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História Meu Pequeno Príncipe Arrogante - Capítulo 3


Escrita por: Crow_Wolf

Notas do Autor


Esse capítulo está sendo postado antes do previsto. Divirta-se com a leitura.

Capítulo 3 - Um Babaca Com Coroa


Era uma viagem longa, já haviam passado horas que eles cavalgavam. Hazel estava com a sua bunda dormente por ficar tanto tempo sentado, e o clima gélido também não ajudava muito. Haviam acabado de entrar nos territórios de Yaroslav, e esse era o problema. Eles estavam nas florestas congeladas do reino, que chegavam a cinco graus celsius, e as fortes ventanias só pioravam as coisas. Hazel tremia de frio e nem sequer queria imaginar o quão frio era lá nas montanhas onde o reino se encontrava; ele esfregava as mãos umas nas outras com o intuito de se aquecer mas não adiantava muito, podia ver que as pontas dos seus dedos estavam começando a ficar roxos, o seu rosto ardiam por causa do frio que queimava a sua pele, os tremores de seu corpo não paravam mesmo se enrolando em seu manto de pele de urso. Com o intuito de se distrair, o jovem começou a olhar em sua volta e percebeu que as árvores estavam secas com vários cristais de gelos pendurados na mesma, o chão estava parcialmente coberto de neve, e onde não tinha, era apenas uma terra morta. Quase não via animais rondando por ali, e quando via, era algum cervo ou alce magro e enfermo pronto para morrer naquele gélido ambiente, ou era aves migrando para um lugar melhor que aquele.

Taura -Aqui! - Entregou um par de luvas de pele de carneiro - Você está precisando mais do que eu.

A albina tinha uma voz doce e um sorriso gentil no rosto, sorriso esse que era tapado por conta do elmo da armadura negra.

Hazel -Obrigado mesmo. - Pegou as luvas com as mãos trêmulas

Taura -Por nada. E tente suportar por mais um pouco, daqui uma hora devemos chegar no reino.

Hazel -Mas Yaroslav não nas montanhas? - Indagou confuso

Taura -Sim e não. Yaroslav não fica no topo das montanhas de neve, mas fica escondido entre elas. Isso impede que as tempestades de neve cheguem tão bruscamente no reino ou que animais hostis invadam o nosso reino e acabe atacando as pessoas e destruindo propriedades. - Explicou recebendo um olhar curioso da parte de Hazel - Ok, qual é a sua próxima dúvida?

Hazel -Porque então todos falam que o reino está em cima das montanhas de neve, então?

Taura -Para enganar os idiotas que tentam entrar em Yaroslav ilegalmente e se esconder lá. Pelo fato que não são muitos que sabem exatamente a localização exata do reino, acaba que muitos vão literalmente para o topo das montanhas e acabam morrendo de várias formas diferentes. E ainda por cima temos que pelo menos umas vez a cada dois anos remover os corpos mortos das montanhas, porque se não uma quantidade enorme de bestas podem se reunir em um local só, dando um puta trabalho para nós.

Hazel -Já ouvi dizer que em Yaroslov vocês incineram os corpos de quem morreu.

Taura -Fazemos isso porque os corpos daqueles que morreram são incapazes de se decompor no ambiente gélido que cerca o reino. - Explicou

 [👑 Meu Pequeno Príncipe Arrogante👑] 



Vuk -Quem foi o filho de uma puta que pegou o Čierna?

O príncipe tinha em seus olhos verdes uma chama de fúria e ódio. Irritar Vuk sempre foi extremamente fácil, porém poucas vezes o homem mostrava tão facilmente os seus sentimentos. Mas quando se mexia com os seus xodós, ele não poupava esforços para demonstrar sua fúria.

Anielka -Provavelmente ou foi o tio Koj ou a minha Odara. - Deu de ombros muntando no seu cavalo Gitano branco.

