História Meu Personal - Capítulo 7


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Categorias A.C.E
Personagens Chan, Jun
Tags Ace, Dongchan, Junchan, Kang Yuchan, Park Junhee, Tem Traição
Visualizações 18
Palavras 1.975
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi gente!!
Obrigada pelos comentários maravilhosos que vocês tem deixado, fico muito feliz em trazer conteúdo dos meninos pra vocês!
Perdoem o atraso pra postar.

Boa leitura ♥

Capítulo 7 - .


Ainda estava meio disperso quando deitou na cama, o corpo já limpo e mais relaxado, mesmo assim não conseguia dormir. Os olhos estavam focados no celular, em específico nas conversas antigas com o namorado. A última vez que tinha fala com Donghun por mensagem de texto tinha sido na semana anterior, porém, estranhamente, não estava sentindo falta. Pensou em cancelar o final de semana dos dois após o que tinha feito com Jun, mas achou melhor continuar tentando recuperar os frangalhos daquele relacionamento.

 

Pegou no sono quanto a propria mente já não aguentava mais repassar todas as coisas que havia acontecido nos últimos tempos. Acordou no dia seguinte com a campainha tocando, não tendo tempo nem de escovar os dentes antes de levantar. Donghun estava parado na porta, bonito como todas as outras vezes, porém menos certinho do que nos dias em que trabalhava. Quis sorrir, porque apesar de todas aquelas coisas que Chan colocava na balança do relacionamento dos dois, Donghun era um bom namorado, mas o curvar de lábios que experimentou não era nem de longe um sorriso sincero.

 

- Trouxe café da manhã. – Ele inclinou o corpo para deixar um selar simples na boca de Chan, mas isso embrulhou o estômago do mais novo de uma maneira estranha e inesperada. – Tá com fome?

 

- Não muito. – Chan negou com a cabeça. Na realidade, estava com uma ressaca fodida e arrependido de não ter cancelado aquele encontro na noite anterior. – Deixa as coisas na cozinha e vem aqui pro quarto.

 

Chan não esperou Donghun largar as coisas na cozinha e foi para o quarto. Tinha dormido tão pouco e estava tão dolorido que não conseguia desejar mais nada além de um banho bem quente e gostoso. O namorado entrou no quarto quando já tinha se despido do pijama e procurava outra muda de roupa confortável no guarda-roupa, os pensamentos muito, muito longe. Ou nem tão longe assim, já que Jun não morava tão longe dali.

 

- Andou esbarrando em algum lugar? – Donghun questionou, plugando o carregador do celular ao lado da cama. Chan, confuso com a pergunta, negou com a cabeça, retirando do roupeiro uma camiseta velha do Radiohead. Ainda gostava de usar roupas da época que era adolescente. – Tá com um roxo enorme na cintura e eu tenho certeza que não tava aí da ultima vez que você tirou a roupa.

 

Imediatamente, como pego em uma cena de crime, o coração socou o peito e Chan olhou o corpo nu no reflexo do espelho de corpo inteiro que ficava atras da porta do quarto onde ele estava com o namorado. Ele não estava mentindo, entretando. Chan estava com um roxo na pele, no exato lugar onde Jun tinha cravado os dedos na noite anterior. Era tão explícito que não poderia nem negar ou fingir que era só o reflexo de algum das luzes do cômodo.

 

- Caramba. – Murmurou, as engrenagens do cérebro funcionando a todo vapor na tentativa de tentar parecer o mais casual possível. Rezou para que não houvesse marca nenhuma no ombro onde Jun mordeu ou no pescoço. E, pelos céus, nenhuma na bunda. – Desde que eu comecei na academia todo dia aparece um roxo diferente em algum lugar do corpo.

 

- Eu imaginei. – Donghun sentou na beirada da cama e bocejou, já livre dos sapatos e com os primeiros botções da camisa abertos. – Posso fazer o café enquanto você toma banho?

 

- Por mim tudo bem. – Chan caminhou até o banheiro e fechou a porta para ter alguma privacidade, estava se sentindo um criminoso dos mais safados naquele momento e não conseguiu evitar a sensação nauseante que estava subindo pelo estomago, como um lembrete do quão filho da puta estava sendo.

