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História Meu pequeno Ômega... - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Desde já agradeço pela sua atenção e peço, antecipadamente, desculpas por qualquer erro aqui cometido.

Capítulo 5 - Não bagunce meu coração. -Parte Dois.


-Theo! -Uma voz feminina chamou.

-O que é isso?! -Outra voz, mas agora masculina foi ouvida.

O loiro separou os lábios do menino e encarou os donos das vozes, sentindo o sangue gelar.

-Quem vai me explicar isso? -A mulher perguntou impaciente.

-Calma, mãe. Há uma boa explicação. -Miguel falou.

-Me desculpem, mas seu filho é meu destinado. -Jack falou se levantando.

-Como é? -O pai do menino indagou. -Você sabia disso, Miguel?

-Sim.

-Quantos anos você tem, garoto? -A mãe de Miguel indagou.

-Dezesseis. -Falou com o coração acelerado. -Eu sei que parece estranho, mas sinto como se não fosse ser completo sem o Theo. -Jack falou se justificando.

-Quieto. -O pai do garoto falou.

-Não briga com ele! -Theodor disse bravo em frente a Jack. -O Jack é meu e não quero que briguem com ele!

-Filho... -A mulher chamou supresa.

-Ele é meu. -Falou choroso e abraçou o alfa.

-Ei, baixinho, está tudo bem. Seus pais só estão preocupados. -Jack falou sorrindo e acariciou os cabelos do menor. -Por que não vai tomar um banho para sua festa depois?

-Você vai me esperar? -Indagou esperançoso.

-Vou, sim. Mas nada de se apressar, hein.

-Tá bom! -Falou e foi na direção do banheiro.

-Vamos conversar, os dois. -A beta falou e os levou até a sala. -Quem vai começar?

-Já tem três meses. -Jack falou a encarando. -E eu nunca fiz nada com seu filho. Eu juro!

-Três meses?! E por que ninguém nos falou nada?! -O pai de Miguel bravejou.

-Não queríamos assustar todo mundo. -Miguel falou.

-O Theo já sabe o que é isso? -A beta indagou.

-Um pouco. Ele ouviu na escola e nós explicamos algumas coisas. -Miguel falou.

-E o que você pretende fazer? -O pai do garoto indagou para Jack.

-Bem, nada, por enquanto. -Falou nervoso.

-Quais são seus planos? Vai pedí-lo em casamento? Vamos ter netos? Onde vão morar? Eu quero que meu filho se forme antes de engravidar, ouviu? -A beta falou séria se aproximando do loiro, que se encolheu no sofá.

-E-eh... Eu acho... Bem... -O loiro gaguejou incerto e olhou para os lados. -Pretendo me casar quando ele tiver idade o suficiente. E quanto a ter filhos, quero poder ter uma renda estável para dar tudo a eles e meu futuro marido. -Jack falou sério e a beta suspirou.

-Bem, então... Bem-vindo à família! -Falou sorridente e Jack respirou normalmente outra vez.

-Espero que esteja sério sobre isso, rapaz. -O pai do menino falou.

-O mais sério de toda minha vida. -O loiro disse convicto.

-Eu acredito em você. Bem-vindo. -Falou lhe estendendo a mão.

-Fácil assim? -Miguel indagou decepcionado.

-Que medo... -Jack suspirou.

-Olha, Jack, o Theo é um dos meus bens mais preciosos, sabe? Não quero que nada de ruim aconteça com ele. -A beta falou se sentando ao seu lado, logo pegando sua mão entre as próprias. -Então, por favor, tome conta dele e o proteja. -Pediu olhando no fundo dos olhos do alfa.

-Vou protegê-lo com minha vida se for preciso. Ele é a coisa mais importante no mundo para mim, senhora. -Falou devolvendo o olhar e a beta sorriu.

-Ótimo! Então vamos arrumar a casa! -Falou animada e se levantou, saltitando pela casa.

-Vamos no meu quarto. -Miguel falou para o alfa e seguiram.

-Por um momento, quase morri. -O loiro falou sentando-se na cama.

-Eu pensei que eles iam te dar uma bronca. -Comentou dando de ombros. -Nunca mais faz meu irmão passar por isso, ouviu? -Perguntou ameaçador e segurou a camisa do loiro.

-Ei, calma aí... Você sabe porque eu me afastei; tinha que controlar meu lobo. Não é fácil como parece. -O alfa suspirou tirando a mão do outro de sua camisa. -Mas não vai mais acontecer.

