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História Meu Namorado é um Zumbi - Capítulo 13


Escrita por:


Notas do Autor


Mais um hj, pra me redimir ❤️

Capítulo 13 - Twelve



> Boa leitura

Jungkook POV

-- Taehyung...? Você está falando do meio zumbi ?!-- o rosado me encara como se eu fosse um lunático.

-- Eu sei que pode parecer estranho, e talvez louco do seu ponto de vista, mas talvez ele possa ajudar, Jimin!-- dito confiante, afim de tentar convencer o baixinho.

-- Eu não sei não, Jungkook... Entendo que você conviveu com ele nos últimos tempos, mas não sabemos realmente até onde dá 'pra confiar, não sabemos nada sobre esse vírus, não sabemos o que ele pode fazer com Taehyung ou que consequências isso teria para nós também.-- resiste.

Por mais que soasse implicante, Jimin tinha razão, e eu sabia disso.

Por um lado, eu tinha minha plena confiança em Taehyung, acreditava nele, no que dizia, na forma como agia, e sabia que ele, Taehyung, jamais me machucaria.
No entanto, por outro lado, Taehyung não era apenas Taehyung, não era apenas ele e seu cérebro, seus instintos e seus sentimentos. Era ele e um vírus maldito que também tinha força de controle.

Como Jimin disse, não sabíamos o que o vírus poderia fazer com Taehyung, e pensar nisso dava medo.

No final, deveria seguir o coração ou a razão ? Deveria me atentar àquilo que me dizia que tudo ficaria bem, ou àquilo que soava como um alerta em minha mente ?

No final, a verdade era que não havia o por quê de discutir essas questões, simplesmente não havia nenhuma opção. Não agora.

Suspirei cansado, às vezes só queria jogar tudo pelos ares, mas sabia que não deveria fazê-lo.

-- Talvez ele seja nossa única e última chance...-- digo baixo, vendo o rosado pensativo diante de minha fala.-- Não sabemos ao certo onde estamos, para onde podemos ir, ou quanto tempo vamos durar com a comida que temos.

-- Não, Jungkook, isso é lou-

-- Jimin, me escuta.-- peço sério, o interrompendo.-- Precisamos sair dessa, é tudo ou nada, e o nada a gente já tem.

O Park bufa frustrado, passando as mãos pelo rosto e as deixando lá por breves minutos, até me encarar novamente com um semblante derrotado.

-- Está bem, você o conhece e se diz que podemos confiar, vou dar esse voto a ele; mas saiba que ficarei sempre á espreita, no menor deslize, eu não pensarei duas vezes, Jungkook...-- alerta severo e concordo em um aceno, entendia que precisávamos desse "pé atrás", pelo nosso bem.

-- Você verá que ele é alguém... Normal.

O mais velho me olha desconfiado, mas apenas deixa passar, respirando fundo e soltando devagar, como se aquilo o fizesse relaxar, mesmo que ainda parecesse preocupado em suas feições.

-- Como acha que ele poderá nos ajudar ?-- questiona em uma fala lenta, aparentemente mais tranquilo.

-- Na verdade, eu não sei bem.-- digo sincero.-- Desde que essa epidemia começou, eu sempre vi pessoas morrendo ou se tornando mortos vivos, mas nada como Taehyung. Nunca tinha visto alguém que havia suportado o vírus no corpo.

-- Seu amigo é um caso á parte, raro, ou talvez até único... A questão é, o que faz ele ser diferente ? Por que o corpo dele suporta o vírus ? E o principal, será que o método de imunização parcial que ele tem, poderia ser reproduzido em nós também ?-- o de cabelos rosas pontua, pensativo.

Acompanho seu raciocínio, me fazendo as mesmas perguntas e me esforçando para, ao menos, obter alguma resposta.

-- Taehyung disse que quando foi atacado, conseguiu se soltar rapidamente da mordida... Talvez esse possa ser o motivo dele ser diferente, não ? Digo, o impacto do vírus no organismo dele poderia ser menor, devido á quantidade ser menor também.-- explico, me relembrando das palavras do meio zumbi.

