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História Meu Plano Número Um! - Capítulo 27


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, meus amores!
Estou de volta com mais um capítulo para vocês, espero que gostem de ler, pois eu amei muito escrevê-lo.

BOA LEITURA, PESSOAL <3

Capítulo 27 - Se jogar na tempestade


Fanfic / Fanfiction Meu Plano Número Um! - Capítulo 27 - Se jogar na tempestade

Jimin começou a sentir calafrios por seu corpo, suas mãos soando frio, seu coração acelerado e sua cabeça latejando em uma dor sem trégua. Teve sorte em olhar para a bancada ao lado da pia e achar um roupão dobrado, não tardou em vesti-lo, queria se sentir quente, precisava de calor, no entanto, mesmo cobrindo seu corpo com a peça felpuda, ainda sentia os arrepios passearem por sua coluna, o fazendo se encolher cada vez mais.

 

Se sentou no chão, encostando-se na porta trancada, novamente abraçando seus joelhos, se sentindo quebrado por dentro, o olhar desolado de Jungkook não saia de seus pensamentos, não queria que as coisas seguissem daquela forma. Como poderia olha-lo novamente? Nem ao menos entendia o que estava acontecendo consigo, não fazia ideia de como explicar as coisas. Se sentia envergonhado.

 

Seus olhos já se encontravam inchados pelo choro contínuo, por mais que tentasse parar de derramar aquelas lágrimas, não conseguia, pois, seus sentimentos eram avassaladores demais, não podia reprimir por mais uma vez sua agonia perante tudo aquilo que estava acontecendo. Havia chegado em seu ápice.

 

Precisava de calor, sentia seu corpo pedir por isso, mas não se movia, apenas tremia naquele chão gelado, tentando organizar os pensamentos e se recompor. Só não sabia o que fazer.

 

— Jimin? — A voz familiar se fez presente, junto a três batidas na porta. — Está me ouvindo?

 

O ômega franze o cenho ao escutar aquela voz, afinal, o que seu vizinho, Min Yoongi, estava fazendo na porta de seu banheiro? Se pôs a pensar se Jungkook havia o chamado. De qualquer forma, não queria conversar naquele momento, nem mesmo sabia o que dizer.  

 

— Tudo bem, vou te fazer um pouco de companhia, pode ser? — Yoongi diz, se sentando do outro lado da porta. — Deve estar se perguntando o motivo de ter vindo aqui, bem, o Jungkook me ligou, ele disse que você queria ficar um pouco longe dele, mas, você o conhece melhor do que eu, ele nunca te deixaria sozinho, então estou aqui com você.

 

Jimin fechou seus olhos, se martirizando, seu coração doía por tê-lo pedido para ficar longe e levar seus filhotes, contudo, não queria que ambos estivessem por perto, vendo-o naquele estado. Estava desolado.

 

— Não quero te forçar a nada, mas saiba que se desejar conversar, estou aqui. — A voz dele permanecia branda, não queria assustar o loiro, ou pressiona-lo de alguma forma.  

 

Mais uma vez o silêncio permanece, Jimin respira baixinho, torcendo para que o outro não demorasse muito e fosse embora. Não queria ter que se explicar ou tentar fazê-lo entender, se sentia levemente irritado por não conseguir sair daquela situação e preferir ficar trancado no banheiro ao invés de enfrentar seus medos e a vergonha que sentia. 

 

— Seus filhotes estão cada dia mais bonitos, não é? — Yoongi continua a falar. — Deve se sentir muito orgulhoso, a Haneul tem o cabelinho igual ao do Jungkook, já o Hee é loirinho, vai puxar a você, na verdade, os dois parecem com você, são muito bochechudos.

 

Jimin levou uma das mãos até seu peito, sentindo o pulsar de seu próprio coração, pois lembrar do rostinho de seus pequenos o fazia se sentir aquecido por dentro, mesmo tão frágeis conseguiam ser seu mundo, sua maior razão para tentar a todo custo fugir da escuridão que tentava engoli-lo. O ômega ainda não havia percebido, mais as lágrimas em seus olhos estavam começando a secar.

 

— Tenho certeza que quando eles crescerem também vão se orgulhar das pessoas que os criaram, que os dedicaram amor e proteção. — Yoongi respira fundo, encostando sua cabeça na porta. — Eles já devem sentir, só não sabem dizer isso ainda.

 

O loiro funga o nariz e abaixa seu olhar para as mãos postas em seu colo, não tinha certeza se seus filhotes teriam orgulho de si. Questionava em seu intimo como poderiam se sentir orgulhosos de alguém que havia abandonado uma parte de si.

 

— Não tenho certeza disso. — Jimin diz finalmente, sua voz baixa, a melancolia ainda o preenchendo.

 

— Por que pensa assim? — Yoongi se mostrava atento as palavras, as analisando com cuidado.

 

— Sou fraco. — Admite, sentindo o peso de suas palavras. — Não queria ser assim.

