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História Meu ômega - Reddie - Capítulo 19


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Notas do Autor


Voltei! Não quero me estender muito aqui, então peço que leiam as notas finais, enfim boa leitura ❤

Capítulo 19 - Monstros



Não seria exagero dizer que Stan teve uma noite péssima, toda vez que fechava o olho via o corpo de Victor imóvel rente ao asfalto da rua, não ficou por tempo o suficiente para averiguar se tinha visto uma cena de homicídio ou não. Voltou para a casa correndo, não se importando nem um pouco com a bicicleta que havia deixado para trás, não voltaria lá, pediria a Richard para pega-lá. Logicamente depois de ter uma conversa séria com ele, afinal onde já se viu? Deixar um amigo para trás e não dar nem um pingo de satisfação?

Se olhou no espelho enquanto escova os dentes, olheiras terriveis embaixo de seus olhos castanhos, quase que sem vida devido à noite mal dormida e também a imagem que não saia de sua cabeça, o barulho, o sangue... tudo ficaria por muito tempo ali, Stan sabia disso, pois talvez o certo a se fazer naquela situação era dizer a alguém que pudesse intervir, ou a própria pessoa intervir, mas Stan não fez nada disso, o instinto de auto-preservação falou mais alto. E ele se questionava se havia feito a coisa certa, por um lado achava que sim, já que Victor sempre foi um idiota consigo e com o restante dos losers, por outro lado achava que não, ninguém devia passar por aquilo que ele presenciou, a violência, só de lembrar o estômago de Stan embrulhava, e ele duvidava que fosse conseguir comer algo no café da manhã ou mesmo na escola, não somente por medo de vomitar, mas também por saber que nada iria descer.

Terminou de escovar os dentes e desceu as escadas de forma lenta, sua mãe e seu pai já estavam sentados a mesa, Donald Uris não tinha costume de ler o jornal de manhã, dizia que as matérias eram um tanto quanto fúteis, e inúteis, tendo em vista que ele poderia checar tudo pela televisão na sala de estar no jornal da noite, mas as vezes nem isso ele fazia, o mundo para aquele homem rodava em torno da igreja, religião.

- Suas provas, quando são? - indagou o homem, Stan se sentou na cadeira ao lado da mãe, lentamente.

- Começam na segunda. - murmurou com uma voz sonolenta, que não passou despercebida pelo pai, e nem por sua mãe.

- E por que você não estudou ontem? - O tom de voz de seu pai, quase sempre era frio, autoritário. Stan mentiria se falasse que isso não o chateava.

- Fui na casa do Bill estudar. - Não tinha o costume de mentir, mas não podia nem sonhar em contar que saiu para observar os pássaros, ainda mais com Richie, que agora era mal visto, Stan achava que isso era cruel, errado, mas não tinha força para argumentar com seus pais sobre isso.

Donald olhou para sua mulher como se perguntasse com os olhos "a informação procede?", já que sua mulher ficava em casa, era o dever dela saber o que o filho fazia e deixava de fazer, ao menos para Donald era assim, obrigação dela.

- Sim, ele me disse isso ontem. - Stan sentiu um leve alívio no peito, sua mãe realmente cumpriu o que disse no dia anterior, não contou a verdade, por mais que pudesse. Lógico que isso não diminuía nem um pouco as "atrocidades" ditas por ela no dia anterior, que haviam realmente magoado Stan.

- Entendo. - Frieza, era algo que seu pai transmitia com mais frequência desde as férias de verão, por conta do discurso que Stan deu na capela... demorou um tempo até que ele e seu pai voltassem a trocar algumas palavras, mas Stan sabia que seu relacionamento com seu pai estava ruim mesmo antes daquele discurso do qual Stan não se arrependia nem um pouco de ter dado, nem mesmo com a surra que tomou, foi a primeira vez que seu pai lhe bateu, doeu, mas menos do que ele esperava, quer dizer, a última vez que sentiu que seu pai de fato o amava e que tinha orgulho de si foi à dois anos atrás, quando ainda saia para ver os pássaros com ele, e quando ganhou o livro de pássaros....

- Merda! - Murmurou, o livro, ele estava na sede do clube... tinha que ir pegá-lo.

- O que disse? - indagou seu pai, que bom certeza tinha escutado muito bem, e com toda certeza entendido errado.

