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História Meu Noivo De Mentirinha - Capítulo 16


Escrita por:


Notas do Autor


OIIIIIIII PESSOAS!!!!

Como estão? Estão cuidando bem da saúde? Lavando bem as mãos? Evitando entrar em contato com velhinhos?

Estão surtando com a quarentena? Ou com muito tédio?

Bem, se estavam no tédio, nada temam! Morahye veio com um capítulo gostosinho para entreter vocês!

Vou aproveitar agora que eu não tenho nada para fazer e vou tentar escrever capítulos mais seguidos.

Enfim, não vou enrolar muito pq sei que vocês querem ler.

Então, sem mais delongas, boa leitura!

Capítulo 16 - Você tem que se cuidar melhor Jimin


Fanfic / Fanfiction Meu Noivo De Mentirinha - Capítulo 16 - Você tem que se cuidar melhor Jimin

Saio do banheiro secando o meu cabelo distraidamente, já pronto para mais um dia de trabalho, quando, ao me virar para pegar uma colônia no guarda-roupa, avisto o Park parado igual a uma estátua na frente do guarda-roupa, vestido apenas com uma camiseta branca e uma cueca samba canção quadriculada azul.

 

 

 

– Jimin, por que você está parado na frente do guarda-roupa? – Perguntei.

 

 

 

O Park desviou o olhar do roupeiro e me encarou com um bico nos lábios.

 

 

 

– Eu não sei o que vestir. – Admitiu choramingando.

 

 

 

– Ué, põem uma blusa e uma calça de moletom e já eras, cê pratica dança, não precisa se emperiquitar todo pra isso. – Falei displicente.

 

 

 

O loiro olhou-me como se eu tivesse dito um absurdo. – Você tá maluco?! – Berrou incrédulo. – Eu não posso chegar no meu local de trabalho parecendo que estou de pijama, tenho que estar bem apresentado! – Disse como se aquilo fosse óbvio.

 

 

 

O olhei com tédio. Qual é o problema de usar uma calça moletom para ir para a academia? Ele iria trocar de roupa de qualquer jeito!

 

 

 

– Então põem aquela sua calça skinny azul rasgada no joelho com aquela jaqueta preta de couro cheia de zíper que você tem. – Sugeri.

 

 

 

– Aquela calça fica muito justa nas minhas cochas Jungkook, eu tô gordo demais para colocar ela. – Comentou frustrado.

 

 

 

Revirei os olhos. – Quanto você acha que pesa? – Indaguei.

 

 

 

Porque não, fala sério! Tá que eu zouo ele dizendo que o mesmo está gordo, mas até eu admito que ele não está! Tipo, o que o Jimin tem são umas cochas bem grandes e musculosas porque tipo, ele faz dança, então faz sentido que ele tenha as pernas musculosas. Mas isso não significa que ele esteja gordo.

 

 

 

– Não faço ideia e tenho até medo de descobrir! – Exclamou.

 

 

 

Revirei os olhos novamente por causa da nóia que ele tinha com o peso e corpo dele. Sinceramente, às vezes eu sinto vontade de dar um espelho pra ele e apontar todas as partes bonitas dele pra ele ver que sua aparência é ótima, porque sério, gente bonita que fica dizendo que é feia e apontando um monte de defeito em si mesmo que não existe, me da raiva. Ok, ok, eu sei que essa gente tem sérios problemas de auto-estima e que não é culpa delas, mas porra! A beleza é relativa. Eu sei que pode soar muito clichê isso o que eu vou dizer agora, mas a beleza está nos olhos de quem vê. O que uma pessoa acha bonito, outra pode achar feio. Então não tem pra quê ficar encucando com isso.

 

 

 

– Ai Jimin, seu corpo é ótimo, para de frescura e veste alguma coisa logo antes que a gente se atrase. – Resmunguei impaciente.

 

 

 

Peguei a colônia no armário, passei e peguei o resto das minhas coisas, logo saindo do quarto e deixando o baixinho sozinho com sua indecisão para trás. Deixei minhas coisas na sala e fui para a cozinha para fazer o café da manhã. Coloquei uma água para ferver para poder fazer o café e torradas na torradeira, hoje estávamos atrasados, então não teria tempo de fazer algo muito elaborado.

