História Meu (não) Chefe - Capítulo 28


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Categorias As Crônicas de Bane, Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Magnus Bane
Tags Alexander Lightwood, Clace, Magnus Bane, Malec, Romance Gay, Sizzy, Yaoi
Visualizações 402
Palavras 2.037
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei!!
Foi mal, mudei de escola e estou me adaptando...


Vou postar em dois pq se não ia ficar um muito longo.

O que estiver itálico (acho q é isso, a letra caída para o lado) é uma cena do passado, uma lembrança

Enfim, boa leitura.

Capítulo 28 - Pode perguntar o que quiser saber


Já estava quase de madrugada, mas Alec havia dormido a tarde na casa no Jace e estava sem sono.

Estava sentado na cama do Magnus com o notebook dele no colo enquanto pesquisava apartamentos. Era bem mais complicado do que ele imaginou.

Magnus dormia atrás do Alec, mas em algum momento se sentou e o abraçou. Puxou Alec para encostar as costas em seu peito nu e fechou o notebook.

- Já chega, meu anjo. Você não precisa ter tanta pressa. - Afagou os cabelos negros entre os dedos.

- Não estou com pressa. Eu só não estou com sono.

- Está tentando se distrair? - Alec confirmou com um "huhum" e se encostou um pouco mais sobre o peito do Magnus. - Ficar assim comigo ajuda?

- Muito. - Respondeu sorrindo. - Preciso de colo. Definitivamente preciso. E de muito carinho, atenção e cuidados...

- Que folgado. Quer que eu te dê comida na boca também? - Perguntou fingindo uma indignação.

- Mas é claro.

Magnus riu.

- Bom, eu disse que ia cuidar de você. Mesmo que isso seja pura manha, acho que posso te mimar um pouquinho enquanto você ficar aqui.

Magnus sentiu o corpo do mais novo tremer quando ele riu.

Ficaram ali abraçados por um tempo, até que Alec quebrou o silêncio.

- E eu? - Perguntou se virando para encarar Magnus nos olhos. - Quando eu posso mimar e cuidar de você?

Magnus pareceu confuso com a pergunta.

- É que eu estava pensando. Às vezes parece que você não precisa de ninguém quando você não está bem, mas eu sei que é só o que você quer que pensem... - Alec suspirou. Era melhor explicar. - Desculpa, eu acho que isso foi meio errado, mas depois que a minha mãe pegou a gente no meu quarto eu voltei para a sala e você demorou.

- Sim. Ela discutiu um pouco comigo e eu também demorei para parecer apresentável. Mas o que tem de errado?

- Quando eu desci fiquei conversando com a Catarina. Enchi ela de perguntas sobre você. Nada sério. Ela me contou algumas histórias constrangedoras suas. - Contou casualmente. - Juro que foi só porque você é meu assunto favorito. - Admitiu sem jeito. - Mas confirmei uma coisa que eu achava sobre você.

- Tudo bem, meu amor. Não vou ficar bravo por isso. - Disse num tom que o incentivava a prosseguir.

- Ela me contou uma coisa que me fez pensar um pouco. - Continuou ainda hesitante. - Ela me contou de uma conversa que vocês tiveram bêbados há algum tempo. Ela disse que você bebe quando está sensível e não quer ficar triste. Basicamente, ela disse que perguntou quando você se deixaria se envolver com alguém de verdade e sua resposta foi algo referente a não querer decepcionar ninguém. Você disse que, como vendedor, coisa que você era na época, você convencia as pessoas de que o pior dos produtos era na verdade o melhor a se adquirir, mas não podia fazer isso na vida. Não podia deixar alguém se aproximar e depois descobrir que fez um péssimo negócio aceitando seu coração. Não podia entregá-lo a ninguém por que ninguém iria querer ou merecer apenas os pedaços maltratados e isso é tudo o o que você tem a oferecer...

- Bom. Eu bêbado definitivamente sou péssimo com analogias. - Comentou tentando soar indiferente, mas ao ver o pedido silencioso no olhar de Alec suspirou e se rendeu. - Pode começar então. Pode perguntar o que quiser saber.

- Não quero que se force a nada, ma...

- Mas eu prometi. - Interrompeu. -E você quer saber o que está "quebrado" dentro de mim. Eu quero me forçar a isso. Você vale o esforço.

