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História Meu pequeno tesouro - Capítulo 2


Escrita por: Esterhcychxdcc e Angeljtk

Notas do Autor


Um pequeno esclarecimento - como é uma Fics ABO, o Remus não será exatamente um lobisomem porque não faria sentindo no contexto da Fics, mas ele vai sim se transformar em seu lobo diferente dos outros.

Capítulo 2 - A caminho de Hogwarts


De lados opostos na plataforma, Severo pode avistar Remus e se perguntou o que ele fazia ali, talvez fosse pegar um outro trem, mas ele viu o beta entrar no trem que passava em Hogsmade e ficou ainda mais intrigado e pensou em deixar para lá, mas sua curiosidade e vontade de tirar satisfação foi maior e ele procurou por Remus nas cabines e assim que o viu, ficou satisfeito por ele estar sozinho.

Remus por outro lado não tinha visto Severo, ele estava perdido em seus pensamentos, achava que não seria bom o bastante, se perguntava se merecia mesmo uma nova chance e o principal, se perguntava se poderia realmente ser aceito do jeito que era, estava com medo de alguém descobrir que ele tinha se tornado um monstro, afinal, mesmo ainda tendo conexão com seus lobos, ninguém mais se transformava, mas ele sim, ele estava amaldiçoado a deixar seu lobo tomar conta de si sempre que se sentia acoado ou nervoso, e se machucasse alguém?

- o que faz aqui? – Severo perguntou por três vezes antes de se sentar na frente de Remus que só naquele momento percebeu que não estava sozinho na cabine.

- Severo? – Remus perguntou confuso.

- o que faz aqui? Esta surdo? – Severo perguntou novamente já sem paciência.

- estou indo para Hogwarts e você?

- também – Severo disse tentando ler as feições de Remus mas só encontrava medo ali.

- você parece bem – Remus disse colocando um leve sorriso no rosto.

- você parece acabado – Severo disse se encostando no banco e relaxando um pouco mais.

- com certeza tem razão – Remus disse voltando a olhar pela janela.

- eu soube o que houve com você e sinto muito. – Severo disse honesto.

- eu queria mesmo cumprir com minha promessa, mas não pude, sinto muito também. – Remus disse.

- acho que deveríamos deixar esse passado para traz e começar do zero, afinal, somos adultos agora. – Severo disse ainda analisando as feições de Remus.

- sim, amigos? – Remus estendeu a mão para Severo que apertou e disse:

- amigos.

O restante do caminho foram em silencio. Quando chegaram no castelo, eles eram aguardados por Minerva que apenas os cumprimentou e fez Filch leva-los para seus aposentos e no dia seguinte eles conversaram com Dumbledore que apenas lhes deu as boas vindas e disse o que cada um faria e Severo ficou surpreso por ter sido nomeado chefe da casa da Sonserina tendo acabado de chegar mas Dumbledore apenas disse:

- seu talento em poções é incomparável Severo, e seu histórico na casa também, e como o antigo professor de poções era o diretor da casa, e isso é uma tradição, eu não vejo problemas. – Dumbledore disse parecendo ser honesto mas Severo achava que havia algo por traz daquela posição que ele achava que não merecia.

- tentarei estar a altura da posição – Severo disse e Dumbledore se sentiu satisfeito.

Os dois professores deixaram a sala para se prepararem para a chegada dos alunos no dia seguinte.

 

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Em 1 de Setembro, vários alunos já estavam na plataforma 9 ¾ , os alunos mais velhos queriam encontrar os amigos e contarem tudo sobre suas férias de verão, os mais jovens, estavam ansiosos, mas ninguém estava mais ansioso do que Draco Malfoy. Ele havia tomado suas poções e passado seu perfume e ninguém que o olhasse diria que ele não era um beta apesar de ser mais baixo do que deveria, mas suas roupas escondiam suas poucas curvas e ninguém nunca teria coragem de questionar um Malfoy. Mesmo quase ninguém nunca o tendo visto, todos sabiam o quanto Lucio Malfoy era influente e por isso, sabiam que deveriam sempre tratar o pequeno príncipe bem se quisessem ser alguém no futuro. Mas é claro, que nem todos se importavam por motivos diferentes, e os Wesley eram uma das famílias que não davam a mínima para posição e muito menos se curvavam a famílias como a de Draco.

Harry Potter chegou a estação e pela primeira vez na vida se sentia perdido, mas era uma sensação que não durou muito, logo sua tia viu um bando de ruivos estranhos indo direto para uma coluna e sumindo e ela apenas disse:

- faça o que eles fizeram e não precisa voltar nas férias. – Petúnia não via a hora de se livrar de Harry e estar ali era a garantia de que ele não voltaria para casa.

