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História Meu pai é Jimmy Sullivan? - Capítulo 2


Escrita por:


Capítulo 2 - Um novo começo



Relembrando
– Depositei um beijo na testa de mamãe e apertei suas mãos na tentativa de passar segurança para ela.
Duas semanas depois:
-Mãe! Bom dia.
-Oi Kathy, Bom dia, dormiu bem filha?
-Sim senhorita, e você como tem passado entre esses dias?
-Ah minha querida estou tendo um pouco de febre e muita fraqueza, a cada dia emagreço  mais, minha pele está tendo algumas mudanças, estão aparecendo muitas manchinhas, hoje tenho consulta 14:30, o médico me dirá definitivamente tudo.
-Sério mãe? Você nem me disse, poxa! Eu vou te acompanhar.
-Mas minha fi..
-Sem mais dona Kattlen, vou com você! Agora vamos tomar um café reforçado, em seguida já vou fazer um almoço saudável, vá descançar.
-Tudo bem Dona mandona. -Riu Kattlen ao soar rendimento a filha, que agora demonstra visivelmente uma face alegre ao ver a mãe sorrir.
Katheryne narrando:
    Tomamos um Café reforçado, e como propus a mamãe, fui fazer algumas compras para um almoço saudável antes do horário da consulta. Assim que cheguei do mercado, fui preparar arroz com legumes, feijão, frango grelhado e salada de alface com tomate e pequenos    pedaços de repolho roxo, e claro, não podia faltar o suco de maracujá ao leite, logo servi o almoço e arrumei a cozinha. 
    Eram exatamente  13h40 quando me dei conta que mamãe estava arrumada e sentada na sala assistindo algo aleatório, ela tinha um semblante digamos satisfeito com o que  via na televisão, mas em alguns milésimos segundos ela perdia o sorriso, a autoridade tomava conta de toda sua face, talvez eu estivesse vendo demais, porem por outro lado até me preocupada em saber que o médico soltaria tudo, assim como uma bomba explodindo repentinamente, assim estava a mente de mamãe, de certo modo tudo isso era apenas o medo das palavras   que ouviriamos do médico. Sai em direção ao meu quarto, me arrumei às pressas e sai de volta para sala, me certificando que estava de bom agrado, e que não havia deixado nada para traz, assim fez mamãe ao me observar.
  Chegamos no consultório do Doutor 14h20, faltando 10 minutos, demorou um certo tempo até chamarem Dona Kattlen para fazer a ficha, mas assim que preenchemos tudo, já podíamos estar sentados de frente para o moço cheio de inteligência com um olhar preocupante e ao mesmo tempo cheio se seriedade e sinceridade. Joseph, como escrito em seu cartão, nos cumprimentou e começou as perguntas para mamãe, que se antes estava branca como um papel, agora ficava transparente como um vidro, Mamãe não hesitou em responder nenhuma delas, mas em momento algum quis largar minhas mãos. Depois de um longo e sofrido   dialogo, infelizmente, tivemos o desprazer de saber o tempo que era quase definido, para     que mamãe ainda permanecesse atuando sobre esse mundo sombrio e cheio de desprazer e infelicidade, restavam, pelos cálculos e diagnóstico da medicina, 2 meses e meio para mamãe cair morta sobre um buraco cheio de Terra, ou vegetar numa cama até que chegue a hora dela descansar.
-Dona Kattlen aproveite cada momento, se precisar, estaremos a disposição, fique bem.
-Obrigada Doutor, que o Senhor fique bem e continue salvando vidas, e mais uma vez    obrigada por ter tentado amenizar as dores e os sofrimentos. Tenha um ótimo dia.
    Saímos dali despedaçadas por mais que soubéssemos em partes o quão duro a realidade   seria naquela sala, que era certo o destino e o tempo da mulher que me gerou em seu ventre   e passou por tudo e todos para que avesse oportunidades para mim nessa vida... agora só restava deixa-la descansar.
    Passado alguns meses desde a trágica noticia dita pelo médico para a mamãe, sendo quase certo que a mesma viria a óbito 2 meses depois, tenho tentado me manter firme até então, mamãe a cada dia piorava, estava num estado crítico com a luta pela sobrevivência com a Hepatite C e o câncer no figado que maltratava-a diariamente, sim já havia descoberto e segundo a medicina tinha cura, agora era somente o tempo e a condição de vida para que tudo se resolvesse, Dona Kattlen era forte, aguentava cada dose de medicamento, os efeitos apresentavam resultados horríveis de início, contudo no final era certo que sempre obtinha ótimos resultados, com isso ajudou para que a mulher não desistisse da vida nos 2 meses terríveis que a mesma passava.

