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História Meu Primeiro Amor ( Vondy) - Capítulo 11


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Notas do Autor


Boa tarde! Aqui vai mais um capítulo para vocês, espero que gostem.

Capítulo 11 - Capítulo 8


Subiu as escadas, que dava para as clausuras, ( Dormitório das irmãs) entrou em seu quarto que dividia com a irmã Margarida e encontrou a mesma dormindo. Caminhou até o seu guarda roupa que dividia com a irmã, pegou o seu pijama e foi para o banheiro que tinha dentro do quarto. Entrou no mesmo, tirou o seu hábito ficando somente de combinação ( vestido de tecido de algodão que as freiras usam por debaixo do hábito.) tirou o véu, revelando os seus lisos e longos cabelos castanhos, olhou no pequeno espelho que tinha no banheiro, e deu um pequeno sorriso. Imaginou o dia de hoje, e tudo que tinha acontecido nele, como conhecer o Padre Uckermann um homem tão lindo agradável cordial, um verdadeiro príncipe que sempre sonhara antes de querer entrar para a vida religiosa. Pensou na conversa agradável que teve com o Padre Uckermann hoje a tarde, no jeito que ele olhou para ela assim que se conheceram, e a forma como ele a tratou. Não que as outras pessoas a tratassem mal, mas também ninguém tratava ela daquela forma. Nem mesmo o Alfonso que dizia aos quatro ventos que era completamente apaixonado por ela, e que um dia iria a pedir em casamento. Por um dado momento se passou pela sua mente, porque não conheceu o Padre Uckermann antes de entrar para o convento, com certeza ela se apaixonaria por ele, e qual mulher não se apaixonaria por aquele homem, tão cordial tão gentil tão cavalheiro tão lindo. Suspirou ainda com um sorriso em seus lábios. Mas o que ela estava fazendo, não podia sequer cogitar a hipótese de se apaixonar pelo Padre Uckermann, pois isso além de ser proibido e um pecado grave e ambos fizeram votos de castidade ou seja nunca poderiam se envolver amorosamente. Tirou a sua combinação, ficando apenas de lingerie, olhou para o seu corpo, e por um momento imaginou como seria se sentir desejada por alguém. Era religiosa? Sim, e sempre tinha que manter uma postura de uma consagrada? Sim, mas também, era mulher, e tinha a sua feminilidade e sensualidade como toda mulher. Mas não podia sequer usar, pois isso não condizia com a forma de vida que ela tinha escolhido para viver. Colocou o seu pijama, e a sua toquinha que estava pendurada ao lado da pia do banheiro, fez as suas higienes noturnas, e saiu do banheiro, dando de cara com a irmã Margarida sentada na cama. Olhou para a mesma ajeitando o seu cabelo que estava escorregando para fora do toquinha, e disse. 


- Irmã Margarida o que você está fazendo acordada? Quando eu cheguei aqui você estava no sono tão pesado que mesmo eu fazendo barulho na porta você não acordou. - Perguntou, e a irmã Margarida olhou para ela esfregando os olhos e disse. 


- Eu é que te Pergunto irmã, o que você está fazendo acordada uma hora dessa, e porque ficou tanto tempo trancada naquele banheiro. Eu acordei morrendo de vontade de fazer xixi, e quando eu fui até o banheiro vi que a porta estava trancada, e provavelmente imaginei que você estivesse trancada lá dentro. - Disse com uma cara um pouco seria. 


- Ui irmã Margarida, que mal humor e esse, por acaso esta de tpm hein. - Disse fazendo graça para a irmã Margarida, que cruzou os braços, olhou para ela dizendo. 


- Haha muito engraçadinha você hein irmã Catharina.- Disse um pouco carrancuda, fazendo a irmã Catharina rir, a mesma lembrou do voto de silêncio, e colocou a mão sobre a boca para abafar um pouco o barulho de sua risada. 


