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História Meu pequeno Malfoy - Capítulo 21


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Capítulo 21 - 21-Nunca vou abandona-lo


Lucius Abraxas Malfoy se encontrava em seu escritório na Mansão Malfoy olhando as fotos de quando seu filhotinho era apenas em bebê, Draco Lucius Malfoy com certeza foi o melhor presente que ganhou em toda sua vida claro que dividindo o lugar com sua querida esposa Narcisa Malfoy também era um de seus bens mais preciosos, o alfa dominante poderia parecer um homem sério e aristocrata mas na verdade era um alfa carinhoso e babão por seu filhote e muito apaixonado por sua mulher.

A alguns dias vinha tendo um mal presentimento e uma sensação ruim em seu peito, sempre que sentia isso acabava involuntáriamente lembrando de seu filho e isso o estava deixando preocupado. Esperando que fosse apenas saudades de ter seu filhinho em casa estava tentando tirar aquele sentimento ruim de seu corpo olhando álbuns de fotos de família.

Narcisa bateu na porta do escritório do marido e com um tom de voz carinhoso ele a deixou entrar, a ômega andou calmamente até seu marido e se sentou em seu colo para ver o que o loiro estava fazendo:

-Olhando os álbuns de fotos da nossa família meu querido? -Narcisa pergunta carinhosa como sempre.

-Sim meu amor, tenho tido um pressentimento ruim e sempre que acontece acabo lembrando de Draco. Espero que seja apenas saudades de ter nosso bebê aqui em casa conosco. -Lucius responde enquanto abraça a esposa.

Geralmente homens ou mulheres alfas que eram casados com ômegas não tinham uma conexão desse tipo tão forte com seus filhotes mas seus parceiros sim, no caso de Lucius e Narcisa tanto a ômega quanto o alfa eram muito conectados com seu filhote ômega e sentiam quando ele não se encontrava bem. Diferente da maior parte dos alfas dominantes o Malfoy mais velho realmente se importava muito com seu garotinho, apesar de não demonstrar tanto isso agora que ele estava ficando mais velho:

-Eu também tenho tido essas sensações, eu também espero que seja apenas saudades. -A mulher diz se aninhando nos braços do marido. -Mas acho que não precisamos nos preocupar, ele está em Hogwarts e lá é bem seguro, além disso, ninguém mexeria com nosso herdeiro. E ele nos contaria se tivesse algo errado não é?

-Ele sempre foi muito aberto conosco então tenho certeza de que ele nos contaria por carta se algo ruim estivesse acontecendo. -O homem fala tentando reconfortar a si e a esposa.

-Não acha que temos sido muito duros e antipáticos com ele nos últimos anos? Estamos sempre ocupados e temos tempo para ficar com ele tão poucas vezes, e você está sendo um pouco frio demais com ele... -Narcisa comenta preocupada.

-Sei que você se incomoda com isso minha querida mas é apenas para o bem dele, quero apenas que ele seja forte durante esse período, uma guerra pode começar a qualquer momento então ele precisa estar preparado para situações mais complicadas onde não poderemos ficar ao lado dele o tempo todo. -Explica o loiro carinhosamente. -Mas não se preocupe nós estamos do lado mais forte disso tudo, Voldemort vai ganhar e logo nós poderemos voltar a mimar ele.

De fato algo que nunca se cansavam era cuidar de seu filho, ao contrário do que muitos pensavam Draco era um ótimo garoto e muito carinhoso como filho e seu instinto ômega o fazia ser muito sensível a críticas ou tratamento frio, então quando Lucius tinha que fingir não estar se importando com ele ou o tratava de forma ignorante isso deixava seu garotinho extremamente triste:

-Me promete que assim que isso tudo acabar nós poderemos voltar a trata-lo como nosso bebê? -Narcisa pergunta em tom feliz.

-Claro que sim! -Lucius afirma de modo simples.

Os dois então começaram a folhear juntos o álbum de fotografia vendo muitas fotos que tiraram ao longo dos anos:

-Eu simplesmente amo essa foto, foi a primeira foto que tiramos assim que ele nasceu. -A ômega comenta extremamente feliz.

-Vocês ficaram lindos nessa foto, foi um dos dias mais felizes da minha vida e eu lembro que quando vi essa cena tudo que eu queria era pode-la mais vezes sempre que eu quisesse. -Explica o Malfoy olhando apaixonadamente para a foto em questão.

