História Meu Presente - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai
Tags Exo, Kai, Kaisoo
Visualizações 48
Palavras 1.591
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Fluffy, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi... @///@

~ Obrigado pela capa @Pcyeollie~

Capítulo 1 - Capítulo Único


~~~~~~~~~~~~~




- Alô? Sehun, tá me ouvindo?

Disse um tanto alto por causa do barulho do metrô, recebendo olhares de reprovação de alguns senhores sentados a minha frente.


- Fala.


- Ahn.. Me ajuda?


- Nossa, nem pergunta se estou bem...

Fingiu estar ofendido.


- Eu só quero que me diga um bom lugar pra se comprar presentes!

Respondi revirando os olhos.


- Pro KyungSoo? -ele riu. - Compra algumas velas pre..


- Cala boca seu besta!

Falei mais alto o cortando, vendo o senhor me olhar novamente com raiva. - Desculpe.- disse envergonhado. Coloquei a mão em frente ao rosto falando um pouco mais baixo. - Sério Sehun, você sabe que não sou bom com essas coisas, mas quero dar algo pro Soo!


- Sei de algo que você pode dar a ele...

Ouvi ele rir.

Revirei os olhos e respirei fundo.


- Vai me ajudar ou não?


- E não estou?! Qual é JongIn, vocês já estão juntos a quase um ano e até agora nada, além de beijinhos.


- Eu acho que você não devia se meter nisso... Eu só quero saber um lugar Sehun!

Disse suspirando e me afundando mais no banco do metrô.



 

                           카디




Porque eu ouço o Sehun eu não sei, mas sei que vou matá-lo quando voltar.

Eu só queria comprar um presente pro meu namorado, e aproveitar o dia ensolarado de hoje.


E agora aqui estou, no meio do nada, na chuva.


Eu não sei o que anda acontecendo com o clima, mas com minha sorte é bem provável que daqui quinze minutos comece a nevar.


Não estou no centro da cidade, mas também não estou no deserto, já que tem casas por todo o lado... mas eu precisava de lojas, não de casas.


A chuva começou a ficar mais forte me obrigando a caminhar mais rápido.

Vi uma moça com uma menininha, saindo de uma das ruas que começava a ficar com poças d'água pelos cantos. Passaram por mim caminhando rápido, com uma sacola nas mãos.

Talvez seja ali a tal lojinha que Sehun recomendou.


Entrei na rua e a chuva ficou ainda mais forte, me deixando praticamente ensopado. De longe vi uma placa em uma das casa, na outra esquina.

Era lá que eu devia ir.


Corri apressado pela rua até o outro lado, onde havia uma casa antiga com algumas plantas na frente.

Assim que abri a porta, ouvi o sininho tocar bem a cima da minha cabeça.


- Com licença?

Disse passando a mão no rosto tentando o secar.


- O que faz aqui em um dia chuvoso desses, meu jovem?

Uma senhora, de longos cabelos brancos e sorriso doce perguntou, me estendendo um paninho.


- Ahn..Olá! -disse a olhando.- O-obrigado!

Agradeci a toalhinha, vendo ela sorrir de forma gentil.


- Então o que procura, querido?


- Bem, na verdade... eu não sei.

Disse envergonhado.

Eu realmente não sei o que faço aqui.


Ela riu e foi para trás do balcão que havia no lugar.


- Acho que, pelo seu estado, você precisa de um guarda-chuva.

Ela disse pegando uma das sombrinhas que ficava pendurada atrás dela, como enfeites de "bengalinhas do Papai Noel".


- Também, mas preciso de algo... um presente, para alguém muito especial.


- Sua namorada?

Ela disse entrando em uma porta logo atrás dela, que devia ser o depósito.


- É. .. mais ou menos.

Respondi pensativo olhando em volta.


- Namorado então?

Perguntou sorrindo, enquanto segurava uma caixa grande em mãos.


- Bom... sim, namorado.

Disse com um pouco de vergonha, pelo sorriso quadradinho que ela me dava.


- Não precisa ficar com vergonha querido. - disse rindo.- Não sou uma velha ignorante e chata!


- Ah! Não... não é isso, é que..


- Bem, tenho algumas coisas aqui.

Disse rindo, voltando ao assunto principal enquanto abria a caixa.

Era uma caixa com jóias; Colares, anéis, pulseiras e brincos.

Todos, brilhosos de mais. 

- Hum... Pela sua cara, ele não gosta de coisas brilhantes. Certo?


- Não teria algo mais... preto?

Falei sorrindo vendo-a gargalhar.


- Claro, tenho de tudo aqui! Mas, você me parece um pouco perdido. O que quer exatamente?


- Ele não usa pulseiras. E anel... acho um pouco cedo pra isso. 

Disse baixo pensando em algo.


- Então sei de algo que ele vai gostar.


Ela entrou novamente no que devia ser o depósito, demorando mais do que na primeira vez. 

Assim que ela voltou, trouxe dois colares em suas mãos.


- Aqui está.

Disse estendendo-os.

Dois colares de cordão simples preto, com uma lua em cada um. Um deles com uma pedrinha preta no centro, e outro com uma pedrinha branca.


- A algum tempo, os príncipes acreditavam que o Sol e a Lua, por serem opostos, se completavam como duas almas gêmeas. Por esse motivo, eles davam a sua amada, presentes que lembrassem o Sol como forma de dizer a elas o tamanho de seu amor. Mas um dia, uma princesa apaixonou-se por outra. E comprou dois pares de colares, jogando as luas no riacho, perto do palácio onde morava. E deu um dos colares de Sol a sua amada. -contou enquanto olhava para os colares que estavam na minha mão.