Irmã Margarida levantou de sua cama, e entrou no banheiro. irmã Catharina deitou na sua cama que era ao lado da cama da irmã Margarida, e logo adormeceu. No dia seguinte acordou com o barulho da sineta, olhou no seu relógio de pulso que estava no criado mudo ao lado e viu que era seis horas da manhã, esfregou os seus olhos para poder enxergar melhor, e também deu um pequeno bocejo. Olhou para o lado e não viu irmã Margarida, provavelmente já tinha entrado no banheiro. Levantou de sua cama, dobrando os lençóis e colocando o mesmo dentro do guarda roupa. Voltou e esticou o lençol de baixo da cama, e forrou a mesma. Abriu o seu lado do guarda roupa, e pegou um hábito limpo e passado que estava pendurado em um cabide e pendurou o seu hábito em um gancho que tinha ao lado do guarda roupa, e voltou sentando em sua cama esperando irmã Margarida sair do banheiro. Olhou outra vez o seu relógio de pulso, e viu que já era quase 6:30, escutou o barulho da porta do banheiro sendo aberta, pegou o seu hábito que estava pendurado no gancho, e foi correndo para o banheiro, mal esperando irmã Margarida sair do mesmo. Entrou no banheiro, se despiu por completa, e tomou um banho correndo, já que a mesma, teria que estar na capela as 7 para o início das orações. Colocou o seu hábito penteou os seus cabelos que ainda estava um pouco úmido, colocou o véu, e saiu do banheiro. Pegou a sua sandália que estava em baixo da cama, colocando a mesma. Pegou o seu relógio de pulso que estava sobre o criado mudo e viu que faltava 5 minutos para 7. Saiu correndo de seu quarto fechou a porta e foi direto para a capela. Chegou lá e a Madre Virginia já estava iniciando as orações matinais. Rezaram as Laudes( ofício Divino, também conhecido como liturgia das horas, e um livro de orações que contem salmos, e que freiras e Padres costumam rezar, são divididas entre Laudes hora média vésperas e completas. ) após terminar de rezar as Laudes, fizeram a leitura da palavra ( Bíblia). Terminaram as orações, e caminharam em silêncio, para o refeitório, já que era uma regra conventual não falar antes do café da manhã, e após ao jantar. Cada uma das irmãs ficou em pé em seus respectivos lugares, esperando pela Madre Virginia que iria dar início a oração agradecendo pelo alimento e depois da permissão para as irmãs poderem conversar. Madre Virginia chegou ficando em pé no seu lugar iníciando as orações agradecendo pelo alimento, e dando permissão para as irmãs falarem. Foi só a Madre Virginia da a permissão, para as irmãs começarem a tagarelar. Irmã Catharina juntamente com a irmã Margarida caminharam até o balcão onde ficava os pães bolo café e frutas, e serviram um pouco de cada coisa em seu prato, se sentando à mesa juntamente com as outras irmãs. Irmã Madalena olhou para irmã Catharina, e perguntou. 


- Irmã Catharina que horas você acabou o ensaio ontem? 


- Hum. - Disse mordendo um pedaço de bolo e bebericando um pouco do seu café. Terminou de mastigar e por fim disse. - Saímos da igreja as 22:00 horas o pai da Camila me deu uma carona até aqui. 


- Você a Camila e a Geovana? - Perguntou. 


- Sim. - Disse mordendo outro pedaço de bolo de chocolate. - Nossa isso aqui está muito bom que eu vou até pegar outro pedaço. - Disse irmã Catharina levantando de sua cadeira, e voltando para o balcão, e servindo-se de mais um pedaço generoso de bolo de chocolate, e aproveitou para servir-se com mais um pouco de café. Mais ao voltar para o seu lugar, acaba esbarrando em uma pessoa fazendo o sua xícara de café derramar acidentalmente sobre o hábito dessa pessoa, a deixando super furiosa. 


- Aposto que fez isso de propósito sua idiota. - Disse irmã Berenice em voz alta e bastante alterada, fazendo algumas irmãs que estavam ali perto olharem um pouco assustadas. Inclusive a Madre Virginia que estava sentada em uma mesa um pouco afastada, estava olhando para o escândalo que a irmã Berenice estava fazendo. 


