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História Meu pequeno Malfoy - Capítulo 27


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Notas do Autor


Desculpem por esse capítulo ser mais curto que os outros e não ter tudo que eu planejei, estou em semana de recuperação (pois é ainda estou no ensino médio) e meus professores não são do tipo que dizem quem precisa ou não fazer as provas. Então meio que eu tive que fazer todas elas sem saber se eu precisava ou não ;-;

Capítulo 27 - 27-Nós iremos sobreviver, os pais não estão sempre certos


Tudo havia corrido muito bem no horário livre e Draco Lucius Malfoy se sentia extremamente feliz por aquilo, era praticamente uma conquista o fato dos seis terem passado bastante tempo juntos sem brigar ou jogarem azarações uns nos outros, nem mesmo a idéia de que provavelmente no dia seguinte a notícia de que o trio de ouro da Grifinória e o trio de prata da Sonserina estavam juntos em Hogwarts estaria estampada na primeira página do jornal Profeta Diário o deixava receioso. Falta apenas algum tempo para o jantar mas eles haviam voltado a pelo menos meia hora para o dormitório pois estava ficando bem frio do lado de fora e os Grifinórios não eram muito acostumados a baixas temperaturas, agora ômega estava em seu dormitório junto ao seu melhor amigo enquanto esperavam o horário de jantar, Blaise Zabini estava muito quieto deitado em sua cama e olhando para o teto enquanto Draco o observava sabendo que algo estava errado com o alfa dominante pois ele estava quieto demais e parecia muito mais pensativo que o normal depois que aquele garoto da Corvinal aparaceu para falar com Ronald Weasley:

-Blaise está tudo bem? Estou começando a ficar preocupado com você. -Pergunta Draco Malfoy enquanto se levanta de sua cama e deita ao lado de seu melhor amigo o abraçando.

-Sim eu estou bem, só estava pensando em algumas coisas. -Responde Blaise Zabini abraçando o loiro também. -Sabe precisamos conversar sobre aquilo.

Ouviram a porta do dormitório se abrir e a voz de Pansy Parkinson falar “Precisam conversar sobre o que? Eu também quero saber!” antes da garota se aproximar dos dois e se jogar na cama ao lado do ômega, fazendo com que o mesmo ficasse encolhido entre os dois alfas:

-Pansy o que veio fazer aqui? -O príncipe da Sonserina pergunta surpreso.

-Vim aqui ficar com vocês até a hora do jantar. -Responde a garota de forma simples. -Mas não desconverse, vocês não vão me esconder mais nada! Se vocês continuarem com isso eu vou ter que arrumar novos melhores amigos. –Ameaça.

O ômega suspirou pesado e pensou um um pouco, não fazia sentindo nenhum esconder a verdade de sua melhor amiga agora que seu melhor amigo já sabia toda a verdade só esperava conseguir conversar com eles sem brigarem:

-Blaise quer conversar porque descobriu com quem eu estou ficando a uns 2 ou 3 dias.. -Explica o loiro meio constrangido.

-Ai meu Merlin! Cheguei na hora certa então, isso sim é algo que eu preciso saber. -Disse a alfa empolgada enquanto abraçava o garoto loiro. -Mas como você descobriu isso? -Perguntou para o outro alfa e em seguida lançou um “Abbafiato” no cômodo para poderem conversar sem nenhum risco.

-A camiseta que Draco estava usando para dormir estava repleta do cheiro de um alfa, você sabe que nós alfas e alfas dominantes temos olfatos muito bons então era difícil não sentir o cheiro. -Explica Blaise.

-Vocês estão juntos a tão pouco tempo e você já está roubando as roupas dele? Isso está indo bem rápido hein. Você deve estar gostando muito dele porque acho que nunca vi você chegar a esse ponto em um relacionamento, na verdade não me lembro de você realmente ter tido um relacionamento em todos esses anos em Hogwarts.