 

 

 

Assim que as torradas ficaram prontas, eu coloquei geléia nelas e coloquei os pratos na mesa, isso deu tempo suficiente para que a chaleira com água apitasse e eu pudesse tirá-la do forno para finalmente passar o café. Assim que termino, ao me virar, encontro Jimin entrando na cozinha com os cabelos úmidos indicando que ele havia a recém saído do banho e que já estava pronto para mais um dia de trabalho. E adivinhem? Ele estava arrumado exatamente com a roupa que eu sugeri para ele.

 

 

 

– Ué, não foi você que disse que não entrava mais nessa calça? – Debochei.

 

 

 

– Eu tive que me espremer todo para entrar dentro dela, mas serviu. – Deu de ombros e sentou-se na mesa.

 

Ri e balancei a cabeça negativamente, servindo uma xícara de café para o mesmo e outra para mim. Sentei-me a mesa.

 

 

 

– Eu estava pensando em ir hoje lá na minha mãe, buscar aquelas revistas de casamento, pra gente já ir fingindo que está planejando ele, e tal. – Jimin se pronunciou bebericando o seu café.

 

 

 

– Boa ideia. – Falei ainda mastigando. Engoli a comida. – Falando nisso, temos que fazer minha mãe acreditar o quanto antes, não quero ter que chegar ao ponto de ter que me casar de verdade com você. – Comentei sentindo um calafrio na minha espinha só de imaginar aquilo acontecendo.

 

 

 

Seria muito irônico eu inventar todo um plano para não me casar, e no final acabar realmente casando.

 

 

 

Jimin riu. – Se isso tivesse que acontecer, significaria que sua mãe não acreditou em você, e se ela não acreditar em você e a gente tiver que casar eu vou rir da sua cara e em vez de dizer “sim”, eu vou falar “bem feito, eu te avisei”. – Falou rindo da minha cara.

 

 

 

Fechei a cara. Park Jimin era um demônio.

 

 

 

====///====

 

 

 

– Eai, já marcou a data? – Yugyeom indagou ao meu lado, ajustando sua câmera em um ângulo diferente na frente do rosto.

 

 

 

Estávamos no meio de uma sessão de fotos. Kunpimook e Lalisa estavam posando juntos para uma revista Tailandesa que tinha filial aqui na Coréia.

 

 

 

– Ai cara, recém hoje que o Jimin vai ir pegar umas revistas de casamento pra gente começar a planejar. Sabe como é, sem tempo irmão. – Inventei sem ao menos desviar o olhar da câmera.

 

 

 

– Sei sim amigo, eu ando com tanto trabalho que às vezes não tenho nem tempo pra comer!  – Desabafou. Eu o entendia, a vida do assalariado era difícil. – Mas vem cá, por que cê não pede uns dias de folga pra Sra. Min? Vai que ela libera, já que é para planejar seu casamento e tal, ela tá feliz por você, acho que ela deixaria. – Sugeriu.

 

 

 

Eu juro que até cheguei a ponderar essa ideia, só que não seria justo, já que eu não pretendo me casar de fato.

 

 

 

– Acho melhor não, eu preciso de dinheiro para pagar um casamento sabe.

 

 

 

Yug deu de ombros. – Bem, você que sabe. – Encerrou o assunto.

 

 

 

====///====

 

 

 

Pov’s Park Jimin

 

 

 

– Jimin? O que está fazendo aqui querido? Não devia estar no trabalho? – Minha mãe me perguntou confusa assim que abriu a porta e se deparou comigo.

 

 

 

E bem, não é para menos a confusão dela, já que eu realmente deveria estar no trabalho. Entretanto, eu havia pegado a minha hora do almoço para ir para a casa dela, pegar as revistas de casamento.

 

 

 

– Bem sim, só que eu estou na hora do almoço, então decidi vir te ver e pedir um favor para você. – Respondi sorrindo.

 

 

 

Minha mãe me olhou um pouco desconfiada.

 

 

 

– Certo... Entra. – Deu passagem para que eu entrasse na casa. Assim o fiz. – Já comeu querido? – Perguntou.

 

 

 

– Já sim. – Menti, eu não havia almoçado e nem queria. Acho que preciso perder uns quilinhos...

 

 

 

– Hum, e o que você precisa? – Perguntou indo direto ao ponto.

 

 

 

– Você tem aquelas revistas de casamento, não tem? – Indaguei só para confirmar.

 

 

 

Ao ouvir isso, a expressão da minha mãe se iluminou e ela abriu um sorriso enorme, provavelmente já imaginando o que eu queria.