 

Tomou um banho demorado, escovou os dentes e começou a se sentir quase decente outra vez assim que colocou uma roupa, deu três tapinhas em casa bochecha e saiu do quarto em direção à cozinha que já estava cheirando a café recém preparado. Chan gostava da maneira como Donghun enrolava as mangas da camisa toda vez que começava a fazer qualquer coisa manual, e não demorou nada até que o outro percebesse que não estava mais sozinho no cômodo. Havia muitas coisas que gostava no namorado, e muitas outras que não gostava tanto assim...

 

- Tudo bem com você, meu amor? – Donghun colocou café em duas canecas e levou até a mesa que já estava pronta com os pães que ele havia comprado numa padaria que Chan adorava. Ele até mesmo trouxera uma torta de morango que amava e elogiava sempre que tinha oportunidade. O namorado, por mais distante que fosse de vez em quando, ainda assim era muito cuidado e prestava atenção em tudo. – Tá meio abatido hoje.

 

- É só cansaço. Eu ando treinando todas as noites depois que saio do trabalho e acho que ainda não me acostumei com a rotina nova.

 

- É cansativo mesmo, mas eu ando pensando em começar a malhar também. Assim, pelo menos, nós podemos passar mais tempo juntos.

 

O estômago do mais novo embrulhou com aquela menção. Porém, ao mesmo tempo, pensou no que aquela afirmação poderia significar: perder os momentos que tinha com Jun quando estavam juntos, malhando. Claramente que o outro não poderia mais auxiliá-lo de perto em algum aparelho sem que Donghun desconfiasse do que acontecia, ou percebesse a proximidade dos dois. Percebeu que não queria que ele começasse a frequentar a mesma academia que ele.

 

- Mas você não me disse ainda como foi a sua semana. – Mudou de assunto, sem querer se aprofundar ou dar margem para que ele começasse a pensar mais naquele assunto.

 

Eles começaram um assunto sobre o trabalho de Donghun enquanto tomavam café e dividiam a torta. Chan, mesmo com toda a concentração do mundo, não conseguia parar de pensar em tudo o que tinha acontecido na noite anterior – a imagem de Jun ficava repassando como fogo embaixo de suas pálpebras.

 

Com o passar do dia, quando eles deitaram no sofá e logaram a conta da Netflix, Chan passou o tempo inteiro olhando para a tela bloqueada do celular, imaginando se Jun mandaria alguma mensagem, já que nos ultimos tempo eles vivam conversando por mensagem o tempo inteiro quando não estavam juntos fisicamente. Só conseguiu parar de desbloquear o celular a cada minuto quando Donghun o abraçou e segurou sua mão e o celular escorregou entre as dobras do cobertor.

 

- Tá longe, amor. – Donghun sussurrou e tocou o braço de Chan para chamar a atenção do namorado, que estava olhando para a TV mesmo sem vê-la. – O que foi?

 

- Nada não, só preocupado com algumas coisas do trabalho.

 

- Hum. – Donghun não engoliu muito bem aquela desculpa e isso se tornou óbvio quando os olhos dele endureceram. O namorado de Chan apertou ainda mais o abraço e procurou os lábios dele para um beijo, que logo evoluiu para mão naquilo e aquilo na mão. Chan não estava no clima, não conseguiu ficar duro, e percebeu que era a primeira vez na vida que estava perto de broxar. – Você tá cheiroso. – Donghun elogiou.

 

Donghun também estava. Ele era um homem de mesmo estatura que Jun, tão bonito e definido quanto. Os dois caíram deitados no sofá e Chan suspirou, lábios entreabertos, disposto a colocar todos os pensamentos para escanteio na intenção de conseguir se concentrar no que estava acontecendo naquele momento. Enficou as mãos por dentro da camisa do namorado e raspou as unhas nas costas largas e fortes, remexendo-se um pouquinho frustrado no sofá porque Donghun estava beijando seu pescoço sem força, chupando só com um mover de lábios, as mãos inutilmente apertando seu quadril. Pensou na marca que estava carregando no quadril e o baixo ventre repuxou. Jun havia deixado uma marca nele. Na pele de Chan. Cravada.

