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História Meu primeiro amor. - Capítulo 5


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Notas do Autor


Bom dia!
Boa leitura.

Capítulo 5 - Entendendo o passado.


Fanfic / Fanfiction Meu primeiro amor. - Capítulo 5 - Entendendo o passado.

    Potter pediu a conta, que o garçom trouxe com rapidez admirável. Assinou e deixou uma gorjeta, apesar de não terem jantado. Afinal, o rapaz não tinha culpa. Ergueram-se e caminharam até os elevadores. Quando a porta se fechou, cerrando o mundo formal à volta e deixando apenas as duas, o ambiente permaneceu tenso e cheio de irritação durante a longa subida até o vigésimo andar. Depois de chegarem, caminharam até a porta do quarto dela e Darcy perguntou-se mentalmente se aquele seria o melhor procedimento. Sentiu-se aliviada quando viu que Harriet se hospedava numa suíte com ante-sala. Não seria produtivo que discutissem sua experiência de quase-casamento com uma cama de casal entre as duas, lembrando exatamente o que nunca puderam ter na noite de núpcias.

       — Muito bem, então você quer saber sobre os papéis da anulação? — afirmou ela, colocando as mãos nos quadris, numa atitude belicosa.

        — Isso. Aqueles que você assinou tão rápido.

    Ela cerrou os punhos antes de responder.

      —Pois eu assinei aqueles papéis no hospital, se você quer saber, Harriet Potter. Estava tão doente que mal conseguia pensar. Ainda sob efeito de anestesia. Sozinha. Com tanta dor e sofrimento mental que mal conseguia pensar. Fiquei meio louca.

      Harriet empalideceu.

          — O que aconteceu, exatamente?

         — Eu estava fazendo greve de fome. Minha tia enfiava aqueles papéis na minha cara, sempre que tinha uma chance. Exigia que eu assinasse, dizendo que todos tiveram muita sorte por terem me encontrado a tempo, antes que eu arruinasse minha vida. Dizia que eu só voltaria para casa se assinasse.

    Harriet caminhou até a janela, de costas para ela, observando a luz do luar enquanto ouvia a voz de Darcy.

       — Eu não queria assinar, todo dia recusava. Insistia em que meu nome era Darcy Lucinda Malfoy-Potter. Não tinha a menor vontade de comer, nem...

          — Você podia ter telefonado para mim.

         — Não era tão fácil assim. Na casa não tinha telefone, a não ser no quarto da minha tia, que ficava trancado. Se quer saber, eu não podia ter contato com o mundo exterior, era como se fosse mesmo uma prisão domiciliar. Não foi falta de tentar escapar para a rua para chegar até um telefone público. Minha tia errou de profissão. Devia ser carcereira, isso sim. O que você queria que eu fizesse?

     A pergunta ecoou pelo quarto, sem resposta. Harriet a fitou, ainda chocada ao saber os detalhes do que ocorrera com ela.

      — Harriet, eu tentei. Queria que soubesse disso. Em meu estado normal jamais teriam conseguido, mas eu não estava raciocinando bem, minha cabeça parecia confusa, talvez por causa dos remédios.

           — Você teve de ir para o hospital? — quis saber Harriet, sem se voltar.

     Por alguns instantes antes de responder, foi como se os anos passassem perante sua vista, como naqueles filmes em que as cenas correm para trás. Cenas de seu trabalho. Da festa de formatura, com os colegas. A seriedade dos anos de faculdade, ainda amargurada. Até que fosse, outra vez, uma garota de dezoito anos. Uma sensação dolorida formou-se em sua garganta, um prenuncio de lágrimas, tornando a voz entrecortada.

        — No começo eu pensei que aquelas dores fossem de fome, quer dizer, fizessem parte da sensação de ficar sem comer. Afinal, eu perdi seis quilos nas primeiras duas semanas, e...

         — Seis quilos? — repetiu ela, voltando-se para Darcy.

    Os olhos de Harriet estavam arregalados, como se vissem todo o sofrimento e a dor contidos no relato que acabava de ouvir. Talvez tivesse sido apressada em seu julgamento.

         — Foi o apêndice. Estourou e... bem, quase morri.

        — Deus do Céu!