Alec conseguiu sorrir e deu um selinho no  namorado em seguida.

- Tem tanta coisa... Eu quero muito saber sobre você e minha mãe, mas acho melhor começar do começo. - Suspirou. - Você foi abandonado pela sua mãe, né? - Perguntou incerto.

- Fui sim, mas não do jeito que você pensa. Ah, e envolvimento com a sua mãe começa por aí. Ela era a melhor amiga da minha mãe quando eu era criança. Mas como eu disse, minha mãe não me abandonou exatamente. Ela... - Fez uma pausa. Suspirou e disse com o tom mais indiferente que foi capaz: - Ela se matou.

Magnus estava encolhido em uma cadeira na recepção do hospital. Estava cansado, com sono e não sabia o que estava acontecendo.

 

Há umas horas atrás, quando estava em casa, ouviu seu pai pedir umas quatro vezes para Lilith, sua mãe, levar cerveja para ele e seu amigo, mas ela não saia do quarto.

Lilith havia ordenado que Magnus não saísse do quanto de jeito nenhum quando o pai recebesse amigos e o garoto obedecia, mas ele ficaria furioso com a demora e Magnus achou melhor levar a cerveja.

Foi até a geladeira e precisou de uma cadeira para alcançar o freezer, era tão baixinho aos oito anos.

Pegou quantas latas conseguiu e levou para a sala. Pareceriam o suficiente, já que era apenas um homem.

- Como eu nunca conheci seu filho? - O homem perguntara olhando para Magnus. Se aproximou e Magnus tapou o nariz pelo cheiro ruim de cigarro e cerveja.

- Gostou? - Asmodeus perguntou ignorando o olhar desesperado de Magnus para ele quando o cara se aproximou dele.

- Muito. Posso... Brincar um pouquinho com ele?

- Claro. - Asmodeus se aproximou. Magnus estava com medo, mas tentou parecer forte. - Pode fazer o que quiser. Nunca vou entender essa sua fixação por crianças, ainda mais garotos. - Deu de ombros. - Mas você, por ser meu amigo, pode levar meu filho um pouquinho... Principalmente se lembrar como estou sendo gentil quando você checar minha dívida no seu bar.

O homem riu e Magnus quis muito começar a chorar, mas apenas se manteve os observando pouco certo do que estava acontecendo.

- Esqueço sua dívida rapidinho. O que acha, garoto? - Perguntou a Magnus. - Você vai ajudar seu pai a me pagar, uh? - Disse e estendeu a mão para Magnus.

Magnus, sem saber o que fazer cravou os dentes ali com toda a força que seu maxilar possuía. O cara gritou e ele ocorreu para o quarto da mãe.

Aquele cara era assustador.

Mas quando entrou no quarto de sua mãe ela estava caída no chão, haviam comprimidos pelo mesmo e ela estava inconsciente.

Todo o resto passou como um flash na mente do garoto. Ele se lembrava do pai carregando-a e da vizinha, Maryse, a levando ao hospital em seu carro. Não fazia ideia do que acontecera ao amigo do pai.

E agora ele estava lá, sentado sozinho, esperando sem saber direito o que estava acontecendo.

Em algum momento Maryse se sentou ao seu lado.

- É Maryese, né? - Perguntou baixinho.

- Maryse. - Respondeu sem olhá-lo.

- Você sabe como está minha mãe?

- Não.

- Mas você é grande. Não deveria saber? - Afinal, adultos sabiam de tudo, não?

- Eu tenho cara de enfermeira? - Respondeu seca.

- Não. Tem cara de bruxa. Mas a mamãe disse que é errado julgar as pessoas pela cara delas.

Maryse tinha um olhar assustador quando o encarou. Magnus se afastou um pouquinho.

- Quer saber? Sua mãe está cansada de você, do seu pai e de todo o resto. Vocês tiram a alegria de viver dela e eu a entendo, com a minha família não é diferente. Sé não tenho paciência para eles, imagina para você, molequinho irritante.
 

- Magnus... Eu sinto muito. - Alec se xingou mentalmente por não ter nada melhor para dizer sobre o suicídio da mãe dele.

- Não se preocupa, já faz tempo. Não me afeta mais.

- É claro que afeta. É óbvio que afeta. E você não sabe mentir.

