História Meu Passado No Meu Presente - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Abandono, Amor, Assuntos Polêmicos, Caos, Casos, Filho, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Pais, Passado, Presente, Recomeço, Romance, Trauma, Vida, Yaoi
Visualizações 82
Palavras 3.646
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Como prometido, mais um capitulo hoje! Não se acostumem ksks

Eu juro que não sabia que tinha escrito tanto nesse capitulo kkk mas acho que vocês não se importam tanto, né?
Ignorem qualquer erro na escrita, eu revisei, mas ás vezes escapa umas coisas.

Boa leitura!

Capítulo 2 - Meu Passado Com Pernas


Fanfic / Fanfiction Meu Passado No Meu Presente - Capítulo 2 - Meu Passado Com Pernas

Depois de ter arrumado Kihyun e o ter colocado a tomar o café da manhã, enquanto assistia algo na televisão, me dirigi para seu quarto, onde arrumei sua mochila para as aulas. 

    Arrumar sua mochilinha de dinossauros era quase um ritual para mim, organizar seu caderninho verde, seu estojo de bolinhas e seu livro universal cheio de imagens e histórias, era algo importante para mim; me questionava se seu pai, se estivesse presente, iria fazer isto comigo. Me pergunto se ele sentiria esta felicidade indescritível, se sorriria bobo todas as vezes que preparasse seus materiais, se iria saber colocar cada material em seu lugar, se seria ele a fazer o almoço e o lanche do Hyunnie e eu preparando sua mochila ou vice versa. Mas isso não aconteceria, afinal, eu era o pai de Kihyun, eu o criara desde sua primeira célula, eu que escutara seu primeiro choro e vira sua evolução até agora, então eu partilhava tudo isto comigo mesmo e com os poucos álbuns que eu tinha. 

 

    — Appa — me virei e vi o moreno de cabelos bagunçados me olhar atento — acabei de comer — sorriu leve e se balançou com os pés. 

 

    — Vá para a entrada, se calce e me espere, sim? — ele saiu correndo para a entrada do apartamento. 

 

    Deslizei o zíper de sua mochila infantil e a peguei, junto da lacheirinha verde com bordas vermelhas, fui até a entrada onde ele já estava calçado seu outro sapato. Me sentei ao seu lado, calçando meu sapato social rapidamente e me olhando no espelho grande ao lado da sapateira, observando meu aspecto; estava usando uma camiseta de malha preta, um casaco largo e cumprido tipo gabardine num verde tropa, uma jeans azul escura de bainha alta, uma meia branca com desenho simples da Nike e um ténis branco. Arrumei novamente meus cabelos, agora loiros queimados, para os lados, vi minha maquiagem quase nada e passei um hidratante de coco nos lábios. 

    Coloquei meu celular, chaves e carteira nos bolsos fundos do casaco e peguei a mochila pela pega de cima, deixei meu filho passar com sua lancheira em mãos e deixei que ele se adiantasse a chamar o elevador do prédio, enquanto isso eu fechava a porta de casa e ia em sua direção. 

    Uma parte boa de viver nesse prédio, era que o elevador tinha vista para a rua fora do condomínio e Kihyun adorava observar as coisas e eu adorava vê-lo interessado em algo real sem ser televisão. 

 

    

    Ser pai de uma criança e vê-la toda feliz correr para dentro da escola, saber que estava estudando bem, que estaria longe de mim e perto de pessoas que eu sequer conhecia era algo que acelerava meu coração; me sentia realizado por vê-lo crescendo saudável e também me sentia em constante preocupação por não estar perto dele para o proteger de alguma coisa. Então suspirava, observava os outros pais largando suas crianças e me sentia mais confortado por saber que não estava sozinho nisto, então caminhava e respirava fundo desejando coisas boas para meu pequeno.

 

    

    Eu, Park Jimin, sou dono de uma empresa conhecida na Ásia, com foco em encontrar coisas diversificadas para os clientes; exemplo, se uma pessoa estiver procurando um bom advogado ou um bom cirurgião pode procurar em nossos sites, aplicativos e etc, se alguém estiver precisando de achar um empregado para casa ou para sua loja pode procurar em nosso suporte. 