        — Assim que acordei da anestesia, dei de cara com minha mãe ao lado da cama. Ela tinha uma aparência péssima, parecia pálida e abalada. Os olhos estavam vermelhos, e ela me estendeu o documento de anulação do casamento enquanto eu estava tonta. Disse que você preferia assim, e que eu devia terminar logo aquela formalidade para poder voltar para casa com ela. Eu acreditei... ou talvez tenha preferido acreditar, porque estava cansada de lutar contra, de me opor a todos em volta de mim, me sentia fraca — declarou Darcy, com os olhos úmidos. — Você tem toda a razão, eu devia ter insistido e lutado mais, mas estava sozinha, confusa e assustada. E doente. Eu me sentia fraca, sem forças. Pensei também que seria melhor morrer de uma vez, assim terminaria tudo. Seria mais fácil desistir de viver, do que viver sem você.

     A emoção não deixou que ela continuasse. A respiração profunda e rápida demonstrou o sofrimento passado.

    Harriet esfregou a mão nos cabelos, num gesto de surpresa, para ajudar a absorver a cena que ela imaginava. Não era em nada parecida com a cena que construíra em sua mente ao longo dos anos. Talvez em sua ansiedade para lidar com o sentimento de rejeição, enxergasse algo que não existia. Darcy sofrerá mais ainda que ela,estivera às portas da morte e demonstrara uma coragem que não estava em sua versão dos acontecimentos. Sentiu-se diminuída perante tanta determinação e um erro tão grande de julgamento sobre a pessoa que amava. Era preciso explicar.

          — Darcy, eu pensei que... quer dizer, presumi que você queria terminar o casamento.

         — Não, claro que não. Era só o que eu tinha no mundo, o resultado de tudo o que a gente foi um para a outra. Tentei segurar meu casamento-surpresa o mais que consegui. Acima de tudo eu queria provar para todos que nosso amor era maior do que as mesquinharias deles e ia acabar vencendo, não ia morrer com o tempo, do jeito que todos me diziam. Eu queria provar que nosso sentimento uma pela outra iria durar uma vida inteira.

         — E justo nessa hora, assinei o papel... e entrei para os médicos sem fronteira — completou Harriet, num sussurro. — Quando você mais precisava.

          — Só sei que quando voltei, você tinha partido.

   Os olhos grandes de Darcy apresentavam uma qualidade líquida, com a lágrima ali contida. Naquele instante aconteceu uma comunicação direta entre as pupilas dos olhos de ambas, restabelecendo uma ligação perdida dez anos antes. A distância entre as duas pareceu evaporar-se, e os braços de Harriet a envolveram, num abraço carinhoso e familiar.

         — Desculpe, Darcy, por ter duvidado de você na minha cabeça.

         — Desculpe se falhei com você.

         — Acho que falhamos uma com a outra — completou ela.

        — Não consigo esconder. Amo muito você — começou Darcy num sussurro, até sua voz falhar. — Tentava enganar a mim mesma, mas nunca consegui, de verdade.

        — Durante cinco anos não se passou nem um dia sem que eu tenha pensado em você. _Revela, Potter.

        — E depois?

        — Depois foi uma questão de sobrevivência e levar a vida adiante. Enterrei fundo essas memórias.

  O beijo foi suave, como um beijo de adolescentes, um que tivesse restado dos anos que haviam partilhado. Uma espécie de absolvição dos pecados e exorcismo dos demônios da juventude. Por não confiar e por permitir que as dúvidas e depois o orgulho as separassem melhor do que os pais jamais poderiam. Um perdão por ceder a seus medos. Separaram-se devagar, para poder examinar o olhar uma da outra.

        — Se eu soubesse...

    Os lábios de Harriet toca a pele do rosto de Darcy, traçando um torturante caminho para a boca. Darcy tentou não pensar nessa outra mulher com a qual Harriet iria casar-se, mas quando a boca desejada tocou a sua, qualquer idéia de culpa que pudesse ter foi completamente esquecida. Virou o rosto, para que pudessem beijar-se com a entrega necessária, urgente, que o primeiro toque entre ambas trouxera à vida outra vez.

   Porém a conta emocional e física entre ambas estava devedora há dez anos. As emoções represadas existiam com certeza, pois voltavam em ondas de desejo. As bocas de ambas se procuravam, as línguas se tocavam naquele encontro ao mesmo tempo novo e familiar. A excitação não pertencia apenas a uma delas, mas era como se fosse uma aura ao redor de ambas.

