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História Meu namorado Yandere - Capítulo 5


Escrita por: BombLove

Notas do Autor


⚠️🚧 Aviso: você está sendo avisado que se for uma pessoa sensível e emotiva, não prossiga com a leitura, na fanfic haverá cenas de... transtornos psicológicos... violência... tortura... e homicídio... por isso aviso com antecedência para não causar um incômodo incoveniente.

• Leia por sua conta e risco!

Capítulo 5 - ;tóxico


Fanfic / Fanfiction Meu namorado Yandere - Capítulo 5 - ;tóxico

Midoriya disse todas as palavras com firmeza. Todoroki por outro lado ficou muito surpreso, era muita coisa ao mesmo tempo, apenas continuou em silêncio. Seu amigo sabia que o bicolor ficaria em choque com a informação, porém, não podia mais ficar calado.
– Espero que você tenha entendido Shou-kun, foi o Bakugou que machucou o Shinsou, imagina do que ele é capaz de fazer com outras pessoas, ou pior, com você e sua família... Desculpa não ter contado antes, eu estava com medo... agora precisamos avisar a polícia o mais rápido possível, você está correndo perigo! – Midoriya termina de falar e Shouto levou suas mãos para a cabeça, tudo aquilo lhe deixou com dores de cabeça.
– Midoriya, estou confuso. Não sei o que pensar agora, essa dor de cabeça está me incomodando. Acho que preciso de um tempo pra pensar. – Realmente era muita informação para o bicolor, queria acreditar em tudo aquilo, mas estava com um pé atrás justamente pela demora do amigo lhe contar, fora que Izuku e todos os outros se afastaram dele sem mais nem menos. E se Izuku estivesse apenas tentando acabar com seu namoro? Shouto não afirmaria e nem negaria naquele momento.
– Vou ir para casa e quando eu estiver melhor eu te ligo. – Disse se virando de costas para o amigo, destrancando a porta e saindo do banheiro.
– Shouto espera aí! – Midoriya tentou impedir o amigo de sair, mas o outro foi mais rápido, lá fora não poderia chamar atenção, então deixou ele ir. O esverdeado estava suando, era muita tensão, decidiu lavar seu rosto na pia antes de ir embora. Enquanto ele estava distraído, um loiro observou que Shouto havia saído e que Deku não, imaginando que o mesmo ainda estaria no banheiro. Essa era a oportunidade perfeita para agir. Ele esperou que o namorado saísse de sua vista e foi até um pequeno extintor de incêndio que tinha na parede pegando-o e entrou no banheiro onde Midoriya estava abaixado lavando o seu rosto, dessa vez, o loiro se aproximou sorrateiramente atrás de Deku e assim que ele se levantou e pôde ver o loiro no reflexo do espelho, se assustou levando um golpe na cabeça com o extintor. Deku sentiu a pancada forte e no mesmo instante apagou caindo com tudo no chão. Bakugou poderia mata-lo agora, mas não queria que ele morresse de uma vez, não, ele estava puto e com ciúmes, Midoriya Izuku pagaria caro por isso. Por que seu ciúmes era como uma praga consumida pelo ódio que não fazia mais nada além de ferir e matar.

Minutos depois.