De fato a garota estava certa, o herdeiro dos Malfoy já havia beijado outros garotos algumas vezes mas nunca entrou em um relacionamento sério ou assumiu que estava ficando com alguém já que nunca realmente sentiu que estava gostando seriamente de algum dos garotos que beijou. Mas com Harry Potter isso era muito diferente, desde a primeira vez que viu o garoto de cabelos bagunçados na loja da Madame Malkin algo nele lhe chamou a atenção e tudo que desejava era se aproximar dele (de uma maneira inocente e infantil obviamente), mesmo quando Potter recusou sua amizade na frente de todos no primeiro ano o desejo por ter a atenção do menino-que-sobreviveu não passou então canalizou o desejo em chamar a atenção dele de outra forma e infelizmente a forma que encontrou foi sendo um completo idiota por muitos anos:

-Sim eu gosto muito dele, acho que de certa forma desde que eu o conheci algo nele me chamava atenção. -Admite Draco com as bochechas já bem rosadas ao lembrar do quase-namorado.

-Então pare de enrolar e conte para mim quem é, você sabe que eu sou sua melhor amiga e vou te apoiar em tudo. -Pansy fala carinhosamente enquanto Blaise apenas se mantinha calado esperando a confirmação do melhor amigo.

-Eu... Sabe por favor não fiquem bravos, eu sei que é estranho mas... Eu estou ficando com Harry Potter!

Depois dessa o quarto todo ficou em completo silêncio, o ômega estava extremamente receioso com a reação de seus melhores amigos por não fazia idéia de como eles iriam reagir a algo do tipo afinal ele e Harry sempre foram inimigos jurados por anos. Os dois alfas ficaram com os olhos completamente arregalados e engasgaram com o próprio ar de tão surpresa que estavam, até mesmo Zabini que já sabia quem era nunca esperou ouvir a confirmação vinda diretamente da boca de seu melhor amigo:

-Deuses! Eu escutei isso certo? Quer dizer... Estamos falando do Harry Potter aqui de Hogwarts? O menino-que-sobreviveu? O inimigo do nosso Lorde das Trevas? -Pansy questiona completamente chocada. -O mesmo Harry Potter com quem você tem uma rivalidade de vários anos?

-Sim Pansy, estamos falando desse Harry Potter. -Confirma Draco preocupado com a reação da melhor amiga.

-Eu nem faço idéia do que te dizer, quer dizer, eu já sabia mas mesmo assim é chocante escutar isso vindo da sua boca. -Blaise fala também confuso e surpreso.

-Por favor não fiquem bravos comigo e com ele só simplesmente aconteceu. -Disse o Malfoy fazendo um beicinho com os lábios coisa que seus amigos achavam muito fofo porém não comentavam para não irrita-lo. -Sabia que não devia contar para vocês ainda.

-Nós não estamos irritados Draquinho, só estamos chocados e vamos demorar um pouco para digerir o que você acabou de nos falar. -Parkinson fala no tom mais carinhoso que conseguiu reunir apesar de ainda se sentir sem ar.

-Bem, eu sempre desconfiei que sua implicância com ele desde pequeno não era penas porque ele tinha desprezado sua amizade, mas nunca achei que seria um interesse romântico no futuro. Como caralhos vocês começaram com isso? Quer dizer, até onde eu lembro você o adiava até pouco tempo atrás.

O loiro sabia que ele provavelmente receberia aquela pergunta de seus dois amigos alfas mas esqueceu completamente de pensar em uma história realista o suficiente pra contar a eles, não podia simplesmente jogar tudo para o ar e contar a ele sobre os estupros porque se não seus amigos tentariam impedi-lo de ir quando Voldemort chamasse e isso poderia levar seus pais a serem mortos ou torturados, e ele definitivamente não queria aquilo. Fez seu cérebro se esforçar o máximo possível para criar uma história simples e convecienti para que os outros dois Sonserinos que estavam deitados ao seu lado não desconfiassem do que dizia e começassem a investigar sua vida:

-Ele tem me ajudado muito sabem? Agora que sou obrigado a sentar em dupla com ele mas aulas do professor Lupin nós somos obrigados a conversar então começamos a nos dar bem, um dia eu estava tão exausto e desesperado para ter alguns minutos de descanso que acabei contando para ele sem querer sobre os meus pesadelos e ele decidiu que ia me ajudar com isso. Sei que podem não acreditar em mim mas Harry começou a ser muito fofo e carinhoso comigo, então quando eu menos notei já estava gostando dele e também estava gostando de mim. -Explica o albino um pouco corado ao lembrar das palavras doces que o Grifinório lhe dirigia quando estavam juntos sem outras pessoas por perto.

