História Meu Príncipe Francis ( Frary ) - Capítulo 52


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Notas do Autor


Pessoal,
Esse tempo em que estive sem escrever, foi extremamente necessário pra que eu ajeitasse alguns pontos na minha vida, em relação a trabalho e estudo. Espero, de todo o coração, que ainda estejam acompanhando a fic. Não posso garantir que conseguirei postar semanalmente, mas farei o possível.

Obs: Muita saudade dos comentários maravilhosos de vocês! 😍 Espero que gostem do capítulo.

Capítulo 52 - Casamento de Sangue ( Parte 2 )


Fanfic / Fanfiction Meu Príncipe Francis ( Frary ) - Capítulo 52 - Casamento de Sangue ( Parte 2 )

Corte Real Espanhola

Mary Stuart

- Majestade! –

- Majestade! –

Sinto mãos tocarem meu rosto, o que me faz acordar, despertar de um pesadelo...

- Estou bem... – É só o que digo as criadas que entraram em meus aposentos desesperadas.

- Estava gritando, achamos que... –

- Estou bem! Já disse! Podem levar a informação ao seu Rei agora, como sempre fazem. – Digo rispidamente, sem nem conseguir olhar as criadas deste castelo nos olhos, são todos peões de Don Carlos.

- Com sua licença, Majestade. – Elas falam, mas nem ao menos viro o rosto em sua direção, é como se cada dia fosse uma eternidade, como se a minha vida não tivesse sentido. O que Don Carlos realmente quer comigo?! Me pergunto isso todos os dias.

Na manhã seguinte...

Sinto a luz do sol em meu rosto, mas continuo com os olhos fechados. Sendo que mesmo com os olhos fechados, sinto a presença de alguém no quarto, mas ao abrir os olhos, não me deparo com uma de minhas criadas, e sim, com um homem. Alto, cabelos pretos e olhos azuis, idênticos a imensidão do oceano...

- Majestade... – Ele diz em meio a uma breve reverência.

- Estava aqui enquanto eu dormia? – Pergunto indignada. – Como entrou aqui? –

- O Rei me mandou, pra garantir sua segurança e bem estar. – Ele diz, o que quase me faz revirar os olhos.

- Vossa Majestade, nunca se preocupou com o meu bem estar. E mesmo que seja um súdito leal, quero que vá embora. – Digo virando o rosto na direção oposta.

- Já tinham comentado sobre seu temperamento... Mas, o bebê precisa que fique calma e... –

- Como ousa?! Você não sabe nada sobre a minha vida... Sobre o que eu vivo... – Instintivamente, abaixo um pouco o rosto. A verdade é que nunca falei de tudo o que tenho passado com ninguém, não poderia. Vivo cercada por servos de Don Carlos.

- Sei como o Rei tem lhe tratado... E não concordo com isso. –

Mesmo que possa ser só uma farsa, sinto sinceridade em sua voz, pela primeira vez, alguém comenta sobre como tenho sido tratada aqui, e mesmo que provavelmente não vá resultar em nada, é reconfortante saber que alguém entende o que tenho passado.

- Mas, ele... ele é o seu Rei... –

- Não escolhemos quem governa, somos obrigados a aceitá-los como são, mas não quer dizer que concordamos com absolutamente tudo. –

- Mas, isso seria considerado traição... Sei quem você é, é um dos guardas dele. – Digo ao me recordar da primeira vez que o vi.

- Então, esse será o nosso segredo, Majestade... – Ele sorri ao falar, ato que mesmo sem ter a intenção, acabo retribuindo.

- Por favor, me chame de Mary. –

- Robert... E o prazer é todo meu, Mary. –

- Só não deixe o Rei ouvir isso, Robert. – Sorrio ao falar e ao me ouvir, ele leva o dedo indicador até os lábios, e mesmo que não devesse, mesmo que já tenha muito tempo, reparo o quão atraente ele é... De uma maneira arrebatadora, impossível de não ser notada.

- Acha que vai ser menino ou menina? – Robert pergunta, me tirando de meus devaneios, espero que não tenha percebido a forma com a qual estava lhe olhando.

Passando a mão pela minha barriga, é a primeira vez que me fazem essa pergunta. – Converso como se fosse ele, mas não tenho preferência... –

- Gostaria que fosse uma menina. – Ele diz, o que me faz ficar curiosa sobre o porquê.

- Parecida com a mãe... Seria uma das mais belas damas de toda a Europa. – Fico sem palavras ao ouví-lo, não somente pela ousadia exacerbada, mas pelo fato, de realmente estar falando sério.

