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História Meu pequeno menino - Capítulo 3


Escrita por: Anne_Shirley_Cuthbert

Capítulo 3 - Explicações e casa nova


O movimento do carro, o frio do ar-condicionado, a paisagem que eu observava pela janela, podiam ser coisas simples mas para mim são pequenas, únicas e raras ocasiões, sempre existe um detalhe que não conseguimos pegar de primeira, mesmo que tenhamos passado pelo mesmo lugar muitas vezes, sempre existe uma pequena surpresa.
Vincent dirigiu em direção a uma mata densa e eu fiquei claramente nervoso.


-para onde estamos indo? _ perguntei o encarando _


-minha casa fica logo depois dessa mata, não se preocupe, é bem perto


Respiro fundo enquanto ele dirigia, sentia um frio percorrer minha espinha, minhas mão estavam suadas e a minha boca estava seca, e se ele for um deles e estiver apenas tentando me enganar e logo vai me levar de volta para o meu cativeiro? Ou será que ele vai me mata?
Continuamos o caminho até chegar em um campo com grama bem verde e cheio de flores coloridas, havia no centro uma casa de madeira, modesta mas muito bonita. Vincent parou o carro e desceu, fiz o mesmo, sentindo um pouco de dor, ele deu a volta e me pegou no colo.


-você não precisa fazer isso


-preciso sim, você sofreu um acidente grave, seus pontos podem se abrir, seria um grande problema afinal não poderá sair daqui nem tão cedo


Ele dizia a verdade, apesar de ser um lugar lindo, eu teria que viver aqui escondido até prenderem aquelas pessoas, isso com certeza demoraria muito.
Entramos na casa e ele subiu para o andar de cima, comigo ainda em seu colo, entrou em um quarto e me colocou na cama, puxou uma cadeira e se sentou do lado da cama, ele parecia pensativo


- acho que eu mereço uma explicação...


A voz de Vincent se fez presente depois de longos minutos silenciosos. O analisei, suas mãos seguravam firmemente os braços da cadeira e seus olhos me observavam em mim, ele parecia nervoso, bem... era de se esperar de fato. Abaixei a cabeça, tentei pensar em como contar tudo resumidamente, afinal é uma longa história.


-eu... fugi _dei uma pausa tentando pensar bem nas palavras que eu iria usar_ bem... é uma longa história e eu não tenho uma boa concepção de tempo na verdade... começou quando a minha mãe faleceu, isso deve ter uns 3 ou 2 anos, as coisas não iam bem em casa, meu pai começou a beber muito e então caiu nas drogas, foi demitido logo depois, começou a frequentar uma casa de jogos de azar clandestina e começou a acumular dívidas já que todo o dinheiro que entrava era para os jogos, a bebida e as drogas, meu irmão fugiu de casa, não sei ao certo para onde ele foi e ficou apenas eu e meu pai _dei uma pausa e o encarei, ele me fitava com um semblante tristonho mas prestava atenção e então eu continuei_ os cobradores não paravam de ligar e ameaçar meu pai caso ele não pagasse as dívidas, e então em uma noite, acho que mais ou menos 1 ano atrás _digo fazendo uma contagem rápida na cabeça_ eu estava dormindo no meu quarto quando a porta se abriu e homens entraram, me arrastaram para fora de casa, não sei exatamente o que aconteceu, acho que me fizeram dormir por que só me lembro de estar em um quartinho pequeno, não demorou muito para descobrir que eu fui levado como uma forma de pagamento, dou os créditos ao fodido do meu pai...


Ele me encarava com nítida surpresa.


-mas o pior de tudo foi o que acontecia lá dentro da casa, o dono era um ricaço pervertido e sádico _respiro fundo me controlando para não chorar_ todos os dias era uma grande tortura, mas... o pior acontecia uma vez por mês, ele convidava varias pessoas como ele e então eles se reunião no salão da casa e a 00:00 em ponto eu era levado para o salão e então... _eu comecei a chorar_


Vincent me levantou e me abraçou com cuidado, eu retribui, realmente precisava disso, precisava de um carinho sincero sem segundas intenções. Ele me soltou e se sentou novamente na cadeira com uma feição séria.


-você ficará aqui escondido, e vamos descobrir os responsáveis por tudo isso e levá-los a justiça _fala convicto _


-é perigoso, você não precisa se arriscar por mim, nem nos conhecemos bem...


-eu sou médico, salvo vidas de pessoas desconhecidas todos os dias, você precisa de ajuda e eu vou te ajudar com eu puder


Sorri para ele


-obrigado de verdade, Vincent


Continua...



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