História Meu mundo imaginário - Capítulo 16


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 7
Palavras 2.005
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Vamos voltar ao foco... Preciso acelerar o processo, embora eu queira que tenham muito mais, preciso mesmo é de um foco! Vamos vamos... preciso de apoio...
Agradeço por ler :3

Capítulo 16 - Quinta... Sexta morte... Por favor... me salve...


Sei o que me espera, outro dia em que eu sei o que acontecerá. Novamente na secretaria, dando depoimentos aos policiais e ao Alexandre que correu para cá ao ouvir o grito de Jade sobre o ocorrido.

Após ela ter ido para fora, eu corri para cima, as escadas longas e giratórias que iam até o final daquele farol, ao chegar, só vejo um cabelo preto informar que alguém havia se jogado. Mas ao correr até a ponta do farol, não vejo ninguém lá em baixo de onde acho que a pessoa cairia. Só pude dizer isso para eles...

Vou para casa antes das aulas acabarem, ao chegar em casa eu deito em minha cama e procuro relaxar um pouco. Eu procuro respirar, sabe, quando eu tento respirar parece que meu corpo morre, é como se eu já estivesse morto a muito tempo... Mas eu já não estou? Eu estou cansado, exausto de ver tudo isso que vejo todos os dias, pessoas morrendo na minha frente e alucinações diárias, não posso contar isso a ninguém, vão sempre me tachar de louco... Disso eu tenho certeza. Por que eu penso nisso? Eu estou realmente ficando louco, eu sei disso, mas não consigo admitir tal sensação! Toda visão de qualquer coisa vermelha que vejo eu praticamente choro, eu não consigo mais manter meu corpo em si, eu perco o controle como se fosse uma marionete.

Estou me sentindo o Frankenstein, um excluído da sociedade por ser o que é, o ser humano é cruel da maneira que é, eu não consigo lidar com isso mais. O mundo vai girar ao meu redor e logo irá parar, e quando parar irá ser meu fim. Não quero acabar como o minha ex cunhada... Não quero colocar uma corda onde eu posso dizer que consigo respirar, e logo fechar essa parte por uma situação egoísta, perder meu ar como quando queremos suspirar, ou quando batem em nossas costas e não nos aguentamos sem ar. Não quero sentir dor antes de morrer... Para mim, a morte é só um ato de misericórdia, porém, ela é cruel e prejudica aqueles que viram o que ela fez... Os prejudicados são sempre os que eram próximos a cada um deles... Mas eu não posso mentir para mim mesmo que mesmo não sendo próximos, sofremos de alguma forma sim.

No outro dia Alexandre me chama para conversar durante o intervalo.  

-Irian, já sabe quanto precisa para passar nas provas finais?

-Não preciso de nada. -Eu disse de maneira seca.

-Oh, é? -Ele disse ajeitando os óculos e logo pareceu me olhar de cima para baixo- Ainda está pensando sobre o que aconteceu ontem, não é?

-Não, estou pensando e porque que o colégio continua aberto após tantas mortes.

-Acha mesmo isso? Não acha que tem algo por trás, acha?

-Pensa mesmo que sou burro? Tem e eu vou descobrir querendo ou não.

-Você é realmente interessante... -Ele sorri, mas esse sorriso me incomoda. Parece que ele trama algo, parecendo um vilão de quadrinho adolescente- Acha que o Serial killer estuda ou trabalha aqui?

Do jeito que Alexandre é, para mim ele seria o primeiro suspeito na minha lista, é inteligente, provavelmente até um estrategista, acho que até pior, ele é um bom professor, então presumo ele ser observador, calculista, mas, mesmo sendo gentil conosco, queria um bom motivo para que ele odiasse Jade, sua própria filha. Olho seu cabelo e noto alguns fios pretos, o que é estranho para mim, ele tem cabelo castanho...

-Por um acaso você tem cabelo preto?

Ele parece ter ficado bravo, tanto que coloca a mão no cabelo e puxa um pouco para ver melhor.

-Eu nunca gostei da cor do meu cabelo. -Disse ele.

-Então o pinta? -Ele concorda comigo.

-Enfim, vai responder minha pergunta?