- Desculpe, acabei lembrando que esqueci meu livro na casa do Bill... - Sua mãe não disse nada, mas ainda sim estreitou os olhos, sabia que o filho mentia, mas não iria desmentir, apesar de achar o ato de mentir um dos piores existentes, sabia que o filho não tinha esse costume, e que com certeza deveria ter uma boa razão por trás daquilo.

- Você pode estudar outra matéria hoje. - O que ele queria dizer era frase,"Você não vai sair de casa pra buscar, vai ficar no seu quarto estudando".

Seu estômago revirava, lembrou-se da chuva que havia caído durante quatro dias e quis vomitar só de pensar que seu livro poderia estar estragado, ainda sim, engoliu tudo que queria dizer naquele momento e concordou com o pai, como o filho perfeito faria, como Donald queria, perfeição.

Sempre foi assim, Stan só não enxergava isso a dois anos atrás, ele agia como o pai queria, era como se fosse um fantoche e seu pai o titereiro. Donald fingia ser o pai perfeito, e Stan percebeu dias antes de seu discurso, a imagem do pai perfeito acabou ali, ou melhor a ilusão. E Stan finalmente pode ver a verdadeira face do pai, e ele percebeu que os inúmeras pedidos que o pai lhe fazia, não eram pedidos e sim ordens, e quando Stan desobeceu a primeira delas, a qual foi, não estudar o suficiente de hebraico, foi quando o primeiro olhar de pura frieza veio, e Stan sabia que nunca se esqueceria daquilo, pois não seria o último, e dito e feito, depois do seu discurso, recebia esse olhar diariamente. E sabia que não pararia de receber aquele olhar, nunca, pois não era o filho perfeito e nunca seria.

                                       ...

Beverly estava preocupada, com tudo que aconteceu recentemente, e a situação em que encontrou o amigo ontem agravou essa preocupação que ela evitava demonstrar perto de sua tia, mas Eleanor como uma mulher não só bem vivida como também uma mulher que conseguia captar as coisas facilmente, e desta vez não foi diferente, ela sabia que sua sobrinha estava mal, apesar de estar com aquele sorriso adorável no rosto, sabia que a sobrinha era boa, tanto é que fazia de tudo para não preocupa-lá.

- Como estão seus amigos? - Perguntou enquanto passava um prato para que Beverly o secasse.

- Os meninos? Estão bem, quer dizer, tem rolado alguns desentendimentos, mas nada sério... - Mentiu, a verdade era que tinha a impressão de que o círculo de amizade estava se dissolvendo aos poucos e isso era algo que não deixava com que tivesse uma noite tranquila de sono, nunca achou que o sistema fosse mexer com a amizade deles, nunca havia cogitado a possibilidade... afinal adultos como sua tia não pareciam ter grandes probelmas, então achou que fosse ser normal, mas as coisas deram errado, ou pelo menos começaram a dar errado logo depois que Richie marcou Eddie, foi como uma bola de neve, que estava ficando maior mesmo no presente momento, não culpava os meninos por isso, por mais que doesse admitir não tinha nenhum culpado, talvez Henry Bowers, mas ele não era o culpado para o que estava acontecendo agora.

Não sabia exatamente de quem tinha ouvido, mas com certeza fora um adulto, pois seria muito coerente uma criança falar " nada dura pra sempre", ao menos na cabeça de Beverly não seria. Talvez essa frase se encaixasse no que os losers estavam passando, talvez amizade não fosse para sempre, por mais que tivessem feito uma promessa, talvez fosse apenas uma bobeira pensar nisso, talvez estivesse pensando demais, ou sendo negativa demais, pois sentia no fundo de seu âmago que algo daria errado, uma coisa grande e que ela não poderia sequer descrever, só sentir. Mas se fosse pra começar, seria bom seu círculo social se desfazendo, e pior do que isso ela tendo que escolher um lado, e isso era algo que ela não conseguiria fazer, com certeza não.

- Por causa daquele seu amigo Richard? - perguntou enquanto entregava o último prato a sobrinha.

- O que? - indagou a ruiva um pouco assustada, não se lembrava de ter dito nada referente a isso.

- Eu odeio fofoca, e você sabe disso, mas ultimamente tenho ouvido alguns clientes que vão até a lanchonete comentando sobre o seu amigo e sobre ele ter mordido um ômega... - O barulho da porcelana se espatifando preencheu a cozinha, junto com um xingo baixo vindo de Beverly.