– NÃOOOO! – Midoriya grita com esperança de alguém ouvir.
Matar e ferir todos que se aproximam de Todoroki, era o dever de Bakugou.
– Aaahhhhh socorro, nã-não Kacchan. – O esverdeado implora, grita por socorro naquela sala escura sendo torturado por Bakugou, mas ninguém o escuta.
– Socorro, socorro, socorro!
– Cala a boca seu nerd de merda, assim você me fode. – Ele amarrou um pano na boca de Izuku, mas não foi o suficiente, ele continua gritando mesmo que abafado e Bakugou emburrado, decidiu dar um basta de uma vez por todas.
Só fazia poucos minutos que entraram na sala dos fundos. Sem delongas ele pegou seu canivete, precisava derramar o sangue dele com urgência. Midoriya encarou com os olhos arregalados.
– Vou tirar o pano devagarinho e você fica quietinho.
– AAAAAAH, ALGUÉM!? – Izuku gritou por socorro ainda mais alto assim que foi tirado o pano da boca dele. Bakugou puto com isso, golpeou em sequência o corpo dele com o canivete.
Ele grita de dor e Bakugou grita ainda mais alto de raiva.
– MORREEE! – Com as mãos tremendo, sorriu vendo o sangue dele espirrar sobre suas roupas e no chão se formando uma poça vermelha de sangue.
– Deku? – Chamou olhando-o, sorriu verificando se o esverdeado já estava morto, em seguida lhe deu um tapa na cara percebendo que ele ainda respirava.
– So-socorro... po-por favor... – Ele pediu baixinho por ajuda enquanto chorava por causa da dor imensurável.
– Anh, não chora Deku. – Consola o menor acariciando a ponta do canivete em seu pescoço. No fundo o loiro sabia que Izuku morreria logo.
– Kacchan... eu amo você... sempre te amei... – Com o tom de voz fraco, sussurrou baixinho a declaração de amor para aquele que sempre amou, embora com seu coração gritando dentro do peito. Manteu os olhos abertos e a boca entreaberta, as lágrimas caíam em seu rosto, e, antes de morrer, pôde notar no loiro um olhar reprimido. Izuku morreu quando seu coração parou de bater.
A escuridão sombria adentrou todos os poros de Bakugou, tornando-o vazio por dentro e a escassez de sentimentos era marcante.
– Nerd... idiota, eu não mereço ser amado por alguém grandioso como você.
Ele foi pego pelos pensamentos do que Midoriya lhe contara, aquilo comoveu-o de certa forma, mas era tarde demais.
– Mas que porra. Por que... você morreu tão rápido... – Sem alternativas, levantou pegando Deku no colo, seu corpo pequeno, frágil e ensanguentado ainda era quente, aquecendo os braços de Bakugou que desceu os degraus da escada em câmera lenta, olhando angustiado para o Midoriya, vindo à tona todas as lembranças da sua infância ao lado dele.
Chegando em frente ao armário do esverdeado, parou abrindo a porta, prestando atenção nos seus objetos típicos de nerds. Deu uma última olhada para o menor, aproximou o rosto no dele, dando um beijo de esquimó igual quando eram crianças.
Sem delongas, colocou o corpo do Midoriya dentro do armário e empurrou a porta com a própria perna. Foi calmo e sereno ao banheiro lavou as mãos, trocou de roupa jogando aquela com sangue fora.
Ele se sentia sujo de sangue, por mais que lavasse as mãos incessantemente, a mancha de sangue de Midoriya permaneceria em suas mãos.
Logo inconscientemente, lágrimas se formaram em seus olhos, escorrendo pelo rosto.
Bakugou começou a duvidar quem ele era de verdade.

No dia seguinte

Todoroki que estava parado ao lado do armário do amigo, quando gritou apavorado ao encontrar Izuku morto a facadas dentro do armário, traumatizado com a cena, precisou de ajuda para se acalmar, o som do seu choro era possível ser escutado por todos os corredores.
A escola não falava em mais nada além do assassinato, todos ficaram assustados e horrorizados, Midoriya era um aluno tão querido por todos.

– Eu não tô acreditando... – Chorou para Bakugou que apenas ficou em silêncio, ouvindo seus prantos.

Depois da aula, Bakugou e Todoroki combinaram de dividir um milk-shake. O loiro não aguentando mais ouvir sobre a morte de Midoriya em todo lugar que ia, decide contar a verdade para o namorado.
– Fui eu.
– Como? – Perguntou novamente.
– Matei o Izuku.
– Como assim...? – Sorriu um pouco sem graça.
– Fui eu que matei aquele nerd... Idiota que estava me difamando para você. – Levantei alterado e Todoroki também se levantou me olhando desesperado.
– Kat... Você não fez isso, CERTO? – Indagou ofegante sem tirar os olhos do dono de par rubis.
– Faço de novo se aparecer outro como ele. – Disse frio sem emoção nenhuma tomando o último restante do milk-shake e jogando o plástico no lixo. Todoroki continuou imóvel encarando-o.
– Vou embora. – Virou de costas caminhando rápido e Bakugou agarrou o braço dele.
– Não, espera...
– ME SOLTA! – Gritou e todos olharam para os dois.
– Estou terminando. Eu nunca mais quero te ver na minha frente outra vez, Bakugou! – Todoroki disse nervoso seguindo seu rumo enquanto o loiro começou a tremer de raiva olhando ele se afastar de seus braços. Automaticamente sentiu medo de perder Shouto... inclinou a cabeça para direita notando a visão do Midoriya cabisbaixo como se tivesse observado a situação.
Depois percebeu as pessoas encarando estranho para ele mesmo.
– O QUE É QUE ESTÃO OLHANDO? – Berrou se retirando rapidamente da praça, não acreditando que Todoroki virou as costas para ele, para o amor deles... Bakugou jurou fazer alguma coisa a respeito.
Foi direto para casa onde arrumou uma mochila com muitas coisas. Dentre elas; sua canivete, facas, machado, alicates, uma tesoura afiada, seringas, cordas, arma de choque, pistola, algemas, correntes, drogas e roupas íntimas, tudo no lugar dos materiais escolares.
Amanhã teria uma surpresa para Shouto, seu eterno amor.