- Não irmã Berenice, você acha mesmo que eu vou derramar a minha xícara de café em você propositalmente. Claro que não, o que eu ganharia com isso hein irmã Berenice? - Perguntou de forma seria, e balançou a cabeça em forma de negação. Não acreditava que o seu dia tinha começado com o pé esquerdo. Pensou, seria menos pior se esse pequeno acidente tivesse acontecido com outra irmã, mas não, tinha que ter acontecido logo com quem com a irmã Berenice que e complicada e adora criar um caso. 


- Você não me engana irmã Catharina com essa sua cara sonsa e de mosca morta. - Diz com a voz ainda mais alterada e aponta para cada uma das irmãs que estavam ali presentes. - Você pode enganar cada uma delas com essa sua cara de sinica e sonsa, mas a mim. - Bateu no peito falando ainda mais alto, e chamando a atenção de quem ali estava presente. - Você não engana. E mais, você tem inveja de mim, sabe porque, porque eu sempre fui a mais bonita a mais inteligente a mais esperta, e quanto a você. - Olhou para ela de baixo para cima com desdém. - Sempre foi e sempre vai ser aquela garota magrela doente e sem graça de sempre. - Falou bem alto, com um sorriso falso em seus lábios, só por ter tido o privilégio de humilhar a irmã Catharina na frente de todas as irmãs. A mesma olhou para irmã Catharina que estava chorando por ela ter tocado em um assunto que sempre a deixava triste, e ao mesmo tempo, estava sendo amparada pelas irmãs Madalena e Margarida que estavam ao seu lado consolando a mesma. Madre Virginia vendo toda aquela cena, pediu para a irmã Florencia para tirar a irmã Berenice do refeitório, e fazê-la esperar do lado de fora. Já que quando a mesma acabasse de tomar o seu café, iria ter uma conversa seria com a irmã Berenice sobre o seu comportamento um tanto agressivo. Irmã Florencia caminhou até aonde irmã Berenice estava e disse para ela que a Madre Virginia, queria vê-la fora do refeitório, e que era para ela esperar a Madre do lado de fora, que depois iria ter uma conversa com ela. A mesma começou a protestar dizendo que ainda não tinha tomado o seu café, mas mesmo com a sua cara emburrada teve que sair, pois ela sabia que não podia desobedecer uma ordem da Madre. Irmã Florencia foi até onde as irmãs Margarida e Madalena, estavam juntamente com a irmã Catharina, que já tinha parado de chorar, e estava mais calma e disse. 


- Irmãzinha você está melhor? - Perguntou irmã Florencia. 


- Não irmã Florencia, a irmã Berenice sempre acaba tocando na minha ferida, até parece que ela tem prazer em fazer isso. - Diz com uma tristeza em seu olhar. 


Irmã Florencia caminhou até a menina que ainda estava com um semblante triste e disse colocando as mãos em seu ombro. 


- Olha irmãzinha, não liga para as coisas que ela lhe falou, eu sei que te doi, é no ponto você acertou. Se a irmã Berenice realmente simpatizasse com você, ela não faria isso que acabou de fazer contigo aqui no refeitório. Ah e tem mais um outro motivo para você melhorar essa carinha, botar um sorriso nesse rosto irmãzinha, a Madre Virginia vai conversar com ela, ou seja vai dar um sermão daqueles nessa irmã de nariz em pé que além de ser rebelde, e bem atrevida. - Diz e a irmã Madalena olha para irmã Catharina fazendo carinho em seus braços, cobertos pela manga do hábito, e diz. 


- Irmã Catharina, a irmã Florencia tem razão, quando eu digo para você, que a irmã Berenice não vale o chão que pisa, você não acredita em mim. Sempre você vem com aquela história de que ela é a menina órfã é sofrida que foi rejeitada pelo próprio pai, é blá-blá-blá. Já tá mais do que na hora de você abrir os seus olhos com essa sua priminha cobra é cascavél, é ver que ela não vale nada, é sempre que tem uma oportunidade de te pisar te pisa. Sabe tomara que a Madre Virginia, de um castigo daqueles para ela, só por ela ter te tratado dessa forma aqui no refeitório com praticamente todas as irmãs olhando, é não só irmãs, as Postulantes é noviças também. Será que ela não percebeu que estava dando mal exemplo para elas.