    Eu sou um dos gerentes, então consigo sustentar bem minha vida, cobramos um ‘’X’’ mensal para os que querem manter seu nome nos procurados e etc, se pagarem mais um pouco têm direito a mais que sua foto e currículo, podem ter comentários, video propaganda, antecedentes entre outras coisas. É apenas uma empresa de bem público que ajuda várias pessoas diariamente, temos alguns sócios e alguns investimentos aqui e ali, que nos dá outras vantagens. 

    Eu, literalmente, ficava o dia todo tratando de coisas simples; atendo telefonemas de clientes ou membros mais abaixo de mim com questões mais especificas, tratava de algumas papeladas, checava os artigos postados no site e aplicativo e alguns emails de possíveis clientes passavam por mim para admitir ou não. Era simples, agora, que subira de simples rececionista grávido para um dos gerentes, tudo facilitava. Não posso me esquecer que meu falecido pai, ajudara a solidificar a empresa no mercado, então algumas pessoas tinham um carinho especial por mim, e, os rumores de >>pai solteiro<<, >>pai deixado<<, >>jovem pai<<, >>criança saudável e pai trabalhador<<, >>boa pessoa<< e outros, facilitava também. 

 

    Fazendo estas coisas aqui e ali, vez ou outra também descia para a administração para ver se estava tudo bem e tirar algumas duvidas, o tempo passava rápido e eu tinha o luxo de me distrair e ser interrompido por Namjoon, um sócio ativo, meu amigo, que sempre gostava de almoçar comigo.

    — Vamos almoçar, Park! — minha companhia bateu na porta e logo a abriu bem disposto. 

 

    — Claro. — me levantei com minhas coisas já indo até ele.

 

 

    — Como está Jin? — questionei, seu esposo era um conhecido meu antes mesmo de ter conhecido Namjoon. Eles dois estavam em processo de adoção, pois o esposo não era fértil o suficiente e da primeira vez que conseguiram algo mais sério, houve um aborto na terceira semana, pois o corpo do mais velho era muito fraco para aguentar uma gravidez. 

 

    — Ah, está bem. Apenas cansado, com a historia da adoção, mas está tudo bem. — seu sorriso mostrava cansaço quando se tocava neste assunto — Conseguimos, finalmente, um tempo para ir a dois orfanatos ver as crianças, estamos felizes com isso — mas minha pergunta o fazia desabafar um pouco sobre a situação e isso o deixava mais leve. 

 

    — Folgo em saber — sorri e uma empregada de idade nos serviu kimchi e ramen, com dois Sojus, nós agradecemos. 

 

    — E você, Jimin? Sua criança está saudável?— bebeu um pouco de sua bebida. 

 

    — Também. — sorri — Kihyun está numa fase de querer conhecer o mundo. Quer saber sobre os animais selvagens e sobre como os desenhos animados são feitos. 

 

    — Isso deve estar dando um pouco de trabalho — gargalhou — Se precisar, estamos dispostos a te ajudar. 

 

    — Sim, eu sei — fui sincero, eu confiava naqueles dois para cuidar do meu pequeno, e não teria de pensar muito para o deixar com eles, e Hyunnie gostava daqueles hyungs. 

 

 

    Eu não tinha horário para entrar de novo no escritório, na verdade estava pensando em após, nossa conversa acabar subir e buscar minhas coisas, depois descer e ir comprar um bolo de morango para Kihyun, apenas para comermos e assistirmos algo legal depois. Então, deixei que a conversa com Namjoon se prolongasse, até cada um subir para um andar diferente já no edifício de trabalho e eu fazer aquilo que estava pensando. 

