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História Meu namorado, é um oni! - Capítulo 3


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Notas do Autor


Glicínias [pt.2]

Capítulo 3 - Cap. 1 - Pag.3; Glicínias.


Fanfic / Fanfiction Meu namorado, é um oni! - Capítulo 3 - Cap. 1 - Pag.3; Glicínias.

Os meninos em grupo levaram pouco tempo para conseguirem chegar onde precisavam -contados por Renjun, foram três minutos, quinze segundos e vinte milésimos de segundo. Os meninos já estavam na pequena vila, todos andavam pela pequena estrada que os levava da entrada para o centro do local; mantinham sempre uma das mãos sob o cabo ou a bainha da espada, o que de fato deixava Renjun um pouco mais seguro já que o garoto não era daqueles que confiava totalmente em si, apesar de ter um cérebro totalmente pensante e grandes habilidades com a espada.

No centro da cidade puderam avistar uma senhora que andava preocupada acompanhando a netinha, se aproximaram da mesma ao que ela parou para comprar algo e a abordaram de forma tranquila.

— Senhora, poderia nos contar sobre o desapego das garotas dessa vila, com mais detalhes? por favor. – Jeno se pronunciou tão suave e calmo que sentiu a tensão da senhora se esvair ao olhar para eles.

A mesma rapidamente começou a detalhar o caso. — Meninas vem sumindo todas as noites aqui nesta vila. Todas menores de quinze e maiores de dez, e importa o que nós façamos, elas sempre acabam desaparecendo assim como a minha segunda netinha. Ela possuía apenas onze anos quando desapareceu a companhia de meu marido. Isso está acontecendo sempre após as onze horas da noite e levam apenas meninas dessas idades, não levam mulheres, garotos ou homens.

O olhar da velha moça havia ficado tão triste após falar sobre a neta, os três garotos sentiram o peso daquele olhar e decidiram que iriam ficar na cidade até o horário onde aconteciam as artrocidades.

[...]

Passaram o dia todo na cidade, sempre estavam a comprar algo ou a conversar com os moradores para saberem tudo sobre o caso e sobre as meninas desaparecidas. Quando menos se deram conta já eram onze e vinte da noite, e eles como bons espadachins resolveram montar um plano: Renjun, o mais novo deles com uma aparência deveras delicada e feminina -a qual escondia um garoto extremamente bravo que não possuía dó daqueles monstros- iria servir como uma isca, para quem fazia aquilo. E então Mark e Jeno o acompanhariam aleatoriamente pela vila, andando "descontraídos" apesar de sempre estarem com as mãos, nos cabos de suas espadas.

Conversavam assuntos fúteis e diversos, e então, onze e quarenta e um, próximo a meia noite Jeno sentiu um cheiro podre de mofo e água velha e junto a eles um cheiro incomun.

— Um oni.. – disse baixo ouvindo os meninos se posicionarem e quando menos esperaram, algo como um buraco negro ou uma espécie de areia movediça colorida em preto, começou a esboçar no chão abaixo de seus pés os puxando.

Antes de Renjun poder gritar por ajuda foi sugado para baixo deixando Mark e Jeno em pânico, com os corações a milhão. Viram algo sair de dentro daquela coisa e se assustaram imediatamente com aquilo, era um oni; a aparência era horrenda, se parecia a uma serpente e tinha a pele esverdeada com resíduos de muco presos na mesma, também de onde saiam seis braços de tamanhos diferentes, uma língua imensa que aparentava ser áspera com um círculo na ponta e um quarteto de olhos, que estavam fixos no centro até olhar fixamente para os dois garotos e sorrir de forma macabra fazendo ambos tremerem. Foi apenas caso de se olharem e logo foram atacados.

Estavam com medo.

Nunca haviam enfrentado algo daquela maneira, algo tão horroroso e nojento, e os dois se preocupavam mais com Renjun que havia desaparecido do que com aquele oni.

Jeno foi jogado ao chão e se protegeu com a espada e a mão livre vendo o oni avançando nele querendo arrancar a cabeça do mesmo, enquanto dizia repetidamente uma palavra "comida", "Então é assim que eles se sentem? esse é o medo que as pessoas sentem ao estarem prestes a ser devoradas? é desse modo que o coração delas bate?" começou a pensar consigo mesmo até ouvir o corte de uma espada e a cabeça do oni "explodindo" acima de si jorrando sangue e pedaços para todos os lados, após o traço de um trovão a percorrer.

— Primeira forma, Rokuren. - pode ouvir a voz de Mark e aproveitando jogou o corpo do oni para o lado limpando o próprio rosto que tinha sangue.

Se sentou no chão e olhou para trás vendo Mark abaixando a espada; o oni já se desmanchava no chão enquanto os pedaços de sua cabeça começavam a sumir juntamente ao corpo que pegava fogo. O menino de madeixas pretas foi erguendo o corpo e depois olhou para jeno com um rosto assustado. Haviam mais dois. Jeno pode ouvir o barulho interno que os onis causavam, e isso incomodava os ouvidos dele, pareciam intestinos repletos de alimento digerindo-o aos poucos, isso o deixava desesperado, com o pensamento "não conseguimos, me perdoe Renjun." mas assim que viu a mão do amigo sair de uma daquelas aberturas se balançando rapidamente criou esperança e, se ergueu na intenção de traze-lo para cima, porém fora lento demais e o amigo foi puxado para dentro de novo.

O sangue do loiro ferveu e o mesmo empunhou a espada a tirando da bainha, correu até os onis e num golpe giratório acabou arrancando a cabeça dos dois, de forma única e veloz, seus olhos se mantinham fechados e era possível, ver uma veia dilatada na lateral de sua testa. — Sexta forma, Uzumomo. - disse calmo e ergueu o corpo mal esperou Mark dizer algo, ou o corpo relaxar e se jogou dentro de uma das aberturas abrindo os olhos dentro do que seria água. A tal água tinha um tom escuro e parecia estar de noite assim como estava na vila, Jeno reconhecia aquele lugar, era um pântano que ficava próximo ao local, antes de tudo pensou "Depois disso vou precisar me lavar." e seu pensamento foi encerrado ao ouvir mais alguém entrando na água e depois disso uma risada bizarra.

Aquele oni que estava ali, parado os observando era algo incrivelmente enorme. Tinha diversos braços, um corpo gordo e mucoso, com diversos braços e aparentava ser gelatinos com olhos repletos de um vermelho sangue com pupilas verdes; segurava Renjun pelos braços com suas enormes mãos. o menino estava estraçalhado, a roupa do quartel general rasgada, seu kimono destroçado e o corpo repleto de cortes e sangue. Parecia ter lutado até agora, e mesmo com a visão turva, o garoto pode ver a cor dos kimonos dos amigos e então começou a chorar.

— Me desculpem.. – pedia já com a garganta sem voz.

— Acharam que poderiam me enganar com algo assim? – a voz grave pronunciou chacoalhando o menino com força o qual gritou de dor. – Vocês se enganaram.


Notas Finais


✧*。٩(ˊᗜˋ*)و✧*。
contagem: 1131 palavras.
.................. 5278 caracteres.


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