 

— Não a vergonha alguma em se sentir frágil, vulnerável ou com medo. — O beta explica com cautela. — Todos nós temos momentos de fraqueza e está tudo bem nisso. Só não podemos dar as costas as nossas dores, caso contrário, ela pode nos dominar por completo. É complicado enfrentar os nossos conflitos internos, porém, apenas assim que se torna possível administrá-los.

 

— Não sei se consigo. — Jimin volta a abraçar seus joelhos, sentindo seu corpo tremer.

 

O ômega queria voltar a ser radiante como antes, mas parecia tão distante voltar ao momento de sua vida que se sentia completamente feliz.

 

— Você não está sozinho, estamos aqui para ajuda-lo a passar por esse momento difícil. — Yoongi intervém. — É necessário pedir ajuda quando a barra fica pesada demais, não se culpe por isso, está bem?

 

Yoongi se levanta do chão, continuando parado diante da porta, queria poder ver Jimin e olhar em seus olhos, tentar ajuda-lo a se sentir mais calmo.

 

— Você é um rapaz forte, determinado e sei que deseja sair dessa situação angustiante. Estou aqui como seu amigo, mas também como médico, sei que agora não consegue ver uma solução, mas podemos encontrar uma juntos. — O beta fala com firmeza. — O primeiro passo está em suas mãos, apenas o segure com força, se fraquejar estaremos aqui para ajuda-lo a apertar mais forte, lembre-se disso.  

 

Park Jimin estava escutando atentamente cada palavra do seu vizinho, não poderia ficar naquele banheiro para sempre, não poderia fugir de si mesmo e muito menos voltar a fingir que estava conseguindo controlar toda aquela situação.

 

O ômega se pôs de pé, levando sua mão até a maçaneta da porta, destrancando a fechadura e apertando forte a maçaneta, juntando coragem para enfrentar seus medos e descobrir o que estava acontecendo consigo. Aumentou a pressão contra a peça e girou, logo vendo Yoongi com um sorriso acolhedor do outro lado.

 

— Você deu seu primeiro passo, Jimin.

 

(...)

 

Haneul não parava de chorar, fazendo Hee se agitar também, Jungkook fazia o que podia para tentar acalmar os dois filhotes, segurando a pequena alfa em seu colo, ao tempo que balançava a cadeirinha do outro sobre o sofá, tentando faze-lo se acalmar, o que não surtia muito efeito. Talvez, os pequenos estivessem sentindo o clima pesado que se encontrava a casa.

 

Jeon não conseguia tirar seus pensamentos de Jimin, queria saber se ele se sentia mais calmo, se Yoongi havia conseguido conversar com seu noivo, já que o mesmo não desejava conversar consigo. Aquilo havia o entristecido, queria poder resolver a situação, mas não sabia o que fazer, custava entender que as soluções não estavam sempre ao seu alcance e precisava respeitar as limitações do outro.

 

— Tudo bem, tive uma ideia, que tal uma música? — Jungkook devolve Haneul para sua cadeirinha, vendo os dois com seus rostinhos vermelhos pelo esforço que faziam para chorar. — O appa Jimin gosta muito dessa canção, talvez vocês gostem dela também.

 

O moreno se senta no chão, em frente aos filhotes em suas cadeirinhas no sofá, respira fundo e retira o paletó, afrouxando sua gravata em seguida.

 

“Seja bom e vá dormir, meu querido tesouro.”

“Eu sou seu mais quente conforto.”

 

Aquela música novamente voltava a seus lábios, sempre em um momento difícil, para acalmar seu coração e agora, para tentar acalmar o coração de seus pequenos.

 

“Não tenha medo da noite escura.

Não chore mais, meu bebê.”     

 

Talvez, ele quem devesse deixar de temer, pois saber que Jimin se encontrava na “noite escura” o fazia se sentir angustiado, o ômega podia não saber disso, mas as suas tristezas, também seriam as de Jungkook.

 

“Você precisa aprender a não ter medo do escuro.

Você terá que enfrentar por si mesmo, as noites escuras em sua vida.

 Bebê, vá dormir. Durma bem.”

 

Continuava a cantar com sua voz terna, olhando para os pequenos diante de si, desejando que ambos o escutassem com atenção, o que de fato estava dando certo, pois, aos poucos paravam de chorar, grudando seus olhinhos curiosos no rosto entristecido do alfa mais velho.

Jeon se recordavam da primeira vez que havia cantado essa música para Jimin, ele já tinha seus pequenos crescendo dentro de si e estava protegido em seus braços. Queria saber, se já naquele tempo, o loiro sentia falta de dançar, ou ainda não havia percebido que aquilo o afetaria no futuro.

Haneul e Hee já haviam se acalentado, ficando sonolentos enquanto as estrofes se seguiam em um ritmo sereno, por mais que houvesse um turbilhão de preocupações afligindo Jungkook.