Vuk -Os dois tem os seus prop- Merda! - Xingou chutando uma pedra ao se lembrar do que seu pai havia falado - Hoje o papai iria para Shyraider para buscar mais uma porra de pretendente. Ele deve ter levado o Čierna para servir de montaria para o próximo pedaço de merda que aquela rainha do caralho vai mandar. Isso não vai ficar barato! - Rangeu os dentes de puro ódio

Anielka -Já parou o drama? - Perguntou sorrindo para o irmão que a encarou mortalmente - Vamos caçar, assim que eu terminar de te humilhar como todas as outras vezes, eu te deixo em paz para chorar no seu travesseiro da amargura. - Riu com a própria fala e também por ver a carranca do mais velho - Agora, escolhe logo um cavalo! Vamos Biely. - Dei um comando e a égua começou a andar

Vuk pegou o primeiro cavalo que viu, e saiu cavalgando na mesma direção que a sua irmã foi. Os dois saíram do reino e se direcionaram para uma floresta que havia ali por perto. Durante o percurso os irmãos Svarga apostaram uma corrida, porém Vuk não era acostumado a cavalgar no cavalo que escolheu e também por não conhecer o animal, isso acabou resultando em uma bela queda, quando tentou pular um pequeno riacho, onde o cavalo travou de uma vez com medo da distância. Vuk por muito pouco não caiu na água gélida, as suas mãos cobertas por uma grossa luva de couro se apoiaram dentro riacho e os seus joelhos na borda lamacenta. E como se não bastasse, Anielka não parava de rir ao ponto de sentir a sua barriga doer.

Anielka -Isso foi fantástico! O papai deveria estar aqui para ter visto o quão gloriosamente o herdeiro dele caiu de um simples cavalo. - Disse recuperando o fôlego depois de tanto rir

Vuk -Vai pro inferno, sua prostituta barata! - Bradou nervoso olhando para a irmã - Depois eu quero dar uma palavra com quem está treinando este cavalo, pois está fazendo um péssimo trabalho. - Encarou o animal que baixou a cabeça e andou um pouco para trás como se estivesse entendendo o que o homem falava

O príncipe pegou as rédeas do cavalo e amarrou em um tronco de árvore ali próximo e atravessou o riacho encharcando as suas botas, enquanto xingava todos os palavrões existentes. Anielka deixou a sua égua e começou a adentrar a floresta; ela não tinha medo se Biely fugiria ou não, até porque ela foi muito bem treinada para obedecer os comandos de sua senhora e de mais ninguém.

Anielka -O que vamos caçar exatamente? Ou qualquer coisa grande e difícil vale?

Vuk -Parece que tem alguns ladrões acampando pelas redondezas. Vamos achá-los e quem matar mais, vence a caça de hoje.

Aniella -Vai ser fácil. - Sorriu marota

Vuk -Nada de usar os espíritos da floresta para te guiar. - Advertiu já sabendo que a irmã faria isso só para ganhar

Anielka -Chato. - Fez um pequeno pico

Os irmão correram em diferentes direções a procura de alguma pista, e logo Anielka conseguiu achar rastros de rodas de carruagens, porém, Vuk achou arranhados nas árvores que era muito comum de ser usado para as pessoas não se perderem. Ambos os dois achavam que estavam na frente um do outro. Os dois seguiram as pistas que tinham cautelosamente, e conseguiram muito bem achar o acampamento dos ladrões, onde eles se esgueiraram para atacar de surpresa os seus inimigos.

Vuk estava lutando ferozmente com três ladrões que insistiam em tentar atacar o homem encapuzado em sua frente, cujo era um esgrimista habilidoso. O futuro rei não sentia nenhuma dificuldade em desviar dos ataques proferidos pelos seus adversários e ao mesmo tempo contra atacar usando a sua espada Gladius. Vuk em um ato para acabar aquela luta logo; desviou de um golpe que vinha na direção de sua cabeça se abaixando e passando a lâmina da sua espada na pena do inimigo o fazendo se ajoelhar em uma perna e logo Vuk se levantou rapidamente se defende do ataque do seu segundo oponente com a lâmina de sua espada, que bateu com força na espada de seu oponente travando as lâminas uma contra outra. Enquanto os dois estavam disputando força. o ladrão que havia sido ferido conseguiu se levantar e foi para cima de Vuk, que jogou o seu corpo para trás desviando das duas espadas e liberando uma das suas mãos para pegar a sua adaga que estava em sua cintura e lançou na direção de um dos seus oponentes que se defendeu, mas ele não esperava que o futuro rei fosse para cima dele no mesmo instante, não dando tempo de reação e assim sendo decapitado.

