História Meu namorado é um zumbi - Capítulo 5


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Categorias Monsta X
Personagens I'M, Min Hyuk
Tags Changhyuk, Monsta X
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Palavras 1.517
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Part. 4: O almoço.


Fanfic / Fanfiction Meu namorado é um zumbi - Capítulo 5 - Part. 4: O almoço.

Changkyun.

Havia algo de errado. Minhyuk estava estranho. Aconteceu algo em um ano. Precisamos conversar urgentemente, mas no fundo, eu sentia medo dessa possível conversa. A vida dele parecia ter mudado muito, e pelo o que tinha acabado de acontecer, ele me apresentando como assistente em vez de namorado, me diz que não foi só a vida profissional dele que havia passado por mudanças.

Suspirei profundamente e tentei me acalmar. Tinha algo que eu precisava me concentrar no momento. Algo muito mais importante do que a talvez possível vida amorosa do meu namorado. Ou agora ex. Mas que merda!

Sendo racional, ele realmente precisava seguir em frente. Afinal, eu morri, certo? O que de fato eu esperava? Que ele me esperasse para sempre? Que se mantivesse fiel a mim mesmo depois de morto? Não, isso seria muito egoísmo. Contudo, ainda sim, doía.

- Seja um pouco mais positivo, hein, Changkyun? Vocês nem conversaram ainda. - disse para mim mesmo.

Balancei a cabeça em uma tentativa de afastar aqueles pensamentos. Tinha que manter o foco. Havia se passado um bom tempo desde a minha última refeição, precisava me alimentar. Mas, Minhyuk pediu para que eu o esperasse... Cavar uma cova e voltar rapidamente não iria dar certo.

Olhei em volta. Eu estava em um necrotério. Era um ótimo lugar para conseguir o meu almoço. O problema era: como eu iria conseguir almoçar sem deixar vestígios que eu abri um crânio e comi o cérebro?

- Queria ter estudado medicina uma hora dessa, que inferno. - reclamei e passei a mão pelos meus cabelos platinados tentando pensar em algo.

Havia os cadáveres nas gavetas. De acordo com as séries, eles ficavam ali depois de ter passado pela autópsia. Eu só precisava achar um corpo que seria cremado. Se eu rachar o crânio, duvido que eles iriam conseguir deixar a cabeça do falecido impecável para um enterro.

- Ok, vamos lá.

Olhei as gavetas e seus nomes. Não dava para saber a causa da morte ou se seriam cremados. Devem estar em uma ficha, mas eu não tinha tempo. Teria que ir na sorte.

Escolhi um nome e abri. Era uma mulher jovem de cabelos longos e negros. Muito bonita. O que será que havia acontecido com ela? O mundo estava mesmo perdido. E eu era só mais uma prova andante meio viva disso.

- Desculpe por isso, ok? - pedi para moça.

Meus instintos zumbi tomaram conta de mim. Meus olhos vermelhos, e as mãos levantadas prontas para agarrar e rachar o crânio da garota morta e pegar minha refeição.

- Mas que merda é essa? - alguém perguntou, dando-me um susto.

Voltei ao meu estado normal e encarei o novo chefe de Minhyuk. Ele parecia surpreso, mas não assustado. Havia a possibilidade dele não ter me visto no modo zumbi total?

- Desculpa... Eu... Fiquei curioso. - engoli em seco e fechei a gaveta.

- O que diabos é você? - perguntou ele, aproximando-se de mim.

- O quê? - retruquei, nervoso e fingindo que não havia entendido o que acabara de perguntar.

- Eu vi seus olhos. O que você é? - perguntou novamente, impaciente.

Droga. Ele tinha me pegado no flagra. Não tinha como inventar uma desculpa. Como poderia explicar de uma forma racional que os meus olhos ficam vermelhos e voltam ao normal segundos depois? Por outro lado, ele podia não acreditar. Afinal, zumbi era pura ficção.

Respirei fundo e o encarei. Ok, eu podia lidar com qualquer reação negativa dele. No máximo ele iria rir da minha cara por inventar algo tão ridículo. Depois, talvez, eu teria que dizer que os meus olhos vermelhos e veias saltando eram um truque de mágica e que eu enganei sua mente.

- Eu sou um zumbi. - respondi.

Ele piscou algumas vezes, e me olhou atentamente, da cabeça aos pés, analisando-me cuidadosamente. Passou a mão no queixo, como se algo o tivesse deixado pensativo. O silêncio se instaurou no local por longos minutos.  

- Faz sentido. - disse ele, por fim.

Era a minha vez de ficar surpreso.

- Espera, o quê? - perguntei, desacreditado.

- Minhyuk disse que eu estava assistindo muitos filmes com zumbi, e ele vem e traz um? - reclamou ele, caminhando até uma pequena mesa. - Senta aí na mesa.

- O quê? - perguntei novamente, confuso. 

O que diabos estava acontecendo ali? 

- Só faça o que mandei! - disse ele, irritado.