- Peço perdão pela minha falta de discrição, não deveria ter dito isso. – Ele diz ao me ver ficar sem palavras.

- Por favor... Robert... Não recebo elogios a tanto tempo, acho que sou eu quem lhe deve desculpas. Não sei mais como lidar com isso. – Digo sinceramente.

- Pois saiba, que fui sincero em cada palavra que disse. –

- Sei que foi... – Digo ao suspirar levemente, pensando que esse é o problema. Ele é um dos guardas de Don Carlos, e por mais que aparente ser diferente de todos os outros deste castelo, ainda assim, não é alguém em quem devo confiar.


Francis Valois

Tentei evitar Lola o máximo que pude, não somente por Mary, mas pelo fato de que pareço ser o único ainda fiel, minha mãe e até mesmo as damas de Mary, parecem ter desistido dela, desistido de sua Rainha

Preciso dela ao meu lado, mesmo que isso seja arriscar tudo

- Entrarei com lady Lola, enquanto o cerco é montado e vocês imobilizam os guardas. - Digo ao ver as defesas da corte espanhola, porém a maioria do sue exército está na Escócia e a maior parte estará protegendo Dom Carlos dentro do próprio castelo, e não ao redor dele. Significa que teremos uma vantagem. 

- Acha prudente entrar, Francis? Estará se arriscando demais. Se Don Carlos te ver... - Sebastian diz e os generais concordam. 

- Não vim até aqui, para me acovardar atrás do meu exército. - 

- Sei que se trata de Mary e entendo. - Sebastian continua. 

- Não, você não entende. Nenhum de vocês entendem! - 

- Francis... - Sebastian leva uma das mãos até um de meus ombros ao falar, mas ele nunca conseguiria compreender o que tenho passado, nas atrocidades que imagino que ela esteja passando, tudo porque falhei em protegê-la, falhei com a minha família, falhei como homem. 

- Não quero que se preocupem com o seu Rei, porque não sairei de lá sem Mary. Não importe o que me custar... - 

- Esta pedindo que deixemos você lá, Majestade? Isso é insano, não podemos deixar nosso soberano. - Um dos generais diz. 

- Não é uma opção, é uma ordem. Mary é a única que importa, e se falharem em resgatá-la, estarão falhando com o seu Rei. - É a minha palavra final. 


Uma semana depois... 

Corte Real Espanhola 

Don Carlos

- Quando chegar a hora, espero que cumpra o seu dever. Não quero ter que olhar para o bastardo francês que vai nascer, era pra eu ter feito um filho nela. - Don Carlos diz, depois que o médico da corte lhe avisou que falta pouco para Mary dar a luz. 

- Majestade... Não sei mais prudente mandá-la para Escócia? Deixá-la em exílio? - Robert diz. 

- Francis acabaria conseguindo resgatá-la. Será que nunca percebeu que nunca planeei me casar com ela? Esse casamento é pra atraí-lo... - 

- Matará o rei da França, e depois? Provavelmente a mãe dele reinará até que o filho tenha idade, e ainda não conseguiremos tomar a Inglaterra. Porque fazer tudo isso? Nos conhecemos desde criança, Carlos. Eu te conheço, sei que não faria algo assim. Destruir uma família inteira... - 

- Inteira incluiria os dois filhos que ainda estão protegidos na França. - 

- Não pode estar falando sério. - 

- Não?! Posso fazer isso e muito mais, ela me traiu antes mesmo de me conhecer e a França sempre nos esnobou. Enquanto não consegui ter um herdeiro, Francis e Mary já conseguiram isso, tomaram a Inglaterra de nós. - 

- Francis não sabe que ela espera um filho dele... Ninguém sabe. Poderia fazer dele seu herdeiro. - Robert diz receoso. 

- Um bastardo estrangeiro no meu trono?! Você deve ter ficado louco! - 

- Melhor que terminar sem herdeiros, sem uma garantia para Espanha, já que não tem irmãos. - 

- Tenho um irmão... E ele está bem na minha frente. - 

E , por meros segundos que se igualam a horas a fio, Robert fica sem palavras. Mesmo sendo de origem nobre, ele não tem nenhum laço sanguíneo com a família real e nunca teve nenhuma educação a nível de um monarca, nunca se importou com política

- Majestade... É uma honra, mas não acho que eu seja o mais adequado. - Ele ajoelha ao falar, agradecendo a honra de ser pensado como seu sucessor. 

- Não tem ninguém em quem eu confie mais. E por isso, sei que não falhará em relação a Rainha escocesa. Não quero mais vê-la, é quero que seja feito hoje. - 






Notas Finais


Será que Robert conseguirá cumprir tal ordem?


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