    Faltava uma hora para Kihyun sair da escolinha, mais dez minutos até ele vir até ao portão e me achar no meio dos pais e crianças saltitantes e inquietas, que achavam suas famílias ou brincavam com seus amigos, enquanto seus pais conversavam entre si, ou com professores. Com esse pensamento de tempo, decidi me chegar para a faixa do canto na estrada e dirigir com calma, observando o caminho e o movimento. 

 

    Kihyun nascera bem, depois de nove meses de coisas positivas sobre a gravidez e nós dois saudáveis, ele nasceu, a parte que mais me aterrorizou foi quando ele demorou dois minutos para chorar e nesse momento, já lágrimas e desespero me enchiam o peito e rosto, quando escutei seu choro e os suspiros dos médicos, o vi sendo colocado no meu peito enrolado numa toalha manchada de sangue, água da bolsa e etc, me senti realizado e me atrevo a dizer que nunca me senti tão feliz como naquele dia, nem quando recebi um ‘’sim’’ no meu teste de admissão para o curso de administração e valores e logo depois comi uma pratada de carne e legumes feitos pela minha falecida mãe — isso deveria ser algo não tão significativo, mas aquele curso me traria uma oferta boa para um sustento legal.

    

    Depois de comprar o bolo de morango, — que estava dentro de uma caixa de papelão branco com uma fita vermelha para a caixa não abrir — e a colocar no chão do banco ao meu lado, liguei o carro e saí do lugar onde eu estava, sentindo o sol da tarde bater nos meus braços e pescoço, movi o volante e entrei no tráfico. 

    Desviei o olhar da estrada por breves segundos ao receber uma chamada da escola do Kihyun, entortei as sobrancelhas me perguntando o porquê da ligação e escutando o som da chamada e vendo o boneco de um celular se movendo no ecrã no meio da parte da frente do carro — a atendi, em alta voz. 

 

    — Senhor Park? — a voz de Min Ye, uma chinesa que trabalhava na escola como auxiliar, mostrava nervosismo. 

 

    — Bom dia, senhora Ye — respondi num tom confortável. 

 

    — Bom, não costumamos lhe ligar — afastou o telefone do rosto e murmurou algo indecifrável — Tem um homem falando com seu filho nas grades da escola. — meus olhos se esbugalharam e eu saí da faixa do canto para uma do meio, pisando um pouco o acelerador. 

 

    — Tire agora meu filho daí. — ordenei — Esse homem ao menos se identificou? Porque ainda não tiraram meu filho de perto das grades?! — meu coração parecia um cavalo a galopar. 

 

    — Senhor Park, ele se identificou como pai de Kihyun. — prendi minha respiração e acelerei ainda mais. — Nós tentamos tirar a criança de perto das grades, mas o homem se garantiu como pai e tem uma auxiliar observando os dois neste momento. 

 

    — Vou já para aí. — desliguei. 

 

    A este momento nada mais me importava, se eu iria ser multado ou se assustaria os outros condutores, o que importava era meu filho neste momento. Em alguns minutos eu já estava apitando para alguém se despachar a tirar o carro do estacionamento, nem liguei direito para os gestos brutos após ter tirado o carro do retângulo. Saí do carro como um flash e mal olhei para a estrada, antes de atravessar. 

    Quem me visse pensava que estava atrasado, mas naquele momento meu coração parecia um grupo de cavalos fugitivos em ação, meus passos viraram corrida e minha respiração foi ficando ofegante enquanto me aproximava da escola — olhei em volta e não avistei ninguém sem serem velhos que gostavam de observar as crianças e alguns funcionários que fumavam, conversavam ou falavam no telefone longe do portão. 

 

    — Senhor Park! — Jin-Ah uma jovem apareceu se reverenciando e parecia nervosa. 

 

    — Meu filho! — exclamei ofegando. 

 

    Ela pareceu despistada e correu para dentro do edifício, segui seus passos mais calmo, logo ela apareceu com Kihyun ao longe e eu pude respirar fundo e sorrir aliviado, ele saltitou até mim e me deu um sorriso alegre, me baixei e apalpei seus braços e ombros, verificando se estava tudo bem. 