-Então ele sabe sobre o que são seus pesadelos? -O negro pergunta quase como uma armadilha para conseguir arrancar alguma nova informação do amigo já que ainda não estava convencido sobre as desculpas que ele estava dando quando tocava no assunto, mas mesmo assim o loiro reparou e se “esquivou” daquilo.

-Claro que sabe e vocês também, é o que eu já falei para vocês várias vezes, pesadelos idiotas com coisas bem infantis como ser perseguido por um dementador, ser mordido por um lobisomem ou vampiro e ter um bicho-papão em baixo da sua cama ou dentro do seu armário. Como eu já disse, são coisas bem estúpidas. -Insiste o príncipe da Sonserina.

-Ei os assuntos agora não são os pesadelos, eu quero é saber mais dessa sua relação com o Potter. -A única garota do trio comenta voltando ao assunto principal naquele quarto.

-Eu não sei muito o que dizer pra vocês já que é bem recente mas sim era com ele que eu estava no dia em que você desconfiou que eu estava por aí com um garoto... -Diz o herdeiro dos Malfoy de forma simplista, realmente não tinha muita idéia do que poderia falar sem comprometer a real história de como haviam começado a reparar seus sentimentos um pelo outro. -Nesse dia nós acabamos descobrindo que somos destinados. -Mentiu e logo em seguida ouviu gritinhos histéricos dos seus amigos.

-Céus você estava sozinho por aí com um alfa dominante? Porque até onde eu me lembro você ainda não teve nenhum cio esse mês e isso por ser bem perigoso então por favor me diga que ele não fez nada com você!

Realmente Draco ainda não havia tido seu cio naquele mês o que era um pouco esquisito já que normalmente seus cios eram bem regulados e sempre começavam no dia certo, duravam apenas 4 dias ou 5 se considera-se também o dia “pós-cio” onde alguns efeitos do cio ainda era presentes, como por exemplo a grande carência que os ômegas sentiam, a sensibilidade emocional e principalmente a vontade de ficar perto de seu parceiro (se já tiverem o encontrado). Provavelmente o cio atrasado era apenas um efeito da confusão que seus hormônios estavam devido aos picos de ansiedade e estresse que esteve passando nós últimos meses em que estava em Hogwarts 

-Blaise não precisa ficar preocupado, ele não fez nada comigo. -Draco Malfoy fala tentando acalmar seu amigo que estava obviamente preocupado.

-Esta me dizendo a verdade ou só está dizendo o que eu quero ouvir? -Questiona Blaise Zabini parecendo ainda em dúvida sobre a sinceridade do ômega.

-Estou dizendo a verdade. Meu cio só vai chegar praticamente no final do mês então ainda falta tempo para isso e Harry nunca me machucaria ou agiria contra minha vontade, nem mesmo nessas condições. -Insiste o ômega confiando em seus instintos já que algo dentro de si lhe dizia que poderia confiar cegamente no lindo garoto de olhos verdes pois ele não o machucaria de nenhuma forma. -Enquanto estávamos juntos um garotinho Sonserino do primeiro ano entrou no cio e tivemos que levá-lo para a enfermaria da Madame Pomfrey antes que algum outro alfa o achasse, o Potter insistiu em me ajudar a levá-lo para garantir que nada de ruim acontecesse no caminho até a enfermaria e isso foi de grande ajuda.

-Draquinho alfas perdem o controle ao sentir o cheiro dos feromônios de um ômega no cio, não vamos nem a pau te deixar perto dele na semana próxima ao seu cio. Ele pode até ter se controlado perto do garotinho mas deve ser porque ele era apenas uma criança, apenas um maluco atacaria um ômega de 11 anos no cio!  -Pansy Parkinson insiste também parecendo preocupada, não queria de forma alguma arriscar a segurança de seu melhor amigo apenas porque o mesmo achava que o Grifinório era alguém confiável. -Na primeira dorzinha que você sentir pode falar com a gente que nós vamos fazer como fizemos todas as outras vezes. Quer dizer, a não ser é claro que você queira passar seu cio com seu par destinado agora que o encontrou...