 

 

 

– Tenho sim! Guardei todas desde o seu último noivado! – Ela sorriu empolgada.

 

 

 

Sorri um pouco triste ao me lembrar de Nayo, mas logo tratei de não pensar nisso.

 

 

 

– Você pode me emprestar? Eu e Kookie vamos começar a planejar o casamento e precisamos de inspiração. – Pedi inventando a mentira.

 

 

 

Minha mãe sorriu ainda mais largamente, seus olhos praticamente se fechando, do mesmo jeito que acontecia quando eu sorria.

 

 

 

– Claro! Vou ir procurá-las, fique ai que eu já volto. – Anunciou e foi provavelmente para o seu quarto. Alguns minutos depois a mais velha retorna com uma pilha de revistas na mão. – Aqui está bebê, se você precisar de qualquer ajuda, não hesite em me pedir! – Ela entregou-me as revistas.

 

 

 

– Obrigado mãe. – Sorri para a mais velha. – Bem, agora eu tenho que ir, ainda tenho que trabalhar, até mais mamãe.

 

 

 

– Até mais meu filho, se cuida. – Ela me deu um beijo na testa e nos despedimos.

 

 

 

Fui novamente para o meu carro – já que hoje eu e Jungkook havíamos ido cada um com o seu carro por estarmos atrasados – e coloquei as revistas no banco de trás, logo me sentando no banco da frente para voltar ao meu trabalho.

 

 

 

====///====

 

Pov’s Jeon Jungkook

 

 

 

Estava editando as fotos em meu computador, quando escuto o meu celular tocar. Pego o mesmo e vejo o nome do Hoseok hyung brilhar na tela. Atendo.

 

 

 

– Oi hyun-

 

 

 

– Jungkook! – Hoseok berra um tanto desesperado do outro lado da linha, me interrompendo. Preocupei-me, acho que alguma coisa séria aconteceu. – Jungkook, é o Jimin, ele desmaiou! Já faz vinte minutos que ele está desacordado, estou levando ele para o hospital! – Falou exasperado.

 

 

 

Meus olhos se arregalaram e meu coração disparou. – O que?! – Gritei esbaforido. – Como assim? O que aconteceu? – Perguntei preocupado.

 

 

 

– Eu não sei, estávamos no meio de uma aula, ele estava mostrando os passos, quando de repente parou branco que nem papel e disse que se sentia tonto. Primeiro eu pensei que fosse por ter girado demais, mas então ele desmaiou. – Falou tudo rapidamente, ele estava visivelmente preocupado.

 

 

 

Meu coração falhou uma batida. – Pra qual hospital o está levando? – Perguntei já me levantando e começando a arrumar minhas coisas.

 

 

 

Dane-se se eu estava cheio de trabalho para fazer, a saúde do Jimin é mais importante, depois eu me resolvo com minha chefe.

 

 

 

– O que fica a uns vinte minutos da Academia. – Respondeu.

 

 

 

– Okay, estou indo para ai. – Anunciei e encerrei a chamada.

 

 

 

Saí rapidamente da minha sala e entrei na do Yugyeom que era ao lado da minha. Como eu não bati, o peguei de surpresa, e fiquei surpreendido também, já que o mesmo estava aos beijos com o Kunpimook que se encontrava em seu colo. Ambos me olharam em choque, mas eu ignorei aquilo, eu estava com pressa no momento.

 

 

 

– Yug, vou ter que sair, Jimin passou mal e está indo para o Hospital. Fala pra Sunhee que depois eu termino o trabalho. – Avisei e simplesmente sai dali batendo a porta sem dar tempo do outro responder.

 

 

 

Eu sei que, para alguém que sempre disse odiar o baixinho, essa atitude desesperada minha parecia estranha. E acredite, até eu acharia isso estranho. Mas eu realmente estava preocupado com o estado do loiro, não era a primeira vez que Jimin passava mal e ia parar no hospital.

 

 

 

====///====

 

 

 

– Onde ele está? – Perguntei ao Hoseok que estava sentado na sala de espera estalando os dedos em sinal de nervosismo.

 

 

 

– O levaram para uma sala na emergência para fazerem uma bateria de exames e um Raio-X. – Falou apressado.

 

 

 

Franzi o cenho. – Um Raio-X? – Perguntei afinal Hoseok havia dito apenas que ele havia desmaiado.

 

 

 

– Quando cheguei notei que seu tornozelo estava ficando inchado, pode ser que ele tenha torcido. – Respondeu apreensivo.

