História Meu namorado é namorada - Capítulo 14


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescência, Adolescente, Amigos, Brigas, Comedia, Comedia Romantica, Drama, Escola, Festa, Lésbica, Lgbt, Romance, Segredos, Yuri
Visualizações 32
Palavras 1.145
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Shoujo-Ai, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 14 - Capítulo 14


Opa, estava tudo sob controle, a festa estava salva! Era só Laura, a vizinha da frente que se empolgou com a barulheira e quis participar da festa. 

— Laura, querida ! – Clarice a recebeu com um abraço caloroso. 

— O Charlie está? – Perguntou ela entre gritos devido a altura do som, devido ao som, Clarice nem se atentou ao artigo utilizado errado, afinal, quase todos ali na casa sabiam que Charlie era uma menina.

— Sim, entra, junte-se a nós na bagunça! – convidou ela envolvendo seus braços em torno da garota e a guiando até a sala de estar – Olha só quem veio se juntar a nós! – Clarice falou forçando toda a sua voz.

— Mon amour! – exclamou Charlie correndo até a vizinha e recebendo-a com um abraço bem apertado, empolgada demais... e até deu um selinho na garota depois, deixando todo mundo ali boquiaberto.

— Até parece que vocês dois nunca viram ninguém se beijando – a voz de Charlie era rabugenta como a do senhor Lemes. Talvez ela imitara seu tom de propósito, talvez não...

— Vocês estão animados hoje, ein! – disse Laura com um sorriso no rosto, queria desviar o assunto, eles abaixaram o som para poderem conversar sem arrebentar todas as suas cordas vocais, e os vizinhos agradeçam – Fê, você por aqui... Como você está? – completou a menina assim que viu seu colega no recinto, ela aproveitou para comprimenta-lo com dois beijinhos no rosto. 

— Bem, e você? – Respondeu Felipe um tanto desajeitado.

—Bem também!

— Está servida? – ofereceu o Dom referindo-se seu suco gosmento.

— Não, obrigada! – ela já tivera aventuras suficiente nos últimos dias para entrar em mais uma experimentando aquele líquido estranho. 

— Onde esteve o dia todo? – Interrogou Charlie erguendo as sobrancelhas como um policial de filme hollywoodiano.

— Estava com as meninas, fizemos compras... coisas de garota, entende? Nada que você se interesse – explicou ela piscando somente um olho.

A vida de Laura estava de volta ao seu curso natural. Charlie a manteve longe de sua realidade por um dia. Sua vida era sem graça, tediosa... totalmente “sem sal”! Fico feliz que Charlie tenha aparecido para transformar não só a vida de Laura, mas como também deixar toda cidade de cabeça para baixo.

Laura agora compunha o cover que eles faziam antes dela chegar. Ela não conhecia muitas das bandas, mas mesmo sem conhecer alguma delas a garota acabava improvisando e dava tudo certo. Até porque já me é surpreendente ela conhecer algumas das musicas, pois como toda filha mimada e garota popular ela gostava de pop, a maioria das faixas de seu iPod pertenciam a Katy Perry e Rihanna.

Clarice se adiantou para pedir algo para eles comerem, porque sabia que logo logo a fome iria bater, as três pizzas que ela pediu foram suficientes para saciar aquele batalhão. Após o jantar Laura se dirigiu a porta acompanhada por Charlie. Os pais lavaram a louça enquanto Felipe e Sal discutiam sobre jogos de vídeo game, eles estavam se entendendo como ninguém.

— Vamos subir? – Charlie convidou Felipe. A garota tinha acabado de retornar da porta da casa de Laura, estava com uma expressão estranha no rosto. Será que tinha acontecido alguma coisa? Eu não sei te dizer... enquanto as meninas estavam do outro lado da rua, eu me distrai com a conversa dos meninos sobre rock band.

Os dois subiram a escada em silêncio. Assim que entrou no quarto, a garota soltou seu corpo sobre a cama. Felipe sentou-se ao seu lado um tanto rígido, pois não o que estava acontecendo. Um desespero interno tomou conta de cada centímetro do corpo de Felipe. Nunca tivera amigos para consolar, mas ele lutou contra seus medis e se manteve firme.

— Aconteceu alguma coisa? – perguntou ele forçando para sua voz sair em um tom audível.

— Eu não posso esconder isso de você, se vamos ser amigos não podemos começar da maneira errada – revelou Charlie tampando os olhos com o antebraço.

— Esconder o que? – Indagou ele muito confuso.

—  Você vai me odiar quando souber! — ela falou ainda sem olhar para ele

— Não vou! Me conte... – disse ele compreensivo sentando-se ao lado da amiga.

— Eu sou uma garota, como Laura, como qualquer uma, não um garoto  como você – assumiu Charlie temerosa da reação de seu mais novo amigo

— Tá, mas isso eu já sabia... – Rebateu o garoto instantaneamente.

A surpresa que se apoderara do corpo de Charlie foi tão grande que ela sentou em um salto. Levou alguns segundos para ela conseguisse se reestruturar

— Como você sabe? — ela perguntou confusa.

— Uai, não foi muito difícil, você é toda pequenininha. Seus pés, suas mãos... absolutamente tudo! Parece até um garotinho de 12 anos. Sabe, são pequenos detalhes de anatomia básica, não precisa ser nenhum genio para descobrir, basta ser detalhista que não tem erro! E também, eles estão por toda parte — ele falou os detalhes meticulosamente com uma precisão detalhista incrível, até apontou para o porta retrato com uma foto de Charlie com sua família quando a garota ainda tinha cabelão e usava vestidos. Felipe era um nerdzão, não havia como negar! — Isso realmente não importa para mim. Mas você é... — ele enrolou para completar sua frase, estava meio sem graça, não sabia se estava ofendendo Charlie ou algo assim 

— Trans? — ela completou a frase do menino de forma um tanto rápida. Até se sentou na cama para encara-lo. Felipe apenas respondeu afirmativamente com a cabeça — Não, Fê, eu não sou... Sim, eu gosto de meninas, mas eu sou de boa com meu corpo, entende? Mas isso sou eu, Charlie. Eu tenho esse apelido desde que eu me entendo por gente, desde antes deu dizer aos meus pais que eu sou lésbica, isso não tem nada a ver com a minha identidade de gênero. Apesar de eu ter esse jeitão meio moleque, eu me identifico como mulher, é isso! Eu não sei o que eu estava pensando quando decidi ser "o Charlie", sei lá, eu queria irritar meus pais, tirar todo mundo do sério aqui... E agora eu não sei mais como me livrar dessa situação — Charlie fez quase um discurso imenso, mas Felipe ficou atento a cada uma de suas palavras, afinal ele não entendia de nada, ele nem tinha amigos... só sabia das coisas pela internet. 

— Eu não queria ser indelicado, eu realmente não sabia... mas você não pode enrolar mais com isso, Charlie, ainda mais agora que você está ficando com a Laura, sabe!? Ela precisa saber, não é legal ficar brincando com as pessoas assim, ela é uma mina legal, ela vai entender. E, outra, eu vou estar aqui com você — ele alertou a nova amiga, mais como um conselho do que como repreensão. 

— Você quer casar comigo agora ou depois? – brincou Charlie abraçando ele bem apertado. 

As risadas dos dois acabou por dissipar todo clima pesado que havia se instaurado, e a paz voltou a reinar, ao menos nesse momento. Vamos ver o que vai acontecer nos próximos capítulos...



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