O loiro sabia que seus amigos eram superprotetores e também super preocupados com ele mas não achou que ficariam pensando em tantas coisas ao mesmo tempo, e pensar já no que iriam fazer quando ele entrasse no cio? Céus ele nem sequer se imaginava passando seu cio com alguém depois de tudo que o Lorde das Trevas havia feito consigo, nem mesmo passar o cio com seu parceiro destinado parecia uma boa idéia para si, na verdade... Sexo estava fora de cogitação em qualquer questão, mesmo se fosse com Harry! O amava e muito mas a idéia de fazer sexo com o moreno o aterrorizava, não que tivesse medo dele já que na verdade ele estava sendo a pessoa em quem mais confiava nos últimos tempos, mas sentia medo porque todas as vezes em que fez o ato foi algo completamente forçado, humilhante, agonizante, dolorido e não consensual e sentia medo sempre que lembrava disso tudo. Seu cérebro não conseguia associar sexo com algo bom ou gostoso, apenas com muito medo e dor, então mesmo que quisesse fazer algo com o quase-namorado tinha total certeza que as memórias envenenaram sua mente e o fariam chorar de medo nos braços do moreno:

-Me levar desesperados até a Madame Pomfrey e ela me fazer um atestado para entregar ao diretor Dumbledore e finalmente poder ir para casa passar dias horríveis lá? -Malfoy questiona ironicamente sabendo que normalmente essa era a atitude tomada pelos seus melhores amigos. -Vocês estão pensando muito a frente sabia? Olha eu entendo que estão preocupados com isso já que é são dias muito sensíveis para mim e tudo mais mas não precisam entrar em desespero pensando nisso. E não eu não vou passar meu cio com ele vocês sabem que isso vai contra o que nós ômegas sangue-puros somos ensinados...

-Até um tempo atrás você não estava ligando muito para como vocês ômegas sangue-puro são ensinados não é? -Questiona a garota de forma risonha relembrando aos dois o pequeno “caso” que o amigo estava tendo com alguém que eles desconheciam, o garoto negro também riu e o albino sentiu um pouco de ânsia subir em sua garganta ao lembrar de que seus amigos realmente achavam que ele estava “se divertindo” com alguém quando na verdade estava sofrendo nas mãos daquele desgraçado. -Mas okay, eu entendo se quiser seguir a regra idiota de se manter puro até o casamento e também entendo que passar um cio com ele seria algo arriscado já que você teria grande chance de engravidar por qualquer deslize bobo.

-Vocês não estão bravos por eu estar com o menino-que-sobreviveu? -Questiona o albino ainda com um pouco de medo da reação do seu trio de amigos.

-Não claro que não. Eu estou muito feliz que você finalmente encontrou seu parceiro destinado e espero que tudo entre vocês seja perfeito, se precisar de qualquer ajuda pode contar comigo ou com o Blaise. -Pansy responde apertando o ômega ainda mais contra si e o alfa dominante faz o mesmo.

-Também não estou bravo. Só acho que terei que ter uma conversa com aquele Grifinório para garantir que ele seja bom o suficiente para você, juro que se algum dia ele te magoar vai perder as bolas pra aprender a se comportar melhor. -Zabini ralha parecendo bem irritado com a idéia do outro garoto algum dia magoar o ômega de cabelos claros.

-Eu preferia que vocês não ameaçassem ele mas por mim tudo bem, e uau isso é bem algo que meu pai falaria. -Disse o príncipe da Sonserina rindo e fazendo seus amigos rirem também junto consigo.

