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História Meu pequeno (que de pequeno não tem nada) Híbrido (Kai-EXO) - Capítulo 7


Escrita por: e llacxhikizi


Notas do Autor


Ahhhh, Meu Deus! Depois de muito tempo eu resolvi postar o "último" que não é mais último, capítulo de MPQPNTNH. Bom gente, primeiramente eu quero pedir desculpas pelo atraso, para quem não sabe, eu estava sem idéias para terminar essa fanfic, eu já tinha feito dois capítulos mas nenhum dos dois me agradavam, então eu fiz um novo que no caso é esse e eu fiquei exatamente três dias, isso mesmo três dias escrevendo ele, por que uma hora batia a criatividade, outra hora ela sumia e demorava para aparecer, até que eu decidi terminar de uma vez, só que, mesmo o capítulo sendo grande, eu simplesmente não consegui fazer o final nesse capítulo, por isso que, a partir de hoje, a fanfic ganhará mais três capítulos, dois para continuar o resto que não coube aqui e o outro que é o bônus do Kai. Então será dez capítulos, espero que me perdoem pela a demora e é isso aí. Me desculpem se o capítulo não estiver alcançado a expectativa de vocês, mas é que eu estava sem criatividade. Me desculpem pelo título do capítulo também, estou sem criatividade até para isso ksksk :^)

• Revisado ✓

• Boa Leitura 🐻

Capítulo 7 - A verdade


A manhã já tinha chegado, o despertador tocou sem parar mas eu não tinha disposição para ir para a faculdade, não hoje. Ainda não fez nem três dias e nem uma semana, mas eu já sentia sua falta, Junmyeon me fazia falta e iria fazer por longos dias até que eu me acostume sem sua presença. Ontem, depois que ele foi embora, eu simplesmente me enfiei no quarto e não saí daqui até que a manhã do outro dia chegasse e ela chegou. A minha hora já tinha se passado, eu não poderia ficar para sempre me lembrando de todos os momentos bons que vivemos um ao lado do outro, não que isso fosse ruim, mas só pioraria as coisas e eu ficaria sofrendo pelo resto dos dias.

Me levantei da cama sentindo meu corpo fraco querer voltar para o conforto da mesma novamente. Fui até o banheiro e tirei minhas roupas entrando logo depois em baixo do chuveiro. Sentir a água gelada me fez acordar do transe que eu ainda estava, peguei o sabonete e passei por meu corpo até que ele estivesse todo coberto pela a espuma, depois eu me lavei e saí do box. Me enrolei em uma toalha e escovei meus dentes antes de sair do banheiro.

Fui até o guarda roupa e peguei uma roupa quente e confortável. Calcei minhas pantufas e saí do quarto. Desci as escadas e fui até a cozinha, eu não tinha visto Nini ainda e não tinha vontade de o procurar, não tinha vontade de fazer nada e eu teria que me acostumar com essa tristeza que eu mesma causei ao magoar Junmyeon e a mim mesma. Após terminar de preparar meu café, eu me sentei na mesa e comecei a tomar o mesmo enquanto pensava se Suho já avia chegado em Busan e estaria ao lado de sua mãe. Eu imaginava ele contando tudo para sua mãe e ela com uma cara de desgosto enquanto pensava que queria me encontrar algum dia, mas isso nunca aconteceria.

[...]

Eu estava deitada no sofá assistindo a um Dorama que eu nunca me interessei mas hoje em especial, eu decidi assistir. A história contava de uma menina que tinha sido abandonada por seu namorado o qual tinha a trocado por outra. Eu suspirei vendo que a minha situação era a mesma que aquela, a única coisa que mudava, era que eu fazia o papel do garoto enquanto Junmyeon e Jongin eram as meninas. Puxei meus cabelos para trás enquanto pegava o controle que estava ao meu lado logo desligando a televisão. Decidi então andar por aí para ver se eu me esqueceria de tudo e deixasse minha mente livre de qualquer coisa que possa me fazer lembrar de tudo o que aconteceu nesses dias, mas eu sabia que isso não seria possível, afinal, não dá para você se esquecer de uma hora para a outra.