- Irmã Madalena, você acha mesmo, que aquela cobra vai se preocupar mesmo em dar bom exemplo para as as mais novas, me poupe. Aquela ali só se preocupa com ela mesma, é não está nem aí para os outros. - Diz irmã Margarida, fazendo a irmã Madalena ficar de boca aberta pelo o que a irmã Margarida disse, o que não deixava de ser verdade. 


As três voltaram para as mesas para terminarem de tomar o seu café. Irmã Catharina mal tocou no seu no seu pedaço de bolo, pois a mesma tinha perdido a fome, depois daquela humilhação e escândalo que a irmã Berenice tinha causado naquele dado momento no refeitório. Irmã Madalena olhou para o pedaço de bolo de chocolate intacto no prato da irmã Catharina, e a mesma já sabendo que a irmã Madalena estava de olho em seu pedaço de bolo, empurrou o prato na direção da irmã, que de pronto atacou aquele pedaço generoso de bolo de chocolate. A Madre Virginia acabou o seu café, tocando a sineta que tinha em cima da sua mesa, indicando que o café da manhã tinha dado por encerrado. As irmãs saíram do refeitório, cada qual para as suas atividades domesticas. Irmã Catharina foi para o salão que ficava no terceiro andar juntamente com a irmã Guadalupe ( Maite) para limpa-lo. Já que todo sábado pela manhã, as duas tinham essa tarefa, que era dar uma geral naquele salão. Madre Virginia saiu do refeitório, encontrando com a irmã Berenice, que estava esperando por ela do lado de fora. As duas caminharam até a sala da Madre Virginia, entrando na mesma. Madre Virginia sentou em sua cadeira atrás de sua mesa, e irmã Berenice sentou de frente para ela, e a Madre começou a dizer. 


- Irmã Berenice, eu te chamei aqui, porque eu quero saber o que deu em você para humilhar a irmã Catharina daquele jeito no refeitório hein? - Pergunta com um semblante serio. 


- Sabe a, senhora deve ter visto, que a irmã Catharina derramou café no meu hábito de propósito. - Diz olhando para as suas unhas curtas. 


- Não irmã Berenice, eu vi e a irmã Catharina não derramou café em você de propósito. Aquilo que aconteceu foi um acidente, e você irmã não tinha o direito de ofender a irmã Catharina daquela maneira. O que você fez irmã Berenice, não foi digno de um comportamento de uma religiosa. E fora que você gritando com a irmã daquela forma, e acusando ela injustamente, estava dando mal exemplo as mais novas. Portanto para você aprender a não causar mais escândalos daquela forma que você causou, eu vou te dar um castigo, que eu não chamo isso nem de castigo, e sim de lição. Você vai ficar no jardim ajudando o seu Clóvis durante duas semanas. Eu quero você colocando as suas mãos na terra, e não ficar só regando as plantas e deixando tudo nas costas do seu Clóvis. Da próxima vez que você causar mais escândalos igual causou hoje no café da manhã, irmã Berenice, eu vou ter que tomar providências mais sérias.- Disse com um semblante sério passando o seu recado para a irmã Berenice, que olhou para Madre Virginia e engoliu seco e disse. 


- Madre me desculpa, eu prometo a senhora que não vou causar mais escândalos iguais ao que eu causei hoje. Mas por favor Madre o jardim não. Eu faço tudo o que a senhora quiser, até peço peço desculpas a irmã Catharina se for preciso.- Diz juntando as duas mãos como se fosse fazer uma oração, e implorando para a Madre Virginia não fazer aquilo com ela. 


