História Meu porto seguro - Capítulo 2


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Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Jellal Fernandes, Juvia Lockser, Kagura Mikazuchi, Laxus Dreyar, Levy McGarden, Lisanna Strauss, Lucy Heartfilia, Meredy, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Rogue Cheney, Romeo Conbolt, Silver Fullbuster, Sting Eucliffe, Ultear Milkovich, Ur, Wendy Marvell, Zeref
Tags Amor, Fairytail, Gruvia, Hentai
Visualizações 45
Palavras 2.195
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite <3

Quero agradecer a todas as pessoas que comentaram e favoritaram, fiquei muito feliz com vocês!

Espero que gostem desse capítulo e me desculpem pelos erros.

Boa leitura.

Capítulo 2 - Desejo



Capítulo Dois

Você sente o mesmo quando estou longe de você?
Você sabe a linha que eu andaria por você?
Poderíamos dar meia volta ou poderíamos desistir
Mas vamos enfrentar o que vier, enfrentar o que vier.

(Walking the wire - Imagine Dragons)
 

 

Juvia o encarava enquanto pressionava o pano com o gelo no hematoma. Não sabia o que falar, nem o que pensar e muito menos como agir diante daquela situação. Ele tinha sido um perfeito cavalheiro com ela desde quando a pegou na estrada. E ela sabia que aquela curiosidade toda sobre o porquê dela estar no interior e ainda mais machucada tinha todos os motivos do mundo. Mas a questão é: Ela iria lhe contar tudo?

- Então, vou responder sua pergunta – Ele disse. – E então você responde uma minha.

Ela fixou seu olhar nele. Era impossível não notar tal beleza. Ele estava encostado no outro balcão da enorme cozinha.

- Eu só acho meio injusto. Você tem interesse em saber o que me aconteceu, mas porque eu teria interesse em saber quem é você?

- Ora. Você está na minha casa. – Ele sorriu. Ela era adorável. – Eu posso ser qualquer pessoa. Um louco, maníaco sequestrador de mulheres. Só achei que ia ser legal nos conhecermos.

- Nada prova que não seja um louco. – Ela sibilou entre um sorriso. – Na maioria das vezes, os loucos são mais normais do que pensa. Tem famílias grandes e felizes. - Ele apenas assentiu ainda sorrindo. – Mas tudo bem, vamos conversar. É bom que me recupero da leve ressaca.

- Então tá bom. Eu não os vejo há alguns meses. Viajo muito a trabalho e são raras as ocasiões que posso ir. Mas essa semana vou visita-los, meu irmão vai promover um grande evento e a família toda é obrigada a estar.

- Deve ser muito bom ter uma família grande. Eu sou filha única.

- Quando eu era um pirralho, achava um saco! Ter tantos irmãos, principalmente a Ultear. Aquela garota é uma megera das piores! – Ele riu. – Mas foi bom ter os meninos. Eu sou o do meio.

- Ah, ele não deve ser tão ruim. Pelo menos, acho eu, que ela foi bem educada pela mãe para respeitar as escolhas dos outros. – Juvia alfinetou num sorriso. Sabia que ele lhe perguntaria coisas que ela não queria responder, pelo menos não agora. O achava muito agradável, mas seu corpo inteiro estava dolorido pela corrida e mesmo com a casa quente, ainda sentia frio. – Eu estou cansada. Muito cansada. Você poderia me mostrar onde é o quarto?

Ele queria que ela ficasse com ele lá e ter suas perguntas respondidas. Ele sabia que a barreira inicial de gelo tinha se quebrado, Mas ele sabia que ela não confiaria nele assim tão rápido.

- Os quartos estão no final do corredor. – Ele disse a ela, mesmo estando longe de querer deixa-la ir. Seu calor, suas curvas suaves eram muito boas, muito certas, para ele se afastar.

Juvia infelizmente, não teve dificuldades para levantar-se e se mover para longe dele. Ele não parava de pensar naquele hematoma. Ela poderia ser casada e ter apanhado do marido abusivo? Ou ter sido atacada, talvez?

Gray olhou para a mão esquerda dela sem sutileza nenhuma. Ele nem sequer tentou ser sutil, precisava saber se ela era casada. Prometeu para si mesmo não tocá-la está noite, mas nada o impediria no futuro, a não ser é claro, um marido. Ela já havia notado o olhar dele sobre sua mão, já sabia de seu desejo por ela, era mais que evidente, havia sentido também.

Ela o encarava. Ele não viu nenhuma aliança, nada que o impedisse de começar uma sedução lenta e constante. Infelizmente quando ele queria algo, ele conseguia e ela ia ainda mais além de apenas querer, ele queria proteger ela com todas as suas forças por uma razão totalmente desconhecida. Quando ele finalmente olhou para seu rosto, ela ainda o olhava com certa irritação.