   O beijo aprofundou-se. Harriet foi conduzindo entre beijos Darcy até o corredor que levava para o quarto. Mantendo-a contra seu corpo com uma das mãos, beijou-a com intensidade, sentindo cada poro do corpo de ambas excitar-se.

           — Todos esses anos eu acreditei... — murmurou Harriet.

           — Eu também.

    Darcy chorava e ria ao mesmo tempo.

         — Amo você. Muito!

         — Eu nunca deixei de amar, Harriet. Nunca!

    Quando a língua penetrou entre os lábios, num frenesi de paixão, Darcy correspondeu. Acolheu a invasão, provocando-a também. Harriet gemeu.

     As mãos de Harriet procuravam os fechos do terninho de Dracy, retirando-o dos ombros e deixando que ele deslizasse para o chão.

     Ela passou os braços pelo pescoço de Potter, com dificuldade de respirar, pela excitação e pela surpresa.

         — Harriet... o que estamos fazendo?

        — Estamos terminando uma coisa que começamos dez anos atrás — afirmou Harriet, respondendo à pergunta sem prestar muita atenção.

    Não estava interessada em conversar naquele momento. Colocou os lábios sobre os dela, satisfazendo uma vontade adormecida que retornava sem nenhum tipo de censura. No fundo de sua mente uma parte lamentava a quantidade de sofrimento inútil causado por tirar conclusões sem ter certeza, sem ter ao menos falado com ela. Não teria sido necessário esperar tanto tempo para desfrutar da alegria de saber que não fora rejeitada. Darcy a amava. Enfiou os dedos pelos cabelos dela, sentindo a leveza do toque e o perfume sensual que emanava dali. O odor de Darcy parecia envolvê-la e misturar-se ao dela.

          — Harriet... Harriet...

    Ninguém jamais pronunciara seu nome da forma que Darcy fazia, como se o som viesse sempre sussurrado da garganta, num tom sensual e excitante com aquela voz levemente rouca. Pousou a boca sobre os lábios quentes, antes que ela os usasse para argumentar se era correto ou não o que estavam fazendo, ou pior ainda, para lembrar pessoas ausentes. Ou qualquer coisa do mundo exterior, fora daquele quarto, uma câmara isolada no tempo.

    Mas não era essa a intenção de Darcy, que ansiara tanto quanto ela por aquele momento. Os dedos, tremendo, tatearam os botões do vestido dela, procurando a pele nua. Harriet também seguiu o exemplo dela, abrindo-lhe a blusa com gestos prejudicados pela ansiedade. Realizava algo que tinha parado até de sonhar. Tocá-la inteira e fazer amor com ela era uma ideia tão distante quanto trair sua noiva. Até poucas horas atrás não pensava nisso e agora o que fazia e sentia era impossível de ser evitado.

    Naquele momento tudo o que desejava era tocar a pele febril sob seus dedos, retirando os tecidos que a impediam de fazer contato total com sua amada. Depois de dominar os movimentos trêmulos dos dedos, conseguiu abrir o último botão e puxou o tecido leve de dentro da saia, provocando uma sensação entontecedora no ventre dela, que esfregou a palma da mão sob um dos seus seios, com um gemido. Abraçaram-se, embriagados pelo toque da pele nua, e Harriet passou as mãos pelas costas, procurando o fecho do sutiã. Baixou a boca para o pescoço e a nuca, provocando nova série de gemidos e com o canto dos olhos verificou que o sutiã não possuía fecho; ergueu os dois braços e retirou a peça íntima, expondo os seios com os mamilos rígidos. Incapaz de controlar-se,dedicou suas atenções a um de cada vez, acariciando a carne macia e cheirosa com as mãos. Darcy gritou de prazer.

    Beijando-se com paixão, Harriet, de alguma forma, conduziu-a para o quarto e a cama. Não parando nem para acender a luz ou afastar as cobertas. Haviam esperado dez anos e não pretendiam perder outra vez a oportunidade, como se a família dela pudesse aparecer a qualquer momento com a polícia para impedi-las, ou fosse tocar o alarme de incêndio do hotel, ou ocorresse um atentado terrorista ou terremoto.

     As roupas restantes foram retiradas, peça por peça com a crescente excitação do contato dos corpos seminus e da aura de desejo ao redor delas. Naquele instante só existia o amor de Harriet e Darcy, a necessidade que tinham uma da outra.