 

 

 

Passei a mão pelo meu rosto, nervoso. – Você não conseguiu mais nenhuma informação? – Indaguei preocupado.

 

 

 

– Não, como não sou da família me mandaram ficar aqui esperando. – Falou frustrado.

 

 

 

Bufei. Droga! Se eles não deixaram o Hobi entrar, bem provável que não me deixem entrar também!

 

 

 

A menos que... – Eles vão ter que me deixar entrar. – Afirmei decidido, começando a entrar na sala de emergência.

 

 

 

– O que? – Hoseok começou a me seguir. – Mas Jungkook, você não é-

 

 

 

– Tem razão, eu não sou da família. – Concordei, o interrompendo. – Mas sou seu noivo, isso tem que valer de alguma coisa. – Falei.

 

 

 

Pelo menos aquela mentira poderia ser útil para saber qual era o estado dele.

 

 

 

– Com licença senhor, mas você não pode entrar aqui. – Um médico me parou.

 

 

 

– Eu estou procurando Park Jimin, ele deu entrada na emergência hoje, quero saber como ele está. – Falei direto e reto, sem me importar se estava soando grosso.

 

 

 

– Desculpe Senhor, mas só podemos dar este tipo de informação para membros da família. – Lamentou. – Então, se o senhor não for parente, terá que esperar na sala de espera como todos.  – Disse o mais educadamente possível, afinal, aqueles eram regulamentos do hospital.

 

 

 

Só que no momento eu estava pouco me fodendo se era ou não regulamento do hospital aquilo, eu estava uma pilha de nervos.

 

 

 

– Eu sou o noivo dele, isso serve como membro da família para você? – Perguntei rude.

 

 

 

– Jungkook, calma...

 

 

 

O médico crispou os lábios. – O senhor Park está na sala de Raio-X no momento, estão tentando vez se seu tornozelo não possui nenhuma fratura. Depois disso irão levá-lo para um quarto e colocá-lo no soro até que o mesmo acorde. Quando ele estiver no quarto o senhor poderá vê-lo. – Ditou.

 

 

 

Suspirei aliviado. – Okay, obrigado. – Agradeci um pouco mais calmo, mas ainda preocupado. – E quanto aos exames? – Perguntei sério.

 

 

 

– Estão sendo analisados, provavelmente dentro de uma hora ou menos estarão prontos.  – Explicou.

 

 

 

– Tudo bem. – Balancei a cabeça em afirmação.

 

 

 

– Bem, agora é só aguardar, daqui a pouco liberam o Senhor Park. Se me derem licença, eu preciso ir agora senhores. – O médico falou olhando para mim e para o Jung que estava atrás de mim.

 

 

 

– Obrigado doutor. – Hoseok agradeceu com um sorriso leve, parecendo um pouco menos preocupado. O doutor foi embora e Hoseok se virou para mim. – Vem, vamos esperar o Chimchim na sala de espera. – Hoseok falou e voltamos para a sala de espera.

 

 

 

====///====

 

 

 

Depois de alguns minutos eu e Hoseok fomos levados para o quarto para onde o Park seria transferido. Lá eles o colocaram ligado no soro, tal como o médico havia dito que fariam. Seu pé estava enfaixado com uma tala, mas não parecia estar quebrado, o que me fez soltar a respiração, aliviado. Eu e o Jung nos sentamos perto da cama do Park e o Seok segurou a mão do baixinho, numa forma de apoio, enquanto eu apenas fiquei com o meu queixo apoiado nas mãos, o encarando seriamente. 

 

 

 

A enfermeira saiu do quarto, nos deixando sozinhos e, um pouquinho depois, o Jimin começou a acordar.

 

 

 

– O-onde é que eu tô? O que aconteceu? – Perguntou com a voz baixinha e rouca.

 

 

 

– Chimchim! – Hoseok exclamou apertando a mão do amigo. – Ficamos tão preocupados com você. Como está se sentindo? Você passou mal e desmaiou no meio da aula e eu tive que te trazer pro hospital correndo. Você me deu um susto garoto! – Explicou esbaforido.

 

 

 

– Desculpa hyung. – Jimin pediu, parecendo se sentir culpado pela situação.

 

 

 

Permaneci quieto, o olhando. Assim que pareceu notar o meu olhar, o Park virou-se para mim e estava prestes a dizer alguma coisa quando uma médica carregando um prontuário entrou no quarto.