 O alfa queria que seu noivo soubesse que poderia dá-lo seu coração, caso o dele não batesse mais tão forte, que poderia retirar oxigênio de seu próprio peito caso não conseguisse mais respirar. Jungkook desejava que seu loirinho pudesse se sentir amparado, pois independente das circunstâncias não sairia do seu lado.  

 

— Seja corajoso meu bebê, seja bom e vá dormir meu querido tesouro. — A voz doce de Jimin surpreendeu Jungkook na última frase da canção, o fazendo olhar para a ponta da escada, vendo Jimin, com apenas um roupão e um buquê de tulipas em seus braços.

Yoongi descia as escadas logo atrás, não falou nada, apenas trocou olhares cumplices com Jungkook, onde o alfa o agradecia em silencio por ter vindo ao seu auxilio. O beta tocou em um dos ombros de Jimin, o dedicando mais um sorriso, logo partindo em direção a porta, os deixando a sós, por hora, já havia ajudado.

— Achei essas flores em cima da cama, são lindas. — O loiro comenta, se aproximando a passos lentos.

— São para você.

O alfa olha para o rosto pálido do outro, notando seu nariz avermelhado e seus olhos inchados pelo choro. Se sentia mal por não ter percebido a situação antes.

— São muito bonitas, obrigado.

O ômega estava sendo sincero, pois assim que saiu do banheiro e percebeu as flores sobre a cama, sentiu seu coração se encher de um sentimento bom, fazendo lembrar que Yoongi estava certo, não estava sozinho naquele momento, por mais que se sentisse desamparado, nunca esteve de fato. Ele estava ali, para ajuda-lo se precisasse.

— Trouxe para tentar te alegrar, talvez tenha percebido as coisas um pouco tarde, me desculpe por isso.

— Não, você não tem culpa de nada. — Jimin lança seu olhar para o rosto tristonho do alfa. — Eu escondi muitas coisas que estou sentindo, não queria que se aborrecesse, achei que se deixasse para lá, tudo voltaria ao normal, mas, estava enganado com isso.

O ômega se senta ao lado de Jungkook, deixando o buquê descansando sobre seu colo, apoiando sua cabeça no ombro do alfa, enquanto prendia seu olhar nos filhotes em sua frente.

— Não quero mais esconder meus problemas. — Jimin respira fundo e toma coragem para prosseguir. — Eu quero compartilhar minhas dores e enfrentá-las, Jungkook.

O moreno não tardou em envolver o outro em seus braços, o apertando com carinho, sentindo o quão trêmulo estava, lhe dando um pouco de seu calor. E Jimin pode sentir que era daquele quentura que seu corpo clamava todo aquele tempo, seus calafrios estavam sumindo a cada novo segundo que Jungkook o envolvia.

— Ainda não sei como fazer isso, mas preciso tentar entender as coisas...

— Tudo bem se não encontrar as palavras agora, apenas descanse, vou preparar algo que possa comer e quando se sentir seguro, pode me contar o que sente. — Jungkook diz, em voz baixa, levando uma das mãos até os cabelos dourados do Park, acariciando seus fios. — Estarei aqui com você, vamos passar por isso juntos.

Jimin voltou a chorar, mas não era um choro angustiado ou amargo, suas lágrimas escorriam com delicadeza, trazendo consigo a esperança que a muito havia perdido. Aquele pranto era puro e límpido, carregado de toda doçura que Jungkook lhe dedicava, derramava as lágrimas de alguém que se sentia mais leve, pois expelia aos poucos a tristeza que havia grudado em seu coração e nublado seus bons sentimentos. Jimin estava sentindo o alivio de poder compartilhar seu lado ferido, sabia que não seria fácil, todavia, precisava se jogar na tempestade, para enfrentá-la.

O alfa não disse nada, apenas deitou sua cabeça sobre a do outro, o escutando chorar baixinho. Por mais que vê-lo chorar o machucasse, não interferiu, pois sabia que ele precisava daquele desabafo silencioso, então apenas o acolheu e fechou seus olhos, desejando ser tão forte quando seu ômega, tendo coragem para, junto a ele, se jogar contra o tempo ruim e dominá-lo de vez.

 


Notas Finais


O que acharam desse capítulo? Gostaram? Estão conseguindo entender? Estão sofrendo junto comigo? Por que eu sofro demais escrevendo, porém amo.

Por favor, deixe seu comentário para que eu possa saber o que estão sentindo com a fanfic, obrigada a todos os favoritos e até breve. ASMO VOCÊS!!!!

Curiosidade sobre o capítulo: Existe uma fala, que foi inspirada nesta música que eu amo de todo meu coração e caiu tão bem que eu precisava fazer referência. Chorem comigo, ok?
LInk da música: https://www.youtube.com/watch?v=p2HJmL4vo2M

SÉRIO GENTE ESCUTEM ESSA MÚSICA
Não esquece de deixar um comentário para ver essa autora feliz, agora sim, até breveeeee <3


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