No horário de ir para escola, pegou sem permissão a chave do carro do pai, indo dirigindo para o colégio. Bakugou não tinha habilitação, porém sabia dirigir, ele esperou dentro do carro as três primeiras aulas acabarem, depois seria o intervalo e por fim uma palestra no pátio. Bakugou estava ficando sem paciência de tanto esperar, quando a silhueta de Midoriya apareceu novamente sentado no banco ao lado. Seu olhar era o mesmo, vazio e sem emoção. Bakugou soltou um “tch” ignorando-o.
Finalmente após horas de espera, avistou Shouto sair com seus colegas para o pátio, ele foi ao encontro deles.
– Shou... – Ao se aproximar do bicolor, ele foi esbarrado por Shinsou cobrindo a passagem do loiro como se dissesse; “antes vai ter que passar por cima de mim” ele com certeza passaria por cima.
Mas riu da atitude, só queria estar com Shouto, sem ninguém interrompendo. Mas parece que as pessoas pediam para ser assassinadas.
– Deixa eu passar.
– Não.
– Bakugou, eu disse que não queria mais te ver. –  Informou o Todoroki.
– Shouto, venha comigo agora.
– Não ouviu o que ele disse? – Shinsou encarou o menor.
– Hitoshi seu bastardo... Shouto, agora... – Bakugou insistiu pela última vez, se Todoroki não vier com ele por bem, será por mal.
– Some!
– Tudo bem Shin, deixa... Eu vou com ele. – O bicolor segurou gentilmente a mão de Shinsou para que ele se acalmasse, entretanto, o maior apreensivo apertou a mão do outro, não querendo soltá-lo jamais, estava preocupado com o que aconteceria. Bakugou começa a ficar puto com o que vê, começou a perder o brilho dos olhos, colocando as mãos no bolso para sacar a arma de dentro do bolso e atirar no meio da cabeça de Shinsou, quando percebe Shouto na sua frente e logo seus olhos ganharam brilho novamente.
– Vamos.
– Si-sim, venha pavê.
– Bakugou agarrou o braço do maior correndo para fora, abriu a porta do carro para Shouto que ficou olhando confuso, ele não queria entrar, porém, entrou por obrigação.
– Pra onde vamos?
O loiro ficou em silêncio dando partida no carro.
– Bakugou?
– É Kat, não? - O dono de cabelos loiros lembrou o namorado bicolor que suspirou cansado.
– Vamos fugir para bem longe...
– O que?!
– Só nós dois Shou.
– Pare o carro imediatamente.
– Por que? Nós vamos viver juntos para sempre.
– Eu disse... Para.
– Mas que PORRAA! – Bakugou gritou buzinando, fazendo Todoroki se assustar. Rapidamente pegou um pano molhado com dossiê, inalando no rosto do meio ruivo, deixando-o inconsciente, isso reduziria sua respiração para níveis lentos só por algum tempo até chegar ao destino.