-Ei você já contou para seus pais ou ao menos pretendo contar logo? Porque até onde eu conheço o Sr.Malfoy não é um grande fã do Harry Potter, quer dizer ele sem dúvida gostaria de ter a cabeça daquele garoto em uma bandeja, então não acho que seria fácil apenas chegar lá e dizer “Mamãe, papai esse é meu namorado e parceiro destinado, também conhecido como o inimigo número um do Lorde Voldemort. Espero que vocês comportem bem com ele vindo aqui almoçar em família com a gente no domingo” 

A imitação da garota fez com que ela e seus outros dois amigos começassem a rir histericamente até ficarem sem ar e com lágrimas nos olhos, sem dúvida não tinha tensão nenhuma naquela conversa o que deixava Draco extremamente mais confortável com a situação já que realmente sentiu medo de acabar discutindo com seus melhores amigos por conta do garoto de cabelos bagunçados e lindos olhos verdes. Agora o único desafio que teria era contar a seus pais em algum momento sobre estarem juntos, não que quisesse apressar as coisas de maneira tão afobada mas sentia que seria bom já ir pensando em um jeito de cobrar para seus pais sem que Lucius Abraxas Malfoy tenha um surto e tente matar seu genro:

-Droga você tem razão, eu não faço idéia do que falar para eles quando eu tiver que apresentar o Harry, quer dizer minha mãe provavelmente vai ficar de boa porque ela sempre disse que tudo que importava era minha felicidade mas meu pai... Ele vai ter um ataque ao saber quem é. -Draco diz após imaginar um Lucius extremamente raivoso correndo atrás de Harry pela Mansão Malfoy com sua varinha em mãos pronto para azara-lo a qualquer momento de distração.

-Não, ele já vai ter um ataque só de saber que você está com alguém porque até onde eu me lembro ele é bem superprotetor e ciumento com você, quando ele descobrir que quem está com você é o grande inimigo do Lorde das Trevas e o garoto que ele mais odeia na face da Terra ele provavelmente vai tentar lançar outro Avada Kedavra nele. -Pansy comenta lembrando de todo o ódio que o Malfoy mais velho emitia quando lia ou ouvia o nome do garoto-de-ouro.

-Vocês acham mesmo que ele surtaria ou coisa do tipo? Eu não acho que ele é tão superprotetor e ciumento desse jeito, na verdade desde o segundo ano meus pais mudaram tanto comigo que não acho que ele sentiria raiva do Potter só por ele estar comigo, provavelmente seria apenas por ele ser quem é. -Malfoy fala relembrando de como seus pais tinham mudado depois do retorno de você-sabe-quem no corpo daquele professor esquisito.

-Sei que eles tem ficado mais distantes como você já nos contou mas acho que pelo menos nessa parte seu pai continua o mesmo, lembra de quando você estava com quase 15 anos e acabou tendo seu primeiro cio? Depois que tudo passou e eu, Theodoro, Crabbe, Goyle e Pansy fomos te visitar para ver como você estava o Sr.Malfoy parecia bem mal humorado em ter tantos alfas perto de seu filho. -Relembra Blaise aí sentir um calafrio na espinha ao lembrar do olhar frio e cheio de ódio que o loiro mais velho direcionava a si e aos outros garotos do grupo naquele dia.

-Nossa eu me lembro bem disso! Ele não implicou comigo apenas porque eu era garota e para todos já estava bem óbvio que Draco era gay, mas com Blaise e os outros ele olhava de uma forma que simplesmente os fazia sentir vontade de sair correndo de lá. -Parkinson relembra também o dia em que quase se matava da cara de medo que os amigos faziam na presença do pai do ômega. -Quando fomos te procurar em seu quarto ele também me instruiu a não deixar o Draco sozinho com vocês e manter sempre a porta destrancada, ele estava realmente preocupado naquele dia.

O ômega Sonserino sorriu bobo imaginando seu pai daquela maneira, quase não conseguiu imagina-lo agindo daquela forma tão preocupada consigo mas sabia que Pansy e Blaise não mentiram para ele:

-Draco como vai ser agora que você é um Comensal da Morte e destinado do menino-que-sobreviveu? Você não tem como ficar dos dois lados dessa guerra. -A alfa questiona parecendo finalmente ter pensado naquela questão horrível, ela sabia que o amigo ômega não ficaria seguro estando no meio termo entre os dois lados já que se Voldemort descobrisse seu relacionamento ele provavelmente seria morto e se o Ministério da Magia descobrisse ele e os pais provavelmente seriam jogados em Azkaban.