Ao chegar em meu quarto, eu coloquei um tênis e peguei um casaco mais grosso já que hoje o dia estava frio. Peguei meu celular e saí do quarto, desci as escadas e fui até a porta. Ao sair de dentro de casa, eu tranquei tudo e passei a andar sem rumo, assim como o dia anterior onde eu fui parar em um bar e por conhecidencia, acabei encontrando Jongin lá. Sorri pensando se aconteceria isso novamente.

Quando cheguei em um parque, me sentei em um banco olhando algumas crianças brincarem e alguns casais andando de mãos dadas enquanto sorriam uns para os outros. Suspirei pesadamente ao lembrar de que a alguns meses atrás, eu e Junmyeon fazíamos o mesmo que esses casais, mas diferente de todos, falávamos sobre o que cada um gostava no outro, o que Suho mais gostava em mim era a minha sinceridade e eu a sua compreensão, sempre estaria de ouvidos abertos para escutar tudo o que eu sentia e queria fazer sem me questionar ou me jugar e essa era a coisa que eu mais amava nele. Sem perceber eu já me encontrava aos prantos, sequei minhas bochechas que estavam molhadas pelas lágrimas e olhei para frente respirando fundo, abaixei minha cabeça envergonhada por ver algumas pessoas me direcionarem olhares de pena e sorri imaginando o que elas pensavam de mim, talvez estivessem pensando o que uma jovem estaria fazendo chorando em um parque em vez de estar estudando ou trabalhando, afinal, essa era uma das coisas que os adultos sempre pensam de nós. E eles estavam certo, eu poderia estar trabalhando assim não teria tempo de pensar em Suho ou algo relacionado a ele que me faça ficar 'pra baixo.

Me levantei do banco e segui na direção oposta a minha casa, eu precisava desabafar e sabia a pessoa certa, mesmo que ela não pudesse me responder, eu sabia que ela estaria me escutando e me ajudaria de onde quer que esteja.

[...]

Ao chegar no cemitério, eu andei até a sepultura de minha mãe, me sentei ao seu lado após colocar rosas brancas em cima da mesma. Mamãe sempre gostou de rosas brancas, elas diziam que significava respeito, uma coisa que eu sempre senti por ela. Suspirei imaginando como ela estaria, eu sentia sua falta, a falta de seu abraço enquanto ela me dizia que tudo estava bem e que tudo se ajeitaria depois de um longo desabafo.

- Mãe... Como está? Ja faz um tempo desde que vim aqui, peço desculpas por isso. Nesse tempo fiquei preocupada de mais com algumas coisas e mau consegui te visitar.

Eu olhei para o lado vendo poucas pessoas aqui, algumas estavam colocando flores nas sepulturas de seus parentes e amigos, outros choravam sentindo a falta de seus familiares e outros apenas olhavam para as sepulturas em silêncio, estavam respeitando o espaço de seja quem estiver ali.

- Mãe, eu fiz algo errado e me arrependo por isso, mas a consequência disso foi que eu pedi ele, mãe.

Novamente as lágrimas começavam a transbordar dos meus olhos e eu já não conseguiria segurar por muito tempo.

- Eu perdi outra pessoa mãe.

Suspirei e coloquei minha cabeça entre meus joelhos enquanto abraçava minhas pernas com os braços.

Eu perdi Kim Junmyeon.

[...]

Ao chegar em casa, eu fui direto para a cozinha, minha garganta estava seca e eu precisava tomar água. Abri a geladeira e peguei uma garrafa de água, peguei um copo no armário e coloquei em cima do balcão, despejei o líquido no copo e o tomei. Depois de ter tomado três copos de água eu subi para o meu quarto, amanhã eu teria que voltar para a faculdade por causa das provas e eu não poderia deixar de fazer já que eram importantes.