 

    — Appa! Appa! — agarrou minhas mãos alegre — Conheci um moço muito legal, que disse que te conhecia! — gelei por alguns segundos. 

 

    — Filho, não fale com estranhos nem dentro da escola, pelo amor! — ele desfez o sorriso — Não quero ter de novo que correr desesperado para sua escola e depois me contar que conheceu um moço qualquer na rua. — o abracei. 

 

    — Desculpe appa. — disse e eu passei a mão em seus cabelos. 

 

    Me levantei, ainda com o menor na minha frente e a mulher com sua bata amarela com broches coloridos, cabelo preso num rabo de cavalo frouxo e uma expressão nervosa.

 

    — Você! — andei até a mulher — Onde raios tinham a cabeça para deixar meu filho falar com um estranho?! E se fosse um sequestrador?! — eu já apontava o dedo no peito da mulher, poucas coisas me faziam ficar nervoso, mas meu filho era meu tesouro. 

 

    — Desculpe! — se reverenciou nervosa — Aquele homem se identificou como familiar e logo procuramos na ficha do garotinho e não achamos identificação então não podíamos dizer não ao homem, mas não deixamos que ele se aproximasse mais de Kihyun. 

 

    — Porra — respirei fundo murmurando e passando minhas mãos pelo meu cabelo. Levantei meu rosto mais calmo e olhei a mulher á minha frente — Tem filhos, sobrinhos ou algo que você cuide como irmãos ou filhos na sua vida? — coloquei minha mão na cintura e ergui minha sobrancelha esquerda. 

 

    — Não — se envergonhou e baixou o olhar. 

 

    — Pense no que os pais destas crianças pensam quando isto acontece. — soltei as palavras mais calmo, com uma voz séria. 

 

    — Sim, senhor. — pausou — Eu posso lhe dizer mais uma coisa? 

 

    — Diga. 

 

    — O senhor não disse seu nome, mas disse que o conhecia, era familiar e que falaria com ele em breve. — pausou — Era um homem de touca preta, roupas casuais, usava óculos escuros e tinha piercings em suas orelhas — não poderia ser ele. 

 

    Cambaleei e fechei meus olhos, abri meus olhos e encarei meu filho, que fez meu coração se acalmar quando sorriu sem graça pra mim — eu não podia estar tão nervoso perto de Kihyun. 

 

    — Pegue suas coisas, querido — pedi e ele saiu correndo. 

 

    — O que pretende fazer? — questionou a mulher que ainda estava ali. 

 

    — Nada, mas se vocês voltarem a deixar meu filho falar com um estranho que não se identifique como alguém que esteja na ficha… — apontei a mão na garganta da mais nova — Acho que não precisamos conversar sobre, certo? Isto não se irá repetir — baixei o braço e sorri. Ela riu baixo nervosa e eu ri por cima sínico, logo desfiz as risadas e olhei mortífero, ela estremeceu — Ou vai? — seus olhos procuraram algo inquietos. 

 

    — C-claro que não, s-senhor Park! — se reverenciou — Tenha um bom dia! — saiu da li andando rapidamente. 

 

    Minutos depois o pequeno e saltitante Kihyun estava com sua mochila nas costas e sua lancheira na sua mão direita, veio correndo para perto de mim; lhe tirei a mochila das costas e ele carregou apenas sua lancheira. 

    Caminhámos para onde eu havia estacionado o carro, no caminho ele me explicara do seu jeitinho despreocupado que sua aula havia terminado mais cedo pois um menino vomitara na sala de aula, lhe perguntei se chegara perto do vómito ou do menino durante o dia e ele disse >>não somos amigos, ele é chato<< e rimos. 

 

    Estava colocando suas coisas no porta bagagens e ele tagarelava algo, em pouco tempo parou de falar e eu mal percebi, mas quando fechei a porta pesada do carro e me virei para ver Kihyun, me assustei ou vê-lo sorrir para alguém do outro lado do passeio, que estava sorrindo para ele também. 