- Não irmã Berenice, eu não vou livra lá de ficar no jardim. Realmente seria muito nobre da sua parte se você chegasse até a irmã Catharina e pedisse desculpas para ela, mas eu te conheço, e sei que você não irá fazer isso, até porque o orgulho fala sempre mais alto não é irmã. Bom o assunto esta encerrado, pode se retirar irmã Berenice. Ah e outra você começa ajudar o seu Clóvis no jardim hoje. - Diz e a irmã Berenice sai do escritório da Madre com a cara fechada. Resolve ir até o refeitório, para comer algo, já que quando ela saiu do refeitório, não tinha tomado o seu café. Chega ao refeitório, com algumas noviças e postulantes olhando para ela. Caminha até a bancada e pega o último pedaço de bolo de chocolate que tinha na bandeja, e enfiou tudo de uma vez só em sua boca. Por um momento pensou, maldita irmã Catharina, isso tudo só estava acontecendo por causa dela. Ela derrama café propositalmente nela, e quem pagava por tudo era ela. E como sempre a Madre as irmãs, ficava do lado dela. Sorriu diabólica mente e pensou outra vez, iria dar o troco na irmã Catharina custe o que custar, só por ela ter fazer ela, ficar trabalhando no jardim durante duas semanas. Saiu do refeitório com um sorriso falso nos lábios, e também com as olhares de algumas postulantes que estavam por ali fazendo a limpeza no refeitório. 


Enquanto no salão do terceiro andar, irmã Catharina e irmã Guadalupe (Maite), estavam dando uma geral no mesmo. Irmã Guadalupe se aproxima da irmã Catharina que estava com uma fisionomia um pouco triste e diz. 


- Irmã não fica assim, eu sei o que a irmã Berenice fez com você foi horrível, mas você não pode dar o gostinho para ela de te ver com essa cara. Olha pensar comigo, com certeza depois desse escândalo que ela causou no refeitório, ela não vai ficar impune a isso. Ou você não acha que no mínimo a Madre Virginia não deva ter dado um puxão de orelha daqueles nela. - Irmã Catharina olhou para a irmã Guadalupe, com um sorriso fraco em seus lábios e disse. 


- Obrigada irmã Guadalupe por tentar me animar, mas o que ela fez realmente me deixou um pouco mal. Ela cutucou na minha ferida entende. - olhou para o chão, e uma lágrima teimosa insistiu em cair no seu rosto. Irmã Guadalupe vendo que a irmã Catharina estava prestes a chorar, levantou o rosto da mesma, e secou a sua pequena lágrima e disse. 


- Eu te entendo irmã, isso e por causa da doença que você teve estou certa? - Perguntou. 


- Sim. - Disse. 


- Olha irmã Catharina tudo  isso foi uma fase muito ruim que já passou na sua vida. Mas pensa bem você foi curada, esta aqui em pé na minha frente, bem forte saudável e bonita. E quanto o que a irmã Berenice te disse, e porque eu tenho certeza que no fundo ela tem inveja de você. Pela pessoa boa doce forte e madura que você é. - Disse esboçando um sorriso em seus lábios, e abraçando a irmã Catharina de lado. Que retribuiu o seu abraço. As duas se soltaram do abraço, e a irmã Catharina caminhou até o parapeito da janela que tinha ali no terceiro andar, olhando para a irmã Berenice que estava mexendo no jardim, com uma cara nada boa. Irmã Guadalupe caminhou até onde ela estava, ficando ao seu lado, e disse. 


- Esta vendo irmã Catharina, pelo visto a Madre Virginia já tomou as providências. - Diz, e a irmã Catharina olha para a mesma com um sorriso em seus lábios. As duas voltam para o salão, e terminam de fazer a limpeza que tinha começado a fazer ali. 


