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História Meu Outro Lado.. - Conhecendo o outro mundo (Temporada 1) V2 - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


oiiiiii gatinhos, tudo bem?
Como prometido, tá aqui o capítulo 2
mas antes tenho um aviso para os leitores antigos:

a versão um foi apagada mais uma vez como havia dito lá, mas quem por algum motivo quiser ler também a versão antiga ela será restaurada quando eu postar o capítulo 16 aqui. Depois não vou postar mais nada na versão 1, okay? Okay

É só isso mesmo, boa leitura sz

Capítulo 2 - Enfrentar o desconhecido


》Manu

Sábado, 19/06/2021

(Casa, 03:17pm)

Após aquela noite, ou seja, depois que Carol me explicou sobre tudo, nós tentamos curtir os últimos momentos uma ao lado da outra. Ela se mudará para uma cidade que fica a duas horas e meia daqui, então não nos veremos tão cedo já que meus pais raramente deixam eu sair de casa.

No dia seguinte nós voltamos para a casa dela e pegamos suas coisas, explicamos ao Erick sobre o que havia ocorrido, e ele, por mais que tenha ficado chateado com a ida da minha amiga, apoiou Carol em sua decisão. Ele sabia o como era complicado o relacionamento dela com a própria mãe então deixou que a mesma se mudasse contanto que ela o visitasse mensalmente, coisa que Caroline jamais recusaria. No mesmo dia a mãe dela soube da notícia, a mesma não gostou nem um pouco, mas Carol já não se importava mais com sua opinião.

Nesse momento estamos na frente da minha casa colocando as coisas da Carol no carro do amigo do pai dela, Dylan se não me engano. Eram poucas coisas já que tudo o que tiramos de lá estava no quarto dela, o que se resumia em roupas e objetos de decoração.

- Bem.. – ela se vira para mim me olhando com tristeza – Era a última caixa.

- Então você já vai, não é? – pergunto com um sorriso forçado no rosto. Carol sorri fraco.

- Boba, não fala assim, parece até que estou saindo da sua vida.

- Está indo pra longe de mim – provoco e ela ri.

- Acha que vai conseguir se livrar de mim assim tão fácil? Vai precisar mais do que distância para que eu pare de te infernizar.

Nós duas sorrimos, porém nossos olhares expressavam o que realmente sentíamos naquele momento. Olho para baixo e suspiro triste.

- Por favor, não deixe de ser minha melhor amiga – falo com o tom de voz quase inaudível, ela segura minha mão olhando em meus olhos.

- Você vai pedir pra que eu deixe de ser sua melhor amiga algum dia?

- Nunca!

- Então pronto. Eu só faço isso se você pedir, combinado?

- Combinado! – falo sorrindo fraco. Ela me puxa para um abraço e suspira tensa.

- Amici per sempre! – Ela diz e logo se afasta ao ouvir a buzina, beija meu rosto e sorri fraco – Até algum dia.

- Até algum dia..

A loira se afasta devagar sem olhar para trás, chama seu gato que estava no muro da minha casa e os dois entram no carro ficando no banco traseiro, me aproximo e fecho a porta, me afasto do carro, aceno quando Dylan dá a partida e em poucos segundos o carro some na curva que levava à estrada. Suspiro e abaixo a cabeça.

- Não se esqueça de mim...

Ouço um barulho, era um trovão, isso indicava que logo começaria a chover, além de alguns relâmpagos e das nuvens cinzentas que cobriam praticamente todo o céu nessa tarde de sábado. Por que sempre chove nesses momentos?

》Narrador

Passaram-se alguns minutos. Nesse momento Manuela está em seu quarto vendo as fotos registradas dos seus melhores momentos com sua melhor amiga já morrendo de saudade da mesma, enquanto isso no carro, Caroline observa as gotas de chuva que estavam “apostando corrida” no vidro do carro ao mesmo tempo em que fazia carinho em Sombra que estava encolhido em seu colo.

Agora a vida das duas jovens iria mudar, Manuela terá que se acostumar com uma rotina longe da melhor amiga que estava em sua vida quase que diariamente, e Caroline terá que enfrentar o desconhecido.

Cidade nova, pessoas novas, vida nova. Ela deveria temer a isso?

》Carol

- Tente dormir senhorita DeMarco, a viagem será longa – ouvi Dylan sugerir enquanto não tirava os olhos da estrada. Suspiro.

- Vou tentar. E, por favor, me chame só de Carol, okay?

- Como preferir. Quer que eu ligue o rádio?

- Sim.

- Alguma preferência de música?

- Não, deixe na primeira que entrar mesmo.

- Certo.

Começou a tocar uma música que eu não conhecia, ela era calma o que me fez relaxar um pouco e ficar com a mente aérea, sem pensar no medo que eu sentia de estar a caminho do desconhecido, na tristeza que sinto por estar me separando da minha melhor amiga e nem mesmo nos meus diversos problemas e traumas que sempre infernizam minha mente.

