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História Meu Príncipe do Tênis: Ele precisava de apoio - Capítulo 1


Escrita por: MT_Fanfics e Manu_Tavares

Notas do Autor


Boa leitura...

Capítulo 1 - Um dia especial


Fanfic / Fanfiction Meu Príncipe do Tênis: Ele precisava de apoio - Capítulo 1 - Um dia especial

Todo mundo tem dificuldades na vida que mesmo com outra escolha, priorizamos o que mais convém naquele momento, eu não fui diferente.

Se havia algo que eu amava fazer, era jogar tênis. Comecei aos cinco anos de idade, mas parei há pouco menos de dois anos quando meu pai faleceu.

Naquela época, eu havia desistido dos estudos e do tênis. Não me arrependo de ter escolhido fazer de tudo pelo meu pai quando ele estava desenganado dos médicos, mas me arrependo de não ter ouvido ele quando ele mandou eu não desistir da minha paixão.

Infelizmente, meu pai faleceu e tive que aprender a me virar sozinha pra cuidar de mim e da minha irmã. Não consegui voltar para escola, tinha que trabalhar integralmente pra ganhar o suficiente pra sustentar nós duas.

O mercadinho em que eu trabalhava fechou porque o dono foi embora, eu teria que arrumar um novo emprego.

Passei alguns dias fazendo entrevistas e deixando currículos, no entanto, ninguém queria dar um trabalho integral à uma garota que devia estar estudando.

— Está pronta? — Perguntei à minha irmã quando a vi sair de seu quarto.

— Sim! — Ela respondeu animada.

Saímos de casa e tranquei a porta. Hoje o dia era especial, era aniversário da Gummi. Todo ano no aniversário dela nosso pai nos levava pra comer ganso assado.

Há dois anos, ainda conseguimos comprar e comer todo mundo junto, ano passado não consegui fazer nada pra minha irmã, mas esse ano, eu não podia deixar passar.

O restaurante onde sempre íamos e nossa casa não era muito longe, então em nossa caminhada de vinte minutos e as conversas animada da minha irmã sobre como ficava animada em seu próprio aniversário, chegamos rapidinho.

O restaurante estava um pouco lotado, mas conseguimos achar uma mesa e ocupar. Normalmente eu vinha de relance naquele restaurante e às vezes encontrava com o filho do dono.

Havia poucos dias, eu via ele frequentemente lá. Parecia ter mais tempo livre. Eu não sabia muito sobre ele, mas sabia que ele jogava tênis porque algumas vezes do tempo que eu frequentava ali, o via chegando do treino com o uniforme e cheguei até a ver ele e seus amigos ali também.

— Seu filho não está aqui hoje? — Perguntei quando o Sr. He veio anotar meu pedido.

— O Xinglong estava passando esses dias aqui porque tinha desistido do tênis pra me ajudar, mas o levei pro retiro com os amigos dele e o deixei — Ele respondeu, parecia triste pela parte do seu filho ter desistido de algo para ajudá-lo, mas orgulhoso por devolvê-lo a seu devido lugar.

— Sr. He! — Alguém chamou em uma mesa e pelo jeito não era a única mesa que queria fazer pedido.

Uma fila estava se formando para aqueles que iam pedir pra levar, sem falar das mesas cheias.

— Já que está sem apoio, eu ajudo! — Me coloquei de pé e tomei o bloco de notas e a caneta de sua mão.

— Não precisa, é cliente daqui, veio aqui pra comemorar com sua irmã — Ele disse calmo e eu sorri.

— Ela parece estar curtindo muito seu aniversário! — Olhei pra minha irmã na mesa, que jogava algo no celular com o qual a presenteei.

Apesar de não ter muito dinheiro, economizei pra dar um a ela de presente e também, precisávamos de uma forma de comunicação mais eficaz já que às vezes demorava pra voltar pra casa.

— Se eu ajudar o nosso pedido também sai mais rápido, considere uma troca de favores. Agora pode ir pra cozinha!