Era uma foto de 2 horas após o nascimento de Draco, ele estava já limpo e enrolado em uma cobertinha enquanto estava no colo de Narcisa que apesar de parecer extremamente cansada tinha um lindo sorriso no rosto, e seu marido apenas não aparecia na foto pois ele havia tirado a mesma:

-Eu gosto muito dessa aqui, lembra desse dia? Foi a primeira vez que demos papinha para ele. -O loiro comenta apontando para outra das muitas fotos.

-Merlin, claro que lembro! -Disse e deu uma risada alta. -Ele fez tanta bagunça nesse dia, te sujou inteiro e quase toda a mesa de jantar. Nós nem conseguimos ficar irritado já que era simplesmente fofo demais.

Nessa foto o garotinho tinha por volta de 3 ou 4 meses e estava sentado no colo de seu pai e os dois estavam completamente sujos de papinha, havia um pratinho de bebê caído no chão e uma colher suja sobre a mesa de jantar (que também estava suja) enquanto Narcisa ria sentada em uma cadeira ao lado do marido.

Passaram por muitas outras fotos como por exemplo uma onde Severus e Draco (Com apenas 5 anos de idade) vestiam suéters idênticos verde esmeralda com listras pretas, estavam abraçados e o chão estava coberto de neve. O Malfoy mais novo adorava aquela foto e seu padrinho também, eles faziam questão de recria-la todo ano novamente e sempre comparavam com as antigas para verem o quanto tinham mudado:

-Severus foi o melhor padrinho que poderíamos ter escolhido para ele, não acha? -A ômega de cabelos bicolor pergunta. -Me sinto péssima sempre que lembro que quando estávamos em Hogwarts eu sentia ciúmes de vocês quando estavam juntos.

-Sempre te disse que eu e ele não tínhamos nada além de amizade, e também te disse que ele iria ser bom para nosso pequeno.

Na época de escola Narcisa tinha muito ciúmes de Lucius pois o Malfoy era sem sombra de dúvidas desejado por muitos garotos e garotas e ele raramente os recusava, mas após se descobrirem destinados o loiro virou uma pessoa completamente diferente e muito fiel a sua destinada, porém, muitas vezes ela ainda sentia ciúmes da relação de seu namorado e o melhor amigo dele. Graças a Merlin com o tempo ela parou com essa implicância sem motivo e quando se casaram prometeram ao ômega que ele seria padrinho de seu futuro filho ou filha, claro que a promessa foi cumprida algum tempo depois:

-Draco está tão fofo nessa foto e estávamos tão felizes todos juntos, com toda certeza essa é minha preferida. -Lucius fala apontando para outra foto.

-Sim essa também é a minha preferida, esse dia foi simplesmente perfeito não foi? -A mulher diz completamente contente.

Já nessa foto era do dia em que o Malfoy mais novo iria para Hogwarts pela primeira vez, nesse dia Narcisa e Lucius estavam muito felizes e orgulhosos mas ao mesmo tempo preocupados pois seu garotinho iria passar muito tempo separado deles e isso estava nítido nas feições de ambos, e Draco parecia extremamente empolgado por poder para a nova escola. A cena registrada na foto mostrava Lucius e Narcisa de mãos dadas com um sorriso no rosto e lágrimas nos olhos enquanto olhavam para o filho, o loirinho sorria feliz para seus pais segurando sua bolsa escolar:

-Sinto falta de quando ele era pequeno, mas fico tão feliz em pensar no quanto nosso filho cresceu e se tornou um garoto tão doce, apesar de ser orgulhoso e meio arrogante como qualquer outro Malfoy. -A ômega fala brincalhona provocando um pouco o marido.

-Ei nós Malfoy's não somos arrogantes, só orgulhosos mesmo e isso porque sabemos muito bem que podemos ser orgulhosos! -Responde o alfa dominante também em tom divertido.

-Sabe Draco cresceu tanto e ele já está com 16 anos, bem na verdade ele ainda vai fazer 17 esse ano. Você acha que ele vai encontrar o par destinado dele? -Pergunta esperançosa.

-Querida ele ainda é muito novo, acho que ainda vai demorar um pouco para isso acontecer. -Responde o albino.