-Eu sei que não tem como mas eu não faço idéia do que fazer, apresentar o meu par para os meus pais já com certeza vai ser uma experiência terrível e não tem como fazer Harry Potter mudar de lado, vocês sabem tão bem disso quanto eu. -O ômega responde parecendo frustrado em pensar em tantas coisas ao mesmo tempo. -Vocês já pensaram que nós estamos do lado errado disso tudo e não eles? Quer dizer, o Lorde das Trevas está discriminando, ridicularizando, torturando e matando pessoas nascidas trouxas e nossos pais simplesmente concordam e financiam tudo isso em troca de poder no futuro. Até um tempo atrás eu realmente achava que isso estava certo mas desde que eu me tornei Comensal da Morte eu não consigo mais ver isso da mesma maneira.

Com aquela declaração o garoto de olhos cinzentos se sentiu realmente egoísta, ele só havia notado como aquele maldito e seus servos eram pessoas ruins e asquerosas quando viu um homem nascido trouxa ser torturado com um crucio na sua frente, não gostava de admitir covardia mas se lembrava bem que a partir daquele dia ele começou a chorar e a implorar para seu pai que não queria ser um dos seguidores do Lorde das Trevas mas de nada adiantou e com os estupros qualquer dúvida sobre aquelas pessoas serem horríveis desapareceu, eles eram simplesmente nojentos e asquerosos. Ele poderia ter notado antes não é? Poderia ter criado juízo e ter se tornado uma pessoa melhor antes que tudo que aconteceu e estava acontecendo tivesse ocorrido, mas foi fraco e manipulado demais pensando que os desejos e influências de seus pais apenas o deixariam bem

-Vamos mesmo participar de torturas e mortes de nascidos trouxas apenas porque nossos pais acham que é o melhor para nós? Eu realmente não consigo mais achar um sentido em todo esse ódio e preconceito por pessoas que não são sangue-puro como nós, eu nem sei como um dia eu pude achar que ter ódio deles fazia algum sentido! -Disse Draco levemente exaltado se sentindo péssimo ao lembrar da pessoa que era antes de tudo aquilo

-Você mudou de ideia sobre tudo só no tempo em que está ficando perto do Harry? -Pansy questiona surpresa.

-Não! Não estou pensando isso apenas por causa do meu parceiro destinado é só que isso realmente não faz sentido nenhum. Pansy eu sei que você provavelmente vai entender o que eu estou falando, eu sei que você está apaixonada pela Hermione Granger e não tem como você negar isso já que é completamente óbvio! Você quer mesmo passar sua vida torturando e matando pessoas como ela? E se alguma dia você tiver que mata-la? 

Aquela pergunta de fato chocou a garota e fez seu coração falhar algumas batidas, não conseguia se imaginar tendo que matar ou torturar a beta Grifinória pois só de imaginar aquela garota extremamente inteligente com medo de si já era de partir o coração:

-Não, e-eu não conseguiria f-fazer isso com ela. -Afirma Parkinson com a voz meio travada provavelmente por conta da sensação ruim que aquela pergunta lhe causou.

-E você Blaise? Iria ficar feliz sendo um Comensal da Morte se tivesse que torturar ou matar o Ronald Weasley? E não adianta me dizer que você não tem nada com ele e por isso não iria te afetar, vocês dois são destinados e isso iria te deixar arrasado. Eu sei que vocês podem achar que a partir do momento em que se aliarem a ele de verdade e ganharem a marca negra tudo vai ser perfeito mas não é! -Falou a última parte em um tom choroso ao relembrar tudo que estava passando e claro que aquilo não passou despercebido pelos seus amigos que logo começaram a se questionar internamente se Voldemort tinha obrigado a fazer algo horrível nesse nível. -Ser um Comensal assim como nossos pais significa não só estar ao lado do Lorde se ele ganhar poder, significa estar do lado negro e ter que tirar vidas para ganhar o reconhecimento dele e eu definitivamente não quero fazer algo assim!

Os outros dois sangue-puros definitivamente também não queriam participar de coisas assim, sempre que pensavam em ser servos do Lorde das Trevas assim como seus pais somente pensavam no poder, nas riquezas e no reconhecimento que teriam quando o mesmo tomasse o controle do mundo bruxo mas nunca haviam pensado que teriam que realizar o trabalho subo assim como os outros Comensais faziam. Eles podiam até serem pessoas ruins, ambiciosas, arrogantes e orgulhosos mas não queriam ser torturadores ou assassinos como seus pais provavelmente eram.