- se quiser voltar eu volto, você não vai dizer o que tenho ou não que fazer. – Harry disse com um sorriso estranho no rosto mas fez o que os ruivos fizeram e Petúnia se sentiu aliviada, estava livre do maldito sobrinho. – quem ela pensa que é? – Harry disse para si mesmo sobre a tia só que em voz alta e uma menina ruiva o ouviu e achou ele meio grosso mas até que era bonitinho.

Harry embarcou seu malão e logo já estava em uma cabine sozinho quando a mesma foi aberta por um jovem alfa negro, uma beta morena e alguém loiro e o negro disse:

- saia

- e é você que vai me fazer sair? – Harry disse e Draco não conseguiu evitar de olhar nos olhos de Harry, ele nunca tinha visto olhos tão verdes e nunca tinha sentido seu lobo se mexer. Harry apenas olhou para Draco e notou como era diferente e bonito, seu lobo havia gostado, mas o negro chamou novamente sua atenção.

- pegue sua varinha – Blaise disse desafiando Harry que apenas disse:

- não preciso de varinha – Harry deu um soco na cara de Blaise e disse – saiam se não quiserem mais. Procurem outro idiota para mostrarem sua “superioridade”.

- quem você pensa que é? – Pansy perguntou indignada.

- não interessa quem sou, agora saiam. – Harry disse empurrando Blaise que queria lhe socar mas estava com dor na boca do soco recém tomado.

- vai aprender que existem famílias que são melhores do que outras e com certeza, vai cair aos meus pés e implorar para eu deixar você me seguir – Draco disse levando os amigos para fora.

- vai sonhando, loirinha – Harry disse com um sorriso sínico e logo uma ruiva já estava na porta e disse:

- você é louco? – Hermione disse para Harry.

- será que não se pode ter paz nesse trem – Harry disse se sentando mas admirando a ruiva.

- aquele era Draco Malfoy, a familia dele é a mais tradicional no mundo bruxo. Você não deveria se indispor com ele – Hermione disse fechando a porta e se sentando de frente para Harry que notou que ela não iria sair e ele não se importou, a beta parecia agradável, não tanto quanto o loiro metido, mas tinha o seu charme.

- isso não me importa. Vou apenas estudar e seguir com a vida longe de meus tios, é só isso. – Harry disse simples.

- você é louco. – ela disse incrédula.

- não, eu sou apenas Harry Potter.

- Potter? Nossa, eu não tinha ideia, eu sou Hermione Granger.

- ótimo. – Harry disse pensando o que ele poderia descobrir sobre sua familia que ele ainda não sabia, afinal, Hermione parecia achar que ele poderia ser alguém como o tal do Malfoy, mas sua tia fazia questão de apenas enaltecer o quanto sua mãe o rejeitava por ele ser fruto de estupro e como seu pai era um homem horrível.

Draco e os outros foram procurar por outra cabine e deram de frente com os irmãos Wesley e Jorge disse:

- não olha por onde anda, princesa?

- sabe com quem esta falando, idiota? – Draco disse já com a mão na varinha.

- pouco me importa, imbecil – Fred disse e os irmãos continuaram com seu caminho, mas havia algo diferente naquele menino e eles iriam descobrir o que era.

Quando chegaram na plataforma, foram recebidos por Hagrid que passava as informações sobre o que aconteceria aos novos alunos, mas Draco não conseguia tirar os olhos de Potter, aquilo era mais forte que ele, era seu lobo, mas o que ele tinha visto naquele idiota?

Eles foram para o castelo e logo foram recebidos pela professora Minerva que deu mais algumas instruções e então Harry se surpreendeu ao saber que o tal Malfoy era o garoto loiro e não o negro, quando ele foi chamado para a seleção das casas, e novamente o lobo de Harry estava agitado, aquele menino era tão lindo, mas tão metido e com certeza devia ser igual aos amigos, idiota.

Draco havia sido enviado para a Sonserina igual aos amigos, Hermione estava na Grifóniria e um menino ruivo ao lado de Harry rezava para Merlin bem baixinho:

- por favor, grifinória, por favor grifinória, por favor, grifinória.

- garoto, você não vai morrer se não for para a grifinória – Harry disse para o garoto beta ao seu lado.

- sim , eu vou, minha mãe vai me matar e sou jovem demais para morrer.

Harry apenas riu e o menino foi chamado, seu nome era Ronald Wesley, e ele foi para a grifinória e quando chegou a vez de Harry ele apenas se sentou e o chapéu parecia falar com ele, algo que só ele ouvia e ele parecia tentado a coloca-lo na Sonserina, e Harry estava tentado a aceitar, faria o tal Blaise lamber o chão que pisava e o loirinho iria engolir suas palavras, mas então olhou para Hermione e pensou: por que não?

Então o chapéu disse:

- grifinória.

Draco não soube bem o que sentir, ele queria e não queria ficar perto do idiota que ele havia notado ter uma cicatriz na testa. Hermione ficou feliz, havia algo em Harry que ela gostava. Mas haviam mais pessoas que estavam de olho, e uma delas era o diretor.



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