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História Meu pequeno mini Frost - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Chapter Seven


Retornaram para a casa, enfim, onde para o completo desespero de Jack sempre podia contar com a completa falta de responsabilidade e noção da loira platinada para cuidar dele. O bebê de cabelos brancos como a neve, revirou os olhos, frustradamente, recriminando por ter mantido esperanças — estúpidas — de que Elsa iria ter o mínimo de noção ao tentar cuidar dele, coisa que certamente não estava acontecendo. É óbvio que a loira jamais seguiria nenhuma regra ou recomendação que estevam nos sites. Na qual ele tinha plena certeza que ela nem se lembrava — saiba que quem rir por último rir melhor Elsa, não podê deixar de pensar venenosamente — a loira estava muito além de ser uma simples esquecida desmiolada. E embora achasse isso divertido às vezes, atualmente, estava virando a própria definição de Jogos Vorazes.

 

 

Essa, aliás, era uma dessas ocasiões.

 

“Elsa, pelo amor dos Deuses me alimenta!” o pequeno começou a articular sons completamente incompreensíveis num tentava, falha, de chamar atenção da loira “Eu to morrendo de fome!”

 

É, mas que óbvio que ela não se lembrou de um certo bebê faminto e que, por sinal, estava com uma fralda encharcada. Mas não podemos esquecer a sua completa falta de experiente no que diz respeito a palavra bebê, então esses erros podem ser nitidamente perdoáveis. Além do mais, quem mandou o imbecil do Frost aceitar os "presentes" alheios dados pelo Tuffnut, já teria sido memorável o suficiente ver a galinha voltar a ser um simples pinto. E a loira tinha outras prioridades — que devidamente não incluíam a sobrevivência do Frost — como estudar para a prova de Química, por exemplo.

 

A estudante de Engenharia de Civil voltou a andar ao redor do quarto enquanto mordia a ponta do lápis nervosa, sem deixar — para o enlouquecimento do bebê — de repetir pela trigésima vez as suas anotações.

 

— No núcleos de um átomo estão os prótons e os nêutrons… Cada núcleo de um elemento químico tem o mesmo número de prótons… Esse número define o número atômico de um elemento… — Elsa tentava, com muita dificuldade se concentrar em suas anotações, mas o pequeno estava começando a irritá-la — Mas que droga garoto. Me deixa estudar! — gritou perdendo a paciência.

 

“Como ousa gritar comigo, Cara Pálida?” com os olhos azuis semicerrados voltou a encarar a Johnsen “Eu deveria denunciar você! Eu quero comida e um banho! Você sabe quanto tempo faz desde a porcaria do intervalo? Se não fosse pela Méri eu estaria até agora só a base de leite!”

 

Com as falhas tentativas de conseguir se concentrar, Elsa decidiu que seria uma boa ideia estudar na cama, afinal Jack poderia estar apenas com medo de ficar sozinho.

 

Só que não.

 

Infelizmente, a situação só piorou, pois, o pequeno ficava puxando o fichário, pegando as apostilas e mexendo no estojo… Resumindo, ficou infernizando a loira que, novamente, não consegui estudar.

 

— Que inferno! — bufou irritada, pegando o fichário das mãozinhas gordinhas de Jack pela milionésima vez — Por que você não entende que eu preciso estudar, criaturinha?

 

“Por que você não entende que eu quero comer? Os estudos podem ficar para depois, meu estômago é bem mais importante do que isso” cruzou os bracinhos na altura do peito. Ela estava muito enganada se pensou que ele desistiria tão facilmente.

 

— A massa de um átomo é a soma das massas dos prótons e nêutrons… Para calcular a quantidade de nêutron que um átomo é preciso subtrair o número de massa e o número eletrônico…

 

“Meu estômago tá roncando e minha fralda tá molhada, sua hipócrita” resmungou destruindo mais uma vez a linha de raciocínio da garota.

 

— Não chora bebê — levantou-se começando a balançar o pequeno Jack, agora seus braços, deixando para trás os fichários e mapas mentais — Jack, se acalma

 

“Como você quer que eu me acalme?” o albino chorava cada vez mais alto, para o desespero de uma certa loira “Ninguém me entende. Sou um ser incompreendido!”

 

Elsa continuou ninando o bebê, numa tentativa incrivelmente falha por sinal, de acalma-lo, mas o Frost estava empenhado de fazer um belo de um escândalo. E foi justamente quando a Johnsen percebeu.

 

— Parece que alguém ta precisando de uma fralda nova, hein

 

“Só agora você percebeu isso, sua desnaturada? Eu to assim desde cedo, por que você esqueceu de me trocar na Universidade”

 

— Você precisa de um banho, sujinho — comentou risonha, fazendo o albino arregalar os olhos

 

“Você que me deixou assim o dia inteiro, e ainda fala desse jeito comigo, que calúnia! Da próxima vez vou fazer questão de sujar a sua cama!”