    Meu coração parou. Aquele homem de touca preta, jaqueta jeans, calças pretas, óculos escuros, ténis pretos e sorriso largo era o pai de Kihyun. Minhas mãos começaram a tremer de repente e eu vi vários momentos antigos que passara com Jeon Jungkook — o homem á minha frente — na minha frente, de repente tudo parecia congelado e a única coisa que eu conseguia pensar era correr dali com meu filho, e nunca mais ver Jungkook. Desejava que num pestanejar eu acordasse de uma soneca aleatória no meu escritório, então pestanejei, mas quando abri meus olhos Jungkook estava tirando seus óculos escuros e aqueles olhos amendoados, com esferas de brilho infantil me fuzilavam. Naquele momento eu sabia que ele estava pensando >>você mudou, Jimin<< e iria com todas as certezas pensar >>será que ainda lembra do que passamos?<< e de sua boca sairiam as palavras galanteadoras que me fizeram parar na sua cama diversas vezes num rolo de dois meses, antes de partir para a Europa. 

    Desviei o olhar para minha criança que nos olhava curioso, respirei fundo me recompondo e ergui minha mão ao pequeno: 

 

    — Vocês se conhecem, appa? — raios, porquê ele tinha que dizer aquilo?

 

    Calma Jimin, seu filho, Park Kihyun nem sabe que está entre seus dois pais, que é fruto de uma dos sexos casuais em algum motel ou casa. Park Jimin, você já superou muito em sua vida! Quem é Jeon Jungkook perto da sua vida agora? Você pode estar casado e feliz num casamento maravilhoso e essa criança ser o fruto do seu lindo casamento, Jeon Jungkook não sabe isso. 

 

    Olhei para cima, nossos olhares se encontraram novamente e eu dei um sorriso sínico, que Jungkook respondeu com três passos a frente e eu, puxando a mão de Kihyun, consequentemente o puxando para perto de mim. 

 

    — Nos conhecemos sim. — respondeu por mim — Seu appa me conhece e fiquei sabendo que ele tem coisas pra me falar. — olhou pra mim e sorriu sínico, minha respiração que pouco se estabilizara, já estava sendo furada novamente. 

 

    — Hyunnie, entre e se ajeite sozinho, huh? — ele assentiu e acenou ao outro, que sorriu e acenou também. 

 

    — Não acredito que você não me disse durante esse tempo todo que tínhamos um filho. — foi direto ao assunto e eu fechei a cara, o encarando. 

 

    — Aish — cuspi as palavras — O que te garante que essa criança é sua? 

 

    — Oito anos, Jimin. — olhei o céu ensolarado, com nuvens semelhantes a algodão — A gente se deixou á oeis anos e eu era o único rolo seu. — erro, quem se deixou foi você, com uma foto de uma rua famosa na Inglaterra, com uma legenda ‘’Foi bom o tempo que passámos, Park. Mas olha onde eu estou agora. Talvez um dia nos encontremos novamente!’’ e acabou tudo ali. — Quando cheguei me disseram que Park Jimin havia ficado grávido umas semanas depois de eu viajar. 

 

    — Muita coisa pode ter acontecido. As fofocas nunca são verdades. — nos encaramos nos olhos. 

 

    — Jimin, esse filho é realmente meu? Sinto algo diferente quando chego perto dele, sinto uma ligação, e seu sorriso e traços têm semelhança a mim. — sua boca estava entreaberta e ele tinha sua mão no peito. 

 

    — Jungkook — o parei e sorri sem humor — Mesmo que essa criança fosse sua, quem a criou e tem ligações com ela, sou eu, o pai dele. Você é só alguém que decidiu aparecer de novo na minha vida, sem eu pedir. — ele deu um passo atrás. 

 

    — Você sabe que eu era um adolescente idiota naquela altura, né? — poderia até ser verdade, mas, ele me machucara bastante e isso eu não poderia deixar passar.