Depois de algum tempo, chegaram em uma pousada abandonada, Bakugou levou Todoroki carregado nas costas para o quarto onde deixou ele descalço e só de bermuda. O mesmo se aplicava a ele, ficou descalço, sem camisa, apenas de bermuda. Logo prendeu os braços de Todoroki em algemas e correntes fixadas na parede.
Abriu a bolsa analisando o que tinha dentro dela, percebendo que o meio ruivo acorda meio sonolento.
– Pavê? – Indo até ele, cutucou levemente o outro.
– Hã... Onde estou?
– Shouto meu amor, você acordou. – Disse corado levando um pedaço do bolo a força para sua boca.
– Ti-tira isso, eu não quero... O que houve com meus braços? Por que estou... PRESO? KAT? – Tentou se soltar mais falhou por estar com o corpo fraco.
– Vai ficar assim até me pedir desculpas e dizer o quanto me ama. – Bakugou sentou com as pernas cruzadas de frente para ele.
– Kat... Você não era assim. – Se debateu com as correntes fazendo barulho.
– Se comporta Shou... Seja um bom menino. – Bakugou sorriu malicioso.
– Tô esperando você falar.
– Não.
– Então vai ficar aí até morrer.
– Pare com isso, enlouqueceu?
– Olha como você fala comigo. Somos almas gêmeas, somos feitos um para o outro, eu te amo... Você me ama. Vai ser assim eternamente.
– Cala a boca Kat e me tira daqui agora!
– Eu disse, que te amo e você me ama Todoroki e vai ser para sempre assim. Não me ignora!
– Kat... – Chamou por Bakugou ofegante e suado.
– Você pode sair daí a hora que quiser amor, desde que faça o que eu mandar.
– Tem que parar com isso.
– Como vou parar se não sei por onde começar? – Levou as mãos no rosto do bicolor e o beijou intensamente na boca.
– Você matou o Midoriya... – Disse entre os beijos.
– Foi meu coração que falou para fazer isso.
– Isso não está certo – Shouto negou os beijos do loiro.
– É certo sim. Estou apenas protegendo nosso amor.
– QUE?
– Não vou deixar que ninguém tire você de mim pavê, se for preciso vou matar qualquer um para nos proteger.
– Eu... Eu...
– Sim?
– Kat... eu vou te amar. Vou te amar mesmo quando tudo o que restar, seja apenas escuridão. – Todoroki disse aquilo com a voz rouca e trêmulo por consequência da droga que o loiro lhe fez inalar.
Bakugou sorriu, imediatamente soltou as algemas e correntes presas nele, ambos se abraçaram por um longo tempo.
– Eu prometo proteger nosso amor custe o que custar pavê. – Bakugou disse confiante, encarando-o calmamente.
– Ah Kat... se eu não te amasse tanto assim. – Shouto por estar enfraquecido, desmaiou nos braços do Katsuki.

Três meses depois.

Katsuki Bakugou estaria internado em uma sala de psiquiatra. A profissional fazia perguntas e o loiro não respondia nenhuma das perguntas, ele nem se quer olha para ela.
A mulher então entrega um diário para ele escrever o que vier a sua cabeça. Durante horas dentro da sala, ele escreveu incontáveis vezes que ama Shouto Todoroki, seu falecido namorado.
Este que foi morto sufocado pelo próprio Katsuki.
As evidências dos exames, atestam que o jovem foi asfixiado por um travesseiro, Katsuki intermedia, dizendo que foi por amor.
– Se ele não ficar comigo, não vai ficar com mais ninguém.
Foi tudo o que Bakugou disse depois de perguntarmos porque matou o namorado.
– Agora ele vai estar só comigo para sempre. Somos apenas nós dois, o mundo é todo nosso.
Virou para o lado, observando a visão de Shouto consigo.


Notas Finais


Yaya, bombinhas

Não fiquem chateados por acabar assim, embora seja inevitável por causa do final.
O fato é que 'não se pode esperar um final feliz de uma estória de terror', não é?
Bem-vindos ao mundo surtado desse moranngo.
Quero deixar claro que amo todobaku, amo bakudeku de coração, geralmente prefiro o trisal todobakudeku do que dar ênfase em triângulo amoroso. No entanto, eu queria propor um drama sanguinário onde a tragédia abala todos os personagens. Tentei dar vida aos sentimentos de cada participante, não somente focar em todobaku. Espero ter conseguido um pouquinho.
Respondendo as perguntas que vieram no meu pv sobre os casais... Em circunstâncias normais, Shouto continuaria com Katsuki, Shinsou descobria o amor com Midoriya. Assim como também poderia ajustar correspondendo os sentimentos dos personagens, formando os casais TodoShin, BakuDeku em outra vida paralela pela energia kármica - gosto de explorar vidas paralelas especialmente em minhas fanfics, isso me dá a liberdade de pensar em outras imagináveis possibilidades.
No mais, agradeço por acompanhar essa fic! Desculpa se chateou alguém, se servir de consolo, tenho outras fanfics de romance e comédia, dêem uma olhada!

Não façam isso em casa/na escola/ não incentivo e nem prático esse ato/a fic não é real.


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