos a busca de algo para beber. Percebi muitos olhos gulosos em cima de nós e senti Ino agarrar minha cintura e apertar minha bunda.

— Ino, sua safada! — caí na gargalhada ouvindo assobios e gritos masculinos altos.

— Vem com o papai! — ouvimos gritos altos.

Sério, serio mesmo… Tinham uns velhos barrigudos, muito tatuados, mas a quantidade de homem gostoso e vestidos de couro era de acabar com as calcinhas.
Sentamos numa das mesas de metal que tinha ali e fiquei admirando a vista.

— “Puta de la merda” — disse sem fazer ideia se era assim mesmo que dizia puta merda em espanhol, castelhano ou sabe-se lá que idioma tentei improvisar — Só dá homão gostoso! — exasperada não sabia para onde olhar ao certo.

— Eu avisei!

— Onde que está o seu?

— Marcamos aqui na frente do Burger dog.

— E onde você conheceu um cidadão de engenharia química?

— No carrinho do tiozinho do churros.

— Sério? — cai na gargalhada. Sabia que Ino adorava churros de tudo quanto era jeito.

— Muito, ele descobriu a maravilha dos churros e começou a aparecer ali todos os dias. Aí começamos a conversar e rolou uns beijos e nossa! — ela começou a se abanar e ficar vermelha.

Não se engane, quando Ino ficava vermelha não era por timidez e sim por safadeza.

— Falando no boy, lá está ele! — ela disse com um sorriso faceiro no rosto. — Hum, e veio acompanhado.

Virei-me para ver sua nova presa e abri a boca. Não pude não abrir.

Ele era realmente charmoso, mas o que me fez abrir os lábios foi seu acompanhante.

Alto, alto para caralho, acredito que aquele homem deveria ter seus um metro e noventa, cabelos hiper claros, tanto que pareciam platinados com a base levemente aloiradas, estrategicamente desalinhados, olhos bicolores um castanho e o outro uma cor exótica. Parecia ser um dourado muito intenso que o bater do sol dava a impressão de ter rajadas vermelhas. Boca sexy e carnuda com uma pequena pintinha no canto inferior esquerdo e o copo todo malhado.

Vestia uma calça jeans preta meio surrada e a blusa preta de meia manga não conseguia esconder a quantidade de músculos que ele tinha. Dava pra ver tudo marcado mesmo com o tecido tentando esconder. Pura obra prima!

O maldito prateado gostoso segurava com ambas as mãos um cachorrinho que respirava ofegante e deixava a língua de fora.

— Fecha a boca, testa — a demônia loira ao meu lado murmurou.

— Puta merda, maldita porca. Muito obrigada por se esquecer de me avisar que devia ter vindo com calcinha a prova de molho.

Ino somente riu e acenou para os dois malditos gostosos e eles começaram a vir em nossa direção. Confesso que meu coração começou a bater igual a um louco quando o cara incrível que segurava o cachorrinho sorriu simpático para nossa direção.

— E ai, tudo bem? — disse aquele que tinha o coque samurai desarrumado, e, nos levantamos para os cumprimentar.

— Oi Shika! — a vadia foi logo tascando um beijo de língua no individuo que não pareceu ser nada bobo e a agarrou pela cintura retribuindo na mesma intensidade. Nem fico mais sem graça com os pegas dessa figura safada.

— Oi, deixa me apresentar porque essa loira só vai descolar da boca do seu amigo, depois que tiver sugado toda a saliva — disse fazendo o prateado lindo rir com vontade e que merda! Meu sinal vermelho apitou alertando: perigo, perigo. Notei que ele olhou instintivamente para meu decote e a qualidade do sorriso mudou, agora era um sorriso torto, sexy e fez meu ventre contrair… tipo muito. Mas obvio, fingi que não vi e banquei a esfinge. — Sou Sakura, Sakura Haruno.

— Kakashi, Kakashi Hataki — me aproximei para beija-lo na bochecha no típico cumprimento ocidental e ele me segurou apertando minha cintura com uma “mãozona super grande” e quente, obviamente aproveitando para tirar uma casquinha. — Este é o Pakkun, meu cão ninja-motoqueiro.

— Que fofinho! — disse, sem entender muito bem o que significava um cão ninja­motoqueiro. Bom… iria ver.

Ino e Shikamaru se separaram e enfim os cumprimentos oficiais foram feitos. Os dois rapazes foram atrás de uma cerveja nos deixando sozinhas por um segundo. E todos já sabem o que duas mulheres fazem sozinhas quando conhecem dois boys magias tão magníficos assim: fofocam.