-Mas muitas pessoas conhecem seus destinados na escola, nós descobrimos que éramos destinados também no sexto ano em Hogwarts. -Narcisa responde. -E você sabe que algum dia Draco vai se casar com algum homem e ter seus próprios filhotes, é algo normal da vida. Eu mal posso esperar para cuidar dele quando estiver gestando uma criança, quero muito ter um neto.

-Por que tem tanta certeza que nosso filho vai se casar com outro cara? Poderia ser com aquela garota a Pansy Parkinson, eles se dão muito bem. -Sugere Lucius.

-Eles são apenas bons amigos e nosso filho é gay, você sabe disso então não se fassa de desentendido. Se ele fosse mesmo se relacionar com algum de seus amigos eu acho que seria Blaise Zabini ou Theodoro Nott. -A ômega diz o óbvio, revirando pouco os olhos. -Eles são bons alfas e são puro-sangue, e eu sei que isso é muito importante para você mas eu só me importo que ele esteja feliz. -De fato o que mais lhe importava era a felicidade do seu garotinho, não a linhagem de seu companheiro.

O loiro sabia sim daquilo e não tinha nenhum problema com o fato de seu filho gostar de garotos já que ele mesmo era Pansexual, também tinha noção que algum dia seu filho iria encontrar seu destinado e se apaixonar, mas era difícil pensar que algum dia seu garotinho iria ser deflorado por algum brutamontes.

Draco Lucius Malfoy era simplesmente a inocência em forma humana e para seus pais (principalmente para Lucius) ele poderia ser assim para o resto de sua vida, nunca tiveram coragem de falar com seu herdeiro sobre sexo ou nada que envolve-se coisas do tipo. Por serem uma família tradicional a única coisa que o Malfoy mais novo sabia era que atos sexuais só eram permitidos após o casamento com seu destinado e nada mais, não tinha nem ao menos noção de como fazer feitiços contraceptivos e isso não preocupava nem um pouco seus pais já que sabiam que seu filhinho ainda era completamente puro:

-Quero que isso tudo acabe logo, assim poderemos voltar a ser como eramos antes. -A mulher pede carinhosamente quase como uma súplica. -Desculpa insistir tanto nesse assunto é só que eu realmente sinto falta de como a mais unidos antes.

-Ta tudo bem, eu também quero voltar a ser como eramos antes. Acho que logo tudo isso vai acabar, Voldemort tem mais facilidade para mandar Comensais da Morte para Hogwarts agora que nosso filho colocou o armário sumidouro na Sala Precisa então acho que apartir de agora é só Draco completar a missão de matar Dumbledore. -O homem explica esperançoso. 

-Você não acha que ele é novo demais para isso? Talvez ele esteja se sentindo muito pressionado, isso é tarefa para um comensal adulto e experiente, não para um adolescente de 16 anos.

Aquilo sempre foi algo que incomodou Narcisa desde o dia em que seu filho recebeu a missão, era algo muito complicado e arriscado para um garoto tão jovem e sem experiência nenhum no assunto, e porque então justamente seu filho? Ele era o mais novo de todos os seguidores de Voldemort na questão de idade, o Lorde das Trevas insistiu muito para Lucius e Narcisa para que seu filho se junta-se ao grupo o quanto antes e isso deixava a ômega meio desconfortável e desconfiada, até onde sabia nenhum outro garoto ou garota da mesma idade de seu filho já tinha sido recrutado ou pedido para realizar uma missão mesmo que simples, então por que seu bebê era assim tão importante? Algo não cheirava bem em toda aquela história e seu marido parecia tão feliz em saber que seu herdeiro estava seguindo seus passos que parecia não se atentar a esses detalhes:

-Lorde Voldemort deve ter voltado a confiar muito em nossa família e esse é um ótimo meio de mostrar ainda mais lealdade, não vejo nenhum problema nisso. Assim nós até ganhamos mais prestígio entre as outras famílias que o seguem.

Mesmo com aquela explicação Narcisa ainda não estava convencida com aquilo mas não culpava seu marido por não sentir que algo estava errado em relação a aquilo, sabia que apesar de os dois terem muita ligação com seu filhote seu instinto como mãe era mais forte, ou "mágica de mãe" como ela gostava de chamar. 