Autor:

Um ano e meio após a grave doença e a luta pela sobrevivência, mãe e filha agora mais que decididas,afim de ajudar outras pessoas a se sentirem bem consigo mesma, Kattlen Mundano, mãe de Katheryne Mundano Sullivan propõe para a filha que unidas ajudaria uma instituição   de câncer, abrindo temporariamente um salão de cabeleireiro direcionado especificamente para doadores de cabelos, para novas criações de perucas, no prazo proposto, feito isso, as guerreiras se uniram e batalharam a cada dia por pelo menos 3 cortes no dia, o prazo era de  um mês ou seja 30 a 31 dias em média 90 a 93 cortes em um mês. Após arrecadar a quantia que a instituição precisava, de dever cumprido, as mesmas começaram uma nova vida fora de Joinville. Com tudo acertado, compraram uma casa no Texas e lá recomeçariam uma nova   vida, talvez fosse necessario ir para outro país, para que tudo se acertasse de uma vez...
Kattlen...
Segunda feira, 9h20 da manhã, mais um início de semana porém na nossa nova casa. Aqui  estou preparando um café reforçado para Kathy e eu, desde que mudamos para o Texas, era raro minha filha se divertir, ela se preocupou em me manter viva até aqui, então ela se desgastou demais, era mais que merecido minha pequena sair para conhecer a cidade, e   tentar novas amizades até porque ela nunca foi de muitos amigos. Já preparado as panquecas  de chocolate e sua preciosa coca cola, chamei-a para se alimentar.
Fui até seu quarto dei dois toques leves na porta e chamei pelo seu nome, abri a porta e lá estava Kathy toda sorridente e coberta de pingos de tinta Preta e Azul bebê, aquela era minha menina doce e de coração puro, não merecia ter passado por coisas ruins, ela era tão boa, um olhar puro que transmitia um imenso Amor, transbordava positividade para todos a sua volta, sempre querendo o melhor até mesmo para as inimizades, não havia maldade nenhuma naquela menina mulher.
- Bom dia - me pronunciei toda alegre. Menina! Que animo é esse?
-Bom dia mãe, estou inspirada hoje, acordei com um imenso desejo de ouvir a voz dos meus putos, ah! Que saudade que estava de me hipnotizar naquela voz no Matt, nos movimentos dedilhados na guitarra do Syn e do Zacky, na pose do Jojo ao dedilhar o baixo e aquele rei da bateira o Jimbo. – diz Kathy
- Bom! Fico feliz em te ver assim meu Anjo, vamos descer para tomar café?
- Daqui a pouco, pode ser mãe?
- Tudo bem, vou lá fazer uma ligação, não demore, quero tomar café com você!
- Fechada mãe, só vou terminar de colar esses adesivos de parede e já estou indo.
- tudo bem então, e a propósito, está ficando ótimo a decoração, sua cara.
- Thanks Mom!
Fui até a sala, me ajeitei no sofá, disquei para um número que eu havia achado após uma   longa pesquisa de empregos.
Ligação:
- Alô, Bom dia.
-Bom dia, quem gostaria? - diz a moça do outro lado da ligação.
- Me chamo Kattlen, estou à procura de emprego, me mudei recentemente para o Texas,  estava dando uma olhada num site e me interessei pelo seu post, ainda está disponível?
- Ah tudo bem, prazer Dona Kattlen aqui é a Senhorita Gena Paulhus, estou a passeio no meu apartamento aqui no Texas e eu preciso de alguém, de preferência mulher, que esteja    disposta a ser minha acompanhante até o período que eu esteja de férias aqui, você só terá o trabalho de me fazer companhia e terá que limpar o apartamento 3 vezes por semana, o  salário é de 2.000 a cada três dias com direito a hospedagem num dos quartos e terá um cartão alimentação sem desconto no salário.
- combinado senhorita Gena, Aceito a proposta. Quando começo?
- Gostaria de marcar um Almoço hoje as 12h20 na churrascaria City Market para nos conhecermos e se realmente quiser, amanhã mesmo poderá vir para cá, tudo bem para você?
- Estarei lá Senhorita.
-Ah por favor me chame somente de Gena – a mesma ri simpática. Tudo bem, até lá então Dona Kattlen.
ligação Off.
    