 

 

 

– Senhor Park! Que bom que acordou. – A doutora sorriu para o mesmo, aproximando-se do leito.

 

 

 

– Doutora, o que aconteceu? Por que eu desmaiei? – O loiro perguntou direto e um tanto preocupado.

 

 

 

A doutora deu uma olhada na prancheta que carregava, provavelmente com os exames do baixinho, e sorriu gentil.

 

 

 

– Bem, você torceu o seu tornozelo e, provavelmente com a dor e mais o cansaço e falta de nutrientes, desmaiou. Por isso o soro, você basicamente desmaiou de exaustão. – Explicou. A feição do Park tornou-se uma feição culpada e surpresa. O olhei irritado. – Mas não se preocupe, não é nada grave, é só não pular nenhuma refeição e ficar em repouso que em uma semana já estará melhor. Dentro de uma hora poderá ir para casa, inclusive. – Concluiu. – Bem, agora eu tenho que ir, qualquer coisa chame uma enfermeira.

 

 

 

– Tá bom, obrigado doutora. – Hoseok agradeceu sorrindo simpático. A doutora retribuiu o sorriso e saiu da sala.

 

 

 

Olhei furioso para aquele baixinho de araque. – De novo essa merda Park?! – Explodi. – Já é a segunda vez que essa porra acontece! Já é a segunda vez que você vem parar no hospital por não cuidar direito da saúde. – Desabafei irritado. Jimin me olhava acanhado, parecendo culpado. – Mas que droga Jimin! Você não pode saltar refeições e nem se esforçar mais do que o seu corpo aguenta, isso faz mal para você e você pode acabar ficando doente por causa disso. – Ralhei.

 

 

 

Eu estava irritado com aquilo. Já era a segunda vez que isso acontecia, a primeira foi há dois anos, logo depois que a Nayo morreu, e, mesmo que eu o odiasse naquela época, fiquei preocupado também. Sabe, Jimin é muito paranóico com o seu peso, e volta e meia ele inventa de fazer umas dietas loucas ou treinar feito um louco, só para emagrecer e adquirir um corpo perfeito. E tudo isso por causa da merda dessa sociedade em que vivemos que insiste em impor um padrão ridículo de perfeição, que não têm como adquirir! E olha, eu fico bem puto com isso, as pessoas têm que ser felizes e não perfeitas. 

 

 

 

– Desculpa… – Jimin pediu triste, ele realmente parecia se sentir culpado.

 

 

 

– Jimin, o que foi que o Yoongi disse na última vez que isso aconteceu? – Perguntei sério.

 

 

 

– Que se eu pulasse refeições de novo ou inventasse de fazer dieta ele iria enfiar comida na minha boca goela abaixo. – Murmurou.

 

 

 

– E como foi que o Tae ficou ao te ver no hospital? – Perguntei novamente.

 

 

 

– Ele chorou porque ficou muito preocupado e triste por eu não estar me cuidando bem… – Respondeu novamente num murmúrio, dessa vez parecendo ainda mais abalado. 

 

 

 

Eu não precisava nem continuar a perguntar como o resto dos nossos amigos ficaram, acho que Jimin já havia entendido onde eu queria chegar com aqueles dois.

 

 

 

– Então por que você fez isso de novo? – Indaguei o olhando. – Jimin, nós nos preocupamos com você e com a sua saúde. Quantas vezes nós vamos ter que te dizer que a perfeição não existe? Que você não precisa ficar num padrão? – Minha voz suavizou, mas eu ainda o encarava sério. – Jimin, eu sei que eu não sou de te dizer essas coisas, mas você é perfeito do jeito que você é, e não precisa mudar nada. – Admito, logo me sentindo um pouco envergonhado. Eu não era muito de elogiar as pessoas, principalmente o Park.

 

 

 

Mas acho que essas minhas palavras surtiram efeito, já que o mesmo me encarou surpreso.

 

 

 

– É Chimchim! Você é lindo do jeito que é, e não precisa mudar nada! – Reforçou Hoseok.

 

 

 

– Obrigado pessoal.  – O loiro sorriu agradecido. – Prometo que vou me cuidar melhor a partir de agora. – Ele garantiu, parecendo ter certeza disso.

 

 

 

Eu e Hoseok sorrimos felizes com o dizer dele, ainda que Hoseok tenha aberto um sorriso mais animado que o meu. Jimin já havia prometido aquilo antes, mas, por alguma razão, dessa vez ele parecia querer cumprir. E eu acreditei que ele cumpriria.