 

- Me pega com mais força, hyung... – Chan pediu. Fechou os olhos, a respiração ofegante, e abaixou o short do pijama de uma vez só antes de virar de bruços no estofado macio. Empinou a bunda, pensando em como Jun tinha separado as bandas e batido na carne com força na noite anterior. Pensou em quando ele esfregou o polegar no cu apertado, obrigando-o a empinar mais. Ofegou, o pau começando a dar sinais óbvios de vida, crescendo no meio das pernas. – Bate em mim. Na minha bunda, por favor. Me fode com força.

 

Chan enterrou a cabeça em uma almofada e esperou, o corpo tenso em expectativa, começando a sentir o abdomen contrair só com as lembranças da noite anterior. Porém, nada aconteceu por longos segundos. Pensou que talvez Donghun estivesse se livrando da calça, mas não ouviu o som metálico do cinto sendo aberto, então virou a cabeça um pouquinho para trás e espiou por cima do ombro.

 

O namorado estava de joelhos entre as pernas de Chan, com uma expressão estranha de confusão e surpresa, ainda inteiramente vestido. Ele estava com as mãos imóveis no ar, como se não soubesse o que fazer, e Chan sentiu-se como uma bexiga sendo esvaziada devagarzinho. Experimentou certo constrangimento e, muito mais forte, ficou desapontado. Percebeu imediatamente a posição vergonhosamente exposta em que estava, de quatro e com a bunda quase na cara do namorado.

 

- Desculpa, eu só... – Donghun pigarreou limpando a gargante – Não quero bater em você, Chan. Sabe que eu não me sinto confortável... Tenho medo de te machucar e... essas coisas...

 

- Eu sei, nossa, eu sei. Me desculpa, hyung, não sei o que passou pela minha cabeça. – Com o coração aos saltos, lambeu o lábio inferior com a língua. Virou de novo no sofa e puxou o short do pijama para cima outra vez, o estomago se contorcendo de uma maneira estranha. – O filme ta muito bom, eu gosto dessa atriz. Qual é mesmo o nome dela?

 

- Scarlett Johansson. – Donghun disse, apático, e Chan riu porque ele falava o nome dela de um jeito engraçado e embaralhado e porque havia um constrangimento no ar que nunca tinha experimentado antes. Em seguida, sentiu vontade de correr pelo corredor e se esconder nos braços de Jun até que aquela confusão parasse, mas não sabia mais se eles poderiam continuar amigos depois do que tinha acontecido. – Está tudo bem entre nós, Chan?

 

- Tudo bem, hyung. – Chan não saberia dizer se estava mentindo, mas era provável que estivesse. Sem conseguir pensar em mais nada para dizer, puxou o cobertor para cobrir o corpo novamente e manteve os olhos fixos na televisão. Pegou o celular outra vez e desbloqueou a tela. Nenhuma mensagem de Jun. – Tudo bem. – Repetiu.

 

Os dois não disseram mais nada, mas também não tentaram transar novamente naquele final de semana. Chan percebeu que nunca mais conseguiria ir para cama, ou para o sofá, ou para o chuveiro, ou para a bancada da cozinha, sem pensar no fiasco que tinha acontecido quando tentaram transar. Chan percebeu também que precisava tomar uma decisão muito importante; deveria colocar um fim naquele relacionamento frustrado de uma vez por todas ou se conformar que o sexo nunca seria bom e seguir adiante, mesmo com os pecados que agora estava carregando nos ombros. Poderia considerar o que acontecera com Jun como uma traição? Pensou que fosse se sentir arrependido, mas percebeu que não estava. Nada, quando feito com Jun, traria arrependimento a Chan.

 

- Você tá tão fodido, Kang Yuchan. – Murmurou para si mesmo, no silêncio do quarto, domingo à noite, quando Donghun saiu de seu apartamento com a promessa de que iria mandar uma mensagem quando chegasse em casa. O primeiro pensamento de Chan foi se deveria ou não correr para os braços de Jun na mesma hora, mas descobriu que não se sentia preparado para encará-lo depois de tudo o que tinham feito juntos. – Tão fodido.

 

E quando a mão encontrou o pau dentro do moletom no escuro, no meio da madrugada, foi em Jun que Chan pensou.


Notas Finais


Até o próximo capítulo ♥


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