- O quarto? – Ela levantou uma sobrancelha. – Você ia me mostrar onde estava. – E ali estava a barreira de gelo novamente.

- Por aqui.

Gray liderou o caminho pelo corredor até a suíte principal onde tinha sido planejado para ele dormir. Os outros quartos estavam totalmente prontos e com colchões, mas ele queria que ela tivesse o melhor.

Gray abriu a porta e estava prestes a alcançar o interruptor de luz, quando percebeu que já estava acessa. Seu cérebro levou algum tempo mais do que deveria para perceber que a cama não estava vazia. E uma mulher nua estava esperando por ele sobre ela.

Merda.

Santa Merda.

Ele tinha esquecido sobre Kagura, mas ela obviamente não tinha se esquecido dele. Se as coisas tivessem sido diferentes está noite, ele teria estado empolgado para encontra-la já nua e pronta para ele.

Só que, depois de conhecer Juvia, Gray não estava empolgado com a presença de Kagura nua na casa como deveria estar.

Antes que ele pudesse pensar rápido, Juvia saiu de trás dele. Ele esperou indignação e até surpresa, mas tudo o que veio foi o riso.

- Talvez – disse ela através de sua risada. – há outro quarto que eu possa usar? Longe do barulho, se possível, por favor.

Ele lançou lhe um olhar que dizia que era louca. Ela não poderia achar que ele dormiria com Kagura tendo ela na casa, não é? Mas ele então notou o quão confortável ela estava e sorriu.

Kagura ainda estava nua sobre a cama, mas ele não conseguia tirar os olhos de Juvia. Ele queria beija-la praticamente desde o momento que a conheceu.

- Gray? Quem é essa?

Kagura não tinha feito um movimento para cobrir-se e ele percebeu que ela realmente não fazia seu tipo. Ele preferia mil vezes as curvas de Juvia ao de Kagura. Juvia parecia muito animada com a situação. – Sou Juvia. – Sorriu. – Gray me pegou hoje à noite. – e acrescentou querendo rir. – Você conhece a história da menina com problemas na estrada que encontra um rapaz numa BMW.

Kagura mais confusa do que com raiva. Ela encarou Gray: - Com você ser um fotografo e ter tantas mulheres, deveria ter percebido que gosta desse tipo de coisa.

- Que tipo de coisas acha que eu gosto? – Aquilo parecia surreal demais para ele.

- Você sabe, ménages e outras coisas. – Kagura disse quando se sentou de pernas cruzadas sobre a cama. Juvia levou um tiro certeiro ao ver o corpo da outra. Totalmente nua, ela era magnifica.

Jesus, ele pensou com uma careta, precisava cobri-la. Aquilo já estava estranho o suficiente. Puxou a porta aberta do armário e tirou um manto jogando-a para ela do outro lado da sala.

- Não estive com outra garota há muito tempo – Kagura dizia – Mas tenho certeza que não me esqueci de como o faz. – Ela desviou os olhos de Gray e os direcionou a Juvia. – Prazer em conhecê-la, Juvia, mesmo que isso é um pouquinho inesperado. Sou Kagura. – Ela sorriu. – Você é muito bonita. Vai ser muito fácil entrar aqui.

- Obrigada, eu acho. – disse ela – mas eu não acho que estou pronta para qualquer noite de sexo á três.

Gray estava com a imaginação a mil, será que Juvia já havia experimentado isso? Ele riu consigo mesmo.

- Oh, meu Deus. – disse Kagura, de repente. – O que houve com seu rosto?

Juvia demorou alguns segundos para responder. Seu rosto já não estava mais agradável como antes. – Vou encontrar outro quarto por mim mesma. Boa noite.

Ele queria ir atrás dela, mas tinha que lidar com Kagura primeiro.

- Ela está bem?

Ele passou a mão pelos cabelos molhados. – Ela vai ficar bem. E olha, hoje a noite não vai rolar mais.

- Por causa dela?

-Por causa dela.

Felizmente, embora Kagura parecesse desapontada, ela simplesmente deu de ombros. – Ela é realmente muito bonita. – Tenha uma boa noite. – E caminhou pelo quarto para achar suas roupas.

Juvia não queria nada mais que se jogar na cama e se enrolar nos lençóis, mas o piso de madeira parecia muito caro e ela já tinha gotejado o suficiente. Indo para o banheiro, ela colocou sua bolsa no chão e em seguida, tirou a roupa suja molhada e colocou na pia. Quando ela finalmente estava nua, se mexeu para o chuveiro e estava chegando para ligar a agua quando notou a enorme banheira de hidromassagem. Quase gemeu em voz alta com o pensamento dos jatos massageadores em suas pernas.

