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História Meu namorado é um alien - Capítulo 1


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Notas do Autor


Trazendo mais uma história de volta, agora em primeira pessoa! Espero que curtam a mudança!

Capítulo 1 - Oi, meu nome é Kon


Eu sou o que se pode chamar de um garoto de sorte.

Apesar de tudo que já me aconteceu, atualmente tenho uma vida boa. Meu pai é um dos homens mais ticos de Gotham, tenho dois irmãos mais velhos que, apesar de morarem longe, estão a uma ligação de distância sempre que preciso, tenho um melhor amigo incrível que torna meus dias na escola muito melhores, tiro notas altas em todas as disciplinas e tenho um futuro brilhante pela frente.

Ou seja, não tenho nada do que reclamar.

Sei que é um mau agouro, mas me atrevo a dizer que tenho uma vida perfeita.

Quer dizer, eu sou solteiro, mas não é como se eu sentisse falta de romance na minha vida.

Estou muito mais concentrado no meu objetivo — meu sonho — que é me tornar o maior detetive do mundo.

Minha maior inspiração são os livros do Sherlock Holmes — os quais já li e reli tantas vezes que sei praticamente de cor — e, eu até mesmo fundei um clube de investigação na escola.

Tudo bem que os únicos membros somos eu e o Bart e, na maioria das vezes só temos que encontrar um diário desaparecido, um celular roubado ou às vezes descobrir a origem de um boato. Mesmo assim, são meus momentos favoritos na escola. E, até agora, não apareceu um único caso que nós não tenhamos resolvido.

Eu até cheguei a criar um site onde pessoas de Gotham podem requisitar meus serviços.

De vez em quando surge algum caso mais interessante. como quando achamos 20 quilos de cocaína enquanto procurávamos por um cachorro desaparecido. Nos até chegamos a sair no jornal naquele dia.

O único “porém” nisso tudo, é que meu pai não gosta muito das minhas aventuras como detetive. Ele acha que é perigoso e irresponsável da minha parte. Mas, eu tomo toso os cuidados possíveis e jamais me meteria em uma encrenca que não consigo lidar.

Sei reconhecer minhas limitações.

Mesmo assim é só eu comentar a respeito de algum caso que ele faz cara feia e inventa uma ligação para não falarmos a respeito.

Não que ele já tenha me proibido abertamente. Apesar de ele não gostar, jamais me diria para não fazer algo que eu gosto. E sei que ele só fica preocupado comigo e com o que ele vai ter que fazer se eu acabar me metendo em confusão. Afinal, ele ainda é o homem mais famoso de Gotham.

— Quais os planos pra hoje? — Bart me encontra na porta da escola e me tira dos meus pensamentos.

Ele parece animado, seus cabelos castanhos estão mais penteados que o de costume e chegam até a brilhar. Acho que alguém veio para impressionar.

— Não temos nenhum caso, meu caro Watson — respondo, com desanimo.

— Então podemos assistir ao jogo? — ele pergunta, com um olhar de cachorrinho.

— Quer ver o Jaime, não é?

Isso explica estar tão arrumado e empolgado. Principalmente porque Bart detesta esportes tanto quanto eu.  

Talvez — o rosto dele ganha um tom avermelhado.

— Ele nem sabe que você existe, Bart. Deveria partir pra outra! — não digo isso apenas para desencoraja-lo. É só que, me preocupo com esse crush em dos jogadores, um dos caras mais populares da escola que é, provavelmente, hétero.

É pedir para se magoar e eu só quero protege-lo.

—  Ele falou comigo ontem!

— E o que foi que ele disse?

— “Oi, Bart!” — ele conta, sorrindo. — Ele sabe o meu nome! Já é um começo!

Me esforço muito para não revirar os olhos. As vezes ele é um pouquinho iludido.

— Tá. Vamos fingir que é verdade — apoio a mão no ombro dele e então olho para as barraquinhas na frente da escola. — Quer um cachorro quente?

— Achei que não ia oferecer.

Ter uma mesada maior do que o salário de um político as vezes tem suas vantagens. Como pagar lanches pros amigos ou montar um super-escritório de detetive em um dos quartos vazios da mansão.

Caminhamos até a barraca e eu compro dois cachorros quentes com tudo que temos direito, eles são tão grandes que chega a ser difícil morder.

Ainda assim. Bart como sempre, quer mais um — ele é um buraco negro que não engorda nunca — quando termina de comer o dele.

O sinal toca e nós dois entramos para mais um dia de aulas comum. Não tenho muitas expectativas.

 Não me sinto desafiado do jeito que a escola funciona. Então sempre fico contando os minutos para poder ir para o clube ou para voltar para casa.

Mas hoje sei que terei que voltar aqui mais tarde. Apesar de não gostar nem um pouco de futebol, tenho que apoiar meu melhor amigo e sua paixão impossível.

Que escolha eu tenho Bart está sempre comigo e me ajuda muito nas investigações. E olha que ele nem se interessa muito por isso. Então, o mínimo que eu posso fazer é ceder algumas horas da minha noite para apoia-lo.

Mesmo que isso signifique aguentar a gritaria dos adolescentes movidos a hormônios, álcool ilegal e violência.

 

 

 

...

 

 

 

O dia se arrastou lentamente.