******************************


Padre Uckermann levantou por volta das 7:30 da manhã, e escultou um barulho que provavelmente vinha da cozinha. Imaginou que era a Édith, e que provavelmente tinha acabado de chegar naquela hora. Caminhou até o seu pequeno guarda roupa, pegou uma calça social preta limpa e uma camisa social da mesma cor também limpa e o seu clergima que estava em cima da cômoda de seu quarto. O mesmo agradeceu aos céus, por a sua mãe ter lavado praticamente quase todas as suas roupas. Olhou para a calça e a camisa que estava segurando, e viu que elas estavam um pouco amarrotadas. Saiu de seu quarto não se importando de dar de cara com a Édith com a sua cara amassada e o seu cabelo curto um pouco desgrenhado na frente. Foi até a mesa de passar roupa que tinha na lavanderia e ele mesmo passou a sua calça social, e a sua camisa também. O mesmo aprendeu a passar roupa com a sua mãe antes de entrar para o seminário. Sua mãe quis lhe ensinar essas coisas que naturalmente são feitas por mulheres caso se ele passasse por algum aperto ou não tivesse alguém para passar as suas roupas, ele não iria sair andando por aí todo amarrotado. Já que sabia passar roupa e muito bem por sinal. Saiu da lavanderia com a sua toalha e as suas roupas que tinha pendurado em um cabide que tinha por lá, e foi direto para o banheiro tomar um banho. Tomou o seu banho, e saiu do banheiro todo perfumado com os cabelos curtos um pouco molhado e arrepiado na frente. Passou pela sala de refeições, e viu que a mesa do café já estava posta. Voltou para o seu quarto, pegou a sua liturgia das horas, e foi para uma pequena Capela que tinha dentro da casa. 

Fez as suas orações, e saiu da Capela dando de cara com o Padre Cícero que estava entrando na mesma para fazer as suas orações. 

Acenou para o mesmo com a cabeça, e foi direto para o sala de refeições. Sentou-se à mesa, e viu a Édith trazendo a garrafa de café e colocando em cima da mesa. 


- Bom dia Padre Uckermann, sua benção. - Cumprimentou o mesmo esticando as suas mãos. 


- Deus te abençoe Édith. - Disse fazendo Édith olhar para ele, e dizer. 


- Padre com todo respeito, mas o senhor esta bonito cheiroso. Por acaso o senhor vai sair para algum lugar? - Perguntou. 


- Obrigado Édith pelo elogio, mas eu não irei sair para lugar algum, bom a não ser que tenha algum em previsto. 


- Hum esta bem Padre Uckermann com licença. - Diz saindo da sala de refeições, fazendo o Padre Uckermann acenar com a cabeça. Virou a xícara que estava à sua frente, e serviu-se com um pouco de café. Tirou sua xícara de cima do pequeno prato colocou ao lado, e foi até o Bolo de laranja que tinha sobrado de ontem do lanche da tarde, e cortou um pedaço generoso do mesmo, colocando em seu seu prato. Quando estava quase terminando de tomar o seu café da manhã, Padre Cícero chegou e sentou-se na outra ponta da mesa, ficando de frente para o Padre Uckermann e disse. 


— Bom dia! jovem Uckermann e ai como passou a sua primeira noite aqui? — Perguntou, e continuou dizendo.— Me desculpe eu não ter providenciando antes de você vim para cá um colchão, pois aquele que esta no seu quarto esta um pouco velho. 



— Riu.— Olha Padre Cícero, dormi como um anjo, e não precisa trocar o colchão Padre por mim pode deixar aquele mesmo, mas de qualquer forma obrigado por se preocupar com o meu bem estar. 





— Não precisa agradecer meu caro jovem e que bom, que você passou a noite bem, assim eu fico mais tranquilo. Ah vou aproveitar que estamos aqui tomando café para lhe falar. E depois nos vamos lá no arcebispado porque o Dom Ângelo quer conversar com nos dois ok. 




— Sim Padre Cícero, que horas nos sairemos daqui? — Perguntou. 




— Bom jovem Uckermann agora depois que acabarmos de tomar o café sim. 




— Ok esta bem. — Disse, e terminaram de tomar o seu café, e foram direto para a residência Episcopal do Dom Ângelo para ver qual assunto o mesmo queria tratar com os dois. 



Notas Finais


Se preparem que no próximo capítulo teremos vondy.


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Abraços!!!!


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