Me deitei na cama e peguei meu celular, abri no aplicativo de mensagens vendo que tinha algumas de Saeron e outras de Mirae, as duas perguntavam o por que de eu não estar indo para a faculdade, eu apenas respondi que estava tudo bem e que não faltaria mais, além de que veria elas amanhã. Olhei as horas e vi que já eram duas e trinta e três da tarde (14:33) já tinha passado da hora de comer mas eu não sentia fome alguma. Ao pensar nisso, vi que depois que Suho foi embora, eu não posso nem ao menos comer já que não sentia fome alguma, tudo por causa da saudade que eu sentia dele.

A única coisa que restava agora era dormir e isso foi o que eu fiz antes de olhar novamente minhas mensagens, em especial, o contato de Suho o qual não estava bloqueado e parecia também que o mesmo não tinha me bloqueado, o que eu mais queria era mandar uma mensagem para ele, mas eu não o faria, ele deve estar aproveitando o momento com sua mãe e eu não quero o atrapalhar.

Fechei meus olhos me aconchegando na cama me cobrindo dos pés a cabeça. Logo senti o sono vir e eu pude, por um momento me esquecer de tudo, de Junmyeon e de Jongin.

[...]

Quando acordei já era tarde, o relógio marcava seis e quarenta e dois da tarde (18:42). Me levantei da cama e me arrastei até o banheiro, ajeitei meu cabelo que estava parecendo um ninho de passarinho e lavei meu rosto que estava vermelho e inchado. Saí de dentro do banheiro e fui até a porta do meu quarto.

Desci as escadas e fui até a cozinha, minha barriga pedia por comida e eu me sentia tonta. Abri um armário e peguei alguns ingredientes para fazer Jjajjangmyun e Chikin, a vontade de comer frango era grande por isso eu faria.

[...]

Após terminar de comer, eu lavei a louça e fui para a sala. Minha cabeça ainda doía um pouco mais nada que me deixasse mal. Me sentei no sofá e peguei o controle colocando em alguma série para que eu pudesse passar o tempo. Meu celular que estava ao meu lado começou a tocar e eu o peguei atendendo a ligação sem ao menos ver quem era.

- Alô?

- Chun? Você está bem? Já faz tanto tempo que não nos falamos direito, você nem mesmo está vindo para a faculdade.

- Não se preocupe comigo, eu estou bem e vou voltar para a faculdade logo logo. Apenas estou mal, você já sabe por que, não?

- Eu espero que você possa esquecer ele amiga, sei que foi você que errou, mas já passou, você é humana, todos nós erramos. Além de que, você tem que viver sua vida e não deixar que isso te atrapalhe, afinal, já passou.

- Você fala como se fosse fácil, Saeron. Mas não é.

- Eu sei que não é, mas eu espero que você possa voltar a viver como antes, não pode se culpar por isso a vida toda! Espero te encontrar na faculdade amanhã. Tchau, se cuida hum?

- Tchau.

Ao desligar a ligação, eu joguei minha cabeça para trás suspirando. Apesar de ser difícil, eu tinha que esquecer isso, afinal, Junmyeon já não estava mais aqui e não tínhamos mais nada, eu não poderia ficar me lamentando por algo que eu mesma fiz sem pensar nas consequências. Levei meu olhar para a tevê que ainda passava minha série a qual eu não tinha vontade alguma de assistir.

[...]

Ao sentir um clarão em meu rosto. Eu abri meus olhos olhando ao meu redor vendo que eu tinha adormecido no sofá. Me levantei com dificuldades sentindo minhas costas doerem, andei até a escada e subi para o meu quarto. Ao entrar dentro do cômodo, eu fui até o banheiro onde tomei um banho demorado e fiz minhas higienes.