Antes que a conversa se estendesse por mais tempo o sinal tocou indicando que estava na hora da refeição noturna, o trio de prata desfez o feitiço de silêncio e saíram do quarto dos dois garotos para irem ao Salão Principal para o jantar, a conversa que haviam tido tratou de vários assuntos e sem dúvidas parecia ter mexido com ambos os três amigos já que apenas andavam em silêncio um ao lado do outro, não era um silêncio ruim mas sem dúvida não era algo que estavam acostumados a fazer já que juntos passavam grande parte do tempo conversando, brigando ou tirando sarro um do outro. Pansy Parkinson parecia pensativa mas ao mesmo tempo extremamente decidida com algo e seus dois amigos notaram isso apenas de olhar a expressão no rosto da garota alfa, quando pisaram no Salão Principal viram que o local já estava bem cheio de alunos já que raramente alguém se atrasava para o horário das refeições e como sempre o trio de ouro da Grifinória estavam sentados juntos em sua mesa perto dos Gêmeos Weasley e Gina. Antes de se sentarem a mesa da Sonserina Parkinson pediu licença aos amigos e andou com paços firmes até a mesa da Grifinória chamando a atenção de grande parte dos alunos naquele lugar:

-Hermione preciso te fazer um pedido. -Disse a alfa Sonserina em alto e bom tom chamando atenção da beta e seus amigos, ela parecia ansiosa e decidida o que deixou Hermione curiosa com o que ela iria falar.

-Claro Pansy, pode me pedir o que quiser! -Hermione responde com um sorriso no rosto ao ver a nova amiga em sua frente.

-Eu queria saber se você gostaria de sair comigo no fim de semana. -Pansy sugere um pouco tímida mas reunindo todo seu entusiasmo, a conversa que tiveram com seus amigos sobre Comensais da Morte, relacionamentos amorosos e os ensinamentos que receberam de seus pais a deixou realmente inspirada para tomar uma atitude com a nova crush, não deixaria que os ensinamentos dos sangue-puros a impedissem de descobrir se aquela garota extremamente inteligente era sua destinada. 

-Como um encontro? -Pergunta Granger com as bochechas bem coradas e um olhar esperançoso no rosto, o que deixou a outra garota ainda mais confiante para investir naquela proposta.

-Sim vai ser um encontro. E então, você aceita? -Questiona Parkinson já sorridente pois sabia qual resposta a Grifinória iria dar a ela.

-Sim eu aceito sair com você. -A Grifinória aceita sorridente a proposta da garota de cabelos escuros, estava muito empolgada por ter sido notada pela mesma.

-Ótimo, que tal em Hogsmeade às 11:20 de sábado? -Pergunta a Sonserina também empolgada, não via a hora de poder leva-la para algum lugar divertido que a mesma gostasse, precisava fazer com que aquele encontro fosse perfeito.

-Por mim está perfeito, muito obrigado por me convidar. -Agradece a garota de cabelos cacheados timidamente

-Por mim também. -Termina antes de se aproximar e dar um beijo na bochecha da Grifinória, logo em seguida saindo de lá e voltando para junto de seus amigos que a olhavam extremamente surpresos assim como muitos alunos presentes no Salão Principal.

Os Gêmeos Weasley, os outros dois garotos do trio de ouro e Gina começaram a falar coisas para Mione como “Merlin, ela realmente te chamou para um encontro na frente de todos”, “Nunca achei que veria Pansy Parkinson renunciar seu posto de odiadora de nascidos trouxas” e “Eu sabia que ela estava afim de você!”. .Já o trio de prata traçou novamente seu caminho até a mesa de jantar da Sonserina e se sentaram nos seus lugares de sempre ignorando alguns comentários desagradáveis de alguns Sonserinos insolentes que cochichavam sobre Pansy estar se relacionando com gente baixa demais para a linhagem sanguínea dela, os dois garotos da Sonserina estavam chocados mais felizes pela atitude que a melhor amiga tomou e concordaram mentalmente que ela com certeza era a mais decidida do grupo:

-Isso foi bem impulsivo e corajoso da sua parte Pansy, queria poder ter coragem para expor meu relacionamento com Harry dessa forma. -Sussurrou Draco parecendo bem contente com a nova atitude da amiga. 