Volto a olhar pela janela e percebo que a chuva tinha piorado. Parece que em todos os momentos ruins tem que chover como se o mundo dependesse disso, que inferno.

Suspirei e me coloquei numa posição confortável, encostei a cabeça na janela e fechei os olhos para tentar dormir.

~ | ~

Eu estava dentro do carro de Dylan, mas Dylan não estava ali. O carro estava parado e apenas Sombra e eu estávamos no carro. O que está acontecendo?

Abri a porta ainda meio receosa e saí do carro notando que estava, por algum motivo, no meio de uma floresta escura. O vento batia forte contra meu corpo e contra as árvores fazendo-as balançarem e cair várias folhas no chão, havia também uma neblina que me impedia de ver direito o lugar, se tinha alguma trilha ou algo assim. Estou começando a ficar assustada.

Sombra saiu do carro e ficou parado ao meu lado. Comecei a olhar em volta na esperança de encontrar algo que me fizesse identificar o lugar, mas não encontrei nada. O vento estava muito forte e trazia consigo a temperatura fria da noite. Em falar nisso, por quantas horas eu dormi? Pela escuridão do céu parece ser dez horas da noite. Estranho.

- Vamos Sombra, não é seguro ficar.

Respirei fundo e comecei a andar pelo local mesmo com o vento dificultando. Eu só quero sair daqui.

Tempo depois, sem perceber, estava seguindo uma trilha de terra que havia no meio da floresta, só notei quando a neblina não estava mais presente e o vento estava mais calmo. Olhei em volta para ver se aquela trilha tinha algum rumo, mas não vi nada além de árvores.

Ouço um barulho e olho para trás, entretanto, não vi nada, nem mesmo Sombra que estava atrás de mim há poucos minutos atrás. Sinto meu coração acelerar.

- Sombra? – olho em volta - Ah não, sozinha não! Tudo menos sozinha! – disse com voz chorosa.

Novamente ouço um barulho e olho para trás ficando de frente para o que eu olhava segundos atrás, porém, eu não via apenas árvores agora, parecia ter uma garota sentada no chão a poucos metros de mim.

- Ei, garota! – dou alguns passos em sua direção – Quem é você?

A garota estava abraçada às suas pernas e parecia estar chorando. Ela ainda estava um pouco distante, então dei mais alguns passos em sua direção. Quando me aproximei pude notar algo estranho em suas costas, ela tinha um par de asas negras.

Paraliso e sinto minha respiração pesar. Assustada, dei alguns passos para trás.

- Q-quem é você? Ou melhor, o que é você!?

A garota de cabelos escuros para de chorar e levanta a cabeça, ela vira o rosto devagar e me encara. Ela era pálida, seus olhos estavam totalmente negros e escorria um líquido preto e estranho de sua boca.

- Caralho! Que merda é essa?! – gritei espantada.

Quando achei que o que eu via não podia ser mais assustador, a garota sorri sinicamente para mim mostrando seus dentes sujos daquele líquido estranho e solta uma risadinha, ela se levanta devagar e começa a andar em minha direção, dei alguns passos apressados para trás, mas acabei batendo em uma árvore. Ela continuava andando em minha direção ainda sorrindo.

- Não se aproxime! – ela ri novamente e passa a andar mais rápido – FICA LONGE DE MIM!

~ | ~

- Carol? Carol, está acordada?

Abro os olhos sentindo Dylan me balançando, minha respiração estava descompassada.

- Você está bem?! – perguntou preocupado.

Com a respiração ainda descompassada eu assinto com a cabeça. Ele sorri fraco e vira para frente.

- Já estamos chegando. Veja! A cidade não é linda?

- Ah, é sim... – respondo sorrindo sem graça sem prestar atenção no local.

Sombra ainda estava em meu colo, dormindo tranquilamente, do mesmo jeito que estava antes de eu adormecer e ter aquele pesadelo estranho.

Não, não é meu primeiro pesadelo, já tive vários sonhos horríveis, mas nunca apareceu uma criatura como aquela em nenhum de meus outros sonhos, ou melhor, pesadelos. Fiquei realmente assustada.

Esqueça Caroline, foi apenas um pesadelo idiota...

~ | ~

Depois de poucos minutos, nós finalmente chegamos ao meu destino. Era apenas uma casa comum, tinha uma cor azul pastel e havia uma sacada no segundo andar.

- Chegamos – Dylan diz e em seguida sai do carro. Ele abre a porta para que eu saia e assim eu fiz.

- Obrigada..

- Carol? – ouvi a voz da pessoa mais importante para mim me chamando vindo da direção da entrada da casa.

Meu corpo congela por breves segundos, fechei os olhos e respirei fundo, depois abri meus olhos e virei lentamente na direção de onde veio aquela voz. Assim que o vejo meu coração dispara... Sim, era meu pai. O homem era um pouco alto e tinha a barba mal feita, sua expressão era um mix de felicidade e receio. Seus lindos olhos verdes herdados pelos meus avós lutavam contra as lágrimas que queriam sair.