Ela pensou duas vezes antes de entrar, mas já que o bom rapaz a deixou ali, porque não aproveitar? Sentia a pele mais sensível quando mergulhou seus quadris, pernas e costas na banheira grande. Uma latejante, pesada aquecida pulsação nas pontas de seus seios, que se sentiu ainda mais cheia do que o normal. E entre as coxas... Estava queimando lá embaixo. Nossa, ela estava pegando fogo desde o momento em que Gray encostou o bloco de gelo contra seu rosto na cozinha. Ela sentia-se envergonhada de estar desejando o rapaz que a ajudou tão caridosamente, mas não conseguia evitar, ele era irresistível. Não conseguia entender Kagura, se Gray fosse dela, não o dividiria com ninguém. Ela afundou sob a agua, esperando lavar seus pensamentos indesejados fora.

Ela não entendia o motivo de ter ficado flertando com ele enquanto devia estar sendo cautelosa. Ele não sabia de nada dela, e por tudo o que ele mostrava ter, parecia ser alguém importante demais para se envolver naquela bagunça toda.

Ela suspirou e afundou na banheira. Ouviu alguns barulhos, mas sua mente vagava longe dali, estava em certo rapaz. Sua umidade latejava de tão quente, ela deslizou sua mão para baixo, a fim de se dar um alivio. Gemeu baixinho lembrando-se do moreno e nem percebeu quando o nome do mesmo saiu num gemido baixo. Ela ainda estava desorientada quando abriu os olhos e viu Gray de pé na porta do banheiro, com uma mão na maçaneta da porta.

Surpresa e talvez desejo estavam escrito na sua testa.

Juvia fechou os olhos novamente e prendeu a respiração. Gray a estava queimando com o olhar e ela não conseguiu esconder o rubor em sua face. Ele estava vendo-a nua. Ela empurrou as coxas e levantou os joelhos para tentar esconder-se, e ao mesmo tempo cruzando os braços sobre os seios para também escondê-los.  

Obrigando-se a encara-lo. As íris negras flamejavam em desejo.

- A porta estava trancada! – Ela não esperava um pedido de desculpas. Ele não estava nem um pouco arrependido.

- Não deve ter fechado direito. – Ele evitava sorrir, sabia que aquilo era muito constrangedor para ela.

- Você sempre entra no banheiro quando tem convidados?

- Eu não vi suas coisas no quarto. Achei que tivesse ido embora. – Ele fez uma pausa, seus olhos fixos nos dela. – Estava preocupado com você.

Toda a irritação e vergonha se esvaíram com a frase final. A doçura imensa e o olhar preocupado foram como um soco no estomago dela. Ele era magnifico, Oh Deus, como poderia ser tão perfeito?

- Eu conheço um monte de Gray, por sinal – Disse lembrando-se do gemido. Ele ainda a olhava, agora risonho.

- Sério? – ele levantou uma sobrancelha. – As pessoas dizem que ele é bastante incomum.

- Eu ainda estou nua aqui, você sabe. – Disse observando-o.

- Você certamente está – seu prazer em seu estado desnudo era claro. Mas porque não estava irritada com ele?

- Você não percebe as dicas, não é? – Ela disse com uma pequena medida de sarcasmo.

- Eu sou melhor com pedidos diretos. – Ele sorriu, um sorriso lindo que fez coisas engraçadas para seu estomago.

- Saia.

Ele sorriu novamente. – Quer uma toalha em primeiro lugar? – Ele puxou uma toalha grossa de pelúcia fora do armário. – Aqui está.

Estendeu a toalha longe o suficiente que ela teria que ficar de pé, sair da banheira e caminhar até ele.

- Então, o que aconteceu com a outra garota nua? Ainda me esperando para um a três?

- Eu a mandei para casa.

- Coitada. Ela não ficou decepcionada com o quão rápido você saiu? – Fez uma careta.

Um riso abafado veio de Gray.

Ela mordeu o lábio ainda o encarando. Sabia que se pedisse para que ele saísse e fosse convicta, ele sairia sem problemas, mas ela também estava jogando aquele jogo. Um jogo que se desenvolvia de forma divertida e ousada. Ela então fez algo estupido, estupido demais. E antes que pudesse usar seu autocontrole ela se levantou para pegar a toalha. Ficou atordoada, estava diante dele, surpreendentemente consciente de cada gota d’água que desligava através de sua pele e de volta para dentro da banheira.

Os olhos de Gray ficaram ainda mais escuros. – Meu Deus, você é linda.

As palavras a abalaram. Há algum tempo que um homem não a olhava com tanto desejo, com tanto carinho e admiração.

Ambos estavam calados e se fitando. Mesmo ela sentindo toda tensão no ar, mesmo sabendo que o que mais Gray queria era arrancar o Jeans e se juntar a ela na banheira, ele não o fez. Apenas continuava ali parado a olhando com admiração e desejo. Ela enfim decidiu pegar a toalha.

- Vou levar essa toalha agora, obrigada. – Ela sentia-se estranhamente sem folego.


Notas Finais


E então, gostaram?

Comentem por favor para dar aquele UP <3

Até o próximo capítulo. Beijocassssss


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