Draco era o único filho que eles haviam conseguido gerar já que a ômega tinha problemas de fertilidade e o tratamento para que ela consegui-se gerar um herdeiro foi muito longo, sua vida não estava em risco mas ela podia ter perdido o garotinho a qualquer momento, porém, quando pode segurar seu filho nós braços pela primeira vez se esqueceu de toda a dificuldade que teve na gravidez. Por conta disso nunca deixaria que algo ruim acontecesse com seu filhote então se nota-se que algo errado estava acontecendo com toda certeza faria o mesmo contar-lhe o que estava acontecendo consigo.

 

EM HOGWARTS...

 

Blaise Zabini não fazia idéia de como haviam acabado naquela situação mas por algum motivo não sentia vontade nenhuma de reclamar de como estavam, ele estava sentado no chão da sala em que estavam com Ronald Weasley em seus braços enquanto o ruivo ainda chorava com a cabeça apoiada em seu ombro, já não tinha mais idéias sobre o que fazer para acalmar o ruivo e isso o desesperava um pouco então em algum momento o abraçou para tentar melhorar minimamente a situação. "Esse garoto vai morrer de desidratação se continuar chorando desse jeito" pensou levemente desesperado apesar de saber que aquilo não iria realmente acontecer.

A cada soluço choroso que escutava sentia seu peito apertar um pouco mais e se sentia culpado, será que ele também havia ficado assim no dia em que o rejeitou na frente de todos que estavam no Três Vassouras? Ele odiava admitir que estava errado em alguma coisa mas dessa vez ele sabia que havia passado muito dos limites e tinha que acalma-lo de algum jeito (o que parecia ser impossível). Não queria ter que pedir ajuda de Pansy ou de Draco e muito menos de algum amigo ou parente do Weasley mas se a situação continua-se como estava provavelmente não teria outra escolha (e qualquer um deles provavelmente arrancaria seus bolas por ter o feito chorar novamente) , a única opção que tinha era engolir completamente seu orgulho e pedir desculpas por tudo que tinha feito de ruim nos últimos dias, não tinha certeza se aquilo ajudaria a acalmar mas tinha que tentar.

-Desculpa por toda a merda que eu te disse hoje, eu me descontrolei muito e joguei baixo com você...Por mais que eu não concorde com o que você tem feito por aí, eu não devia me intrometer na sua vida e muito menos te ameaçar. -Se desculpa enquanto acaricia timidamente os cabelos do ruivo, sabia que grande parte dos ômegas adorava aquele ato. -Eu não sou seu pai, algum de seus irmãos e nem nenhum de seus amigos, então eu sei que não tenho direito nenhum de te julgar ou tentar influenciar sua vida.

O corpo do garoto em seus braços pareceu tremer um pouco menos e o volume de seu choro diminuiu consideravelmente o que fez Zabini entender que ser sincero realmente estava ajudando, de certa forma até mesmo o alfa dominante achando que alguma de suas opiniões estavam certas ele sabia que não deveria dar palpite na vida de alguém que nem ao menos pediu sua opinião, sempre foi ensinado que aquilo era algo grosseiro e que devia se desculpar quando algo assim acontece-se.

Após mais alguns minutos o Weasley tremia e chorava mas bem menos, se sentia envergonhado por ter se mostrado fraco na frente de quem estava o humilhando a algum tempo atrás mas sabia que em partes aquele pedido de desculpa era mesmo sincero o que o deixou um pouco confuso já que não conseguia entender como o moreno mudou de idéia de uma hora para outra:

-Você realmente não vai contar para ninguém sobre aquilo? -Ron pergunta meio choroso e ainda muito inseguro.

-Não eu não vou e posso te prometer isso, não quero acabar com sua reputação desse jeito e muito menos te humilhar de forma tão baixa e terrível. -Blaise responde de forma calma sem largar o abraço em que estavam.

-Mas você não tem motivos para se importar comigo, não tem nenhum motivo para se importar se eu estou mal ou não com algo... -Insiste o Weasley ainda receioso com a nova atitude do Sonserino.

-Olha eu posso não simpatizar com você e muito menos apoiar sua amizade com sangues-ruins. -Zabini disse deixando Ronald um pouco desconfortável por se referir aos seus amigos como "sangue-ruim".