Assim que desliguei a chamada, levantei num pulo e corri até a cozinha onde Kathy se encontrava sentada colocando Coca-Cola no seu precioso copo de caveira. Sem mais, a depositei um beijo animado no topo de sua cabeça e um abraço cheio de positividade.
- Vamos tomar café, estou faminta, e logo terei que sair. - Disse toda animada para minha filha.
- Que animo todo é esse Dona Kattlen?
- Arrumei um serviço muito bom, 2.000 reais com direito à hospedagem em um dos cômodos do apartamento da moça e kit alimentação sem desconto no salário.
- Fico feliz, você é mais que merecedora. Quando começa?
- 12H20 está marcado para nos encontrarmos numa churrascaria.
- Entendi, bom vamos então, porque você não pode se atrasar, já são 10h00 em ponto.
Kathy:
Assim que pronunciei o horário, mamãe e eu agilizamos no preparativo da mesa e tomamos nosso sagrado café da manhã, e adivinha só o que a melhor mãe do mundo preparou? Se vocês acham que é panquecas de chocolate, vocês ganharam! devorei aquelas delicias e tomei um copo e meio de Coca-Cola, nesse meio tempo, mamãe conversou comigo sobre eu me distrair um pouco, vou pegar esse tempo que ela vai estar ausente, e vou passear pela cidade, eu preciso dar razão a ela, pelo menos desta vez, afinal, se deixar vivo enfurnada em casa sem muito o que fazer, preciso desse tempo pra mim. Assim que mamãe partiu para sua entrevista, fui até meu quarto finalizar a organização, em seguida resolvi visitar a praia que tinha aqui na cidade de Galveston, Texas em geral é um país gostoso para se viver, a culinária é boa, ressalto que sem dúvidas a carne é o forte pois ela é bem preparada, saborosa e suculenta, convenhamos que a diferença é absurda quando se cozinha com amor e por amor, parece até ser o hobbie do povo desse estado! – ahahaha.
Decidi me trocar e descer um pouco na praia, quero almoçar fora e sentir a brisa do mar, a tanto tempo que não me permito relaxar e me desligar desse mundo, é mais que merecido né meninas. - Coloquei um biquíni confortável  ‘’se me entendem’’ e um vestidinho solto... sai porta a fora com meu chapéu nada comum porque não sigo o padrão - não sou obrigada! Chapéu estilo Bucket Ride Skateboard, preto e com âncoras em detalhe branco.
Andei em torno de 10 minutos até a praia e avistei um mar verde água, era tão extraordinário aquela vista, andei o mais rápido que pude, e ao pisar naquela areia senti todo o cansaço ser retirado naquela areia macia, poderia dizer que aquele solo estava com a temperatura ambiente ou meio termo pois o sol não se decidia, ia e voltava a todo momento, mas era lá o meu lugar, pelo menos para aquele momento, lá era o meu único lugar preferido sem dúvidas. Fiquei naquela praia até às 17:3o, se fosse parar e analisar não foi muito tempo, até porque sai de casa faltavam 10 minutos para 14:00, ao todo foram 3 horas de puro sossego, vi pessoas novas, até conversei com uma moça que tinha quase a mesma idade que a minha, a mesma se dizia chamar Bryanna Grace, mas preferia ser chamada de Bryce, segundo ela não gostava do ‘’Brih’’ ou ‘’Anna’’, mas tudo bem, como não tinha intimidade a chamei pelo primeiro nome.
Estava comprando algo para beber e senti a necessidade de ir ao banheiro, mas como não conhecia lá, preferi me informar com uma moça que estava ao meu lado pagando o rapaz do quiosque.
- Com licença, por gentileza você poderia me informar aonde encontro um toalete?
 - AH! Tem um logo ali, virando a sua direita – disse a mulher me direcionando com gestos em forma de explicação.
- Muito obrigada – dei o dinheiro para o rapaz que me vendeu algo para beber, sorri em forma de despedida para a mulher que me ajudou e me retirei do local indo até ao toalete.