-Assim espero. Mas vai ser mais difícil para se controlar depois de hoje. O lobo dele vai se manifestar e o cio começa depois essa manifestação, no mês seguinte, lembra? -Falou sentando-se na cadeira, de frente para o loiro.

-Eu sei, eu sei... É só eu não estar por perto nesses momentos que tudo bem. Sem contar que ele vai tomar supressores, então não vai ser tão difícil assim. -Disse analisando a situação, mas nervoso caso algo pudesse acontecer.

-Ah... Agora você é oficialmente da família. Bem-vindo. -Disse lhe estendendo a mão e Jack apertou.

-Miguel, cadê meu celular?! -Uma garota indagou abrindo a porta do quarto com raiva.

-Eu sei lá. -Falou dando de ombros.

-Fala logo ond- Jack, oi. -Se interrompeu percebendo o alfa ali.

-Gaby... -Falou com um suspiro.

-Anda, Miguel, cadê meu celular? Eu sei que você sabe onde está! -Bravejou com os braços cruzados.

-Já falei que eu não peguei, droga. Vai ver com a Sam.

-Jack, terminei o banho. Tô cheiroso agora? -Theodor indagou animado entrando no quarto, logo subindo no colo do alfa.

-Sempre está, baixinho. -Falou com um sorriso e aspirou o cheiro doce do pequeno, sentindo o peito queimar.

-Theo, se comporta! -Gaby falou o pegando do colo do alfa.

-Me solta, sua chata! Eu quero o Jack! -Bravejou no colo da irmã.

-Deixa, Gaby. É instinto. -Miguel falou balançando a cabeça.

-Por que instinto? -Perguntou colocando o pequeno no chão, que logo subiu no colo do loiro outra vez.

-O Jack é meu. -O pequeno falou abraçado ao pescoço do maior.

-É sério isso? A mãe e o pai já sabem? -Perguntou vendo o loiro beijando a bochecha do pequeno e Theo o retribuindo animado.

-Eles até aceitaram fácil. Pensei que iam matar o Jack. -Comentou sorrindo com o pensamento.

-Somos cunhados agora. -Jack falou.

-Oh, deus... Um menino tão lindo, mas é gay. -A beta suspirou decepcionada.

-Jack, quer ver meu quarto? -O pequeno indagou e o loiro concordou.

-Você na frente. -Falou quando o menor saiu de seu colo, logo o seguindo.

-Aqui. Lá em cima tem meus ursos, aqui dentro tem brinquedos, mas não uso mais, aqui tem trabalhos da escola, minha cama, meu roupeiro e meus livros. -Falou apontando para cada local e o loiro sorriu.

-É incrível, baixinho. E você gosta de ler? -Perguntou se aproximando da estante.

-Um pouco só. -Falou se sentando na cama.

-Gosta de poesia, é? -Indagou com um sorriso ao pegar um livro verde escuro.

-Gosto quando outra pessoa lê. Lê pra mim? -Pediu com os olhinhos brilhando.

-Tudo bem, então. Vejamos qual... Hum... Ah, esse aqui. -Falou parando em uma página.

"Como imperfeito ator que em meio à cena

O seu papel na indecisão recita,

Ou como o ser violento em fúria plena

A que o excesso de forças debilita;

Também eu, sem confiança em mim, me esqueço

No amor de os ritos próprios recitar, e na força com que amo me enfraqueço

Rendido ao peso do poder de amar.

Oh! Sejam pois meus livros a eloquência,

Áugures mudos do expressivo peito,

Que amor implorem, peçam recompensa,

Mais do que a voz que muito mais tem feito.

Saibas ler o que o mudo amor escreve,

Que o fino amor ouvir com os olhos deve."

-Lindo! Meus parabéns! -Miguel falou batendo palmas da porta do quarto.

-Cala a boca, Miguel. -Jack resmungou fechando livro.

-O que significa? -Theodor indagou sobre o poema.

-É um soneto de amor, baixinho. Quando for mais velho, vou ler de novo para você. -Jack falou com um sorriso e afagou os cabelos do menor.

-Querem dar uma volta? -Miguel indagou.

-Por mim... -Jack falou encarando Theodor. -Vamos?

-Sim. -Falou descendo da cama e acompanhando os alfas. -Vocês tem um cheiro forte. -Comentou inspirando o ar.