-Pode tentar também não ofender meus amigos? Sei que não gosta de nascidos trouxas, mas Hermione é minha melhor amiga e eu sei que ser chamada assim a mágoa muito. -Explica o ômega. -O que a incomoda também me deixa incomodado.

Normalmente o Sonserino reclamaria por ser corrigido e daria seu ponto sobre poder sim chamar os nascidos trouxas de sangue-ruim mas ele não queria outra discussão, principalmente agora que Ronald estava bem mais calmo e quase se acalmando:

-Certo me desculpe por ter me referido a eles assim, não quis ofende-los. -Diz Blaise. -Bem, mas como eu ia dizendo, posso até não apoiar sua amizade com nascidos trouxas mas não acho que isso seja motivo suficiente para fazer algo tão cruel relacionado a você. E claro isso não me traria benefício nenhum, pois, eu também seria expulso por te expor para todos dessa forma.

Rony se sentiu um pouco triste com a última declaração, "Então não é apenas porque ele se importa comigo, ele só não quer ser expulso de Hogwarts." pensou chateado, mas no fundo sabia que só o fato do Sonserino ter lhe pedido desculpas era um grande passo:

-Pode porfavor parar de chorar? Ver um ômega chorando é realmente terrível para a maior parte dos alfas, quando é o Draco eu ainda sei como acalma-lo mas com você eu não tenho idéia do que fazer. -O alfa dominante pede meio constrangido.

O ruivo deu risada enquanto se retirava do abraço do moreno, também estava um pouco constrangido por ter sido abraçado pelo alfa que tanto o odiava enquanto tinha uma crise de choro, mas só o fato de ver como Zabini ficava envergonhado de admitir que não sabia como acalma-lo naquela situação já o fazia rir. Sabia que em grande parte dos alfas seus instintos repudiavam a atitude de fazer um ômega chorar ou de não conseguir acalma-los em uma situação como aquela, quando algo assim acontecia geralmente alfas ficavam bem agoniados e desesperados para ajudar e tentar resolver o que estava acontecendo.

E era bem assim que Blaise Zabini se encontrava após presenciar Ronald Weasley chorar, se sentia agoniado, desesperado e completamente confuso sem saber o que fazer para fazê-lo parar de chorar, não queria tê-lo feito chorar por tanto tempo. Quando ouviu o ruivo rir seu instinto automaticamente o fez relaxar um pouco e fez se sentir menos culpado, nem se importava com o fato do menor estar rindo da sua cara:

-Claro. -Ron diz enquanto se senta no chão ao lado do outro garoto enquanto respira fundo tentando regular sua respiração.

Enquanto isso um silêncio levemente constrangedor se instalava no cômodo, o ômega jurava que assim que se acalma-se o outro iria deixá-lo sozinho e seguir sua vida mas mesmo assim ele ficou ao seu lado sentado naquela sala. Quando o cheiro do ômega Weasley parou completamente de demonstrar preocupação e angústia o alfa dominante se sentiu muito melhor e a sensação de culpa sumiu quase que por inteira:

-Esta melhor? Precisa de alguma coisa? Um copo de água? -Perguntou o maior ainda levemente preocupado com a situação do ômega

-Não, eu já estou melhor, não preciso de nada. -Rony responde de forma simples mostrando que já não chorava mais. -Mas muito obrigado por se preocupar.

-Eu sei que já falei isso mas eu prometo que não vou mesmo contar para ninguém, seu "segredo" está seguro comigo. -Disse o Sonserino de modo mais carinhoso que conseguiu.

-Serio? Muito obrigado mesmo. Se eu soubesse que chorar te convenceria tão facilmente a não me expor eu teria feito isso bem antes. -Ronald fala em tom de brincadeira. -Eu realmente deveria ter pensado nisso antes, sempre funciona com os meus irmãos.

-Isso é algo bem Sonserino de se dizer sabia? Acho que o Chapéu Seletor te colocou na Grifinório por engano. -Responde também em tom de brincadeira enquanto provoca o menor.

"Como podemos ser tão bipolares desse jeito?" Blaise pensou de forma divertida, a alguns minutos atrás estava lutando para acalmar aquele ruivinho e agora estavam simplesmente se provocando, era algo difícil para se acreditar mas isso não o incomodava nem um pouco já que tinha noção que o choro que Ron tinha dado a um tempo atrás era completamente verdadeiro:

-Não sou Sonserino, mas esse é um truque simples que se aprende quando se tem um pai alfa super protetor que não quer te deixar fazer nada divertido e mais 5 irmãos alfas que ainda acham que você é uma criancinha. -Diz o ruivo.

