História Meu pecado - Capítulo 50


Escrita por: ~

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Categorias A Seleção
Tags Drama, Mistério, Romance
Visualizações 383
Palavras 1.337
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Insinuação de sexo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Enfim a história chegou aos seus 200 favoritos, fiquei e ainda estou extremamente emocionada, depois de meses e meses finalmente tivemos essa incrível conquista. Muito obrigada a vocês, leitores, que sempre vem acompanhando essa trajetória da fic. De pouquinho a pouquinho fomos conquistando o nosso espaço novamente, e isso me deixa muito feliz. Esses 200 não são apenas números, mas sim a nossa família MP que vem crescendo a cada dia. Amo vocês, amo essa família que construímos. E não é apenas isso, chegamos também ao quinquagésimo capítulo da história! E para comemorar quero que me digam nos comentários, qual a música que mais combina com o nosso casal bipolar

Bom, tenham uma ótima leitura!.

Capítulo 50 - A conversa


Fanfic / Fanfiction Meu pecado - Capítulo 50 - A conversa

O jantar foi normal. Marlee apareceu, com Carter. O pequeno Kile ressonava em algum lugar no andar de cima. Depois, todos foram para sala de estar. A chuva castigava os telhados do lado de fora. America sentou abraçada com Maxon e Marlee com Carter. Aspen havia ido dormir. Após isso, fora, cada um pro seu canto. America e Maxon ainda trocaram alguns carinhos antes de dormir, nada demais. America acordou no dia seguinte com um bilhete ao seu lado, avisando que tinha saído. Ela se sentia disposta. Se arrumou, tomou café, e resolveu ir ver Joe. Passou bem uma hora e meia com o cavalo, mas ainda não se sentia pronta para monta-lo de novo. Estava caminhando pelo jardim, quando Maxon apareceu, voltando da cidade, montado em seu cavalo. Ele sorriu, correspondendo ao sorriso dela, e desceu do cavalo, que seguiu o seu rumo. Ele a beijou brevemente, e a acompanhou em sua caminhada. Só que a chuva que desabou e os obrigou a voltarem correndo pro estábulo, aos risos.

Maxon: Olha só você - disse, afastando o cabelo molhado dela de seu rosto. Em seguida tirou seu terno e colocou em volta dos ombros dela. Os dois se encararam por um segundo, mas logo tiveram outra crise de riso. O cabelo curto de Maxon gotejava água.

Assim ficaram por minutos. Ela se sentou num muro do estábulo, e Maxon se sentou num banco alto que tinha, perto dela. America estava perdida em seus pensamentos, quando ele começou.

Maxon: Não quero que tenha rancor - disse, olhando para frente, como se estivesse sozinho - O que eu tive por Kriss foi mais que amor. Foi uma fixação. Uma doença.

America: Não tenho rancor. Não agora - concluiu, olhando-o.

Maxon: Eu era um adolescente. Não sabia nada da vida. Meu pai me venerava. Eu tinha tudo, Ames. Tudo, menos limites. E então ela apareceu. E era a coisa mais atraente, mais excitante que eu já tinha visto na vida. Eu era um menino, ainda - observou, olhando a chuva - E eu me apaixonei por ela. Eu já estava acostumado com a idéia de me casar com você. Você era linda, e eu era superficial. Mas eu me apaixonei por ela, e tudo perdeu o sentido. Era ela.

America: Sempre há um momento onde você pode parar. Um momento um minuto antes de estar tudo perdido. O momento onde você sabe, que se sair agora, vai superar. Houve esse momento para você.

Maxon: Deve ter havido. Mas ela não deixou que eu o percebesse - disse - Kriss era mais mulher do que eu era homem. Me seduziu, levou os meus sentidos. E eu estava preso - admitiu - Mas ainda havia você. E eu lutei contra todo mundo. Não adiantou. Eu era um adolescente eles eram a razão me chamando. Então eu quis fugir - engoliu em seco - Eu não lembro. Minha mãe apareceu. Eu perdi o controle da situação. Só me lembro que, na tentativa de resolver as coisas, surgiu uma dor sufocante na minha cabeça, e eu apaguei. Quando acordei... - hesitou - Estavam mortas - ele respirou fundo - Naquele dia, de certa forma, eu morri também - admitiu - Eu passei os dias trancado em casa, sentindo a minha dor. Meses depois comecei a me reerguer. Mas não era mais o mesmo. Não tinha sentimentos. Não sentia alegria, amor, felicidade, compaixão. Só ódio. Eu aceitei o meu destino. Eu aceitei você. Kriss estava morta, que sentido fazia ir contra o meu pai? Então eu estava voltando para casa, após ficar mais um dia até tarde trabalhando, e ao passar em frente a sua casa, um vulto ruivo corria desesperadamente. Corria de mim - ele sorriu de canto com a lembrança - Eu já havia visto você antes daquilo. Mas você era pequena. E agora você tinha crescido. Estava linda, mesmo soando e ofegando como estava.