 

 

 

– Quando chegarmos em casa eu vou te fazer um pratão de yakisoba com bacon! E você vai comer tudinho, se não eu te dou na boca! – Brinquei para quebrar o gelo, o que fez com que ele e Hoseok rissem.

 

 

 

Mas a verdade é que eu estava falando sério. Eu iria fazê-lo comer e se ele não comesse, eu enfiaria a comida goela abaixo nele.

 

 

 

====///====

 

 

 

– Ai, ai, Jungkook, meu pé! Eu estou com o pé machucado, tenha mais cuidado comigo! – Reclamou Jimin assim que chegamos ao nosso apartamento.

 

 

 

– Ei! Eu estou carregando as minhas coisas, as tuas, e você! Seja mais sensível seu mal agradecido. – Resmunguei sentindo-me injustiçado.

 

 

 

Jimin se desvencilhou do meu abraço e foi pulando com um pé só até o sofá se deitando lá com uma almofada debaixo de seu pé e outra debaixo da cabeça. Tranquei a porta e fui até a sala de estar, largando as coisas no outro sofá que tinha ali.

 

 

 

– Desculpa. – Pediu com um biquinho nos lábios. – Muito obrigado por me trazer até aqui Jungkookie. – Agradeceu de forma fofa.

 

 

 

Bufei. – Eu vou tomar um banho e depois fazer a janta, se precisar de qualquer coisa, espera eu sair do meu banho pra me chamar, porque eu não vou interromper o meu banhinho lindo para te atender. – Ditei e, pegando novamente as nossas coisas, fui para o nosso quarto.

 

 

 

Peguei um pijama e me fui para debaixo do chuveiro, eu estava precisando de um banho quentinho e relaxante depois do dia estressante que eu tive. E só de pensar que eu nem havia terminado o meu trabalho e que minha chefe deve estar uma fera comigo, eu me sentia ainda mais estressado. Espero que ao menos o imprestável do Yug tenha mencionado que eu saí por causa do Jimin, assim pode ser que ela se compadeça comigo, pensando que eu sou um ótimo noivo que se preocupa com o namorado.

 

 

 

Falando nisso, aquele safado do Yugyeom estava aos beijos com o Kunpi quando cheguei na sala dele. Humpf, sempre desconfiei daqueles dois. Eles ficaram muito colados desde que o Bambam – nome artístico do Kunpi – começou a posar lá na empresa, três anos atrás. Só fico surpreso que nenhum dos dois tenham me contado, bocudos do jeito que são me admira terem escondido o relacionamento deles, ou seja, lá o que tinham, por tanto tempo. Enfim, amanhã vejo isso com ele.

 

 

 

Desligo o chuveiro e saio do box, me secando. Visto meu tão adorável e confortável pijama e saio do quarto. Quando passei pela sala, Jimin estava bem sereno assistindo uma novela japonesa. Vou direto para cozinha para começar a fazer a comida, já era oito e pouca da noite.

 

 

 

Sim, já estava tarde. Era quase seis horas quando o Jimin foi para o Hospital, e ficamos lá até umas sete horas, que é horário de pico, já que a maioria das pessoas estão voltando para a casa de seus trabalhos, então, logicamente, pegamos engarrafamento, o que nos fez demorar para chegar em casa. E demoramos mais um pouco ainda, já que a princesa ali torceu o pé, então tivemos que vir andando feito uma tartaruga, e eu ainda tomei banho quando cheguei, então, bem, já eram oito e pouca.

 

 

 

– Eu vou tomar um banho antes de jantar. – Jimin anunciou entrando na cozinha.

 

 

 

Ele pegou uma sacola dentro de uma sacola gigante onde guardávamos as outras sacolas menores, que estava pendurada em um gancho na área de serviço. Eu sei isso é muito coisa de pobre, mas é o que somos meus amigos: pobres. É triste, mas é a realidade.

 

 

 

– Okay, você precisa de ajuda? – Pergunto parando de cortar a cebola por um momento. Meus olhos que estavam lacrimejando agradeceram por isso.

 

 

 

– Graças ao bom Jesus eu não preciso obrigado. Eu posso me virar sozinho. 

 

 

 

– Tá bom, mas se você cair, não conte comigo para te levantar. – Avisei, tornando a cortar aquela cebola maldita que me fazia chorar e fungar.