-Então quando você não consegue o que quer chora para que eles mudem de ideia? -Questiona Zabini meio surpreso com a atitude do garoto.

-Apenas em casos mais extremos, geralmente eu tento argumentar até que eles mudem de idéia ou parem de implicar comigo, mas quando eu vejo que nada está funcionando eu tenho que apelar para isso. -Explica o Weasley revirando os olhos ao lembrar de quando tinha que fazer isso.

-Continuo achando isso bem Sonserino da sua parte, chantagem emocional é bem o tipo de coisa que nós fazemos as vezes. -Admite Blaise.

-Você entenderia melhor se tivesse a vida de um ômega, geralmente nossos familiares alfas ou betas sempre estão muito preocupados com a gente e tentam o tempo todo impedir que nós façamos algo arriscado ou que possa nos machucar de algum modo. -O Grifinório fala. -Isso pode até parecer legal ou comum mas eu e grande parte dos ômegas não gostamos de ser vistos como coisinhas frágeis, é bem irritante ter gente que diz querer o seu bem mas não te deixa curtir a vida.

-Mas você sabe que por parte isso é nosso instinto, não sabe? Alfas sentem que precisam proteger ômegas com quem eles tem uma ligação familiar ou emocional.

E assim um Grifinório e um Sonserino entraram em uma conversa sobre "Como é a vida de um ômega" e também "Porque era tão irritante ser protegido o tempo todo". Por incrível que pareça, Ronald explicava muito bem seus pontos e experiência de vida o que fazia com que o alfa cabeça-dura prestasse atenção no que ele falava, claro que muitas vezes questionava ou expunha sua opinião em algo mas o ruivo sempre rebatia com argumentos bons e um tom de voz calmo, com certeza ele era melhor para explicar do que Pansy.

 

NAS MASMORRAS...

 

Já nas masmorras Draco se encontrava uma pilha de nervos enquanto Harry o abraçava, haviam explicado para Snape toda a situação do garotinho e que ele precisava comparecer a enfermaria para levá-lo até a diretoria enquanto Madame Pomfrey cuidava de outros alunos, o professor prontamente se prontificou em ir cuidar do garotinho que estava na enfermaria mas fez questão de mensionar que logo voltaria e queria falar com os dois:

-Calma Dray, não fique tão nervoso você está tremendo muito. -Harry tenta acalmar o loiro.

-Ele é meu padrinho Harry, eu me importo tanto com o que ele pensa mas eu te amo muito e não te largaria por causa de uma opinião ruim sobre você, sabe você é o único que está me dando conforto e carinho em uma situação tão horrível. -Draco responde um pouco agoniado e triste. -Mas eu realmente me importo com o que ele pensa e eu odiaria que ele ficasse chateado ou irritado com nosso relacionamento.

-Eu sei que você se importa com a opinião mas eu acho que não há motivos para ele discordar do nosso relacionamento. -Potter explica abraçando e confortando ainda mais o parceiro.

-É que ele e meus pais ainda me vêem como uma criança, talvez ele ainda ache que eu sou novo para estar com alguém. -Malfoy explica ainda preocupado com a reação de seu padrinho.

-Se ele falar isso vamos fazer ele mudar de idéia, vai dar tudo certo, eu te prometo isso.

Ouviram passos se aproximando e por via das dúvidas se separaram do abraço já que não tinham certeza que era Snape, porém, era sim o Mestre de Poções voltando para falar com seu afilhado e seu enteado (apesar de Harry Potter ainda não sabe desse pequeno fato):

-Como Ethan está? Os pais dele vieram buscá-lo? -Draco questiona ainda preocupado com o garotinho.

-Sim, levei ele até Dumbledore e expliquei a situação que Madame Pomfrey me contou, os pais dele vieram rapidamente por Flu e ele já está em casa. -Explica Severus. -Sr.Malfoy venha comigo, quero falar contigo primeiro antes de falar com o Sr.Potter. -Disse em tom sério.

-Achei que falaria com nós dois ao mesmo tempo professor Snape. -Harry diz um pouco surpreso.