 -Pode ser um aluno rebelde que quer fazer o que quiser. Só quer mostrar o que pode fazer. Mas julgo muito para um funcionário, alguém que conheça a escola, alguém que sempre conversa com os outros professores e conheça os alunos e faça um perfil bom para matar. Obviamente, para mim, é um professor ou o diretor! -Olhei e disse para ele sério.

  -Ou seja, um funcionário! -Ele sorriu mais -Ah, é mesmo, quase que me esqueço, agradeço por estar ajudando Jade nas matérias, ela tem melhorado muito. Mas ainda não é o suficiente, ela precisa melhorar mais. Apareça um dia em casa, quem sabe, espero poder te conhecer melhor.

Continuei a andar e senti algo abaixo de meu pé direito. Me abaixei e fui ver o que era. Era um anel, tinha uma pedra verde, acho que era um jade, também tinha enfeites medievais. Girei o anel e não vi nenhum nome. Resolvi colocar ele em meu dedo, não sei porque, mas é como se ele dissesse para eu colocá-lo. Coube perfeitamente nos meus dedos. Eu senti que agora era meu. Só que, como iria parar aqui de repente?

Ás vezes eu me pergunto que, se de alguma forma eu estou hipnotizado por coisas pela qual eu nunca poderia ter. De quem é esse anel? Eu não posso pensar em outra coisa se não ter o que não é meu. Eu Lembro de todas as cenas ao qual eu estive, e em todas, peguei um item de importância da cena de crime que poderia sim ajudar a polícia. Mas eu sinto isso como uma lembrança do que poderia me tornar mais feliz por eu ter. É egoísmo... Eu estou tão doente por isso, quero obter todas as coisas que acontecem na morte... Seria bom eu ter uma coisa ou dar algo para alguém antes de morrer, acho que os mortos estão falando comigo, estão dando coisas para mim e me deixando legados, heranças que podem me ajudar. Será isso? Afinal, o que eles querem? O que querem que eu faça...?

Começo a ver todos mortos novamente, mas dessa vez eu não me assusto, não me desespero, encaro as coisas com dor no estômago, a agonia de ouvir gritos, gemidos de dor, pedidos de socorro vindo até minha orelha e passando, inundando completamente meu cérebro. Vou me arrepiando mais a cada cena de desmembramento, cada grito é uma fechada de meus olhos. Os gritos me lembram tanto tortura... São coros do inferno vindo para me amaldiçoar eternamente, é uma orquestra, onde os músicos sempre serão os torturadores, os instrumentos são as pessoas, desmembradas, membros sendo cortados como se fossem violino, os gritos vem como se uma tocada de violão e violoncelo fosse suficiente, cada pisada um tambor. Essa música me amaldiçoará tanto, uma maldição jamais esquecida pelo tempo, ao qual jamais será algo em falta, será passado de geração em geração, contado como uma história e cantigas sobre heróis na idade média.

Não! Isso não sou eu! Pare de ver! Pare de ver! Tampo meus olhos, me agacho como uma criança que chora no canto da casa por estar abandonada sem a família, esfrego meus olhos e procuro pensar em outras coisas, isso não é real, eu tenho que começar a me controlar.

Meu coração nunca esteve tão bagunçado, eu não estou conseguindo mais entender o que acontece como, é como entender um cubo mágico, só que no meu caso ele é algo insolucionável. Mesmo que eu gire, gire e gire os pequenos cubos de cores diferentes, nada irá mudar, continuará embaralhado como um quebra-cabeça deve ser, e sempre deve ser. Minha mente está tão confusa...

 

No outro dia eu sei que eu devo certamente estar completamente absorto em outras emoções, mas eu preciso me focar, preciso ajudar eles, é sexta feira, temos que focar... Eu preciso me esquecer disso totalmente, eu preciso me esquecer dos fatos ao qual eu tento fugir. Fugir lá é certo? Você acha? Acho que devemos fugir quando não se há nada a fazer...

Penso... listo todas as vítimas feitas em minha cabeça... Ah... esqueça... esqueça...