- Desculpe, eu... - Não sabia nem o que dizer, seu peito doía, lembrou-se da época em que seu nome era comentado, e em como foi difícil, sua tia não disse nada, só encarou Beverly e fez um leve afago no cabelo da garota e em seguida saiu da cozinha sem dizer nada, provavelmente para buscar a vassoura e a pá, para que assim pudesse limpar a bagunça que a sobrinha havia feito, mas estava longe de estar bravo com a mesma, foi um acidente e Eleanor sabia que tinha um pouco de culpa, talvez não devesse ter dito aquilo para a sobrinha, mas não contou por maldade nem nada do gênero, contou por contar e porque queria ter uma conversa com a sobrinha em relação a isso, não sobre os meninos, mas sobre todo o caso envolto disso, queria advertir a sobrinha, sobre o sofrimento que a marca poderia envolver principalmente nessa idade.

Mas pelo visto, não seria bom ter essa conversa hoje, já que a sobrinha parecia de certa forma carregada, o bem da questão era que Beverly parecia carregada faziam alguns dias, e Eleanor havia notado, o que não tinha pegado no ar, era o motivo da sobrinha estar assim, agora ela sabia, sua adorável sobrinha estava sofrendo por outras pessoas, e isso era uma atitude talvez honrosa para alguns, mas que dada a questão, Eleanor achava prejudicial.

Pensava em qual seria o momento certo para que pudesse abordar Beverly e conversar com ela sobre tudo, sabia que teria que ser muito em breve...

Umas poucas horas se passaram, Eleanor já se preparava para dormir, terminou de escovar os dentes e andou até o quarto da sobrinha que ficava ao lado do seu, abriu a porta e sorriu ao ver Beverly dormindo de forma tranquila, se aproximou devagar e tentando fazer o mínimo possível de ruídos, se abaixou e deu um beijo na testa da sobrinha e sussurrou bem baixinho e com tom de voz amoroso " Boa noite querida"

                                    ...

Richard ficou o dia todo no quarto e isso era estranho aos olhos de Maggie, ja que conhecia muito bem o filho que tinha e sabia que algo tinha acontecido.

- Ele saiu ontem a tarde e voltou com um sorriso que durou até a hora de dormir e hoje ele não saiu do quarto... Será que ele está doente? - Comentou com o marido que lia o jornal, ou pelo menos o resto que não conseguiu ler de manhã.

- Tenho certeza de que ele está bem, sabe como as crianças são... de lua. - Fez uma pausa em sua fala por não se lembrar do termo, mas finalizou assim que se lembrou.

- Eu sei, mas você sabe, nosso filho, ele é diferente. - Went tossiu.

- Diferente? - Estreitou os olhos, não entendeu bem, ou talvez tenha entendido bem demais.

- Hiperativo. - A tensão em seus ombros diminuiu e ele voltou a dar mais atenção ao jornal em suas mãos, ainda estava sensível na questão da sexualidade do filho, e arisco, já que sabia das inúmeras fofocas que rondavam pela cidade, claro que ninguém tinha coragem de falar em sua frente, talvez por medo, afinal Went era um alfa, um dos poucos que haviam na cidade, a maioria dos alfas viviam nas grandes cidades do Maine, pois pesquisas mostravam que eles tinham grande potencial para serem líderes e bem sucedidos, e isso de fato acontecia, alfas na maioria das vezes se davam bem, Went sabia disso, afinal era no mínimo bem sucedido, seu trabalho como dentista rendia um bom dinheiro, tinha uma mulher bonita, um filho, não deveria estar feliz?

Era um alfa, e isso por si só deveria lhe fazer feliz, esse título que poderia exercer e a influência... mas a partir do momento em que descobriram que seu filho era diferente isso pareceu ser levado por água a baixo. Infelizmente reputação era algo importante, ao menos para Went, não diria em voz alta, mas seu filho estava aos poucos destruindo a sua. Era triste, era pesado, mas infelizmente era verídico.

Defenderia seu filho com unhas e dentes, mas por quanto tempo conseguiria apanhar? Dava valor a esposa, agora mais do que nunca, por fazer o que ele como um pai não conseguia fazer, que era aceitar de coração que seu filho era diferente, apoiar ele, ser carinhosa com ele.

- Fale com ele. - Apesar de o tom de voz se assemelhar com o de ordem, não era isso, era um pedido, uma súplica. Era coms se dizesse "Por favor, faça o que eu não vou conseguir fazer"

Era até estranho, afinal conseguia falar um eu te amo, mas não conseguia ter uma conversa profunda, ou mesmo superficial com o filho sobre aquilo. Queria poder dar conselhos, mas o seu relacionamento e o relacionamento de Richie eram diferentes.