-Prefiro falar com vocês separadamente para ter a opinião dos dois sobre o que eu presenciei, assim entenderei melhor o lado de cada um nisso tudo. -Argumenta Snape. -Vamos Draco?

O loiro acena que sim com a cabeça e logo em seguida segue seu padrinho até sua sala e se sentou na cadeira em frente a mesa, estava ansioso com a reação do ômega mais velho já que ele era praticamente de sua família, então sua aprovação era algo muito importante. A face do Mestre de Poções estava séria o que deixava o loiro ainda mais assustado e nervoso, realmente precisava da aprovação de seu padrinho em toda aquela situação. Notando todo o nervosismo do garoto, Snape suavizou sua face e soltou feromônios carinhosos mostrando para o loiro que estava tudo bem apesar de se sentir confuso:

-Você e o Harry estão namorando? A quanto tempo isso vem acontecendo? -Pergunta de forma carinhosa, afinal estava falando com seu afilhado.

-Na verdade estamos só tentando ter um relacionamento, ainda não demos nome para o que vem acontecendo entre a gente. -Diz o loiro de forma simples.

-Não acha que ele está te enrolando? -Questiona o mais velho com ar duvidoso.

-Não é isso, estamos juntos a apenas 2 dias e meio, eu acho. É algo muito recente então ainda estamos só vendo se tudo vai dar certo. -Explica de forma carinhosa defendendo seu alfa.

-A quanto tempo vocês tem se falado? Até onde eu me lembro vocês eram inimigos até poucos dias atrás. -Snape questiona de forma amigável mas deixando transparecer a confusão em sua voz.

-Começamos a conversar final de semana passado, eu estou passando por algumas coisas, ele começou a me ajudar muito com isso e começamos a nos dar bem... -O Malfoy suspira lembrando de como Harry era carinhoso e estava dando apoio a ele naquela situação horrível. -Seique pode não acreditar em mim mas ele é incrívelmente carinhoso, gentil, amoroso. Sábado acabamos descobrindo que somos destinados e eu estou tão feliz com isso, mal consigo respirar de tão feliz que estou.

-Você está realmente gostando dele não é? Você fica com os olhos praticamente brilhando enquanto fala dele. -Comenta impressionado o ômega de cabelo comprido.

Para Draco Malfoy aquela conversa estava fluindo melhor do que ele esperava, seu padrinho não parecia mesmo estar incomodado com tudo que o loiro estava falando, só estava surpreso o que era fácil de entender já que Severus Snape conhecia bem a richa entre seu afilhado e Harry Potter. Mas tudo que estava ouvindo sair da boca do herdeiro dos Malfoy's eram apenas palavras boas sobre o alfa dominante de cabelos bagunçados:

-Ele começou a me tratar tão bem e está cuidando de mim agora que eu preciso tanto. Eu não estou gostando dele, sei que estamos nos conhecendo a pouco tempo mas eu realmente sei que o amo. -Admite o ômega loiro. -Não esta irritado com meu relacionamento?

-Obvio que não, eu sou seu padrinho e tudo que me importa é sua felicidade! Se você está feliz por ter achado seu par destinado e vocês estarem se dando bem eu não vou te repreender. -Responde Severus abraçando seu afilhado. -Espero que vocês fiquem juntos e sejam muito felizes.

O príncipe da Sonserina estava realmente feliz por contar aquilo para seu padrinho e ele reagir de forma tão boa, sem nenhuma discussão ou briga e muito menos represálias. Se aconchegou ainda mais no abraço do ômega de cabelo comprido aproveitando aquele sentimento maravilhoso de aprovação, mais um passo tinha sido dado e agora Severus sabia de seu relacionamento com seu companheiro destinado, sabia que existia apenas uma mínima possibilidade de que algum dia podessem se assumir para todos e serem felizes publicamente (principalmente agora que o Lorde das Trevas podia voltar a qualquer momento), mas só o fato de ter a aprovação de uma das pessoas mais importantes de sua vida já era algo mágico:

-Obrigado por compreender a minha situação, Harry está sendo muito importante para mim e é maravilhoso saber que você aprova nosso relacionamento, estava nervoso achando que iria mandar nós nós separarmos. -Draco diz se separando do abraço mas ainda assim sorrindo. -Achei que você ia odiar já que não vai com a cara de Harry.