Vuk -Sua vez agora filho da puta! - Sorriu olhando para o cara a sua frente enquanto balançava a espada fazendo graça

Enquanto isso, Aneilka desembainhou as suas facas kukris e chegou por trás de um dos ladrões que estava fazendo a ronda no acampamento, cobrindo a boca do homem com mão e rapidamente passando a lâmina em sua garganta, fazendo esguichar sangue marcando o chão e as árvores que estavam de frente ao ladrão. E assim ela foi eliminando de pouco a pouco a segurança do acampamento; Ela era uma assassina silenciosa e usufruía muito bem dos ensinamentos que sua mãe lhe dera, ao contrário de seu irmão, ela gostava de fazer tudo nas sombras sem atrair atenção. Mas acabou que um dos ladrões viu ela no ato e gritou aos outros enquanto corria em direção às tendas, Anielka lançou uma das suas kukris que atravessou as costas do homem antes que ele chegasse até o seu destino, o mesmo caiu no chão agonizando, mas não demorou para que ele morresse estirado no chão.

Anielka -Merda! - Esbravejou ao ver uma movimentação grande na sua direção - Onde está o Vuk numa hora dessa?

Ela rapidamente entrou em posição de combate e foi lidando com a situação do jeito que podia. Mas a situação não estava tão favorável para si, suas roupas estavam cheias de cortes, mas para a sua sorte a roupa que usava tinha proteção que impedia que os golpes desferidos em si chegasse em sua pele a machucando mais ainda. E não podia se esquecer que Anielka lutava apenas com uma kukri, pois seria suicídio ir buscar a outra naquele momento que se encontrava; isso não não impediu que ela rasgasse a garganta de alguns ladrões ou perfurasse os cranios dos mesmos com as suas lâminas.

Até Vuk entrou na briga rasgando a barriga de um dos ladrões e decapitado outro, a mulher aproveitou a distração dos homens ao ver a tamanha brutalidade de seu irmão, e degolou o ladrão a sua frente e correu rapidamente até o corpo que até então tinha a sua kukri alojada nas costas, retirando a lâmina do local.

Vuk -Eu pego os da direita.

Ela falou assim que sentiu a sua irmã encostar as costas dela nas suas, e em total posição de combate, os dois andavam lentamente em sentido horário sem desgrudarem as costas um do outro enquanto encarava os seus inimigos.

-Por Yaroslav! - gritaram juntos começando o ataque

Não demorou muito para que Vuk e Anielka derrubarem todos aqueles bandidos. Uma boa parte deles estavam mortos, os irmãos apenas deixaram o líder do acampamento vivo para poder interrogá-lo. Vuk estava com arranhões no rosto e um nariz quebrado e as suas vestimentas negras estavam sujas com sangue e lama, enquanto isso Anielka tinha vários rasgos em suas vestes seguido de alguns cortes e manchas de sangue e um ombro deslocado. A luta tinha sido intensa, então não era nenhuma surpresa que os dois estivessem machucados, sujos e cansados.

Anielka -Vamos? - Se levantou do tronco de árvore caído que estava sentada encarando o irmão que estava encostado em uma árvore na sua frente - Você carrega esse cara ai. - Apontou para o homem desacordado e amarrado - Não tenho condições para isso, e sem contar que ele é uma puta de uma muralha.

Vuk -Vai querer que eu coloque o seu ombro no lugar? - Chegou perto da irmã acariciando o seu rosto

Anielka -Valeu, mas eu vou pedir para vó Lis colocá-lo no lugar usando magia. Doi menos. - Falou de olhos fechados aproveitando o carinho

Vuk -Ok então. - Se afastou pegando o corpo inerte do homem e jogando por cima de seus ombros - Ainda temos que mandar uma equipe para recolher e incinerar esses corpos - Falou chutando a perna de um dos cadáveres