- Papai... – minha voz sai baixa, mas pelo sorriso que surge no rosto do mais velho vejo que o mesmo escutou. Suspiro e caminho até ele o abraçando forte, enterrando meu rosto na curvatura do seu pescoço, inspiro e sinto o cheiro cítrico de seu perfume, libero um sorriso e dou tudo de mim para não chorar naquele momento – Eu senti sua falta.

- Eu também senti a sua, Carol – ele beija minha testa e acaricia minha bochecha com o polegar –, e agora te verei todos os dias, tenho até medo de você se entediar e se arrepender de ter vindo – rio e me afasto um pouco.

- Se soubesse o quanto eu esperava por isso você retiraria o que disse.

- Esperava por isso? – perguntou surpreso. Ao refletir minhas palavras, solto uma risada sem graça.

- Não exatamente por isso. Esperava te reencontrar, viver novamente com você. Você sabe, naquela casa eu apenas sobrevivia... – falo abaixando o olhar. Meu pai imediatamente toca meu queixo com o indicador me fazendo voltar a olhá-lo.

- Você me desculpa?

- Sim, eu te desculpo – ele sorri.

- Obrigado Carol...

Ele não parecia se desculpar apenas por aquilo, parecia ter algo por trás, entretanto, resolvi não perguntar. Se ele tiver que me contar algo ele contará no tempo dele.

- Oh, Dylan, obrigado por trazê-la!

- Por nada.

- Bem, vou pegar suas coisas. A porta está aberta, fique a vontade, sei que quer conhecer a casa – sorrio. Ele me conhece.

- Certo. Vem Sombra.

Adentramos na casa, a mesma tinha uma decoração simples, era um ambiente agradável. Gostei.

Meu pai aparece com uma das caixas na porta e a deixa no chão do Hall da casa.

- A sala fica ali – apontou – Amor, ela chegou! Vem conhecê-la!

- Só um momento! – ouço uma voz feminina vindo do cômodo que parecia ser a cozinha.

- Já volto, vou pegar o resto.

Ele sai e eu caminho em direção a sala, logo me sentando no sofá com Sombra ao meu lado. Em seguida, uma mulher de aproximadamente 35 anos aparece perto da escada vindo de outro cômodo, ela era ruiva e vestia uma roupa casual, uma camisa branca e uma calça jeans. Ela seca as mãos em sua roupa e finalmente me olha.

- Oi! Caroline, certo? – se aproxima com um sorriso simpático em seu rosto.

- Sim, Kimberly né?

- Isso. Nossa você é tão linda quanto o seu pai falava!

- Obrigada...

- Oh, quem é esse? – falou se sentando ao lado de Sombra acariciando suas orelhas.

- Sombra, é o meu gato de estimação – olho em seus olhos - Não se importa, né?

- Que isso, eu amo animais!

- Ótimo. E caso não gostasse ele ia ficar aqui do mesmo jeito – falo com o tom sério de voz. A expressão de simpatia é trocada por uma expressão constrangida.

- Entendi...

- Mãe, você viu onde eu deixei o controle do videogame? – um garoto com cerca de 20 anos de idade sem camisa desce as escadas e, ao me olhar, sorri sem graça – Ah, oi...?

- Caroline – ele parece ficar surpreso.

- Meu Deus, era hoje que ela vinha?!

- Eu te avisei essa manhã, Brunno!

- Ah, desculpa, eu tinha esquecido poxa – ele ri e me olha – Enfim, seja bem vinda.

- Obrigada – sorrio.

- Brunno, vai vestir uma blusa, pelo amor de Deus!

- Calma, já tô indo! Já tô indo! – ele diz subindo as escadas com pressa enquanto ri.

- E essa é a última! – ouço a voz do meu pai vindo do Hall – Ufa! – ele vem até a sala e sorri vendo aquela cena – Vejo que já se conheceram. Quer ver seu quarto, Carol?

- Lógico!

- Então vamos. Você vem, querida?

- Tenho que terminar o jantar.

- Ok, termine o jantar enquanto eu mostro o quarto pra ela – ele segura minha mão – Agora sim, vamos!

- Vem Sombra!

Nós subimos as escadas que dava num andar com a decoração um pouco mais moderna em comparação ao andar abaixo. Tinha uma área de leitura com uma prateleira cheia de livros com uma poltrona ao lado e três portas no decorrer do corredor. A primeira era uma porta normal, a segunda tinha um pôster de mapa de um jogo, o que dava na cara que era o quarto do Brunno, e no final do corredor tinha uma porta branca.

- Sei que gosta de ser original, então optei por uma porta diferente.

Sorrio. Ele realmente me conhece.

- Aqui... – ele me entrega um par de chaves – O quarto é seu, abra você – me aproximo da porta e encaixo a chave – Espero que goste...


Notas Finais


Espero que tenham gostado <3

Bem, acho que por hoje é só.
Até a próxima sexta!
Bjss de luzz
By: AS/95 <3


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