Magnus riu e se levantou da cama.

- Na realidade faço isso muito bem. - Ficou de costas para o Alec enquanto enchia um copo com uma bebida que estava na cômoda.

- Não para mim. Eu sempre sei quando você está mentindo. Você sempre faz isso. - Apontou para ele.

- Isso o quê? - Franziu o senho e o encarou antes de levar o copo até a boca.

- Não olha para mim. Faz isso desde que fingia não gostar de mim.

Magnus revirou os olhos.

- Tanto faz. Enfim. - Se sentou na ponta da cama. - Naquele dia, minha mãe ficou a noite inteira no hospital por causa dos remédios que tomou. Eu não queria voltar para casa com meu pai de jeito nenhum. - Magnus se lembrava de ter se escondido pelos corredores do hospital e minutos depois ser encontrado por Robert e Maryse, os pais do Alec. Lembrava de ter implorado para não ter que voltar para a casa com o pai e pedir desculpa para Maryse, jurando que ela não era uma bruxa. Maryse não era uma pessoa boa, mas também não era um monstro, ela disse que ele podia dormir na casa dela já que ele estava irredutível, chorando e implorando para não ficar sozinho em casa com o pai.

- Por que não?

- Eu tinha medo dele e dos amigos dele. Sua mãe não era exatamente gentil comigo, mas me levou para dormir na sua casa.

 

Magnus ouviu um som assustador e irritante o despertando. Ao abrir os olhos se viu numa sala de estar pequena deitado em um sofá. Se assustou já que sua última lembrança era estar deitado no banco de trás do carro dos Lightwood.

O barulho continuava, parecia uma criança chorando.

Magnus passou um tempo encolhido no canto do sofá. Era uma casa desconhecida, estranha e assustadora.

Porém por fim criou coragem e se pôs a seguir o som.

Chegou a um corredor onde haviam duas portas. O som do choro vinha de uma delas e junto a ele uma discussão.

Abriu lentamente e notou que Maryse estava lá na frete de uma criança chorando na cama.

- Você só tem um ano, Alexander. Tem que gritar tanto? Deus.

Magnus imaginou que Maryse fosse louca. Estava discutindo com alguém que não falava.

O garotinho berrava e Magnus sentiu pena. Mas ele pegou algum brinquedo na cama e jogou na mãe. Riu ao acertá-la e Magnus o acompanhou.

- Eu preciso dormir, droga! - Berrou e o garotinho voltou a chorar. - O inútil do seu pai nunca me ajuda! Vou perder o dia de amanhã resolvendo problemas daquele garotinho irritante que no momento está babando no meu sofá. Enterro da mãe dele. Além de enfiá-lo num orfanato já que nem o pai dele o quer. Eu deveria te largar em um também. Melhor do que ouvir o insuportável do seu pai me dizendo que não estou normal, que estou com depressão pós parto e blábláblá. Argh. - Ela se sentou em uma cadeira qualquer. - Eu só preciso de paz...

 

- Minha mãe não morreu de overdose. - Prosseguiu. - Ela se enforcou com lençóis no hospital. Meu pai não quis ficar comigo, o que foi ótimo. Fui morar num orfanato e eu odiava tudo lá. Porém, foi lá que conheci uma moreninha irritante que parecia ter prazer em me xingar. - Magnus esboçou um sorriso. - Catarina. Eu tinha oito anos e ela doze, mas não demorou para a gente se aproximar. Eu era marrento, fechado e grosso com todo mundo, alguns me ignoravam outros respeitavam meu espaço e Catarina me enfrentava. Desde sempre mandando eu parar de ser infantil, mesmo que eu fosse mesmo uma criança.

- Nossa. Eu sabia que eram amigos há muito tempo, mas não tanto.

- Por isso não imagino minha vida sem ela.

- Mas eu não entendi. Ainda não faz sentido minha mãe não gostar de você.

- Nunca nos demos bem mesmo. Ela era ruim comigo e eu a provocava quando podia. Eu a culpava porque ela sabia que minha mãe não estava bem e sabia que eu estava sofrendo e não fez nada, mas... - Magnus hesitou. Ponderando contar ou não. - Bom, a razão real para ela não gostar de mim tem haver com... Com seu pai.

















 



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