Depois do tempo de estudo que todos fazíamos nas revisões, conseguimos fazer mais e mais questões de maneira perfeita, todos começaram a me agradeceram pela ajuda, mas mesmo assim eu continuo insatisfeito, me sinto tão vazio, meu coração é um copo vazio, ao qual necessita que o preencha. Talvez eu deva realmente me deixar levar por esta tristeza e me soltar até cair no fim de todos os meus pesadelos, e eu tenho certeza que acordar eu não irei.

Na hora do intervalo eu queria só ficar sozinho uma vez na minha vida, só para esquecer o que anda acontecendo, embora eu não queira deixar Jade na mão. Levo vários cadernos para ela, igual fiz com meus amigos e entrego para ela, digo que é para fazer no final de semana, pelo menos na ordem das provas, e não é para fazer todos num dia só.

Ela me olhava enquanto terminávamos de estudar, mas eu seu que não adiantará muito para eu notar que talvez ela esteja preocupada comigo. Procuro não esboçar muito disso, volto ao foco até o sinal bater.

Na saída só entro em desespero de novo, pois quando eu vejo todos saindo, a visão da morte volta a me assombrar. Só que, dessa vez, eu vejo que, o único a não morrer é Gabriel Galvã... Ele sai pela porta e a visão some. Corro para pegar meu capacete, o pego tão rapidamente que derrubo uma professora que caiu de bruços ao chão, peço desculpas a ela correndo até onde Gabriel vai sempre, sem Marcelo, ele fica sozinho. Quando o vejo, o chamo, ficamos parado por muito tempo sem dizer nada, acho que dá até o tempo de eu passar pelo mesmo caminho na mesma hora, no mesmo local. Ele me olha bravo, me dá um sermão e volta a andar dizendo que se atrasará.

Mas eu queria é esquecer de tal acontecimento, queria ter me atirado no chão e não visto que tinha acontecido. Corri para perto de Gabriel e logo, faltando centímetros para eu o tocar para o perguntar se estava bem... vejo sangue jorrar e espirrar em meu rosto, me senti uma tela de artista sendo preenchido por tinta, mas eu certamente sabia que o pintor não era nada gentil comigo... Era um tiro, eu havia ouvido, mas para mim estava um tanto quanto abafado, e talvez estivesse até me deixando surdo ao mesmo tempo. Eu me sentia um completo cego perdido em tiroteio.

Vejo Gabriel cair no chão estendendo a mão até mim, eu realmente não queria que fosse assim... Ao segurar a mão dele, vejo seu corpo cair sobre o meu, sinto-me molhado, me sentia tão exasperado... Eu sentia o pulso dele, estava rápido, logo eu o sentia bater nos meus dedos de maneira mais devagar, como se estivesse desacelerando num carro, sua pele empalidecia de maneira sem igual. O peso dele contra o meu se tornara maior do que eu geralmente achei que ele ficaria, já o ergui uma vez, isso não chega nem na metade do peso dele, é maior e bem mais frio. O seguro gentilmente me ajoelhando e segurando em meus braços...

-Não... Não me deixe, se mantenha acordado... Por favor! -Digo para ele, o vendo fechar os olhos lentamente, ele parecia querer somente adormecer, como se fosse uma noite qualquer em sua cama, onde o calor o inundava, as cobertas lhe cairiam as costas e lhe manteria aconchegado- Você é mais forte que isso! Por favor... Não me deixe, fique comigo! Vamos...!

Não adiantou... Ele fechou os olhos num sono tão profundo quanto a bela adormecida fazia, mas ele parecia tão melhor quanto poderia ser. Ele estava dormindo? Era isso? Só dormindo? Por que não sinto seu pulso? Por que não sinto o calor de seu corpo se aninhar com o meu? Não vejo a pele estar rosada. Meu coração... Parecia ter parado, meu cérebro estava tão desligado que só pude chacoalhar seu corpo e gritar para ele acordar de maneira desesperada. Minhas lágrimas escorriam rápido de meu rosto lavando os respingos de sangue no meu rosto ali presente.

Não... não quero que ele se vá... Não me deixe... Não morra...


Notas Finais


Me diga o que estão achando. Estão gostando? Estão detestando?
._. Jesus... Tô com muito ânimo.


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