Adentrei ao banheiro e fiz minhas necessidades, lavei a mão e decidi dar um UP no meu rosto de princesa louca afinal eu estava com o rosto todo queimado e nada hidratado porque havia me esquecido do abençoado protetor solar e de certa forma estava um tanto descabelada por conta da água salgada do mar. Estava passando um creme no meu rosto, quando ouço um barulho na porta, olho a minha esquerda através do espelho, vinha a passos calmos a mulher que me deu a informação que precisava, ela estava um tanto séria olhando para o celular, parecia meio desnorteada, fitei ela por alguns instantes, sem saber se aquele era o normal dela quando estava concentrada ou se realmente havia acontecido algo. – Continuei concentrada e agora eu penteava meu cabelo. Eu resolvi quebrar o gelo ao notar ela pensativa, secando os olhos com o papel.
- Desculpa me intrometer mas, está precisando de ajuda?
- NÃO! – Disse ela seca, com a voz embargada.
Nada contente, debrucei no mármore da pia olhando ela debruçada se encarando no espelho, me pronunciei novamente.
- Independente do que estiver acontecendo, chorar não vai ser a solução, pode ser que falando isso pode não estar ajudando e sim te deixando mais irritada, mas a melhor maneira é manter  a calma e equilibrar as emoções, pois acontecem muitas tragédias quando tomamos atitudes impulsivas. Parei de falar e voltei para mim, passando um batom nude.
Quando finalmente me arrumei, estava saindo, ela imediatamente grudou meu braço e me  olhou, derepente ela desmancha em lagrimas com a cabeça baixa, eu a olho sem entender e apenas abraçei-a, ela então respirou fundo e começou a falar algo como se estivesse sem   chão, sem rumo, como se estivesse acabado um sonho que fora planejado a um longo prazo. 
- Eu não entendo o porquê... Era tão decisivo isso... foi planejado... era certo, porque não foi? Dói tanto em mim! Eu não posso suportar esse sofrimento todo de uma vez! Não! – Ela agonizava nas palavras enquanto eu a olhava perplexa e sem saber o que falar.
- chorar lava a alma, mesmo que não resolva seus problemas – disse eu sentindo meu coração se apertar ao ver a dor nas palavras dela.
- Meu filho não aguentou, meu noivo me deixou uma semana antes do nosso casamento! Ele não estava comigo como realmente me dizia, sabendo da complicação da gravidez, sabendo do risco que nosso filho corria por conta da malformação na cavidade uterina, eu descobri que tenho um mioma durante a gestação e o médico disse que talvez meu corpo rejeitasse o feto, eu tive tanto cuidado com essa criança mas perdi quase completando três meses de puro amor , ele estava em fase de crescimento no meu ventre. – Ela soltava as palavras com rispidez  e ódio ao falar do ex noivo.
Eu ouvi cada palavra atentamente e me senti incapaz de diferir uma palavra de consolo,  pois  no estado que ela se encontrava seria inútil tentar refazer o emocional dela, ela estava extremamente despedaçada agora, deveria compreende-la.
 –  Eu quase perdi minha mãe  e eu já estava conformada em viver sozinha, na procura incansavel do meu pai que me deixou quando eu era apenas uma bebê indefesa,digo por experiência própria,sofra tudo hoje, mas sua vida não acabou aqui, então tenha pulso firme, se reconstrua em cima dessa dor, tudo nessa vida serve de lição, basta saber usá-la como um bem para o seu desenvolvimento. Dito isso, ela se recompos, lavou o rosto e ajeitou o cabelo.
-  hoje anoite, vai ter um show ao vivo aqui na Galveston hamburgueria e shop, poderiamos  ir anoite, pelo menos para me distrair, que tal?
- combinado, vamos sim.
- Me encontra nesse Quiosque as 20:oo hoje, te aguardo aqui em! Saímos de lá como se não estivesse caído uma tempestade a poucos minutos naquele banheiro, segui rumo a minha  casa, ansiosa para saber noticias de dona kattlen.  



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