-- Não, isso é possível. Me lembro de quando estudei virologia no ensino médio, e os vírus demoram apenas algumas horas desde que encontram uma célula hospedeira, e realizam todo o seu ciclo de reprodução. Isso é muito rápido, se fosse este o caso, em questão de um dia ou até menos, Taehyung já teria sido completamente infectado pelo vírus.-- Jimin explica de forma simples, me fazendo recordar minimamente das aulas de biologia, as quais nunca prestei realmente atenção.

-- Eu não entendo muito sobre isso, e pelo visto Taehyung também não, até porque foi ele quem me disse sobre essa hipótese.-- bufo cansado mais uma vez, sentia minha cabeça começar a doer.-- A única coisa que eu sei, é que assim que ele foi mordido, conseguiu se afastar e se isolar, parece que acabou desmaiando e quando acordou já estava transformado, da mesma forma como é hoje.

Um silêncio se instalou no ambiente, preferi não dizer mais nada, Jimin parecia pensar e eu quase podia ouvir seu cérebro trabalhando e maquinando duramente atrás de uma resposta.

Fechei meus olhos e encostei a cabeça na parede, descansando as pálpebras enquanto repassava na minha mente tudo o que havia acontecido nas últimas horas.

A vida realmente era uma maldita caixinha de surpresas.

-- Talvez... Talvez o organismo dele tenha reagido de uma forma diferente ao ter contato com o vírus.-- o Park balbucia, me fazendo abrir os olhos para o encarar novamente.

-- O quê ?-- questiono confuso.

-- O organismo de Taehyung. Talvez ele não tenha cedido á dominação do vírus, e sim, apenas esteja o aceitando e o expulsando de forma gradual. Ao mesmo tempo que o vírus ataca as células, os anticorpos atacam os vírus, e talvez isso deixe tudo equilibrado, por isso não é completamente zumbi, e nem completamente humano...-- reflete, explicando seu ponto e me fazendo pensar que sim, fazia sentido.-- Ou então, possa estar se adaptando a viver com os organismos invasores no corpo, não sei, é difícil de saber.

Concordei vagamente com a cabeça, ligando as informações.

-- Mas, se isso do balanceamento entre vírus e anticorpos for realmente o que estiver acontecendo, o que explicaria o fato de Taehyung ser o único que conseguiu isso ? E o pior, quanto tempo o organismo dele vai conseguir equilibrar isso ? Vírus são potentes demais...

Olhei para o mais velho, em busca de uma resposta inteligente, porém ele apenas suspirou e fechou a boca ao ver que não tinha como me dar essas respostas tão complexas.

Agora, nós dois procurávamos uma resposta para toda essa questão que envolvia Taehyung e suas peculiaridades. Talvez, ele fosse uma peça chave para todo esse enigma que envolvia o que vinha acontecendo com a humanidade, e isso chegava a ser assustador.

-- Jungkook, precisamos encontrar seu amigo. Não vamos achar as respostas que queremos se ficarmos parados aqui.-- Jimin me desperta de meus pensamentos e o encaro aflito.

-- Eu não sei onde encontrá-lo, não sei como voltar ao galpão... Seria arriscado demais se tentássemos achá-lo.

-- Droga, droga!-- o rosado grunhi irritado, e eu o entendia, o destino parecia estar contra nós.

-- Hyung, calma... A gente vai dar um jeito. Eu não sei se há alguma possibilidade do Taehyung vir atrás de mim, mas... Nós vamos dar um jeito de encontrá-lo, só não adianta quebrar a cabeça agora, estamos cansados, não vai adiantar.

-- Você tem razão, está certo.-- respira devagar, se acalmando.-- O problema é que não temos tanto tempo, Jungkook, precisamos pensar em como achar Taehyung, e também precisamos já ter um plano arquitetado de como sair daqui e encontrar ajuda quando isso acontecer.

Não estava errado, realmente precisávamos pensar em uma forma de sair dali, não era um lugar completamente seguro, e mesmo que fosse, também não teríamos comida por muito tempo.
Mesmo que fosse árduo, tínhamos que driblar o cansaço e ter um segundo, terceiro, ou até um quarto plano para
executar caso qualquer coisa desse errado.

Afinal, sabíamos, estávamos sujeitos á tudo, não havia bom momento, não havia segurança nenhuma. Era o mundo zumbi lá fora e nós aqui dentro, sendo separados apenas um um portão velho caindo os pedaços.