-Acho que você está certo Draco, e se vamos mesmo começar a mudar de lado precisamos começar o mais rápido possível antes que algo verdadeiramente sério comesse porque depois não vai haver mais nada que possamos fazer, tênis que começar a salvar nossa pele e a das pessoas que gostamos o mais rápido possível e talvez tentar convencer nossos pais de que eles estão simplesmente malucos ao concordar com aquele tipo de coisa. -Pansy diz extremamente decidida quanto a duas novas atitudes.

-Não acho que nossos pais vão sair fácil desse tipo de idéia, quer dizer, ele foram criados achando que isso era o certo. -Blaise argumenta parecendo incerto de como iriam começar uma coisa dessa.

-Nós também fomos não é? Draco principalmente e parece que ele foi o primeiro a abrir os olhos e agora está tentando nos ajudar a abrir também. -Parkinson rebate para o amigo negro. -Não quero desperdiçar minha chance de ser realmente feliz só porque um maluco com cara de réptil ofereceu poder para todos nós, na verdade nem há como sabermos se no futuro ele realmente vai comprar o que prometeu para nossos pais. Quem sabe ele não resolva se livrar de todos os servos dele depois de ganhar poder e governar tudo sozinho? Ninguém sabe o que se passa na mente dele 

-Certo essa teoria é assustadora mas não dá pra duvidar que isso realmente aconteça, acho que nossos pais nunca pararam para pensar que podem ter se juntado com um psicopata. -Malfoy comenta e completa a frase com “e estuprador” em sua própria mente. -Você sabe que se seus pais de alguma forma saberem o que você fez hoje eles vão te mandar um berrador não é?

-Bem isso é uma opção mas não acho que eles fariam isso, você sabe que normalmente nossos pais não nós humilharam em público porque eles preferem manter a classe na frente dos outros. -A alfa dá de ombros relembrando aquela verdade, poucos alunos da Sonserina recebiam berradores já que normalmente os pais de famílias sangue-puro preferiam manter a classe e o status na frente de outros para não virarem motivo de piada entre outros.

-Torço para que você esteja certa quanto a isso. -Blaise deseja para a amiga sabendo o quanto berradores podiam ser humilhantes já que já viu outros alunos receberem um. -Sabe eu estava pensando... E se nossos pais não mudarem de idéia mesmo depois de nós tentarmos muito? 

-Acho que vocês dois sabem o que vai acontecer, provavelmente seremos deserdados e tratados como traidores por qualquer um que apoie o Lorde. Mas nós iremos vamos sobreviver, os pais não estão sempre certos. -Afirma a garota mesmo que nem ela própria tivesse certeza do que estava falando, era apenas uma frase para reconfortar um pouco os medos que preenchiam a mente dos três.

Nenhum dos três amigos queriam abandonar ou renegar suas famílias mas depois de toda conversa que tiveram notaram que os ideais que deus parentes criaram eram completamente perversos e sem sentidos, havia milhares de alunos nascidos trouxas em Hogwarts e normalmente eles eram os que menos causavam problema e arrumavam confusões, raramente você via um aluno nascido trouxa praticando bullying ou provocando outros alunos da escola mas os sangue-puro normalmente faziam isso a qualquer oportunidade. Será que Lorde Voldemort e seus Comensais da Morte não pensavam que não eram apenas adultos como os membros do Ministério da Magia ou os Aurores que morreriam se eles começassem uma guerra? Centenas de adolescentes, crianças e bebês também morreriam ou ficariam órfãs apenas porque um grupo de pessoas decidiu que “sangues-ruins” não mereciam estar no mundo mágico. Nem mesmo a convivência familiar perfeita apagaria a idéia de que muitas mortes ocorreriam por causa dos servos de Voldemort, pessoas que até um tempo atrás eles pensavam em se tornar mas agora notaram que não tinha sentido nenhum naquele desejo.


Notas Finais


Bom esse capítulo teve muito diálogo então para não ficar parando toda hora evitei fazer muitos parágrafos e preferi descrever as coisas após o "-", mas espero que gostem mesmo assim


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