America: E você me odiou - concluiu, olhando-o.

Maxon: Odiei. Odiei com todas as forças que eu tinha. Porque eu olhava nos seus olhos e via ela. Kriss não suportava você - ele fez uma careta - E eu prometi a mim mesmo que faria da sua vida um inferno. Um inferno tal como era a minha vida. Mas, como vemos, você com o seu dom de irritação e persistência não deixou. E eu me odiava, porque eu amava você - ele riu de si mesmo - Eu machuquei você. Eu te feri. Eu te fiz sentir dor. Mas nada funcionou. Era você. Eu queria ser amável com você, mas toda vez que eu tentava, era ela que eu via.

America: Você superou isso - afirmou, olhando-o.

Maxon: Creio que sim. Durante anos eu montei aquele santuário a ela no terceiro andar. Eu cuidei dele como de um filho. Mas depois que você chegou aqui, eu não tive mais vontade de voltar - hesitou - Kriss estava grávida, Ames - admitiu, amargo.

Para America, foi como receber um belo soco no meio da cara. Um filho. Morto. Ela ergueu as sobrancelhas, atordoada.

Maxon: Não quero que isso sirva de desculpas por tudo o que eu fiz. Não vai haver perdão. Mas era meu filho. Era minha mãe. Era minha mulher - America assentiu, pensativa - Nós vamos melhorar, Ames. Um dia eu vou mandar desocuparem o terceiro andar. E tudo estará bem. Eu te prometo - ele se aproximou dela e a abraçou, e ela retribuiu o abraço. Agora sabia como aquela pedra fora plantada no lugar do coração dele. Mas ela cuidaria disso. Ela o faria feliz, prometeu a si mesma.

America: Amor, e a Miriam? - Maxon sorriu, soltando ela.

Maxon: Eu odiei você porque me lembrava a Kriss. Mas a Miriam... - ele riu brevemente - A Miriam é a cópia perfeita da minha mãe. Era como olhar para um fantasma. Aí você chegou... - ele tocou o nariz dela - E me obrigou a olhar a menina andar pela casa, sapateando com roupas novas - America riu do deboche dele.

America: Eu estou com frio - disse um tempo depois, se abraçando a ele de novo.

Maxon: Vamos para casa - disse puxando ela do muro e a abraçando pelo ombro. America o abraçou pela cintura e eles se lançaram a chuva fraca, rumando para casa.

Os dias foram passando. America estava se sentindo uma Marlee, ia para cama com Maxon quase todos os dias, e a cada dia se tornava melhor. Já sua irmã estava irredutível. Seu resguardo duraria trinta dias. Carter, á noite, ria da irritação da mulher por não poder toca-lo.

Marlee: Sabe que dia é hoje? - perguntou, mordendo o lábio para prender o sorriso.

Carter: Por suposto que não - mentiu. Sabia sim que dia era. Hoje fazia um mês que Kile nasceu. O resguardo de Marlee chegou ao fim.

Marlee: Carter! - fez uma careta, corando. Ele se estourou de rir. Ambos já estavam vestidos para dormir. Carter estava sentado na cama, encostado na cabeceira da mesma, e Marlee de pé, no meio do quarto.

Carter: O que foi? - perguntou, olhando a mulher corar - Anda, me diga, que dia é hoje? - perguntou, sorrindo para ela.

Marlee: Pois não direi - resmungou, indo pro seu lado da cama - Boa noite - disse, e se deitou, virando-se de costas para ele. Carter ficou observando a mulher por um momento. Era tão linda quando ficava com vergonha. Ele se deitou, virou-se para ela, e lhe abraçou pela cintura.

Carter: Refresque minha memória - murmurou enquanto se deliciava com a pele do pescoço dela. Marlee sorriu de olhos fechados, e virou-se pro marido, que se apossou da boca dela com gana. E aquilo durou a noite inteira. O dia estava amanhecendo, e enquanto a casa toda estava afogada em seu sono, Marlee e Carter estavam mais acordados que com vontade de dormir. A paz, finalmente, reinava naquela casa. Os casais se amavam, estavam felizes. O herdeiro era forte, saudável. Só havia uma peça sem seu par. Aspen.
 

 


Notas Finais


No próximo capitulo de MP...

Aspen: Meri, eu vou viajar - anunciou, em uma das tardes em que Maxon trabalhava e America e Aspen ficavam no chalé.

America: Porque?

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Maxon: Você sente falta dele - afirmou tempos depois, antes de se postar atrás dela, segurando-a levemente pelos ombros.

America: Não é só isso. Porém, sinto falta sim. Aspen é um grande amigo - disse, se aconchegando no peito dele.

Maxon: Só um amigo? - perguntou, acariciando os braços dela, enquanto lhe olhava.


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