- Já tentei mais cedo, mas vou tentar novamente. - Comentou Maggie, o marido apenas murmurou algo, ao qual ela se forçou a não dar muita atenção, afinal queria se preocupar com uma coisa de cada vez, e no momento a prioridade era seu filho, acreditava que mães possuíam uma espécie de sensor materno, que sempre apitava quando seu filho estava com problemas ou quando precisava de ajuda e nesse momento o sensor de Maggie Tozier apitava como louco.

O jantar seguiu normalmente, sem muita conversa, e a pouca que teve não foi das mais interessantes, parecia até que eram conhecidos e não marido e mulher, mas nenhum dos dois realmente ligava para isso, se amavam e se respeitavam. Depois que lavou a louça, secou e guardou, limpou as mãos em um pano de prato que havia ali, deu uma breve olhada em sua aliança dourada e reluzente e sorriu, aquilo era o sinal material de compromisso, só um mero objeto, mas uma prova física da responsabilidade que assumiu no dia em que subiu ao altar, e essa responsabilidade também contava para com seu primogênito, era mãe e esposa, e iria cumprir com esses dois papeis até o fim. Subiu as escadas, bateu na porta do quarto do filho com mais convicção do que da última vez.

- Richie, meu filho, abra a porta. - Pediu, por mais que achasse que nesse momento o ideal seria exigir. Ouviu um ruído vindo de dentro, mas ainda sim a porta não foi aberta, talvez por não haver ninguém lá dentro, mas no momento Maggie Tozier não sabia disso, então continuou falando.

- Eu sou sua mãe Richard, você pode falar sobre o que quiser comigo. - Disse ainda mansa, não queria perder a paciência, não tinha nem porque.

- Aconteceu alguma coisa? - Silêncio, a loira ficou em silêncio, assim como o quarto, será que seu filho havia dormido?

Se fosse o caso, ele não acordaria, sabia como o filho tinha um sono pesado, uma curiosidade sobre isso era que somente o despertador conseguia acordar o filho, talvez por costume, ou porque aquele som em específico o incomodava.

- Se estiver acordado saiba que teremos uma conversa amanhã você queira ou não, boa noite, eu te amo. - No fim não conseguia ser do tipo mãe severa, mas pelo menos tentava.

                                    ...

A noite em Derry não favorecia a cidade em nada, pelo contrário, a deixava com um aspecto de cidade abandonada, e talvez fosse mesmo, as pessoas não ligavam muito, pareciam robôs.

Ainda sim, Richie via beleza na pequena cidade do Maine, apesar de achar que as pessoas que moravam por ali uma droga, a cidade não era de fato tão ruim. O céu noturno eram lindo, repleto de estrelas e que se fosse visto da floresta do Barrens, aonde ele se encontrava agora. Estava deitado, não se importava com a terra ou a folha seca que ficariam em seu cabelo ou mesmo em suas roupas. Quem o visse naquele momento com certeza acharia que ele era louco, afinal quem entraria em uma floresta de noite só para observar as o céu noturno? Mas Richie concordaria, por vezes achava ser louco, ou que pelo menos estivesse enlouquecendo aos poucos, depois de tudo, ser louco ou ficar louco era o menor de seus problemas.

Deveria estar feliz, afinal ontem finalmente encontrou Eddie, se declarou...

Mas ainda tinha um pé atrás nisso tudo, o ômega apesar de ter aceitado bem, ainda não lhe disse nada, e depois que chegou em casa na noite anterior tomou um banho e deitou em sua cama macia, uma estranha e indesejada lucidez o atingiu, ao menos Richie achava ser um momento de lucidez, mas a maioria das pessoas diriam que era apenas uma paranoia.

O ponto é, Eddie não lhe disse nada, e se ele fez aquilo somente para não criar mais problemas? Era possível, com certeza era possível. Ficou feliz no dia anterior, mas agora essa felicidade se dissipou. E sabia que teria que abrir o jogo com o ômega, não, tinha que fazer ele abrir o jogo consigo, não queria apressar as coisas, mas precisa de uma resposta logo, para não só acalmar o coração, mas a mente também, tamanho era seu estresse mental.

- Por que tudo está tão complicado? - Riu, uma risada baixa e sôfrega. Queria uma resposta, mesmo sabendo que ela não viria, mas acreditou que sim. Mas a única coisa que veio foi uma forte brisa, e com ela um cheiro estranho, não era tão ruim, mas era estranho, forte.