 

 

 

Antes de sair, Jimin me mostrou a língua que nem uma criança, e então saiu mancando da cozinha.

 

 

 

====///====

 

 

 

– Uou, isso tá muito bom! – O Park elogiou minha comida.

 

 

 

– Claro né, fui eu que fiz. – Me gabei, um sorriso presunçoso em meus lábios.

 

 

 

Jimin revirou os olhos. – Exibido. – Resmungou, voltando a comer.

 

 

 

– Vê se come tudo hein, ou vou eu serei obrigado a te enfiar a comida goela abaixo. – Ameacei em tom de brincadeira, porém sério.

 

 

 

Jimin riu. – Pode deixar mamãe. – Anuiu debochadamente.

 

 

 

– Por que você hoje não almoçou? – Perguntei sério, mudando de assunto.

 

 

 

– Eu fui na hora do almoço na casa da minha mãe pegar aquelas revistas de casamento que te falei. Acabou não dando tempo. – Contou.

 

 

 

– Hum, e onde estão as revistas? – Perguntei.

 

 

 

– Elas estão no meu carro. – Explicou. – AI MEU DEUS, MEU CARRO! Eu o deixei na academia! – Choramingou desesperado.

 

 

 

Ri de seu desespero. – Calma, amanhã eu vou buscá-lo. – Tentei o tranquilizar.

 

 

 

Era só eu pegar o metrô ou o ônibus até o trabalho dele, e depois ir para o meu trabalho com o carro. Simples.

 

 

 

Jimin pareceu relaxar. – Okay, a chave está na minha mochila. – Avisou.

 

 

 

– Está bem. – Assenti e tornamos a comer.

 

 

 

====///====

 

– Aqui. – Entreguei a xícara de chá e o comprimido pra dor para o Park.

 

 

 

– Obrigado. – Agradeceu  bebendo-os. Jimin sempre bebia uma xícara de chá antes de dormir.

 

 

 

Deitei-me ao seu lado para assistir televisão com o mesmo, antes de dormir.

 

 

 

– Pode levar pra cozinha para mim? – Jimin entregou-me sua xícara já vazia, um tempo depois.

 

 

 

– Claro.

 

 Levantei-me e fui até a cozinha. Lavei rapidamente a caneca e voltei ao quarto, apagando a luz.

 

 

 

– Vamos dormir? – Indaguei já me deitando ao seu lado.

 

 

 

– Claro, boa noite. – Desejou sonolento, o remédio deveria já estar fazendo efeito.

 

 

 

– Boa noite. – Falei e fechei os olhos, me virando de lado pronto para dormir.

 

 

 

Eu estava bem cansado também, hoje o dia havia sido corrido, e amanhã eu ainda teria que ir trabalhar. Ah, como eu queria férias.


Notas Finais


E vamos de Jungkook militante com papo coach gente.

E faço das palavras dele as minhas: Não larguem mão de suas saúdes para tentar se encaixar em algum padrão. Vocês são incríveis só por serem vocês e, mesmo que vocês não achem isso, alguém em algum lugar no mundo, vai achar e vai se encantar pela bagunça q cada um é. Vocês têm que ser felizes e não perfeitos.

Cuidem da saúde de vocês, principalmente agora.



Bem, deixando os papos coach de lado, vamos falar do capítulo que é o que realmente interessa!

Bom, esse capítulo, falando a verdade, não ficou exatamente nada como eu imaginei que ele ficaria. Não que isso seja ruim, muito pelo contrário, isso é ótimo! Sei lá, parece que os personagens ganharam vida própria e tudo isso aconteceu. Sério, não era pro Chim torcer a patinha, nem pro Yug e o Bambam se pegarem (pelo menos não agora), mas acabou que isso aconteceu, e acho até que esses acontecimentos vão fazer a estória se desenrolar melhor.

Teremos mais um capítulo, e então a vovó Jeon irá aparecer, fazendo o relacionamento Jikook finalmente avançar e outros relacionamentos darem ré! Então só aguardem gente, vai ter muitas tretas pela frente hehe ewe.

Enfim, já comecei a escrever o próximo, então é capaz que, agora que eu tenho tempo de sobra por causa da quarentena, os capítulos saiam mais rápido. Isso é claro se eu não tiver um puta bloqueio criativo de três meses ¬_¬'

Bom, é isso gente, até o próximo! Amo vcs, bjos > 3 <


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