 

    — Eu também, Jungkook. — confessei e vagueei o olhar, até reencontrar as esferas castanhas brilhantes que eram seus olhos. — Eu cresci e montei minha vida e meu sustento, esse filho que está me esperando no carro… Ele tem uma casa, uma família, um quarto, brinquedos e materiais. Mais que isso tem-me a mim. — pausei para respirar — Aqueles tempos mudaram, Jeon. Agora eu sou um adulto com uma família para cuidar, então vamos apenas nos esquecer e seguir nossas vidas, sim? — lhe mostrei um sorriso sincero e me andei até a porta do meu carro. 

 

    — Taehyung! — parei e o olhei — Taehyung me contou isso! — molhou os lábios — Ele me deu certezas que tínhamos esse filho. Por favor… — me enfiei no carro imediato. 

 

    Ele ia se aproximar do carro, mas eu dei avanço rapidamente no carro e me enfiei na estrada, ignorando o visor direito que deveria ter a imagem do meu passado com pernas, pensando em mim e Kihyun. 

 

 

    Talvez eu nunca tenha superado o romance de verão que tive, talvez tenha sido de longe o melhor e de perto o que ainda faz com que meus batimentos cardíacos se desestabilizem por vezes, mas passou, foi á mais de oito anos. Dizem que tem certo sentimentos que não mudam com o tempo, e talvez o que eu sinto bem no fundo da minha pessoa, continue com um pouca da essência que tinha naquela altura. Mas não existe mais acordar de manhã com carinho no cabelo, não existe mais banhos com beijos e sorrisos molhados, não existe mais boates e bebidas com sexo, não existem mais coisas para renascer daquilo, não tem o que remexer. 

    Minha vida ficou completamente baralhada e problemática quando me descobri grávido de um adolescente pegador, foi aí que meu cérebro caiu na real — Jeon Jungkook não era minha vida, minha vida era o trabalho que eu tinha á tarde na loja de conveniência, era a mesa para colocar e a janta pra cozinhar na casa dos meus falecidos pais, isso sim era minha vida. 

    Kihyun foi um acaso da minha vida, que segurei em meus braços com todas as forças e fiz tudo o que estava ao meu alcance para dar certo, e deu. Ele era sim filho de Jeon Jungkook e eu era sim medroso de mais para dizer que não era filho dele, mas também me faltava coragem para admitir que o sangue que corria nas veias da criança era de Jungkook também. 

    Eu não tenho medo que Jungkook me leve o filho ou que seja um mau pai se entrar na vida de Kihyun, eu só sinto que será um estorvo valente na minha vida e que Kihyun vai adora-lo e eu não saberei manter meu filho longe desse estorvo. Eu tenho noção que, pelo menos, nos primeiros dias Kihyun será um pedaço do coração do pai que apareceu do nada, e que fará de tudo para me ‘’ajudar’’ e compensar o tempo com o filho. Mas eu não sei, estou sendo egoísta a não contar isto a Kihyun e estou sendo infantil em ter medo, mas é difícil, eu fui abandonado com um filho no ventre, mal sabia cuidar de mim e prendi na marra a cuidar de mim e do meu filho. Tudo sem Jungkook. E do nada, ele parece na minha vida e a abana com apenas uma aparição. 

 

    — Appa, coalas são ursos pequenos? — minha mente quebrou e meus olhos foram para os de Kihyun. 

 

    — Ah, não, pequeno — ri baixo — eles apenas se parecem com ursos. — expliquei e ele assentiu e voltou a prestar atenção no documentário da vida animal.

 

    Então me vi, nesse momento; dois pratos com migalhas do bolo de morango que comprara á horas atrás. Sentado no sofá de tecido neutro, com meu filho do lado, prestando atenção na Tv e mal tendo noção que minha cabeça estava voltando ao passado, ou melhor, vendo o passado voltar ao meu presente. 


Notas Finais


O que acharam?
Me digam por favor, estou insegura sobre essa historia.

Enfim! Quero agradecer aos primeiros favoritos, fiquei muito feliz quando vi nas notificações ~

Fiquem bem!


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