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História Meu (não) Querido Irmão - Incesto Yeonjun (TXT) - Capítulo 24


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Capítulo 24 - Paixonite boba



Naquela hora senti meu peito queimar, como se meu coração tivesse se partindo aos poucos, e logo minha respiração ficou ofegante. Eu jurava que o chão estava caindo sobre meus pés. Aquela frase me atingiu como uma espada.


— Você entendeu? Morre, desaparece — me soltou e subiu as escadas sem mais nem menos. 


— Ya! Seu covarde! Se você quer me ver morta venha aqui e me mate, hã?! — gritei com a voz trêmula. Lágrimas escorriam pelas minhas bochechas enquanto eu encarava o topo da escada. Minha visão se embaçou e me sentei no chão. Meu peito ia se contorcendo cada vez mais, e eu não sabia o que fazer.


Minhas lágrimas molhavam o chão de madeira, arranhava o chão, agoniada. Oh paizinho me perdoe por tudo que fiz, por favor, tá doendo.


Depois de alguns raciocinando sobre tudo que estava acontecendo, sequei minhas lágrimas e funguei o nariz, me levantando. Olhei pra escada por um tempo antes de subir lentamente. Ele me dá tanto ódio e rancor, mas eu não consigo parar de amá-lo. 


Tranquei a porta assim que entrei no meu quarto, e apoiei minhas costas na porta, mais uma vez fungando o nariz. Eu tenho que me recuperar e entender que não dá e não pode. Só tenho que continuar as coisas normalmente, sem nenhuma paixonite boba por irmão.


Entrei no banheiro e me despi, entrando debaixo do chuveiro. Com a água gelada acordei, engolindo seco. Vai ficar tudo bem, eu vou ficar bem.


[...]


A última música da playlist acabou, e fechei o livro que estava lendo. Nessas últimas horas eu tentei ocupar minha cabeça e esquecer um pouco do mundo. Desci meus pés da cama e caminhei até as escadas, e no meio delas, vi Yeonjun de costas, na frente da pia da cozinha. Suspirei fundo. Seria fácil, era apenas ignorá-lo e beber a água, apenas.


Em passos silenciosos fui até a geladeira, abrindo-a em seguida. Assim que notou o barulho, ele se virou pra mim, apoiando as mãos na pia. 


— S/n? — me chamou enquanto eu colocava água em um copo. Ignorei-o. — Você não vai me responder? — bebi um gole da água, sem falar nada. Ele passou a língua sobre a bochecha. 


— Você acha mesmo que eu quero ou tenho que falar alguma coisa, Yeonjun? — guardei a garrafa. O encarei intacto por alguns segundos mas logo dei de costas.


—  Ei, idiota — puxou a gola da minha camisa por trás. — Olha, eu não falei aquilo sério ok? Não me leve a mal — fiquei quieta, apenas fitando o chão. — Eu não tava pensando direto, tá legal? — Suspirou por meu silêncio novamente e me virou pela cintura, me fazendo ficar de frente para o mesmo. Naquele momento senti minha barriga inflar de borboletas, assim como todas as outras vezes que eu o olhava nos olhos.


A verdade é que o amava muito, e sim, o amava como homem, ele me fazia ter sentimentos que nunca tive com ninguém, mesmo realmente querendo. É errado e eu estou consciente disso, mas nada me faz mais feliz do que imaginar nossos corpos colando e o seu sorriso. 


Pude sentir sua mão deslizar sobre meu rosto, aquilo era tão aconchegante que eu poderia viver a minha vida toda só daquilo. Ele também queria, e desta vez pude ver isso em seus olhos, que rodeavam minha boca. 


— Eu não quero que você morra, S/n... a verdade é que eu não vivo sem você sua idiota — demos um sorriso bobo sem nem saber o motivo. 


Paizinho, você que me perdoe, mas eu só queria ser feliz uma vez, porra. Eu só queria me sentir viva e completa. Desta vez eu estava no controle. 


Puxei sua nuca lentamente e encontrei nossos lábios, sem arrependimentos ou dúvidas. Aquilo daria muito errado depois, mas quem liga para o depois?  


Suas mãos levemente me puxaram para perto, finalmente juntando nossos corpos, assim como eu imaginava. Desta vez as borboletas não ficaram apenas na barriga como também em todo o corpo. Eu estava me sentindo bem e feliz! Isso era incrível.


Seus lábios eram macios e tinham gosto de cereja. Devia ser do gloss que ele costumava passar. O beijo era calmo, mesmo meu coração estando a mil. 


Nos separamos e colamos nossas testas, de olhos fechados. Aquilo era surreal de tão bom. Segurei seus ombros e afastei-o. O que acontecia era que eu o amava mais que tudo, e que aquilo me fazia feliz, muito feliz, mas eu não podia alimentar o sentimento que tinha por ele, porque além de tudo, somos do mesmo sangue.


— O que houve? — me perguntou franzindo as sobrancelhas. Eu apenas queria falar tudo o que sentia e o que fazia sentido pra mim, mas estava sem coragem, então tudo que fiz foi passar a mão em sua bochecha e subir rápido as escadas. — Ya! S/n! — pude ouvir sua voz me gritar, mas tentei deixar pra lá.


Me tranquei novamente no quarto, me jogando na cama e encarando o teto. Eu só não queria me acostumar e me apegar a isso sabendo que não poderíamos ficar juntos. Depois de alguns segundos pude ouvir batidas na porta:


— S/n, abre aqui vai! Vamos conversar, eu preciso e sei que também precisa, hã? — sua voz era abafada por conta da porta, apesar de estar gritando. Eu só quero evitar me machucar mais. — Tudo bem, conversamos depois... S/n... — ouvi seus passos se afastando. Eu queria muito abrir aquela porta e sentir aquela sensação boa de novo, mas eu realmente não posso me acostumar com isso. 


Eu só tinha que ocupar minha cabeça com outra coisa, então depois de um bom tempo deitada, me levantei, vesti um casaco, calcei um sapato e passei pelos corredores em silêncio, com medo de Yeonjun estar por ali. Aparentemente estava em seu quarto então consegui sair sem que percebesse.


Já estava anoitecendo, e pessoas andavam pelas ruas. Pude ver alguma estrelas aparecendo no céu. Caminhei com minhas mãos no bolso do meu casaco, reparando em cada detalhe da cidade. 


Depois de um tempo andando, cheguei numa ponte, onde casais ficavam juntos, aliás, muitos casais. Hoje é dia dos namorados e eu não sei? Me apoiei na barra, observando as poucas estrelas no céu já totalmente escuro.


Diante de todas as pessoas que estavam ali, um casaco familiar amarelo se destacou entre todos. Seu olhar sendo iluminado pelo brilho da lua cheia. Era o Yeonjun.


Não acredito que ele está aqui... e agora? Eu converso com ele ou não? 


Notas Finais


🌕🌉


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