-É porque somos alfas. -Miguel falou.

-E eu? -O pequeno indagou para o irmão.

-Bom... Quando seu lobo se manifestar, saberemos. -Miguel falou afagando os cabelos do pequeno.

-Aonde a gente tá indo? -Theodor indagou para os alfas.

-Na casa do Jack. Lá em casa está uma agitação; não gosto de tanto tumulto em pleno domingo de manhã. -Miguel falou com um suspiro.

-E eu já dou seu presente quando chegarmos lá. -O loiro falou sorrindo. -O que você acha que pode ser?

-Um boneco de luta?

-Não.

-Carrinho!

-Não também.

-Hum... Uma bola?

-Tenta de novo.

-Uma camisa?

-Está perto.

-Me dá uma dica! -O pequeno choramingou.

-Não fica assim, meu baixinho fofo. Daqui a pouco eu te mostro. -Disse e piscou para o pequeno, beijando sua bochecha.

Após alguns minutos de caminhada, os três chegaram à casa de Jack e foram recebidos pela ômega.

-Prazer, eu sou a mãe do Jack, Jenny. -Falou com um sorriso e apertou a mão de Miguel.

-É um prazer. A senhora é muito linda. Me chamo Miguel. -Falou com um sorriso fino.

-Ele é meu colega e esse aqui é o irmão mais novo dele, Theo. -Falou apontando para o menor ao seu lado. -Theo, essa é minha mãe.

-Oi, meu amor. Você é uma gracinha, sabia? -Falou sorrindo. -Toma conta do meu filho, está bem? Ele é meio agitado, mas é um bom menino. -Falou para o pequeno com um cochicho e o menor riu baixo.

-Aham! -Concordou animado.

-Mãe, nós vamos lá no meu quarto. O Kevin está dormindo?

-Sim. Vou acordar ele depois. Querem comer ou beber algo? Tem bolo, posso fazer sanduíche, café, leite, achocolatado, suco... Então? -Indagou sorridente.

-Quer bolo, baixinho? -Jack indagou ajoelhado à sua frente.

-Quero, sim.

-Como se diz, Theo? -Miguel indagou com os braços cruzados.

-Obrigado!

-Ótimo.

-Alguém mais? -A ômega indagou.

-Não, obrigado. -Miguel falou.

-Podem subir, então. Eu já levo para você, querido. -Falou sorrindo e os três foram para o quarto do loiro.

-Bom, cá estamos! Vou pegar seu presente, Theo. -Falou afagando os cabelos do pequeno, logo mexendo no roupeiro e pegando uma caixa e levando até a cama. -Parabéns, meu baixinho. -Falou beijando sua bochecha.

-Obrigado! -Agradeceu animado e abraçou o alfa, sentindo o cheiro forte esquentar seu corpo.

-Vamos, abre. -O loiro falou e o pequeno rasgou o embrulho, logo removendo a tampa da caixa e tirando de lá um cachorro de pelúcia da metade do seu tamanho vestido com um macacão com patinhas pretas como estampa.

-Que fofo! -O pequeno falou apertando a pelúcia e o balançando, acionando o dispositivo e o fazendo latir. -Ele late! Olha, mano! -Falou animado abraçando ainda mais o animal.

-E não é só isso, baixinho. -O loiro falou retirando uma roupa da caixa. -Para vocês combinarem. -Falou mostrando o macacão igual ao do cachorro, junto de uma blusa branca com patinhas e "au au" estampados.

-Posso vestir? -Indagou animado.

-Claro que pode, é sua. -Jack falou sorrindo e Theo começou a tirar a roupa que usava. -Calma aí, Theo. -O loiro exclamou e segurou suas mãos. -Por que não se troca no banheiro? Assim nos faz uma surpresa, que tal?

-Tá bem. -Falou e foi na direção que Jack mostrou, carregando as roupas e a película.

-Que foi? Não se controla com uma criança, é? -Miguel zombou quase deitado na cama.

-Cala a boca. Eu só não quero acabar fazendo alguma coisa que o assuste. Melhor previnir do que remediar. -Falou dando de ombros.

-Aqui o bolo. Ué, cadê o pequeno? -A ômega indagou com um prato de bolo e um copo de achocolatado sobre uma bandeja.

-Está no banheiro. Pode deixar aqui, mãe, obrigado. -O loiro falou pegando a bandeja de sua mão.

-Tudo bem, qualquer coisa me chamem. -Falou saindo de lá.