     Darcy gemeu e esticou-se na cama, como se espreguiçasse. Harriet ajoelhou-se ao lado dela, beijando o corpo adorado, deixando que os lábios e a língua satisfizessem sua vontade de tocar e provocar mamilos e seios. Darcy passou as pernas nuas em volta das coxas de Harriet, num convite urgente e sem palavras para que ambas se tornassem uma só.

   Harriet vai descendo seu rosto distribuindo lambidas e beijos pelo tronco de Darcy até chegar em sua calcinha de renda rosa. Massageia o clitóris por cima e sente a umidade do local. Harriet abaixa a cabeça e passa a beijar sua intimidade sem abaixar a calcinha, babando-a toda.

           _ Harriet , não... sem tortura..- Darcy geme.

   Harriet então retira a lingerie e enfia três dedos de uma vez em Darcy, que arqueia as costas com a invasão. Começando a movimentar alternando de forma rápida e lenta os dedos dentro dela. Darcy geme cada vez mais alto e Harriet começa a chupar seu clitóris em quanto mete cada vez mais fundo seus dedos dentro dela.

         __ Oh, Harriet.. – Diz Darcy.

    Com mais algumas estocadas e ela goza na boca de Harriet que lambe toda a sua intimidade pra que nenhuma gota pudesse ser desperdiçada.

         __ Agora é minha vez de prova do seu sabor.

     Darcy fica por cima de Harriet e começa a mordiscar e a soprar um dos mamilos que já estavam sensíveis. Enquanto brincava com os seios de Harriet. Quando vai retirar a calcinha de renda da amada observa que não há necessidade, pois esta tem uma fenda na frente pra dar passagem a seus dedos.Com isto Darcy começa a  penetrar devagar um dedo de cada vez. Primeiro o dedo médio, depois o indicador enquanto que com o polegar fazia movimentos circulares no clitóris que já intumescido parecia um botão de rosa.

    Darcy vai descendo seu rosto lentamente pelo abdômen de Harriet. Chegando na calcinha de renda preta para, e encosta o nariz próximo a sua intimidade para sentir seu odor. Em seguida dá uma boa lambida e em seguida penetrar sua língua acompanhando os movimentos dos dedos.

     Harriet está tão entregue as sensações que chega a molhar a cama com o liquido de sua intimidade. Não agüentando mais as ondas e prazer ela goza na boca de Darcy.

         — Eu te amo — disse Darcy, os olhos presos aos de Harriet.

         — Eu te amo — ecoou Harriet, sentindo uma espécie de embriaguez dos sentidos naquela entrega.

    Amava Darcy. Nunca deixara de amar. Se havia algum efeito dos anos que haviam vivido separados, era o de aumentar e enriquecer a emoção e a necessidade dela. Malfoy não disse nada quando Harriet a abraça forte, agradecida pelo fato de não falarem sobre o que haviam acabado de partilhar. Era o momento de sentir apenas, não de analisar o que acontecera, quando as palavras poderiam reduzir a importância dos sentimentos entre ambas, ou pior ainda, encontrar uma forma qualquer de arrependimento ou censura. Harriet não experimentava nenhuma das duas coisas, que a remetiam à vida controlada e sem objetivo real que levara enquanto vivera sem a amada e enquanto enganava a si mesma dizendo que amava outra e não precisava de Darcy. Palavras não pertenciam àquele instante entre as duas.

   Relaxou, puxando Darcy e aninhando-a contra si. O toque e o calor dos corpos ainda trocavam sensações nas pernas entrelaçadas e no prazer partilhado. Acariciou os cabelos, cujo odor a embriagava, como se jamais tivesse deixado de sentir o perfume dela, um dia sequer. A pele das costas era macia ao toque, e as pontas dos dedos davam a impressão de ter contato com cordas invisíveis. Darcy encontrava-se nos braços dela como deveria ter acontecido em todos aqueles anos passados. Não ousava pensar ou perscrutar o futuro, por ter medo do que poderia haver pela frente. Apreciando a sensação física da proximidade do corpo amado, deixou-se deslizar para o sono.


Notas Finais


Espero que estejam gostando da história.
Já imaginava que ela não teria muitos favoritos por ser um romance Drarry versão lésbica. Porém sempre tive curiosidade de fazê-lo devido as imagem da internet na versão feminina deles.
Desculpe se as cenas de sexo não foram muito boas,mas nunca tinha feito isto antes.
Prometo melhor no desenrolar da história.


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