Richie se levantou e agarrou a lanterna que estava ao seu lado apagada e a acendeu, limpando o excesso de terra e folhas em suas roupas e cabelo, fora braços e suas pernas. Sabia que isso era uma decisão idiota, aquelas que um personagem de um filme de terror com pouca verba faria. Mas ainda sim ele fez, e a medida que se aproxima o cheiro ia ficando mais forte e concentrado, e estranhamente familiar.

Agora estava a um barranco de distância e sabia que aquele cheiro estranho era de sangue, como também sabia que a coisa que exalava o cheiro de sangue, ou melhor pessoa era Victor Cris.

Richie estava arrepiado, não de medo, mas receio? Odiava Victor, mas sabia que se ele estivesse machucado, seria idiota o bastante para oferecer ajuda. E se odiava por isso, subiu a passos de tarturaga tomando cuidado para não tropeçar, e cair barranco abaixo, lembrou-se que havia deixado sua bicicleta e fez uma nota mental enquanto subia, para que a pegasse depois, Stan provavelmente já havia pegado a sua.

- Droga Stan! - Murmurou se lembrando só agora que havia deixado o amigo sozinho no dia anterior.

Agarrou uma espécie de raiz e se impulsionou para cima, e finalmente conseguiu subir no acostamento, era estranho o fato de quase ninguém passar por aquela estrada, ou talvez não, até porque haviam rumores daquele ponto ser assombrado por algo, um monstro que devorava crianças. Richie achava aquilo uma completa bobagem, afinal monstros como esses não existem, mas assim que olhou para o corpo de Victor Cris imóvel e coberto de sangue, começou a duvidar sobre a existência de monstros fantasiosos, pois somente um monstro era capaz de matar alguém, pelo menos era nisso que Richard queria acreditar. 


                            ...

  A pequena tarturaga de pelúcia tinha a barriga aberta, e alguns pedaços de algodão estavam para fora em cima da mesa, ao seu lado uma caixa de costura com agulhas, linhas coloridas, e pequenos alfinetes. Devia passar das três da manhã, e o ômega com certeza estaria em apuros caso sua manhã sequer sonhasse que ele estava acordado, mas naquele momento ele não estava preocupado. 


Não, naquele momento a única coisa que ele conseguia fazer era chorar, enquanto segurava com firmeza o pequeno pedaço de papel gasto. Mas apesar de estar se acabando de chorar, Eddie tinha duas certezas naquele momento, uma delas era que viveria com orgulho, e a segunda coisa era que amava Richard Tozier. 




Notas Finais


* Então, primeiramente gostaria de estar pedindo desculpas a todos pela demora para postar o capítulo. Mas aconteceu muita coisa nesse fim de ano, tive que correr atrás de muita coisa, e ainda tô correndo.

* Essa capítulo estava em processo a bastante tempo, mas não saía do lugar, por tempo, um leve bloqueio criativo e preguiça minha, eu gosto de escrever, mas eu também morro de preguiça de fazer isso, eu sempre tenho as idéias na cabeça, mas colocar no papel é complicado e muitas vezes cansativo.

* Para os leitores que acompanham minhas outras fanfics Reddie, não sei quando elas vão ser atualizadas, mas creio que seja em breve, mas como vários devem saber, eu não sou boa com prazos, as vezes eu digo que vai sair e não sai, mas não fiquem bravo haha, eu vou tentar me organizar melhor.

* A partir desse ano, talvez as atualizações se tornem ainda menos constantes, pois eu estarei iniciando a minha faculdade, que não é em período integral, mas eu vou estudar e trabalhar, então aquele meme "sem tempo irmão" vai ser bastante constante, mas irei atualizar as fanfics sempre que puder.

* Sobre esse capítulo, eu não ia colocar a parte final, mas coloquei por pirraça mesmo, para deixar vocês curiosos sobre o que aconteceu hahaha ( risada maléfica). Brincadeiras a parte, queria saber o que acham que aconteceu com o Eddie.

* Uma última coisa, eu gosto de estar agradecendo a todos os leitores, pelas visualizações, favoritos e principalmente pelos comentários maravilhosos que vocês deixam aí pra mim. Eu adoro todos vocês, sério, são vocês que me animam a continuar com esse projeto.

* Uma última coisa, queria agradecer a uma leitora que fez edits da fanfic, já falei tudo por mensagem provida, mas queria deixar aqui "publicamente" meu obrigado de coração, valeu mesmo ❤

Enfim, acho que isso, obrigado a todos, um beijo, e até o próximo capítulo.


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