-Mano, Jack... -Theo chamou pelo canto da porta, podendo ver apenas uma parte de sua cabeça.

-O foi, maninho? Está com vergonha? Vem aqui. -Miguel chamou sorrindo.

-Aconteceu uma coisa... -Resmungou baixo.

-O que foi? Se machucou? -Jack indagou preocupado e se aproximou.

-Minhas orelhas... -Theodor sussurrou e Jack arregalou os olhos.

-Meu deus... -O loiro exclamou surpreso e Miguel se levantou.

-O que foi??

-Que fofo!! É muito lindo! Vem aqui, baixinho! -Jack exclamou animado e pegou o pequeno no colo, o levantando e logo abraçando fortemente, achando a maior fofura do mundo o par de orelhas de lobo no lugar das de humano do pequeno.

-O que aconteceu, Jack? -Theodor indagou choroso.

-Não se preocupa, Theo. É porque seu lobo quer se revelar, com o tempo você aprende a controlar. Mas está tão fofo! -Jack falou beijando sua bochecha repetidas vezes.

-Theo, é só se acalmar e respirar fundo. Conta comigo... 1, 2... -Miguel falou após Jack parar de beijá-lo.

-1... 2... 3... -O pequeno contou inspirando o ar com força, logo soltando.

-E pronto. Já controlou suas orelhas. -O alfa falou com um sorriso. -Não tem com o que se preocupar, maninho.

-Agora deixa a gente ver como você está. -Jack falou o colocando no chão e o pequeno abraçou o cachorro de pelúcia. -Que fofura! Vou morrer com isso! -Exclamou com a mão sobre a boca e logo pegou o celular. -Dá um sorriso para a câmera e... pronto!

-Para com essas coisas estranhas. Já te falei isso. -Miguel resmungou o empurrando. -Você está a coisa mais linda do mundo, maninho. -Falou sorrindo e o pequeno sorriu junto.

-Eu posso usar no meu aniversário? -O pequeno perguntou animado.

-Temos que ver com a mãe e o pai antes, mas acho que não tem problemas.

-Você é lindo, baixinho. E muito fofo! -Jack falou se ajoelhando à sua frente. -Gostou do presente?

-Sim! -Falou abraçando seu pescoço. -Tá com seu cheiro. -Falou baixo com a ponta do nariz na camisa do loiro, que sorriu com o comentário.

-E você gosta? -Indagou inalando o cheiro do menor, recebendo um "uhum" sussurrado. -Então vou te dar uma camisa minha, assim vai poder sentir meu cheiro quando eu não estiver por perto.

-Vão demorar muito? Só viemos dar uma volta, não passar o dia. -Miguel reclamou olhando a hora no celular.

-Calma, o Theo ainda nem comeu o bolo. -Jack falou se levantando com o menor em seu colo. -Aqui, baixinho. -Falou pegando o prato e se sentando na cama, com o menor ainda sobre si, o vendo abrir a boca, esperando o bolo. -Que mimado, hein... -Falou com um sorriso e pegou um pedaço, levando para a boca do menor.

-Vai acostumar ele mal desse jeito. -Miguel falou com um sorriso de canto ao ver a expressão fofa do irmão.

-Tão bonitinho, tão fofo, tão... submisso. -Jack sussurrou com o olhar perdido levando outra garfada de bolo para os lábios do pequeno.

Miguel percebeu o rosto disperso do alfa e sentiu o cheiro dele ficar mais forte, logo se aproximando e pegando o irmão no colo.

-Acho que já está bom. -Miguel falou vendo o loiro balançar a cabeça. -Se controla, Jack.

-Oh, droga... Desculpa. -Falou se levantando da cama. -Desculpa, baixinho. -Pediu sorrindo e beijou sua testa.

-Vamos para casa, maninho? A mãe deve estar querendo nos ver.

-Eu levo vocês até a porta. Só espera eu colocar as roupas do Theo em uma sacola. -Jack falou indo até o banheiro e juntando as peças, logo pegando uma camisa sua e juntando às roupas. -Pronto.

Logo os três desceram e se depediram da ômega, com Jack beijando a bochecha do menor e vendo o alfa e o pequeno dobrarem a esquina.

-Controle, Jack! Controle! -Falou para si como repreensão.


Notas Finais


Novamente agradeço pela sua atenção e peço desculpas por qualquer erro aqui cometido.


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