Voltei para o quarto e coloquei uma roupa confortável. Passei um pouco de maquiagem por causa de minhas olheiras e meu rosto que ainda se encontrava inchado e vermelho; peguei minha bolsa e saí do quarto. Desci as escadas e fui até a cozinha. Tomei um rápido café da manhã e saí de casa, hoje eu iria para a faculdade, irei seguir o conselho de Saeron e sair de casa, me livrar de todos os meus pensamentos e tristezas para assim, tentar voltar a minha vida normal, não tão assim depois que alguém se foi.

Ao chegar em frente a faculdade, eu pude avistar Saeron e Mirae conversando em frente a escada. Sorri sentindo saudades de minhas amigas e caminhei até elas as abraçando por trás sentindo elas se virarem e me olharem confusas mas logo retribuíram o abraço me apertando fortemente.

- Aish! Por que sumiu durante todos esses dias? Fiquei com tanta saudade de você, se não fosse pela Saeron eu teria ido à sua casa a muito tempo.

- Ela precisava de um tempo sozinha, Mirae, eu já te disse isso!

- Eu sei. Mas ainda bem que você está aqui, irei te falar sobre tudo que aconteceu esses dias que você não veio.

Mirae pulou animada enquanto cruzava nossos braços, olhei para Saeron que revirou os olhos e começou a nos seguir. Mirae me disse tudo o que tinha acontecido esses dias os quais eu não vim como uma boa fofoqueira que conta tudo para suas amigas. Ao saber que, Jongin vinha perguntar para Saeron sobre mim eu senti uma pontinha de felicidade em meio a toda tristeza que eu sentia, meus amigos se importavam comigo e isso me deixava feliz e eu me sentia amada.

Ao entrarmos no prédio passamos a andar até a nossa sala. Quando entramos, pude ver muitas pessoas olharem para mim curiosos, todos já deveriam saber, de algum jeito, sobre a minha relação com Junmyeon, por isso alguns me lançavam olhares preconceituosos e de nojo enquanto outros apenas me olhavam e iam rapidamente cochichar nos ouvidos dos outros que acabam por me olharem me jugando também. Eu respirei fundo sentindo raiva de todos esses olhares sobre mim, a vida era minha e além de tudo, eu era maior de idade e já tinha maturidade suficiente para saber que tipo de relacionamento eu estava tendo com meu professor, e mesmo que isso seja errado dentro da faculdade, temos nossas vidas fora daqui e não tínhamos que esconder nossos sentimentos dentro e fora da faculdade.

Saeron tocou em meu ombro me fazendo a olhar, ela me lançara um olhar de conforto e eu sorri a agradecendo mentalmente por ser uma amiga tão especial para mim assim como Mirae que brigava agora com uma menina que tinha me xingado de alguns nomes de baixo calão por ter namorado nosso professor e "me jogar" em cima dele na intenção de aumentar minhas notas as quais não estavam tão boas. Eu ri quando Mirae xingou a garota e mostrou o dedo do meio para ela logo vindo até mim e Saeron.

A garota se sentou ao nosso lado e olhou para mim pedindo desculpas pela movuca fazendo com que meu nome se espalhasse mais ainda por toda a faculdade, eu apenas dei de ombros já sabendo que algum dia isso viria a acontecer e eu teria que ser forte para aguentar todas as palavras e ações contra mim. Quando um novo professor entrou na sala, todos nos curvamos em respeito a ele e voltamos a nos sentar. Depois disso todos se calaram e por alguns minutos, deixaram o assunto que dizia a respeito sobre meu namoro de lado.

[...]

Quando as aulas do primeiro período acabaram, todos se levantaram e foram para o refeitório ou andar pela a faculdade até que as aulas voltassem. Eu me encontrava sozinha na sala esperando por Mirae e Saeron que foram ao refeitório pegar algo para comerem e para mim também já que eu não queria ir para o refeitório, a vergonha de aparecer lá e ser jugada por todos aparecia ao pensar em ir até lá já sabendo que todos os olhares serão direcionados para mim e mesmo que eu queria ser forte e não me importar com o que os outros digam, eu não consigo e isso só mostra o quão eu posso ser fraca ao ponto de não aguentar todas as pessoas falando de mim, se Junmyeon estivesse aqui eu tenho certeza de que eu iria aguentar tudo ao seu lado assim como ele estaria ao meu lado também, mas ele não está aqui.