— Vê se agarra e aproveita pra tirar essa seca da boceta — murmurou ela sacana.

Porrrrra!

Já estou alagada só de olhar!

— Eu disse que ia valer a pena… e lá vem eles! — cantarolou baixinho com aquele sorrisinho de “demônia” assanhada.

Sentaram-se e Kakashi sempre segurava Pakkun que olhava para tudo como se fosse muito acostumado com aquele ambiente.

— Nunca vim a um evento assim — disse. — Mas me diga — acariciei o pelo macio do cão —, como é ser uma cão ninja-motoqueiro?

O bicho latiu e depois lambeu minha mão.

— Parece que ele gostou de você — ele disse. — Impossível não gostar — completou olhando-me indiscriminadamente de cima a baixo.

Fiquei com vergonha? Eu?

O que fiz foi sorrir de lado com o elogio e lançar uma piscadinha sofisticada.

Conversa idiota para um lado, conversa idiota para o outro… Eu só pensava em estar ocupando o lugar do Pakkun no colo do prateado.

Até que…

— Quer dar uma volta de moto com a gente? — ele me perguntou apontando diretamente para o cachorro que respirava com a língua para fora.

— Nossa! — saltei da cadeira animada — Oh, se quero! — disse empolgada.

— Você não se importa de eu roubar sua amiga, estou certo? — ele disse olhando para Ino. — Você está bem acompanhada, e, depois eu a levo para casa — disse ele com uma sobrancelha super levantada. Obvio que suas intenções não eram das melhores, ou eram? Sorri para Ino naquela comunicação que somente nós duas tínhamos.

— Usem camisinha! — Ino gargalhou como uma depravada. Aquela maldita, filha de uma hiena no cio.

— Sutil como um elefante, sua doente — murmurei e recebi uma apalpada na bunda da loira.

— Andem logo e se divirtam, essa praga rosa aí merece, já que a única coisa que anda comendo são livros. E como Kakashi disse estou muito bem acompanhada.

— Achei que você fosse minha melhor amiga, pessoa esquisita — disse fingindo estar ofendida e lhe dei um beijinho na bochecha. — Ciao! Tarada!

Kakashi abraçou seu cão com um braço e agarrou minha mão, estilo namorada, com a outra mão.

— Para evitar que os carniceiros obscenos sejam descarados.

Liguei? Claro que não, adorei para dizer a verdade.

— Entendo, entendo! — que bonitinho, tentando me proteger. Soltei um risinho curto e seguimos para o aglomerado de motos estacionadas.

Ele se aproximou de uma Harley-Davidson Clássica prata e preta, tinindo de nova. Não entendo nada me moto, só sei o nome porque estava escrito na lateral. Duas bolsas de couro preto com arrebites, também prata, enfeitavam cada lado e mostrava um bom gosto que rivalizava com o charme do seu dono.

— Uau! Que linda! — disse. — Imagino que uma moto destas deve ser super cara, não? Ainda mais assim tão bem cuidada.

Sinceramente não faço ideia de quanto custe um bebê daqueles, mas estou começando a cogitar a ideia de vender o corpo para ter dinheiro e poder comprar uma.

— Essa é o modelo Softail Deluxe e está semi-nova. Custa em média uns setenta e cinco mil — balançou a mão pra lá e pra cá, como se aquele valor fosse algo irrisório e ele cagasse dinheiro.

Putz! Realmente teria que vender o corpo! — balancei a cabeça concordando comigo mesma.

Depois de um segundo de entendimento, Kakashi caiu na gargalhada, logo depois de deixar Pakkun em cima da parte da frente da moto. Apertou a junção do nariz com os dedos e se encostou na fucking moto cara para poder rir melhor.

Nesta hora, minha amiga, meu amigo, não pude segurar a enxurrada que me alagou inteira nas partes baixas com a imagem torturante do homem a minha frente e aquela gargalhada do mal de tão sexy. O bíceps era tão talhado que cheguei a salivar. Aquela gargalhada grave, masculina; aqueles bíceps musculosos lotados de reentrâncias e saliências, encostado naquela moto linda.

Merda!

Mordi o lábio inferior, instintivamente e depois comi o homem com os olhos.

Foi mais forte do que eu; não deu para evitar. Quem não o desejou que atire a primeira pedra.

— Ah, Sakura! Você é muito espirituosa! — ele disse assim que parou de rir e eu pude me recompor para que ele não percebesse. Ia dar muito na pinta se ele tivesse visto. — Não precisa vender o corpo, tem umas que são usadas e mais baratas.