 

Elsa tirou roupinha do pequenino e levou até o tanque novamente, sem importar com fato da água estar fria e de Jack ser apenas um bebezinho. Mas não se pode cobrar muito de uma pessoa sem experiência com um bebê, certo?

 

Afinal, ela teve o cuidado de não enfiar o coitado debaixo do chuveiro, não é mesmo? Todavia, Jack estava com tanta vontade de tomar um banho que nem se importou com o fato da água estar fria.

 

Quando percebeu que o pequeno estava começando a tremer de frio, a loira o levou de volta para o quarto. Lá o secou, colocou lhe, mas uma das fraldas descartáveis e finalmente colocou, mas uma das roupinhas — incrivelmente fofa por sinal — em Jack.

 

— Prontinho, coisa fofa — pegou o bebê da cama, sem deixar apertar a sua bochecha

 

“Me sinto um idiota. Mas até que é bem confortável”

 

 

 

 

Felicidade não era bem a palavra que o definia naquele momento, afinal quem em sã consciência estaria feliz depois de virar um simples bebê e ser obrigado a usar fralda e roupinhas incrivelmente rúculas, não é mesmo? Pode-se dizer que ele estava satisfeito depois de ser limpo e alimentado. Se Elsa resolveu dar leite pra ele?

 

Errado!

 

Foi quase inacreditável quando a loira entrou no quarto com uma tigela de sopa. Tudo bem que não era um hambúrguer, uma pizza ou um churrasco, mas já era uma grande evolução. E que por sinal estava muito gostosa coisa!

 

Mas depois disso, a platinada resolveu dar atenção a criança em sua casa?

 

Claro que não, porque daí, obviamente, não estaríamos contando a de história do Jackson Fodido Frost; a loira resolveu voltar a estudar e para não correr o risco de repetir a cena anterior, ela decidiu que o jeito mais fácil de fazer isso era prendendo a sua atenção de alguma maneira. E nada mais fácil do que o colocar pra assistir alguma coisa.

 

“Você é um ser horrível Elsa” resmungou com os bracinhos cruzados encarando a porta fechada do quarto da platinada “Por que justo Peppa, em? Por que você não coloca Bob Esponja pra eu assistir?” bufou indignado.

 

 

❣️

 

 

Depois de alguns minutos tentando estudar, o que obviamente não aconteceu, depois de todos os acontecimentos anteriores, a loira já tinha perdido totalmente as forças e vontade de estudar Química. Se ela ia se arrepender disso, no dia seguinte? Provavelmente, mas com todos dizem. Foda-se.

 

Ela abriu a porta para leva-lo de volta para o seu quarto e só faltou o pequeno atira-se em seus braços, ela deixou o pequeno quase adormecido na cama e foi fazer tudo que ela não fez nesse meio tempo e a sem-vergonha da sua irmã só faria tivesse dinheiro envolvendo — como lava a porcaria da louça, por exemplo. Tomou um banho bem gelado, para voltar pra essa porra de realidade na qual ela estava presa, porque sua vida de mãe/babá/pessoa-que-deveria-manter-o-bebê-vivo e estudante estava a bela de uma merda. Depois um banho gelado e bem demorado para acordar e foi direto para o quarto, onde Jack estava brincando — muito entretido — com os dedinhos dos pés.

 

— Que fofura — comentou risonha, abrindo o guarda-roupa para pegar um pijama — Jack era realmente uma gracinha quando bebê

 

“Eu ainda sou uma gracinha, tá!”

 

Agora enxuta, Elsa jogou a toalha sobre a cama para vesti-se, afinal, Jack não passava é um bebê e os bebês não entendem as coisas e são inocentes, certo? Pelo menos os bebês normais, sim. Mas estamos falando de Jack Frost que é tudo, menos inocente.

 

“Pelo amor de Deus, por que você tá nua na minha frente?” arregalou os olhinhos suas bochechas enrubesceram-se fortemente e ele piscou os olhos diversas vezes, para ter certeza de que não se tratava de nenhum delírio mental seu

 

— Que cara é essa, bebê? — comentou rindo diante da expressão que se formou no rostinho do bebezinho, afinal quem poderia imaginar que, na verdade o Frost estava completamente consciente — Você fica fofinho assim, sabia?

 

“Eu sou um ser horrível. Mas sabia que a culpa é toda sua Elsa” balançou a cabeça se sentindo culpado.

 

Não que ele tivesse 100% da culpa. Afinal quem mandou a loira se despir na frente dele, não é mesmo? Ele poderia ter fechado os olhos? Sim. Poderia ter olhado para o outro lado? É claro. Mas como já foi dito anteriormente, ele era um ser horrível.

 

Elsa, agora com o seu pijama preto — que antes havia saído para estender a toalha — voltou para o quarto e se sentou ao lado de um pequeno que nunca mais poderia ver a mesma forma.

 

“Eu sou um puta de um pervertido. Mas não foi minha intenção!”

 

— Vem cá coisa fofa — a platinada o chamou colocando-o em seu berço improvisado no chao

 

“É isso, vou começar a planejar a minha lapide”



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