Passei a maioria das aulas fazendo anotações em meu caderno sobre possíveis casos — alguns pedidos estranhos no site, algumas lendas da cidade, um ou outro anima de estimação desparecido —, mas ainda não achei nada promissor.

Sinto falta de algo que realmente me desafie.

Passo o caminho todo na limusine pensando nisso — apesar de eu já ter idade para dirigir, meu pai acha que é muito mais prático ter alguém pra me levar e buscar sempre que eu preciso — e resolvendo os deveres para não ter de me preocupar com isso mais tarde.

Quando chego na mansão corro direto para o meu quarto — uma das suítes — para tomar um banho e depois jogar videogame ao menos um pouco antes de ter que voltar para a escola.

Ainda estou tentando me animar com a ideia de assistir ao jogo e ver o Bart babando pelo zagueiro, mas não é uma tarefa fácil.

Não é que eu tenha ciúmes do Bart. Nos somos melhores amigos desde que entramos no ensino médio. E, apesar de já ter rolado algumas coisas entre a gente — o que inclui todas as minhas primeiras vezes — nós percebemos que não estamos apaixonados um pelo ouro. Temos certeza de que somos apenas amigos. E está tudo bem assim.

A questão é: me preocupo com ele. Jaime é um daqueles caras que; no melhor dos casos Bart só poderia ficar as escondidas e, no pior, no mínimo partiria coração. Isso se não o ridicularizasse na frente da escola toda.

Mas como posso faze-lo abrir os olhos sem causar uma briga? Ainda não tenho ideia.

Para minha sorte, quando a noite cai algo acontece que não só vai me salvar de ir ao maldito jogo, como também pode ser a investigação que tanto estou esperando.

 Há algo brilhante caindo do céu, posso ver através da janela o brilho intenso indo na direção da reserva florestal. Não sei ainda o que é, mas a essa altura pode ser um satélite, uma aeronave, ou até mesmo uma nave espacial. As possibilidades são infinitas e só vou ter certeza ao chegar lá.

Na mesma hora ele ligo para o Bart e conto pra ele sobre o que acabei de ver.

— Você tem que vir me buscar, cara! Podemos ser os primeiros a chegar! — Peço, sem conseguir conter a empolgação.

Aposto que só está inventando isso pra não ir no jogo! Eu não vi nada!

— Eu juro! Se for mentira, eu mesmo dou um jeito do Jaime sair com você!

— Sério mesmo? — agora é ele quem fica empolgado.

— Sim! Agora traz a sua lata-velha pra cá o mais rápido possível!

 

 

 

,,,

 

 

 

Cerca de meia hora depois estamos caminhando entre as arvores com nenhuma luz além de nossas lanternas. A floresta está calma e os únicos barulhos que escutamos são dos nossos passos e do vento soprando entre as folhas,

Bart continua relutante e não para de dizer que deveriam voltar, mas estou determinado. Sinto que estamos perto de uma grande descoberta.

— Eu calculei a trajetória, tinha que estar mais ou menos por aqui!

— Calculou como? Mesmo se você tiver visto deve ter sido muito rápido! — diz Bart, ainda cético.

— Eu observei a curvatura e supus uma velocidade média para o objeto. Com isso pude usar o mapa para delimitar um perímetro.

Nerd!

Dou de ombros. Poderia explicar para ele mais sobre isso, mas sei que ele logo pararia de prestar atenção, então é tempo desperdiçado.

 Continuo a andar na frente, a lanterna ilumina qualquer coisa que se move. Estou concentrado, afoito, satisfeito pela emoção da caçada.

De repente um arbusto começa a fazer barulho. Nós dois paramos, cheios de curiosidade.

As duas lanternas apontam para ele e então lá vem a criatura, saltando na nossa direção. A pele esverdeada cheia de verrugas, os olhos saltados e a boca aberta enquanto ele emite um som gutural.

Nós dois gritamos alto com o susto. E me sinto um idiota na mesma hora.

— Um sapo... era só um sapo... — levo a mão ao meu peito e volto a respirar enquanto o animal sai coaxando para longe de nossas luzes.

— A gente devia ir embora antes que algo maior apareça! — Bart sugere, com as pernas tremendo.

Ali! —eu vejo algo refletindo a luz da minha lanterna e começo a correr na direção do lado.

Pode ser um pedaço de espelho, pode ser um de metal velho, pode ser qualquer coisa. Mas só tem um jeito de ter certeza! E, eu sei que se eu não descobrir agora não vou conseguir dormir por dias a fio penando no “e se”. Então sem chance de voltar pra casa agora!

E, quando chego na margem do pequeno lago e vejo aquela estranha aeronave, tenho certeza de que a caminhada valeu a pena.

— Vamos ficar famosos! Olha só isso! — comemoro com um pulo e vejo Bart arregalar os olhos.

— É o que eu penso que é?

— Eu não sei, é muito pequena... apresar do formato lembrar uma nave, pode muito bem ser um satélite. Vamos ter que ligar pra alguém e...

Sequer consigo terminar de falar. Estou muito chocado.

Caio para trás assim vejo a comporta da nave se abrir e um garoto completamente pelado sair de dentro dela.

— Oi, meu nome é Kon — ele acena, timidamente, mas acho que estamos apavorados demais para dizer qualquer coisa.


Notas Finais


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