-Nunca faria isso e eu não o odeio, só o acho mão disciplinado e estou tentando mudar isso. Você tem todo direito de se apaixonar e ter um namorado ou seja lá o que vocês são agora. -O Mestre de Poções fala contente por seu afilhado. -Sei que você ainda tem só 16 anos mas diferente de seus pais eu não te vejo como uma criança, você já é um adolescente. Mas por favor se cuide, se precisar posso te ensinar feitiços contraceptivos, tenho certeza que seu pai ira surtar se for avô tão cedo.

O garoto de pele albina e olhos cinzentos corou e ficou com as bochechas mais vermelhas que um tomate, estava extremamente envergonhado em falar sobre algo tão íntimo com o outro ômega, apesar de terem grande intimidade aquele assunto sempre foi um tabu em sua casa mesmo de maneira tão leve quanto aquela e se sentiu também um pouco acuado já que agora um assunto que já era tão delicado havia tomado um rumo ainda mais difícil. Não podia explicar para Severus que ele e seu quase-namorado não tinham nenhum tipo de contato íntimo por conta de estar sofrendo estupros frequentes:

-Obrigado por oferecer mas eu e Harry... Nós não...Não fazemos "aquilo" e nem vamos fazer tão cedo, ele me respeita muito e sabe que eu não estou pronto para isso. -Agradece muito envergonhado e de forma simples para não comprometer a segurança de seu padrinho. -Além disso você sabe que não podemos, não antes do casamento. Então não há motivos para que me ensine esse tipo de coisa ainda.

-Certo mas se achar que está na hora pode contar comigo, não vou te julgar de forma alguma por querer fazer coisas assim antes do casamento, essas são regras e costumes velhos que seus pais querem fazer questão de seguir mas se você não quiser participar disso, não contarei a eles.

O Sonserino mais novo agradeceu concordando com a cabeça e logo em seguida os dois voltaram juntos até o corredor onde o Grifinório estava e parecia também ansioso, mas assim que viu seu loirinho com um grande sorriso no rosto seu medo e receio se dissiparam por completo, conseguia sentir que tudo estava bem e a conversa tinha dado certo. Os dois destinados se abraçaram e assim Potter teve e a confirmação de que tudo estava bem, em seguida o moreno sussurrou um “Eu te amo” para o loirinho que estava em seus braços também sendo correspondido com um selinho em seus lábios.

O ômega de vestes escuras e cabelos compridos se sentiu feliz em ver como o loirinho estava contente com seu alfa e como haviam

-Potter por favor cuide bem de meu afilhado, estou confiando ele a você e saiba que eu apoio muito o relacionamento dos dois. A única coisa que peço é para que o respeite muito e o trate com todo carinho e amor do mundo. -Suplica de forma carinhosa o professor de poções.

-Eu juro por Merlin e por todos os outros bruxos que irei trata-lo da melhor maneira possível, Dray merece o mundo todo e muito mais, e se depender de mim irei garantir que todos os dias na vida dele sejam repletos de amor e alegria. Eu prometo que o protegerei de qualquer coisa, e em qualquer situação, e nunca vou abandona-lo.

Com aquela declaração Draco se sentiu feliz pro completo, sabia que seu padrinho provavelmente não tinha entendido a última parte de tudo aquilo mas ele sim, claro que estava preocupado com essa necessidade que Harry tinha de lhe proteger mas a parte que realmente o agradou foi “Nunca vou abandona-lo” já que ser abandonado pelo garoto de olhos verdes havia se tornado seu maior medo, era reconfortante saber que seu parceiro estava disposto a ficar ao lado dele independente da maldita situação em que tinha se metido. Ter a aprovação de Severus Snape, seu padrinho e professor foi o ponto alto daquele dia e o príncipe da Sonserina sentia que absolutamente nada o deixaria chateado após isso ter acontecido, queria poder ficar o resto do dia aproveitando com seu alfa mas sabia que logo seria hora do jantar e eles teriam que se separar novamente, porém, nem isso estragaria sua felicidade.


Notas Finais


Talvez vcs não achem esse capítulo tão interessante mas eu gostei muito de escrever ele por finalmente mostrar se Narcisa e Lucius sabem de algo sobre o que está acontecendo, por fazer o Blaise ter uma crise de consciência e finalmente ouvir alguém e também por dar essa pequena felicidade ao Draco.


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