Ele devia ter visto a resistência em meu olhar e apesar de querer dispensar, cedeu pra mim.

Arrastei um avental que estava pendurado e fui à mesa que havia chamado Sr. He, passei pelas outras sucessivamente e depois segui pra fila que estava se formando e peguei os pedidos das dez primeiras pessoas, já avisando pra quem tivesse depois dela que iria demorar então quem tivesse com pressa não poderíamos atender, mas ninguém saiu da fila.

Tomei a liberdade de entrar na cozinha e coloquei os pedidos por ordem em uma madeira lateral que ia de um lado ao outro.

— Esse aqui tá pronto! — Sr. He arrumou a bandeja e me entregou.

— Mesa 5! — Vi no papel e segui pra ela.

Como todos pedidos estavam anotados, decidi ajudar a montar os acompanhamentos.

— Não precisa ficar aqui, vai ficar cheirando a comida. Já está ajudando muito! — Insistiu o Sr. He.

— Não é ruim cheirar a comida, não posso ajudar no ganso porque é seu ponto, mas ajudo nos acompanhamentos, não aceito um não como resposta! — Levantei um dedo como objeção e ele riu.

Começamos a trabalhar juntos e isso adiantou muito o trabalho. Atendemos uma mesa após outra e uma encomenda atrás da outra e de repente, estávamos quase vazios.

— Esse é pra vocês, por conta da casa! — Ele serviu a mesa em que eu e minha irmã estávamos.

— Conta da casa? Esqueça isso, vou ver como um insulto se insistir — Recusei sua forma de agradecimento.

— Não faça isso comigo. Ajudou a noite toda, não aceitou o dinheiro que ofereci, mas ao menos aceitou a comida, além disso esperaram pra comer depois de todos! — Me encarou e então suspirei.

— Está bem, eu aceito!

Ele pareceu soltar um suspiro também.

— Obrigada pela comida! — Minha irmã e eu falamos em conjunto.

Tirei o avental e sentei.

— Jante com a gente então!

Convidei e ele não pareceu ter nada contra, já que se sentou de primeira. Passamos alguns minutos conversando sobre os últimos anos e até mesmo sobre nossa vida.

O Sr. He dava duro em tudo que fazia e tinha muito orgulho do seu filho. Por um momento, senti falta do meu pai, ele me apoiava no tênis como o Sr. He apoiava o He Xinglong, eu sentia muita falta dele, principalmente nos dias especiais que ele estava presente.

— Você se saiu muito bem hoje! Já tem experiência? — Sr. He perguntou quando terminamos de jantar.

— Mais ou menos, tive um trabalho de meio período em uma churrascaria, mas agora voltei a estaca zero.

— Está procurando trabalho? — Assenti como resposta à sua pergunta — Por que não fica por aqui? O He Xinglong não vai voltar pro tênis tranquilo se não souber que estou bem, e você é uma ótima ajudante, deu conta de tudo hoje no salão e na cozinha, além dos clientes elogiar sua simpatia.

— Está falando sério? — Meu coração se alegrou com a proposta.

— Sim! Pode trabalhar depois da escola.

— Eu parei os estudos — Fiquei um pouco sem graça em admitir — Farei uma prova de conclusão daqui a dois meses, vou estudar e confio que passarei, minhas notas foram boas na escola.

— Ainda assim não deve se desleixar, use um turno pra estudar e outro pra trabalhar, assim não irá se sobrecarregar, está bem?

Imaginei que ele perguntaria o porquê como todos faziam, mas ele não perguntou, foi um alívio, eu não estava pronta pra voltar a tocar na minha ferida com meu pai, sempre ficava mais sensível ao falar dele.

— Está sim!

— Beba! — Ele serviu meu copo e de minha irmã.

O Sr. He podia não saber, mas ele havia me ajudado muito com aquele trabalho, ele tinha um bom coração e dava pra ver a quem o filho que ele dizia ter esse coração todo puxou.


Notas Finais


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Pedido realizado Blog @WonderfulDesigns obrigada por aceitarem meu peiddo!


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