História Meu mundo imaginário - Capítulo 17


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.189
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Now is a new chapter!!!!!!
:3

Capítulo 17 - Eu perdi... Não acredito...


Giovani foi aquele que me tirou do transe, eu ainda tentava manter ele acordado em vão, mas Giovani continua em pânico, dizendo que havia muito sangue em mim... Olho para baixo e vejo minha roupa com os respingos e até manchas de sangue, tudo em mim parecia vermelho escarlate, a mesma cor da lua de sangue, mas muito mais forte e brilhante para mim. Eu grito, me desespero, corro para o banheiro deixando o corpo de Gabriel cair ao chão de maneira fria, Olho meu rosto desesperado no reflexo do espelho, metade do meu rosto manchado por aquela cor carmim que tanto pode me deixar maluco... Abro a torneira e pego o sabão, lavo meu rosto desesperado, me sentia tão elétrico, eu não conseguia sentir o meu corpo, tudo parecia amortecido, eu estava no modo piloto automático naquele momento tão sombrio e obscuro, eu não podia sentir tamanha ilusão minha de que o sangue não sairiam jamais do meu corpo. Tiro minha camisa, ela me abraçava como se eu estivesse preso numa camisa de força, me prendia como se eu estivesse em uma cola grudenta, que se estica deixando algo estranho em meu corpo, com uma falta sigilosa de um órgão, meu tronco também estava manchado de sangue, eu sentia escorrer pela minha pele devagar, deixando seu rastro e uma grande sensação gélida do líquido cheio de hemoglobina. Meus olhos estavam estalados, e meu corpo fervia de maneira que me deixava ver a fumaça de suor sair pela minha pele, eu me sentia num monte de névoa, ao qual é densa e úmida, quente e me faz sentir mal. Eu tentava de novo limpar aquele sangue de meu tronco e meu rosto, que para mim não saia. Eu pensava “TIRE ISSO DE MIM! TIRE! AGORA! TIRE!”

Me encolho no chão masculino, na parede, encosto minhas costas nuas na parede gelada sentindo meu calor se esvair, transferindo-se para a parede e se trocando pelo frio que penetrava minha pele como agulhas em choque uma com a outra. Minha respiração, só agora eu podia ficar preso no silêncio, eu ouvia somente a torneira jorrando água... isso era o substituto do silêncio, descartando meu rosto dessa sintonia vazia. Será que por onde eu vagar, é onde sempre acontecerá um pecado? Onde ando os pesadelos me assustam acordado...

Meu coração batia descontrolado, a qualquer momento eu sentia que iria explodir, eu estava tão desesperado, tão quente, que eu não sentia mais tamanha façanha conhecida como frio vinda da parede branca... Branco era pra ser tão, mas tão puro... agora eu via o chão com minha camisa, o manchara de vermelho como mancha meu coração já tirando essa cor de mim. Tudo era branco e preto, só o vermelho me parecia tão vivo...

Demorou um tempo até minha mãe vir me buscar quando viu a polícia entrando na escola e eu não sair pelo portão, ela estava chocada e pediu para que vissem o meu choque, de acordo com a ambulância meu choque era profundo, eu deveria realmente não ir para o colégio semana que vem... Mas quem disse que obedeci?

Coloquei outra camisa e sai, logo que vi retirarem o corpo dele, não pude deixar de ver os olhos inexpressivos de Gabriel... A fonte, que eu acreditava, ser a porta para sua alma, estava tão apagada, vazia, expressava estar tão perdido, pedindo para um caminho até onde poderia chegar... Quantos sonhos são jogados fora, ele poderia ter realizado todos, todos mesmo, era um menino inteligente. Era... essa palavra me deixa com uma dor imensa no coração. Ao passar pela segurança da polícia, vi a mochila dele caída um pouco longe, a pego e olho um lápis e uma borracha caída logo em baixo, havia o nome dele, pego ambas e devolvo a mochila e guardo os outros para mim.

Ao chegar da sexta feira depois de duas semanas, faltando duas semanas para se acabar as aulas, todos me entregam as notas de todas as provas bem satisfeitos. Meu coração de encheu do carinho deles pelo que ocorreu, eles haviam me levado para um café onde comemos, rimos e conversamos. Cada um sorria com esplendor, cada sorriso era um sorriso verdadeiro e consciente do que ocorria, todos estamos finalmente me divertindo. Jade também estava conosco e somamos e dividimos as notas de cada um de nós, resultados tão bons me faziam me sentir tão bem, cada esforço valeu a pena... Mas valeu tanto assim? Meu coração bate forte, mas devagar, não sinto ele lá, só sinto bater.

Ah, quando todos foram embora, foi tão infeliz, me senti um pouco triste com a pouca presença da felicidade deles, mesmo que eu me sinta vazio por dentro, eu me sentia um pouco mais preenchido.

Quando chego em casa, eu tento relaxar, faz tanto tempo que não entro no meu mundo... Mas eu levo um susto, eu não entrar... Ao entrar eu vejo escuridão de meus olhos, o preto, o negro, o obscuro, o chão como um espelho, como no início, corro pelo lugar sabendo que somente eu estou aqui, ouço meus paços serem abafados e ecoavam por todas as paredes de minha mente, eu sentia o são bater na parede e voltar para mim, era infinito aqueles meus passos... Eu corro, corro e corro, não... Não posso ter perdido meu mundo agora! Ao pensar nisso, meus pés não sentem mais o chão e eu caio e bato em algo que parece um espelho, continuo caindo até sentir minha queda em algum líquido viscoso, ele grudava em minha pele, não consigo abrir meus olhos, tudo é tão pegajoso, me lembra cola quase seca, mas ainda um pouco liquida, tiro minhas mãos e limpo meus olhos, ao abrir, eu não tenho a melhor das visões. Era como se as árvores tivessem carne e sangrassem, onde eu pisava era praticamente líquido vermelho e gosmento, olho melhor... é a mistura de sangue com órgãos triturados, pedaços de ossos, rostos, que para mim eram semelhantes, mortos, deformados, degolados, massacrados... Por quem...? O que acontecendo...? O que costumava ter aqui jamais era afetado pela minha vida real... Meu mundo... meu doce mundo... Livre e puro, limpo e relaxante... O que eu fiz?

Meu coração é tão triturado quanto minha mente ao acordar. Meu coração estava espremido, eu me sentia esmagado por mim mesmo... Meu mundo... acabado?

 

Recebo uma ligação nas férias, isso 3 horas da manhã, já fazia três dias em que eu havia dormido eternamente em minha cama, meu pai nem me pergunta, só suspira, me faz cafuné e vai embora. Acho que ele sabe que preciso de descanso.

-Alô...? -Digo sonolento, minha voz sai preguiçosa e um pouco arrastada.

-Irian? Que bom! Está acordado!

Fico em silêncio querendo muito desligar a tal da ligação.

-Sabe?! São 3 da manhã! -Digo baixo e exaltado, não quero acordar ninguém na casa.

-Desculpa... -Disse a voz de Jade de modo suave -Você quer sair comigo neste final de semana?

-Ah... Claro... -Eu disse sem pensar muito.

-Então, sábado, 13 horas nas livrarias Curitiba do Palladium! Tchau.

-Espe...-Ela desliga na minha cara-...ra...

Era isso mesmo? Sair? Sábado? Deus, no que foi que me meti?! 


Notas Finais


Perdão ser mais curto, mas, não sou eu que fica com meu notebook mais...


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