A mulher apenas concordou e continuou andando com a mão em cima de seu ombro deslocado. Não demorou muito para eles chegarem em seus cavalos, Anielka recebeu ajuda de seu irmão para subir em Biely, e Vuk jogou o corpo do bandido na cela do cavalo e foi andando enquanto puxava o animal pelas rédeas. Os dois faziam os seus percursos sem muita pressa, e ainda aproveitaram para andar por uma trilha mais calma que era muito usada pelos cavaleiros do reino, mas enquanto andavam escutaram um tremor na terra e olhando para trás viram uma manada de cavalos armadurados indo em sua direção, Biely rapidamente correu para fora do caminho entrando entre as árvores enquanto tirava a sua senhora do perigo. Porém o alazão que Vuk havia escolhido travou no lugar o que fez o homem deixar o cavalo lá e correr para fora do caminho do exército de seu pai, porém teve que jogar o seu corpo para fora dali pois um dos cavalos quase pisou em si.

Drago ao ver que aqueles eram os seus filhos fez comando para pararem e desceu do seu Gitano negro e foi até o seu filho que estava entirando no chão enquanto Anielka ria feito uma loca d sitiação que o irmão se encontrava na frente de todos.

Drago -Posso saber o que foi aquilo?

Vuk -Aquela mula disfarçada de cavalo. - Apontou para o cavalo empacado - Isso foi o que houve. - Se levantou batendo a mão nas suas vestimentas e logo em seguida assobiou

Čierna ao escutar o som de comando do seu dono, empinou de uma vez assustando Hazel que se agarrou ao pescoço do cavalo, que começou a marchar na direção do Vuk, que olhou friamente para os olhos heterocromáticos de Hazel porém o rapaz devolveu o olhar na mesma intensidade.

Drago -Não ouse Vuk. - Advertiu o filho, já sabendo que ele iria tirar Hazel de cima de Čierna - Caso queira, pode dividir a cela com ele, mas ele não sairá de cima do cavalo.

Enquanto um clima pesado se estabelecia ali. Taura e Anielka estavam conversando e rindo, e assim como as duas, as suas éguas também estavam com saudade uma da outra que chegaram encostas os seus chanfros e ficarem assim.

Taura -Senti a sua falta pedacinho de céu. Mas o que aconteceu para você e o seu irmão estarem assim? - Perguntou enquanto retirava o seu elmo

Anielka -Nada de mais, apenas tivemos um combate com alguns saqueadores que estavam acampados aqui nos nossos territórios. Não precisa se preocupar, e eu também estava com muitas saudades Odara. - Disse com um sorriso caloroso - Mas, aquele rapaz montado no Čierna seria o pretendente do meu irmão?

Taura -Sim. O Hazel é um rapaz bem interessante. - Anielka levantou uma sobrancelha - O que eu estou dizendo, é, ele vai dar muita dor de cabeça para o Vuk. Hazel aparenta ser um rapaz de personalidade forte e muito inteligente, isso é completamente diferente daquelas outras burguesas que a rainha Miłosz enviou.

Anielka -E ele tem um penis entre as pernas, isso não vai dar certo.

Taura -Desde quando ele se importa se tem um penis ou uma vagina?

Anielka nada respondeu, pois sabia que a noiva estava correta; seu irmão não se importava com gênero, sexo ou raça. Mas ela tinha medo de que Vuk voltasse ao passado e antigas feridas se abrissem. Ela olhou para ele que discutia alguma coisa com Hazel que estava frente a frente com seu irmão, mas logo um barulho estralado foi ouvido, e todos puderam ver o rosto virado de Vuk e a mão levantada de Hazel.

Hazel -Eu posso até ser um bartardo de merda, como você bem disse. Mas eu ainda sou um membro da realeza Zdravko e exijo ser respeitado como tal. Não pense que só porque os nossos reinos estão em uma corda bamba, que eu vou agir igual um cachorrinho submissão e servi-lo como bem quer. - Sua voz era firme e os seus olhos tinham um brilho selvagem o que fez todos ficarem abismados com a tamanha coragem do rapaz que praticamente batia na altura do peito de Vuk - E só para constar, meu nome é Hazel Hnev Zdravko. Então para de me chamar de garoto, rapaz ou até mesmo bastardo.


Notas Finais


Obrigado por ler!

Espero que tenham gostado, qualquer dica ou ideias porfavor comentem.


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