Putz, mesmo assim, senhor cheio de grana! Eu sou uma simples universitária, sozinha e solteira.

— Solteira, hum? Gostei de saber! — disse olhando-me de cima a baixo, e, abrindo uma das malas de couro e me entregou um capacete. — O que você estuda para não ter tempo de ter um namorado? — perguntou ele.

— Belas artes com especialização em comunicação visual, estou no último ano da Federal — disse toda orgulhosa de mim mesma.

— Uma mente criativa? Logo percebi — conversávamos enquanto o observava arrumar o cão.

Ele colocou um lencinho azul, óculos escuros e uma faixa na cabeça com uma coisa de metal no meio para proteger. Andou e pude ver sua bunda linda e redonda caminhar à minha frente.

Já disse que tenho tara por uma bunda de homem redonda, não? Pois é! Tenho!

Tirou de lá outro capacete e um tecido que cobriu metade do rosto, estilo ninja. Colocou óculos escuros e vestiu luvas. A pontou para o meu capacete e eu logo me toquei e o coloquei cobrindo o rosto para proteger a cabeça.

— Que poder, parece aqueles ninjas! Nossa, que homem sexy! — murmurei muito, muito, muito baixo não conseguindo conter meu tesão achando que ele não tinha ouvido.

Tolinha que eu sou… Não só me ouviu como ainda me respondeu.

— Sexy é você com essa roupa de vinil e esse decote maldoso. Aceita tomar vinho na minha casa? Conversamos melhor!

— Adoraria… conversar melhor! — espertinho, pensa que eu não sou boa com as palavras?

Não pude ver se ele ria por baixo daquela mascara ninja que cobria seu rosto, mas tenho certeza absoluta que vi um pequeno esboçar de lábios.

— Vamos, então? — subiu na moto e eu o imitei logo a seguir.

Não ia perder a oportunidade de agarrar aquele homem para sentir a temperatura do seu corpo pela primeira vez.

Colei-me inteira nele, agarrada completamente.

— Sabe que assim, vai ser muito difícil eu dirigir sem nos matarmos por causa do tesão que já estou, não? — ele disse, sendo mais direto do que um atirador de elite.

— Acho que você dá conta — provoquei.

— Você é uma delicia de uma provocadora, mas você me paga! — hum, adoro homens diretos que sabem já o que quer. Isto me mata de tesão ao dobro.

Ligou a moto e vi Pakkub se empinar na frente. Ele simplesmente, ia ali à frente dele sem nenhuma espécie de proteção além dos óculos, do lencinho e o capacete fake.

— Jura que ele não vai cair?

— Claro que não, ele é um ninja, não é Pakkun? — perguntou e o cachorro latiu parecendo ate mesmo entender o que seu dono dizia.

E andamos…

Ser o carona de uma moto era algo que exigia técnica. Percebi logo no começo quando ele deu a primeira virada. Vi que era como uma dança a dois e que tinha que seguir o movimento e a mesma inclinação que ele.

O vento batendo era delicioso e tão libertador que cada vez mais eu pensava naquela hipótese de vender meu corpo para arrumar dinheiro e comprar uma moto daquelas.

Entramos na garagem de um prédio lindo, chique e de alto nível. Descemos da moto e assim que fiquei de pé ele abaixou o tecido preto que protegia seu rosto me dando uma encarada animal, antes de me puxar pela cintura colando nossos corpos.

Senti meu corpo bater na musculatura densa e contrai a virilha instintivamente. Ávido, ele atacou meus lábios, sem pedir permissão, já que estava mais do que explicito nosso tesão mutuo um pelo outro. Seria muito decepcionante, seguir com os joguinhos.

A língua experiente mostrava que ele não era um garotinho como meu antigo namorado, Sasuke. Ele era um homem e agia feito um…

Ele engolia-me inteira através daquele beijo guloso e possessivo. Nunca fui beijada daquela maneira tão passional, tão dominadora, tão charmosa, tão masculina e tão deliberadamente libidinosa.

A língua parecia estar em toda parte da minha boca, e me vi alucinada.

Senti suas mãos irem direto na minha bunda redonda e a língua invadir mais selvagem ainda dentro de mim.

— Gosta mais de vinho tinto, branco ou rosé? — a voz grave murmurou perto do meu ouvido, me fazendo quase derreter inteira.

— Tinto…


Notas Finais


bejihos de pavê


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