Quando ouvi o barulho da porta sendo aberta e depois fechada, eu levantei minha cabeça pensando ser Mirae e Saeron mas quando levei meu olhar para a porta, ali estava Kim Jongin me olhando com um olhar indecifrável. Vi ele abaixar a cabeça por um momento parecendo estar pensando em algo e logo começou a andar até minha direção, olhei para a grande lousa a minha frente sentindo Jongin se sentar ao meu lado. Ficamos quietos por um longo tempo até que ele se pronunciou.

- Você está bem? Eu acabei de voltar do refeitório e fiquei sabendo que tinha vindo hoje e vim o mais rápido que consegui para te ver.

- Eu estou bem. Pode parecer que não mas, eu já sabia que isso aconteceria algum dia, mas eu pensava que Junmyeon estaria aqui comigo me dando forças para continuar e deixar tudo isso 'pra lá sem me importar com a opinião dos outros. Mas sem ele aqui, só mostra que eu sou totalmente fraca quando estou sozinha e que não consigo suportar nada.

- Você não é fraca Chun, apenas não tem confiança em si mesma. Se sabia que isso iria acontecer não deveria estar assim, por que se você já sabia que isso aconteceria deve ter se preparado para isso não é? E além de tudo, suas amigas estão aqui e eu também, mesmo que eu ache que você me odeia e me culpe por tudo isso, eu também ficaria assim se eu estivesse em seu lugar. E por isso, eu peço perdão, não deveria ter ido até sua casa naquele dia.

- Você não tem culpa de nada que está acontecendo. E eu nunca te culparia por isso, afinal você não tem nada a ver com o  que essas pessoas andam falando de mim, e eu agradeço a você por estar ao meu lado também. E mais uma vez, você não tem culpa de nada, foi eu que aceitei, como você disse naquele dia, você não me forçou, foi eu que quis sem pensar no que aconteceria depois.

Ele ficou quieto olhando para mim por longos segundos e fiz o mesmo observando os detalhes de seu rosto. Por incrível que pareça, eu sentia uma vontade de o beijar imensamente grande e eu não me importaria se alguém entrasse aqui e dissesse que eu acabei de terminar meu relacionamento com o professor Kim e já estava beijando outro. Afinal, ninguém sabia o que realmente aconteceu e qual era a minha situação. Eu queria o beijar, queria esquecer de tudo que estava acontecendo assim que meus lábios se encostassem nos seus, queria esquecer de Junmyeon por um minuto que seja, esquecer de toda essa tristeza que eu estou sentindo para dar espaço a felicidade. Eu queria dar espaço para Jongin em meu coração, assim ele poderia me fazer esquecer de Suho, não? Eu queria que Jongin me fizesse esquecer de tudo enquanto estivesse ao meu lado, queria que ele me fizesse feliz ali naquele momento e para sempre. Mas eu tinha medo, medo de que eu só o estaria enganando assim como estaria me engando também fingindo que o amo e tirar Junmyeon do meu coração para que Jongin pudesse abitar ali.

- Eu gosto de você Chun, e mesmo que essa seja uma situação a qual não é apropriada para lhe falar, eu ainda sinto que tenho que desabafar sobre tudo o que eu sinto por você. Apesar de você achar que ficamos pouco tempo juntos para que eu sinta tal sentimento, você está errada, eu fiquei o tempo necessário com você para que eu pudesse me apaixonar sem me arrepender do que eu sinto mesmo que você possa não gostar de mim e ainda manter Junmyeon em seu coração. Eu te amo Chun, e mesmo que você não possa corresponder meus sentimentos agora, eu quero que saiba que pense bem sobre isso, eu quero te fazer abrir os olhos e enxergar as coisas que sempre tiverem ao seu redor e você nunca notou.