Assenti e pulei na mesa vazia, onde ficavam os corpos. Apesar de estar meio morto, aquilo me deu calafrios.

- Não está com medo? - perguntei, observando-o se aproximar com o estetoscópio, ainda pasmo.

- Se fosse para me matar e comer o meu cérebro, você já teria feito isso. - respondeu ele, parando na minha frente. - E eu estou curioso. Você é bem diferente dos zumbi dos filmes.

- Não deveria estar com Minhyuk? - perguntei enquanto ele colocava o aparelho nos ouvidos. 

Desabotei a camisa, um pouco envergonhado, e ele levou o aparelho até o meu coração, escutando atentamente os batimentos. 

- Acabei esquecendo algo e voltei para pegar. - respondeu ele. - Ele é um bom legista, poderá cuidar disso sozinho no local. - acrescentou. 

Fiquei feliz ao ouvir que Minhyuk estava se saindo bem no novo emprego, mas algo me dizia que eu tinha haver com a mudança. Desejei muitas vezes não ter ido naquela festa. Passei noites querendo voltar no tempo e ter subido com Minhyuk para o nosso apartamento. Mas, não podemos mudar o passado. O que passou, passou. E eu odiava isso. Zumbi existiam, mas máquina do tempo não? Meu pau. 

Kihyun colocou o estetoscópio no pescoço e me encarou. 

- Estou impressionado. Uma pessoa normal com esses batimentos estaria na UTI agora. - disse ele. 

- Talvez eu vá parar lá. - falei, desanimado enquanto fechava a minha camisa. 

- Como assim? - perguntou ele, confuso. 

- Minhyuk iria me levar para um médico hoje. - respondi. - Eu contei que sou um zumbi. Disse para ele ouvir meus batimentos, mas ele se recusou. Então, marcou uma consulta. 

- Você está doido? - disparou ele dando um tapa na minha cabeça.

- Ele queria uma prova. - respondi, surpreso com o ato dele e alisei onde ele havia atingindo.

- O cara que ouvisse seu coração e te examinasse com mais cuidado, teria surtado. - disse ele. - Depois dele o hospital inteiro, em seguida a cidade e depois o mundo. 

Eu me escondi durante um ano para aprender mais sobre mim mesmo e saber lidar com aquilo. A primeira coisa que coloquei em mente era nunca deixar que descobrissem que eu era um zumbi. Kihyun tinha razão, seria problemático se eu fosse naquela consulta. Queria tanto que Minhyuk acreditasse em mim, que ficasse comigo, que não pensei muito bem no que aquilo poderia levar e apenas concordei. 

- Eu acho que não pensei muito nas consequências. - falei, arrependido.

Ele suspirou e balançou a cabeça desacreditado.

- Eu não sei se você é burro ou muito apaixonado. - disse ele.

- Apaixonado? - perguntei, e o olhei. 

- Está na cara que você o ama. - respondeu. - Que rolo vocês tem? - perguntou ele, cruzando os braços. 

- Eramos namorados antes disso acontecer. - respondi e dei um sorriso fraco. 

Dizer que o que tínhamos estava no passado, machucava. Fiquei longe por um ano, mas quando o encontrei novamente, era como se eu nunca tivesse ido embora. Mas, infelizmente, tudo havia mudado entre nós. 

- Hm... Que triste para vocês dois. - disse ele sem um pingo de emoção. -  Se você não se importa, eu gostaria de fazer mais exames. 

- Ok... - concordei. -  Mas pra quê?

- Para achar uma cura. Obvio. 

- Cura? - perguntei, em estado de choque.

- Meu Deus, você pensou que iria ficar assim até alguém atirar na sua cabeça e você morrer de vez? 

- É. - respondi.

Foquei tanto em me adaptar a aquela nova vida que nem passou pela minha cabeça que eu poderia voltar a ser humano. 

- Seja mais otimista. - disse Kihyun, dando um tapa leve no meu ombro.

- Acha que isso tem mesmo cura? - perguntei, com expectativa. 

- Claro! Só preciso descobrir.- respondeu ele. -  Eu não acredito que vou impedir o apocalipse zumbi. - disse animado. 

Eu deveria ficar preocupado. Primeiro, ele acreditou muito facilmente que eu era um zumbi. Depois, fez uma pequena comemoração sobre impedir um apocalipse zumbi. Aquele cara era definitivamente maluco. Eu o chamaria de maluco se não tivesse virado um morto-vivo. Mas, ele me ofereceu algo valioso. Um fio de esperança. Poderia não dar certo? Era uma possibilidade. Contudo, iria arriscar. Se existisse uma única chance de voltar a ser humano de novo, eu agarraria com todas as forças. 

- Mas, primeiro... - ele interrompeu meus pensamentos e caminhou até as suas ferramentas. - Cortador de ossos.

- O que vai fazer? - perguntei, intrigado. 

- Você parece com fome, meu amigo. Minhyuk já deve está chegado com o seu almoço. - respondeu ele. 



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