- Claro, é só uma história. Mas que estes colares são lindos são, não acha? 

Disse rindo de si mesma.


- É uma bela história... é verdadeira?


- Minha avó me contou quando tinha dez anos, assim que perguntei do colar que ela usava sempre. Quando ela se foi, encontrei estes dois colares em seu "baú secreto".


- Nossa...

Disse olhando novamente para os colares em minhas mãos, suspirando pensativo.


- Você o ama?

Perguntou me olhando diretamente nos olhos.


- Mais do que tudo.

Respondi, sorrindo sincero.


- Então leve-os. Mas pague o guarda-chuva.

Disse entre risos.


- A senhora vai me dar os colares?

Perguntei sem entender.


- Claro, estão a tempo naquele deposito empoeirado.

Disse como se fosse algo que ela gostaria de descartar, mesmo que seus olhos mostrassem o quanto eles eram importantes para ela. Sorri vendo-a retribuir quase no mesmo segundo.


Amo minha avó e minha mãe, mas se eu fosse parente desta senhora, tenho certeza de que seria ainda mais feliz do que já sou.


A agradeci diversas vezes antes de sair de lá.

E acredite ou não, o céu antes preto e chuvoso desapareceu. Tudo o que vejo é o Sol, ainda mais quente do que antes.


Eu tenho mesmo muita sorte.




                           카디




Assim que cheguei em casa mandei uma mensagem a Sehun, agradecendo por me mandar até aquele lugar.

Quando perguntei se ele conhecia aquela senhora querida, ele disse, como se fosse óbvio "Ela é avó do Baekhyun".


Eu era o único que não a conhecia.

Bom.. agora a conheço.

E quero adota-la como 'minha avó segunda'.

E que Kim MyungIn, minha avó, não me ouça. Amém!



Levantei, peguei minhas roupas e uma toalha e fui para o banho.

Hoje é aniversário do KyungSoo... do meu KyungSoo. E faz menos de quatro dias que não o vejo, e já estou morto de saudades.




                            카디




Bati na porta, e esperei um pouco. Ouvi algumas risadas na parte de dentro do apartamento em que KyungSoo morava sozinho. Alguns segundos depois, o motivo dos meus sorrisos mais sinceros a abriu.


- Feliz aniversário meu anjo!

Disse baixinho, o abraçando forte. Ele riu retribuindo o abraço. O apertei ainda mais fazendo um leve carinho em seus cabelos. - Amo você... sabe disso não é?! - falei baixo o suficiente pra que apenas ele ouvisse, dando um beijo em sua bochecha. Ele sorriu envergonhado, e sussurrou um "Claro que sei, seu besta".


Assim que olhei para o lado de dentro, a mãe dele veio me abraçar sorrindo e nos puxando para dentro.




                           카디




Assim que os amigos do Soo e sua mãe foram para casa, o abracei mais uma vez selando nossos lábios. O vi corar, e fiquei com um pouco de vergonha também.


Namoramos a quase um ano, mas nos conhecemos no penúltimo ano do fundamental. Eu sempre fui muito envergonhado e inseguro, e KyungSoo era mil vezes mais do que eu.

Por isso começamos a namorar de verdade somente alguns anos depois.


Mas... não me orgulho muito disso.

Gostaria de ser como aqueles caras de novelas e livros, que no momento em que enxergam a pessoa amada já os pedem em namoro, casamento, etc.


Gostaria ao menos de conseguir beija-lo sem sentir como se fosse morrer, já que meu coração parece que vai sair pela boca sempre que fico perto desse baixinho.


Meus amigos me zoam direto por isso.

Mas o que posso fazer?

Ele mexe tanto comigo que é praticamente impossível ficar perto dele sem ter um ataque.



Sentei do lado dele no sofá vendo-o sorrir, ainda meio envergonhado.

Peguei em suas mãos que estavam em seu colo e coloquei uma das minhas mãos no bolso de trás da minha calça pegando seu presentinho.


- Pra você...

Disse meio envergonhado, colocando um saquinho branco, com um dos colares dentro, em suas mãos.

Ele abriu, me olhou, e antes que falasse algo, retirei o meu colar de baixo da blusa que usava vendo-o olhar novamente para suas mãos.


- Uma princesa jogou em um rio, e eu o peguei. Parece que ele foi feito para unir ainda mais a alma de duas pessoas que se amam.

Disse sorrindo o olhando diretamente nos olhos, vendo aquele belo sorrisinho de coração surgir.


- Obrigado.

Ele disse colocando-o. Me olhou de novo e com as bochechas um pouco vermelhas, me beijou.

Senti como se fosse um adolescente de novo. E lógico, fiquei com muita vergonha.


Um simples colar e suas lendas não parecem o suficiente pra mim. Gostaria de lhe dar o mundo, mas isto vai bem além do meu alcance. Mas vou fazer o possível para lhe dar meu coração KyungSoo, durante todos os dias da minha vida. Quero você ao meu lado, quero te fazer feliz.

Eu vou te fazer feliz... assim como tens feito comigo.


- JongIn?- chamou afastando-se do abraço. - Amo-te! 


Sorri e o beijei, sem medo dessa vez.

E farei isso a partir de agora sempre que quiser.

Sem medo de um ataque cardíaco, cerebral ou o que quer que seja.


Pois se for para morrer, que seja de amor.

De amor a ele.










~~~~~~~~~~~~~



Notas Finais


Obrigado a quem leu... e é isso eu acho kkkk

Bjao 'pissouas!!! ^3^~ <3


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