[...]

Já fazia algum tempo desde que a aula tinha acabado e agora eu já me encontrava em casa, deitada em minha cama pensando sobre tudo o que Jongin me disse. Eu o pedi um tempo, muitas coisas estão acontecendo e agora ele confessou seus sentimentos por mim, eu não sei o que pensar não sei o que falar, mas as vezes eu sinto que eu tenho a mesma sensação que tinha com Junmyeon ao estar ao lado de Jongin, ele me fazia querer ficar mais aperto de si, me fazia querer esquecer de tudo e pensar apenas em nós dois. Mas eu ainda estava confusa e aquela não era a hora certa para um outro relacionamento sendo que eu acabei de terminar um de uma maneira totalmente desagradável.

Quando a campainha tocou, eu me levantei da cama e antes que eu pudesse descer para ir atender; eu caminhei até o espelho vendo se a roupa que eu vestia estava apresentável, afinal eu não sabia de quem se tratava. Saí do quarto e desci as escadas andando até a porta, destranquei a mesma e a abri vendo Jongin parado ali, senti minha garganta secar e uma necessidade de tomar água, que até alguns minutos atrás eu não tinha, apareceu. Eu abri um pouco mais a porta dando espaço para que ele entrasse e assim ele fez indo até perto do sofá mas não se sentando no mesmo.

- Me desculpe aparecer assim do nada, mas eu acho que já fiquei muito tempo escondendo algo que tenha a ver com você. E antes de tudo, eu apenas peço que não se desespere e tente se afastar de mim, mesmo que isso seja difícil. E mais uma vez, muito obrigado por cuidar de mim mesmo que as vezes eu não esteja aqui sempre que você precise.

Eu o olhei confusa mas não falei nada mesmo que esteja confusa com toda essa situação. Jongin aparece do nada em minha casa e depois fala que está escondendo algo de mim, Além de que me pede para que eu não me afaste do mesmo. Então, ele me olhou apreensivo mais uma vez antes de se transformar em um gato. Abri minha boca indignada, assustada, espantada e surpresa com o que o Kim acabou de virar, meu gato estava ali, o qual eu não via desde de ontem.

Olhei para minhas mãos que tremiam sem parar, meu desespero era grande e eu queria gritar e sair dali, mas então me lembrei das palavras de Jongin antes de se transformar no meu gato, no Nini. E ao me lembrar de todas as lembranças que eu tive ao lado de meu gato e ao lado de Jongin eu fiquei ainda mais confusa, me lembrei de todas as vezes que Nini não estava em casa e Jongin sempre estava na faculdade, e quando Jongin não ia para o curso, meu gato sempre estava em casa. Todas as provocações de Jongin, todas as travessuras de Nini que já tinha rasgado as roupas de Junmyeon. Me lembrei de tudo o que já passei ao lado de Jongin, em sua forma de humano e de gato.

Senti minha cabeça começar a doer e eu me sentei no sofá apoiando meus cotuvelos em minhas pernas enquanto mantinha minhas mãos em meu rosto. Hoje estava sendo o dia mais difícil de toda minha vida, eu sou o motivo de fofoca de todo mundo da faculdade e agora descubro que Jongin na verdade é meu gato.

- Chun... Está tudo bem?

- Tudo bem? Como pode achar que tudo está bem? Eu sou o motivo de palavras de baixo calão e de ódio na faculdade e agora descubro que meu gato na verdade é o cara que eu traí o meu ex-namorado! Você realmente acha que eu estou bem, Jongin?

Eu simplesmente desabei, minha cabeça doía, meu corpo todo estava tremendo e a qualquer momento eu teria um ataque de ansiedade alí mesmo.

[...]