-- Acho que talvez devêssemos encontrar um lugar seguro de verdade, um Forte. Lá poderíamos ficar tranquilos e pensar em como descobrir mais sobre o que ocorre com Taehyung... Seria bom se conseguíssemos levá-lo também, assim poderiam fazer testes para saber realmente o que ele tem e se, talvez, há como produzir um antídoto ou uma cura para tudo isso.-- sugiro.

Tinha consciência de que dentro de cada Forte havia uma ala médica, que possuía desde remédios e enfermaria, até laboratórios para pesquisas, afinal, o mundo estava se acabando, mas ainda precisavam de algo para reverter isso. Sendo assim, a bioquímica e a biomedicina não poderiam parar.

-- É uma ideia boa, Jungkook, porém temos que tomar cuidado com o que vamos fazer, você sabe, as pessoas podem não ver Taehyung da mesma forma que você vê... Eles poderiam querer machucá-lo.-- alerta, e sinto um arrepio estranho atravessar meu corpo.

Não gostava da possibilidade de ver o Kim sofrendo, principalmente porque sabia que ele não era ruim, e que seus sentimentos eram como os de um humano, até porque eu o via assim, como um humano.

-- Eu não tinha pensado nisso... Não quero que Taehyung sofra, nem se essa for a única saída. Ele cuidou tão bem de mim esse tempo todo, e se não fosse por ele, talvez eu sequer estivesse vivo. Eu devo minha vida a ele, então o mínimo que posso fazer, e protegê-lo também com a minha vida.-- deixo as palavras saírem com naturalidade, estava sendo sincero.

Era grato e afeiçoado demais a Taehyung, e isso era algo que jamais poderia negar.

-- Você parece gostar mesmo dele, uh ? O jeito que você fala é... Diferente.-- o menor diz, e o pego me observando de lado, mesmo que as luzes das velas fossem um tanto fracas.

-- Ele me protegeu, apenas sinto que preciso retribuir.-- respondo simplista.

Apesar de não haver qualquer graça em minha fala, reparei quando Jimin me lançou um sorrisinho soprado, balançando a cabeça negativamente e me deixando confuso.

-- Qual é a graça ?

Ele apenas me encarou e deu de ombros, como se não soubesse realmente do eu estava falando.

-- Nenhuma, apenas me deu vontade rir.-- disse e apertei os olhos desconfiado. Ele continuou disfarçando e eu apenas desisti de o entender.

Me encostei novamente na parede ao lado do rosado e voltei a pensar no quão azarado era.
Nunca deveria ter saído daquele galpão sem Taehyung, talvez agora as coisas estivessem diferentes... Ou talvez, isso fosse apenas mais uma das artimanhas do destino, afinal, Jimin estava aqui comigo agora.

No fim das contas, me sentia como uma marionete estúpida do destino, sem saber quais seriam os próximos passos ou os próximo planos. Não sabia como agir, era como se algo maior controlasse tudo, e nada desse certo.

-- Ei, acho melhor você parar de pensar.-- ouço a voz de Jimin me chamando de volta á realidade.

-- É um tanto inevitável, mas eu vou parar um pouco. Acho que vou acabar enlouquecendo...-- resmungo e me jogo com cuidado sobre as pernas esticadas do Park, ganhando uma risada em troca, seguida de um carinho em meus cabelos.

-- Não fique assim, okay ? Vamos conseguir sair dessa, eu prometo.-- dita reconfortante.

-- Obrigado por isso, hyung.

-- Não precisa agradecer, estamos juntos nessa e vamos sair disso juntos, tudo bem ?-- questiona e afirmo com a cabeça.

Passamos mais alguns minutos apenas em silêncio, não era necessário dizer mais nada e precisávamos descansar por ora. Mesmo que interiormente eu sentisse uma sensação estranha de estar sendo observado, mesmo que só estivéssemos Jimin e eu ali.

Encolhi meus pés para mais próximo do tronco, tentando ignorar aquela sensação e também o chão gelado que parecia esquentar gradativa e minimamente com o contato do meu corpo após minutos.

Senti meus olhos arderem e não resisti ao ser tomado pelo breu; naquela noite, tentaria descansar. Precisava.

Continua...

•×•×•×•×•×•×•×•×•×•×•×•×•×•×•×•×•×•×•×•


Notas Finais


Gostaram ?

Beijão, e até o próximo cap.😘❤️❤️


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