Já fazia um tempo desde que Jongin tinha me explicado tudo. Eu tinha chorado tanto que acabei por dormir em seu colo depois de ouvir ele me explicar tudo, sobre como me conheceu e porque resolveu se aproximar de mim. Agora eu já estava acordada, sentada em uma cadeira da bancada observando Jongin fazendo uma sopa que de acordo com ele, era para que eu me acalmasse. Eu pensava por onde ele ficava enquanto não estava em sua forma de gato e isso estava quase me matando de curiosidade.

Ao colocar a sopa em minha frente, Jongin se sentou na cadeira a minha frente e passou a me observar em silêncio respeitando a minha hora de comer mas isso estava me deixando incomodada, por isso decidi perguntar por onde ele tinha ficado durante o tempo em que esteve como Jongin e não como o meu gato.

- Por onde esteve, digo, quando você não era o Nini.

Ele sorriu antes de dar um sorriso envergonhado e então me respondeu.

- Na casa de um amigo próximo. Quando eu não me transformava em gato, eu ficava na casa dele que sabe sobre eu ser um híbrido.

Eu apenas concordei e continuei a tomar minha sopa em silêncio até que outra dúvida me surgiu.

- Mas, agora que eu sei sobre você ser um Híbrido, onde você irá ficar? Por tipo, você ainda é meu gato entende? Mas, sabe eu não estou te obrigando a vir morar comigo até porque é você quem escolhe. Mas seu amigo não se incomoda com você lá? Por isso você deve decidir aonde irá ficar.

- Calma, fale devagar, não é como se eu fosse fugir. E eu ainda não sei onde irei ficar, acho que meu amigo precisa da privacidade dele assim como você também precisa, por isso acho que terei que ir embora.

- O que?!! Você não pode ir embora, porque.... porque... Porque você não pode! Vai abandonar a faculdade?

Ele sorriu envergonhado e eu abaixei minha cabeça vendo o quão desesperada eu estava com essa situação. Me xinguei mentalmente por isso e voltei a comer.

- Eu posso trancar a faculdade por um tempo até eu conseguir arrumar um lugar para ficar, depois eu posso voltar.

- Não pode fazer isso! Se você quiser pode ficar aqui, mas apenas se quiser não que eu esteja te forçando.

- Você gostaria de me ter morando aqui? Pensei que iria querer sua privacidade, sabe.

- Eu não vejo problema em você morar aqui, e não é como se você não morasse antes sabe, já que o Nini morava aqui e eu era a sua dona e... Meu Deus, olha o que eu estou dizendo, desculpe falar que eu sou sua dona, é que isso é um pouco difícil sabe.

- Está tudo bem.

Ele riu e eu suspirei um pouco mais tranquila. Depois de comer, eu lavei a louça e Jongin a secou, durante esse tempo eu fiquei imaginando o quão estranho e legal seria se ele morasse comigo. Eu nem mesmo consigo imaginar que Jongin é meu gato e que, eu posso estar sentindo algo por ele.

[...]

Suspirei fechando meus olhos, eu estava deitada em minha cama, não conseguia dormir de jeito nenhum, Jongin deveria estar dormindo no quarto de hóspedes e eu ainda estava aqui, sabendo que amanhã eu teria que me levantar cedo para ir à faculdade. Há algumas horas atrás, eu e Jongin conversamos mais sobre sua vida como Híbrido e como ele fazia para se virar e então, decidi o deixar morar aqui em casa temporariamente até que ele arrumasse um lugar para ficar.

Fechei meus olhos sentindo o sono bater só agora e me permitir a dormir ainda com Jongin em pensamentos.


Notas Finais


Ahhhhh Meu Deus! E aí? O que acharam? Me desculpem mesmo pela a demora e também se não alcançou as expectativas de vocês, mas como eu disse eu estava sem criatividade esses dias, e lembrando que esse não é o final, eu não consegui encaixar o final aqui por simplesmente ter bastante coisa para fazer e explicar ainda, então essa fanfic terá mais três capítulos, dois normais e um bônus, que eu já tinha falado para vocês, que é do Kai. Até o próximo capítulo anjos! Obrigada por lerem até aqui!

I PURPLE YOU 💜🐻


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